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Pesquisadores conseguem combater sintomas do Alzheimer com canabinoide

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

Resultados

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

Agência Brasil

 

 

MP recomenda interdição de mandato de prefeito na PB por suspeita de Alzheimer

O promotor do Ministério Público da Paraíba (MPPB), José Bezerra Diniz, emitiu uma recomendação de interdição do mandato do prefeito de São João do Cariri, Cosme Gonçalves de Farias (DEM), de 62 anos. A recomendação tem como base o inquérito que investiga a sanidade mental do gestor, tendo em vista a suspeita de que ele esteja sofrendo da doença de Alzheimer.

O G1 não conseguiu entrar em contato com prefeito. Já o advogado Maviael Fernandes, que faz a defesa do prefeito, disse que os exames já foram feitos, mas que ainda não foram apresentados, pois o resultado vai ser divulgado apenas no dia 4 de outubro. O advogado também destacou que o prefeito está frequentando a prefeitura diariamente.

A informação da recomendação do MPPB foi confirmada na tarde desta quarta-feira (26) pelo promotor. Segundo ele, essa recomendação foi emitida tendo em vista que o prefeito não apresentou nenhum documento que comprovasse a sanidade mental, no prazo que recebeu pelo Ministério Público, depois da denúncia.

Segundo o promotor, este será o último passo antes do Ministério Público da Paraíba entrar com o pedido de interdição direto, tendo em vista que pelo Código de Processo Civil (CPC) este pedido precisa ser feito primeiro pela própria família ou por representante da entidade. O MPPB deu o prazo de 30 dias para que a família entre com o pedido ou ainda prove a sanidade mental do gestor.

“Por cautela fizermos essa recomendação. O artigo 747, que trata da interdição, prevê que essa interdição precisa ser promovida primeiro pelo cônjuge. Se não for feito assim, a segunda opção é a família. Se a família não o fizer a terceira opção é o representante da entidade. Por último, o pedido pode ser feito pelo Ministério Público. Então demos esse prazo para respeitar a prerrogativa”, disse ele.

O procedimento de investigação foi aberto desde o mês de julho depois de uma representação protocolada por uma moradora da cidade. Segundo a representação, o prefeito estaria em um quadro da doença, no qual estaria sem condições mentais de gerir o município, e que administração estaria sendo mediada pela esposa e filhos. Também há relato de casos em que o prefeito já teria se perdido ao sair de casa sozinho e que não reconhece mais as pessoas que convivem com ele há décadas no município.

O promotor da cidade de São João do Cariri também comentou que ao conversar com o prefeito, após a representação, percebeu que ele estava confuso e que, durante a conversa, o prefeito confundiu a quantidade de filhos que tem, durante uma declaração. Na época, segundo o promotor, próprio gestor reconheceu que está sofrendo oscilações de memória.

G1

Ministério da Saúde incorpora medicamento para Alzheimer no SUS

Memantina age em neurotransmissor e impede morte de neurônios (Foto: Divulgação)

Após avaliação, o Ministério da Saúde incluiu o medicamento memantina para casos de Alzheimer moderados e graves no SUS. A inclusão foi oficalizada nesta quinta-feira (9) em publicação no Diário Oficial. O medicamento já é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A memantina age impedindo a ação do excesso do glutamato nos neurônios. Altos níveis do composto facilitam a entrada do cálcio nas células neuronais, levando-os à morte.

O medicamento foi indicado para casos moderados e graves. Não há indicação para casos leves. Para os casos graves, o composto deve ser combinado com medicamento inibidor de colinesterase, substância que inibe a ação de enzimas que destroem a acetilcolina, neurotransmissor atuante na memória. Já nos casos leves, a memantina pode ser usada isoladamente.

A recomendação da incorporação no SUS foi feita por comissão de avaliação em julho desse ano. O relatório concluiu que “apesar do tamanho do efeito ser pequeno, ele é significativo e influencia favoravelmente a qualidade de vida dos doentes e cuidadores”, diz.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete 33% dos indivíduos com mais de 85 anos e compromete de mais de 35 milhões de pessoas no mundo. A condição leva ao declínio de habilidades cognitivas, como a memória e orientação no tempo e no espaço. Há também mudanças na personalidade e no comportamento, bem como prejuízos na habilidade de realizar funções diárias.

G1

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Cientistas da UFRJ conseguem parar o avanço do Alzheimer em animais

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram interromper o avanço do Alzheimer em animais. Eles desenvolveram um caminho novo pra atacar a doença.

A pesquisa dos cientistas brasileiros foi destaque em uma das principais publicações científicas, o “Jornal Americano de Neurociência”. A doença atinge mais de um milhão de brasileiros e é o principal fator de demência nas pessoas mais velhas.

Os pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro focaram o estudo em uma substância produzida naturalmente pelo cérebro chamada de TGF beta 1.

Eles descobriram a importância dessa proteína para proteção dos circuitos elétricos do cérebro. Nas pessoas mais velhas, a produção do TGF beta 1 é reduzida e com isso há inflamações que interrompem a ligação entre os neurônios.

O pesquisador mostra uma célula do cérebro normal, depois reduzida pelo Alzheimer. Na experiência, ela se recupera parcialmente com o uso da substância sintética TGF beta 1.

Nos ratinhos de laboratório, os pesquisadores brasileiros já conseguiram reduzir alguns sintomas do Alzheimer. Os animais recuperaram a memória mais recente e sabe-se que uma das principais consequências da doença é justamente esquecer aquilo que aconteceu há tão pouco tempo.

A experiência funcionou assim: um ratinho com Alzheimer foi colocado diante de dois objetos iguais. Um deles foi substituído. Segundo os pesquisadores, o animal reagiu da mesma forma, ou seja, não se lembrava do objeto que já tinha visto.

Depois de injetada a molécula TGF beta 1, o ratinho lembrou do primeiro objeto e só reagiu diante do novo, aquele que ele não conhecia mesmo.

A chefe do laboratório alerta que a pesquisa é um passo importante, mas que ainda não significa a cura para a doença.

“O que nós fizemos foi apenas um passo para o tratamento a médio, longo prazo. É uma longa caminhada e certamente o nosso trabalho pode vir a contribuir”, disse a pesquisadora Flávia Gomes.

G1

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Cigarro aumenta o risco de doenças como Alzheimer

cigarroTodos conhecemos a relação entre fumar cigarro e o aumento do risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como o AVC. Entretanto, o cigarro também tem uma relação com doenças neurodegenerativas, menos conhecida, que discutiremos abaixo.

Primeiro, sabemos que o envelhecimento é o principal fator de risco não modificável para doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Quando analisamos Alzheimer, entretanto, além da questão “idade” fatores de risco clássicos para doenças vasculares como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia são também fatores de risco que podem deflagrar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.

Segundo, sabemos que existem aqueles indivíduos em uma zona de fronteira conhecida por “comprometimento cognitivo leve”, quando o indivíduo tem normalmente um problema cognitivo importante, mas que não o impede de exercer suas atividades de vida diária. A importância de fatores de risco como fumar cigarro neste contexto é que indivíduos com comprometimento cognitivo leve terão mais chance para converter em Alzheimer se fumar um cigarro que indivíduos não-tabagistas. Assim, evitar o cigarro é uma atitude essencial para diminuir as chances de Alzheimer.

Em relação à doença de Parkinson, paradoxalmente, estudos em modelos animais e estudos epidemiológicos em humanos já demonstraram que a nicotina pode ter um efeito neuroprotetor. Isto mesmo, neuroprotetor. Este mecanismo é complexo e envolve liberação de neurotransmissores, modulação de apoptose e necrose, função imune e aumenta produção fatores tróficos (Trends in Neuroscience v. 27, p.561-8; 2004). Na vida real isto não é tão simples, uma vez que junto com a nicotina centenas de outros produtos extremamente tóxicos/cancerígenos são aspirados em um cigarro e não se recomenda, em hipótese alguma, fumar cigarro para evitar ou atrasar doença de Parkinson.

Como na própria doença de Alzheimer, o tabagismo associado a outros fatores de risco para doenças cerebrovasculares acaba contribuindo para piora dos sintomas parkinsonianos, em particular, no surgimento de sintomas não-motores como a própria demência associada à doença de Parkinson.

Evitar o tabagismo, mesmo passivo, é uma atitude importante para se ter um cérebro saudável por bastante tempo. Mais do que isto, evitar o tabagismo pode influenciar no desenvolvimento ou no surgimento de complicações relacionadas a doenças neurodegenerativas.

minhavida

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Paciente com Alzheimer volta a tocar violão após cirurgia que freia o mal

medicoImagine o que significa para a família de um paciente com Alzheimer vê-lo voltar a caminhar, lembrar das pessoas e até tocar violão? Pois, foi isso que aconteceu com o paciente de 78 anos, que foi submetido a uma estimulação cerebral profunda em dezembro de 2015, no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. A cirurgia ainda está em fase experimental no Brasil. O idoso, inclusive, voltou a praticar atividades físicas e, conforme a família, tem tido resultados animadores.

“Ele está bem. Não decaiu nada e isso é uma evidência muito positiva. Em algumas coisas melhorou, como na denominação dos objetos, no raciocínio lógico. A memória recente ainda é precária, mas vem tendo melhoras também. Às vezes, ele faz uma pergunta e logo depois repete. Um jogo de futebol, ele discute logo após, com consistência, o que é bom porque se trata da memória recente. Isso é muito positivo. O momento político que estamos vivendo, ele também discute e dá uma opinião”, comemorou.

O idoso está fazendo acompanhamento neuropsicológico, atividade física, hidroginástica, caminhada e voltou até a tocar violão, coisa que não fazia desde final de 2014. “A gente sempre estimulou e, em março desse ano, ele começou a tocar. Foi muito emocionante, gravamos tudo”, contou a esposa, que prefere manter a identidade preservada.

Segundo ela, a família está muito animada com a evolução. O idoso é avaliado mensalmente pelo neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia. Ainda este mês, o paciente passará por um pet-scan, tipo de tomografia, para ver se houve mudança. “Independente disso, considero o resultado muito positivo. Há poucos dias, conversava com meu filho, imaginando como ele estaria se não tivesse feito. Hoje só temos a agradecer, e o médico disse que o resultado está dentro do esperado”, comemorou a esposa.

Além dessas evoluções, ela relatou que o marido se alimenta e se veste sozinho; lê jornal, resolve palavras cruzadas. “Ele está muito bem. Claro que tem as dificuldades. Tudo dele é mais lento. Se for sair, tem que avisar com antecedência, porque o banho é demorado e demora também para se vestir. Dia 11, completou um ano da cirurgia e fizemos até uma comemoração. A essa altura ninguém sabe como ele estaria se não tivesse feito. Espero muito que essa restrição à realização da cirurgia não demore muito para que outras pessoas que precisam também possam ser beneficiadas”, completou.

UFPB oferece gratuitamente tratamento pioneiro no Brasil

Para tentar melhorar ainda mais o quadro do paciente, a família fez o cadastro dele para participar de um estudo que está sendo realizado na UFPB, baseado em um tratamento não invasivo para estimular o córtex cerebral por meio de um neuroestimulador, associado à intervenção cognitiva, sem cirurgia. Porém, não foi possível.

Um dos requisitos para fazer parte do estudo é não ter sido submetido a nenhum tratamento cirúrgico. A universidade é a única no País a aplicar o protocolo em pacientes com Alzheimer e o serviço é gratuito. O estudo é desenvolvido pela pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC), da instituição.

Clínica de Psicologia UFPB

3216-7338

99620-2608

99808-1551

Caso do médico foi julgado, mas CRM não informou penalidade

Por não ser ainda autorizada no Brasil, a cirurgia inédita no estado, acabou trazendo algumas consequências para o neurocirurgião. O Conselho Regional de Medicina (CRM) proibiu a realização de outras intervenções e abriu sindicância para apurar o caso. Inicialmente, o julgamento do médico estava marcado para abril, foi adiado para maio e ocorreu há cerca de 30 dias, conforme o CRM.

O corregedor do CRM, Wilberto Trigueiro, informou que o médico teve mantido o direito de exercer a Medicina. A decisão final ficou a cargo de um grupo de conselheiros e as penalidades vão de censura pública à cassação. Porém, ele não informou qual a penalidade aplicada ao médico.

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Pesquisadores da UFPB desenvolvem novo método para tratamento do Alzheimer

pesquisaOs pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram novo tratamento para o mal de Alzheimer.

O método de estimulação cerebral com eletrodos está sendo testado há um ano, em pareceria com a Associação Brasileira de Alzheimer, e conta com 30 profissionais de medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e biomedicina.

De acordo com a pesquisadora do PPGNeC, Suellen Andrade, o sistema é eficiente para pacientes nos estágios leve e moderado e que o método testado na UFPB está melhorando a memória e concentração de mais de 40 pacientes idosos.

O tratamento consiste em três sessões por semana, com meia hora de duração cada. Para Suellen “nossa perspectiva é que o aparelho seja inserido no SUS como um serviço de rotina e, no futuro, o próprio paciente possa usar em casa com a ajuda de um familiar. É portátil e não é caro”.

Suellen também relatou que a cada dois meses, novas pessoas são inseridas no estudo e que para confirmar se o idoso é um possível candidato, basta procurar a clínica de psicologia da UFPB e deixar o número de telefone que a equipe do projeto entrará em contato e dará seguimento aos procedimentos necessários.

portalcorreio

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Dieta e exercício reduzem acúmulo de proteínas ligadas a Alzheimer

 

AlzheimerUm estudo realizado por pesquisadores do Instituto Semel de Neurociências e Comportamento Humano da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), nos Estados Unidos, descobriu que uma dieta saudável, atividade física regular e um índice de massa corporal normal pode reduzir a incidência de acúmulos de proteínas que estão associadas ao aparecimento do Alzheimer.

Na pesquisa, 44 adultos na faixa etária de 40-85, com modificações de memória leve, mas sem demência, foram submetidos a tomografia por emissão de pósitrons (em inglês chamada de PET Scan) que mede o nível de placas e emaranhados no cérebro.

A placa funciona como depósito de uma proteína tóxica chamada beta-amilóide nos espaços entre as células nervosas do cérebro. Já os emaranhados, estão ligados a proteína tau, que quando os micro túbulos não estão estáveis, pode levar ao aparecimento de estados de demência, como a doença de Alzheimer.

Os pesquisadores também coletaram informações sobre o índice de massa corporal dos participantes, os níveis de atividade física, dieta e outros fatores de estilo de vida. O estudo descobriu que cada um dos vários fatores do estilo de vida estavam ligados a níveis mais baixos de placas e emaranhados nos exames cerebrais.

“O fato de que poderíamos detectar essa influência do estilo de vida em um nível molecular antes do início de sérios problemas de memória nos surpreendeu”, disse Dr. David Merrill, o principal autor do estudo, que aparece na edição de setembro do American Journal of Psiquiatria Geriátrica.

O novo estudo é o primeiro a demonstrar como fatores de estilo de vida influenciam diretamente proteínas anormais em pessoas com perda de memória sutil que ainda não foram diagnosticados com demência. Os fatores de estilo de vida saudável, também têm sido relacionados a uma redução do cérebro e menores taxas de atrofia em pessoas com doença de Alzheimer.

“O estudo reforça a importância de viver uma vida saudável para prevenir a doença de Alzheimer, mesmo antes do desenvolvimento de demência clinicamente significativo”, disse Merrill. “Este trabalho dá uma visão fundamental não apenas para a capacidade dos doentes para prevenir a doença de Alzheimer, mas também a capacidade dos médicos para detectar essas mudanças”.

O próximo passo da pesquisa será combinar imagens com estudos de intervenção de dieta, exercício e outros fatores de estilo de vida modificáveis, como estresse e saúde cognitiva.

minhavida

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Medicamento tem bons resultados em pesquisa sobre Alzheimer

AlzheimerPesquisadores da Universidade de McGill, no Canadá, descobriram que o fármaco experimental LMTM, da empresa TauRx Therapeutics Ltd., com sede em Cingapura, pode ter um efeito retardatário nos sintomas do Alzheimer. O medicamento foi desenvolvido para reduzir o acúmulo de proteínas tau no cérebro que, quando em grandes quantidades, provocam degenerações nos neurônios e, consequentemente, doenças como o mal de Alzheimer.

O ensaio clínico foi realizado com 891 pessoas com suspeita de Alzheimer e não mostrou nenhum resultado benéfico aos que tomaram até duas doses do medicamento ou um placebo. Segundo os pesquisadores, a maioria dos participantes associou o medicamento experimental a outros remédios para a doença.

Já um outro grupo, menor, com cerca de 100 pessoas, que tomava apenas o LMTM, mostrou um ritmo de atrofia reduzido. Os pesquisadores relataram neste grupo menor um benefício estatisticamente significativo nos resultados cognitivos e funcionais, e uma desaceleração da atrofia cerebral.

“Análises adicionais deram resultados muito alentadores e mostraram que os pacientes que tomaram o LMTM como monoterapia tiveram um declínio significativamente menor do que os pacientes de controle ou do que aqueles que tomaram o LMTM associado a outros tratamentos existentes para Alzheimer”, explicou Serge Gauthier, professor de neurologia na Universidade McGill e autor do estudo.

Os resultados são parte do primeiro ensaio completo de fase III com uma droga anti-tau para a doença de Alzheimer.

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Idoso com Alzheimer melhora após cirurgia feita na PB

medicoTrês meses depois da intervenção, o paciente de 77 anos, submetido a uma cirurgia pioneira no Estado para barrar o avanço do mal de Alzheimer, apresenta melhora progressiva. Em junho, ele fará um exame de imagem do cérebro que será comparado ao realizado antes da operação. A família e o neurocirurgião responsável estão confiantes. Por ser uma cirurgia ainda não autorizada no Brasil, o médico responde a uma sindicância e será julgado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) em maio.

“Ele está identificando as pessoas. Há poucos dias, passamos por um conhecido e ele perguntou o nome. Disse que conhecia e não lembrava quem era”, comemorou a esposa do idoso, que prefere não se identificar. Conforme o relato, a evolução também é demonstrada na fala.

Por outro lado, ele ainda tem dificuldade de orientação espacial, mas segundo a esposa, a recuperação é visível para quem convive diariamente e acompanha o ancião. “Na medida em que os sintomas são minimizados, é prolongado o tempo de vida e ele fica mais sadio, tem mais interação com a família. Sabemos que o bloqueio é nos efeitos da doença e que não há cura, mas só parar de piorar é uma grande vantagem”.

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Avanços no tratamento. Recentemente, conforme o neurocirurgião Rodrigo Marmo, houve uma cirurgia em Massachusetts (EUA), utilizando choques elétricos em ratos.

Na experiência foi observado que eles recuperavam a memória. “Na verdade, o paciente inicial não perde a memória, só perde a conexão, mas a memória fica armazenada”, explicou. O estímulo elétrico a recupera.

“A cura não existe. Na cirurgia, a gente espera que vá acarretar melhora dos sintomas. Tem que esperar um pouco para ver”, disse.

 

 

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