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Alunos ficam feridos após teto de sala de aula da UEPB cair, em Guarabira

 (Foto: Arte/Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)
(Foto: Arte/Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)

Dois estudantes do curso de direito ficaram feridos, após parte do reboco do teto da sala de aula onde eles estavam caiu durante uma avaliação em grupo na cidade de Guarabira, no Agreste paraibano, na segunda-feira (20). Segundo o aluno Bruno Vinícius, que foi atingido na cabeça, o acidente aconteceu no Centro de Humanidades do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Segundo o diretor do campus de Guarabira, Valdecir Ferreira Chagas, a sala onde aconteceu o acidente está interditada e os alunos estão tendo aulas em outro setor. Ainda de acordo com o diretor, um engenheiro da UEPB vai até o local nesta terça (21) ou quarta-feira (22) para fazer uma vistoria.

O estudante conta que o teto desabou por volta das 13h30. “Estávamos fazendo uma atividade avaliativa em grupo, eu e mais dois colegas. Quando a professora entregou as atividades e a gente começou a responder, o teto começou a desabar. O nosso grupo estava justamente no local que estava caindo e quando começou a correria na sala, o reboco desabou de vez. Minha colega foi atingida no braço e no ombro e boa parte do entulho caiu sobre minha cabeça”, explica Bruno Vinícius.

O jovem explica que funcionários do centro realizaram os primeiros socorros e chegaram a acionar o Corpo de Bombeiros, mas a unidade estava em atendimento e os jovens foram levados para o Hospital Regional de Guarabira por outros estudantes. “No local, fomos medicados, ficamos em observação por algumas horas e fomos liberados por volta das 19h. Apesar de medicado, ainda nesta terça, acordei com dores de cabeça”, explica o estudante.

Segundo Bruno Vinícius, outros problemas de estrutura já foram identificados no centro, e a diretoria chegou a ser acionada para realizar reparos. “Ano passado, por exemplo, caiu um ventilador de teto e em outra ocasião, o gesso de uma sala caiu e saiu um gato de dentro do telhado. Os alunos sempre reclamam destas coisas”, explica.

O diretor do centro explicou que a pró-reitoria de infraestrutura da instituição já havia verificado goteiras nas salas, causadas pelas chuvas, mas que as obras de reparo não foram feitas à tempo.

Centro de Humanidades do Campus III da UEPB, em Guarabira (Foto: Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)Centro de Humanidades do Campus III da UEPB, em Guarabira (Foto: Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)
G1 PB

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Ensino integral do país perde mais de 2 milhões de alunos do 1º ao 9º ano

sala-de-aulaO número de matrículas para o período integral no ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) caiu 46% no ano passado. De acordo com os dados do Censo Escolar, divulgados na quinta-feira (16), em 2015 eram 4,6 milhões de alunos matriculados na modalidade.

Em 2016, o número ficou em 2,4 milhões. A queda é puxada, principalmente, pela rede pública de ensino, mas também houve recuo de 18,9% na particular.

O aumento das vagas em tempo integral é uma das apostas do governo federal para melhorar a educação no país. O PNE (Plano Nacional da Educação) prevê que, até 2024, 25% das matrículas e 50% das escolas da rede pública ofertem essa modalidade.

Em 2015, 19,4% das matrículas das escolas públicas no fundamental eram no período integral –o porcentual caiu para 10,5% no ano passado. E foi ainda menor nos anos finais (do 6º ao 9º ano), com 7,7%.

Para especialistas, a queda registrada é consequência da descontinuidade de programas que impulsionavam essa oferta e da crise financeira. O Mais Educação, principal programa do Ministério da Educação (MEC) para fomentar o tempo integral com prioridade para o ensino fundamental, acabou paralisado em 2015.

Ele foi criado em 2007 para distribuir dinheiro para que Estados e municípios pudessem ampliar a jornada escolar para pelo menos 7 horas. Desde 2014, sofria com atrasos nos repasses e foi alvo de críticas por não promover melhoria no desempenho em Matemática e Língua Portuguesa nem fazer cair a evasão.

“A crise econômica afetou, mas mais determinante foi a crise política que culminou no abandono de programas. É uma tradição brasileira: acabar com projetos de outros governos”, disse Ângela Maria Martins, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.

Médio

Na contramão do ensino fundamental, houve expansão de 8,8% nas matrículas em tempo integral no ensino médio na rede pública e de 5,6%, na particular. Para Carlos Eduardo Chagas, consultor da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), os Estados conseguiram dar prioridade aos investimentos no ensino médio, com aumento de vagas no período integral, por ofertarem menos lugares nos anos finais do fundamental.

“Está ocorrendo com maior intensidade uma municipalização dessa etapa do fundamental, o que provoca um desequilíbrio financeiro nas prefeituras, que consequentemente não conseguem mais garantir a oferta de tempo integral. Por outro lado, os Estados têm mais capacidade para investir no ensino médio. O efeito é ruim, porque não adianta só pensar na etapa final”, afirmou.

Em nota, o MEC informou que o Mais Educação foi paralisado nos anos de 2015 e 2016, na gestão Dilma Rousseff, quando não foram previstos recursos no orçamento. O ministério disse que o programa vai retornar, sem informar o valor previsto de investimento e o número de escolas atendidas.

Procurado, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT) falou em “desmontes e retrocessos” da gestão atual. E destacou “a evolução contínua do número de estudantes em tempo integral” durante a administração petista. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

Estadão

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MEC muda regra de segurança e alunos relatam invasões no Sisu

Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Educação do governo de Michel Temer, comandado pelo ministro Mendonça Filho, mudou a regra de troca de senha do Enem na edição de 2016, flexibilizando o acesso individual dos candidatos no sistema online.

A mudança – a edição de 2016 do exame foi a primeira que não exigiu a “verificação em duas etapas” para recuperar senha – fez com que surgissem problemas de invasão no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), conforme relatos de estudantes, que em alguns casos, acabaram sendo cadastrados por hackers em cursos que não tinham interesse.

Em nota, o Ministério da Educação informou que “os sistemas do MEC e do Inep não registraram, até o momento, indício de acesso indevido a informações de estudantes cadastrados, que configure incidente de segurança”. Leia a íntegra:

Sobre suposto hackeamento dos sistemas do Sisu e Enem, o MEC e o Inep esclarecem:

1- Os sistemas do MEC e do Inep não registraram, até o momento, indício de acesso indevido a informações de estudantes cadastrados, que configure incidente de segurança;

2- Há relatos na imprensa de casos pontuais de acesso indevido a dados pessoais de candidatos, que teriam possibilitado mudança de senha e de dados de inscrição, como a opção de curso. A senha é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato;

3- Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC, como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, serão remetidos para investigação da Polícia Federal. Nos dois casos citados pela imprensa, o Inep já identificou no sistema data, hora, local, operadora e IP de onde partiram as mudanças de senha. Os dados serão encaminhados para a Polícia Federal;

4- Ressaltamos, também, que todas as ações realizadas no sistema são gravadas em log (registro de eventos em um sistema de computação), de forma a possibilitar uma auditoria completa;

5- A Secretaria de Educação Superior (Sesu) destaca que a atual gestão assumiu a pasta em maio de 2016, com o processo do Enem 2016 em curso, na última semana de inscrições. Por isso, todo o sistema de operacionalização do Enem 2016, definido na gestão anterior, estava em funcionamento e não pôde ser alterado no meio do processo;

6- Para o Enem 2017, as equipes do Inep e da Sesu estão trabalhando para aperfeiçoar o exame, de forma a garantir segurança e tranquilidade aos inscritos.

Casos

Gabriela de Souza Ribeiro – A candidata que alega ter tirado nota mil na redação do Enem 2016, na verdade, obteve 460 pontos. Constam dos registros do Sisu acessos com os dados da candidata nos dias 24 e 29 de janeiro, respectivamente, às 11h30 e 12h33, e em nenhum deles foi realizada inscrição em qualquer curso.

Terezinha Gomes Loureiro Gayoso – Constam dos registros do Sisu acessos nos dias 24 e 29 de janeiro, respectivamente, às 12h15 e 22h12. O sistema também apresenta três tentativas de acessos sem sucesso (no dia 24 de janeiro, sendo dois deles às 20h06 e o último às 20h07). A única opção de escolha de curso que está registrada é a do curso de produção de cachaça do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas, realizada no dia 29 de janeiro às 22h14, conforme último acesso registrado no Sisu. A candidata concorreu à vaga na modalidade de candidatos com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012). Cabe ressaltar que, em 2011, a referida candidata ficou na lista de espera do Sisu pelo curso de medicina. (Assessoria de Comunicação Social)

Leia nota do ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante sobre o assunto:

“Todas as edições do Enem e do Sisu, realizadas durante a gestão do então ministro Aloizio Mercadante, ocorreram dentro da normalidade, sem problemas nos sistemas dos referidos programas ou na área de tecnologia da informação do Ministério da Educação. O processo de inscrição do Enem 2016, que também foi planejado na gestão de Mercadante, transcorreu da mesma forma, ou seja, sem incidentes no sistema.

As mudanças nos mecanismos de segurança e controle destes programas, adotadas para a divulgação dos resultados do Enem 2016 e para as inscrições no Sisu 2017, são decisões de inteira responsabilidade do atual ministro, que mais uma vez tenta atribuir à Mercadante as dificuldades de gestão que possui.

Na realidade, o que se constata é que os participantes do Enem 2016 pagam pela decisão da atual gestão do Ministério de desmontar uma equipe técnica experiente e qualificada na área de tecnologia da informação do órgão para aparelhamento político. É inaceitável, por exemplo, que uma participante do Enem, que tirou nota mil na redação e que se inscreveu para o curso de medicina, esteja de fato inscrita no curso de produção de cachaça, fato que nunca aconteceu anteriormente na história do Ministério da Educação.

A atual gestão do MEC não conseguiu estruturar uma equipe de informática, com isso, o órgão passa por um problema estrutural na área, que já foi verificado na confirmações de matrículas na segunda edição do Fies de 2016, nos problemas para participantes verificarem as notas do Enem 2016, nas dificuldades para realização de matrículas no Sisu 2017, no adiamento das matrículas do ProUni e Fies 2017 por preocupações técnicas ainda não esclarecidas e, agora, com alunos inscritos em cursos para os quais não solicitaram inscrição.

Mais uma vez, pagam os estudantes, as famílias e toda a sociedade pelas dificuldades de gestão e pelo aparelhamento político realizado pelo atual ministro no Ministério da Educação.

Assessoria Mercadante

Brasil 247

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Número de alunos matriculados cresce na PB

educacaoAs matrículas na Educação Infantil e no Ensino Médio oferecidos nas escolas da rede pública da Paraíba aumentaram de 2015 para 2016. É o que mostram os resultados finais do Censo Escolar deste ano, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo o Censo Escolar, o total de alunos matriculados na rede pública da Paraíba aumentou apenas 0,7%, de 2015 para 2016. Contudo, o crescimento mais significativo das matrículas se deu no Ensino Médio, no qual 106.849 estudantes estavam no ensino público, entre escolas estaduais e municipais, em 2015. Este ano, as matrículas aumentaram 6,1%.

Na sequência estão os registros de alunos da Educação Infantil, entre creches e pré-escolas. O percentual de crianças matriculadas nesta fase escolar em 2016 aumentou 3% em relação ao ano anterior. Responsabilidade dos municípios, as creches e escolas da rede tinham 98.578 alunos este ano.

Para a secretária-executiva de Gestão Escolar da Secretaria Estadual de Educação do Estado (SEE), Roziane Marinho, o aumento das matrículas no Ensino Médio se deve ao fator socioeconômico, jovens que frequentavam a rede particular de ensino e passaram para a rede pública, e também a melhoria na infraestrutura das escolas estaduais e criação de novas unidades com ensino técnico.

“Desde 2015 temos ampliado o número de escolas técnicas, que oferecem ensino em tempo integral, e reestruturado toda a rede, desde a estrutura física das escolas até a reorganização pedagógica. Temos mudado o processo de formação dos professores e as propostas de ensino, com aulas mais dinâmicas. Tudo isso tem atraído novos alunos”, explicou a secretária.

No Ensino Fundamental. A realidade apresentada pelo Censo Escolar 2016 mostrou uma queda (2,1%) de matrículas de alunos nos anos iniciais e um leve aumento (0,6%) das matrículas nos anos finais dessa etapa escolar. Com relação ao número geral de alunos, houve um decréscimo de 0,9% e o Estado passou de 451.711 alunos, em 2015, para 447.672 estudantes. O número de matrículas na rede pública de ensino é fundamental para que estados e municípios recebam recursos e programas específicos para a área.

Mais números da Capital. Em João Pessoa, a Educação Infantil aumentou 7,1%. Ao todo, 10.684 crianças estavam matriculadas na rede municipal este ano. No ano anterior, eram 9.971 alunos.

Com relação ao Ensino Fundamental, o Censo Escolar apresentou queda de matrículas nos anos iniciais e finais na rede municipal. Em 2015 eram 20.013 alunos (do 1º ao 5º ano) nas escolas do município. Este ano o quantitativo caiu para 19.123. Já com relação aos anos finais (do 6º ao 9º ano), as matrículas passaram de 17.151, no ano passado, para 16.952 este ano.

Para o diretor de Gestão Curricular da Secretaria Municipal de Educação da capital, Gilberto Cruz, o aumento de alunos freqüentando a Educação Infantil na rede municipal se deve a ampliação dos Centros de Referência em Educação Infantil (Creis), que somam 84 unidades.

“Tínhamos uma demanda reprimida de pais que procuravam as creches, mas não encontravam vagas. Nós estamos conseguindo sanar esse problema. Muitos pais também levaram os filhos para as creches do município porque são referência”, destacou.

Katiana Ramos do CP

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Bandidos invadem Faculdade de CG e fazem arrastão entre professores e alunos

sireneUma faculdade localizada no Centro de Campina Grande foi invadida por dois bandidos na noite desta sexta-feira (02). A dupla se passou por alunos para entrar na instituição e fez um arrastão entre servidores, professores e estudantes e em seguida fugiu no sentido da feira central.

Foram roubados vários aparelhos de telefone celular, outros objetos pesoais e aproximadamente R$ 2 mil em dinheiro.

A ação dos bandidos foi registrada por uma câmera de monitoramento da faculdade.

MaisPB

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Começam matrículas para alunos novatos na rede estadual de ensino

escolaAs matrículas para os alunos novatos na rede estadual de ensino tiveram início nesta quarta-feira (16) e vão até o dia 30 de novembro. A efetivação das matrículas, com possíveis ajustes, está agendada para o período de 1° a 22 de dezembro. As aulas do ano letivo de 2017 vão começar no dia 6 de fevereiro do próximo ano.

Para efetivar a matrícula, os estudantes novatos devem preencher uma ficha de inscrição, fornecida pela escola e apresentar cópias da certidão de nascimento, do RG e do CPF, além de duas fotos 3×4, comprovante de residência e histórico escolar emitido pela escola de origem.

Adiantamento do calendário em 2016 – O adiantamento do calendário teve como objetivo proporcionar um melhor planejamento do ano letivo de 2017, visando reforçar os investimentos nos programas já existentes, além de criar outros mecanismos de melhorias.

“Com esse adiantamento no calendário de matrículas, nós saberemos até dezembro deste ano quantos alunos têm na rede, e a partir disso, vamos nos organizar para começar o ano letivo de 2017 sem nenhuma dificuldade”, ressaltou Wleica Aragão, gerente da 1ª Gerência Regional de Educação (GRE).

Matrículas dos veteranos – Os estudantes veteranos da rede estadual de ensino tiveram até o dia 11 de novembro para confirmar sua matrícula. Eles preencheram a ficha de inscrição, que deveria ser assinada pelo responsável ou pelo próprio aluno, caso seja maior de 18 anos.

MaisPB

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Alunos da rede estadual de ensino devem renovar matrícula até sexta-feira

escolaOs alunos da rede estadual de ensino que ainda não renovaram suas matrículas poderão fazê-lo até a próxima sexta-feira (11), período de renovação para os alunos veteranos. Para efetivar a matrícula, os estudantes ou responsáveis devem preencher a ficha de inscrição. Já os novatos poderão se matricular de 15 a 30 de novembro, mediante preenchimento da ficha, cópias da certidão de nascimento, RG e CPF, duas fotos 3×4, comprovante de residência e, se for o caso, o histórico escolar emitido pela escola de origem. A efetivação das matrículas, com possíveis ajustes, está agendada para o período de 1° a 22 de dezembro.

O Governo do Estado garante vagas para todos que procurarem a rede estadual de ensino. Ao todo serão oferecidas 500 mil vagas para o Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional e para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas 764 escolas. Serão oferecidos também cursos técnicos em 26 unidades de ensino, entre elas as escolas cidadãs integrais técnicas, com a oferta de 1.080 vagas, nos cursos de: Mecânica, Enfermagem, Cozinha, Administração, Segurança do Trabalho, Informática, Vestuário, Vendas, Restaurante e Bar, Hospedagem, entre outros.

Este ano, o calendário de matrículas foi adiantado, com objetivo de proporcionar ao Governo do Estado o melhor planejamento para o ano letivo 2017. A intenção é reforçar os investimentos nos programas já existentes, além de criar outros mecanismos de melhorias do aprendizado.

Após o período de matrículas, as escolas realizam, nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro, o planejamento das ações que serão desenvolvidas nos estabelecimentos de ensino durante o ano, tais como acolhimento aos docentes e organização do início das aulas que será no dia 6 de fevereiro. O ano letivo 2017 terá 204 dias, conforme determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Sistema Saber – O período de matrículas começou no dia 24 de outubro, quando o Governo do Estado também apresentou o Sistema Saber. Trata-se de um instrumento de gestão escolar destinado aos profissionais de educação da rede estadual. Ele permite acompanhar a frequência, evasão ou retenção dos estudantes, além de outras funcionalidades, possibilitando as escolas pesquisarem informações importantes dos alunos da rede.

MaisPB

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Com crise no Fies, número de novos alunos no ensino superior cai em 2015

estudosO número de novos alunos no ensino superior no país teve, no ano passado, a primeira queda desde 2009. O mau resultado foi puxado pela redução de ingressantes nas instituições privadas.

Os dados constam em resumo do Censo da Educação Superior de 2015, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo MEC (Ministério da Educação).

Entraram na universidade no ano passado em cursos presenciais de graduação 2,2 milhões de estudantes, 6,6% a menos do que em 2014, quando registrou-se 2,4 milhões de novos alunos. A rede privada, que concentra o maior volume das matrículas, recebeu 1,7 milhão de novos alunos no ano passado – contra 1,9 milhão um ano antes (redução de 8%).

O ingresso na rede pública ficou estável entre os dois anos. Foram cerca de 1 milhão de novos alunos em 2014 e também em 2015.

A diminuição de matrículas ocorreu ao mesmo tempo em que o governo federal restringiu o acesso ao Fies (Financiamento Estudantil). “Podemos inferir que a restrição no Fies teve muita influência nisso, porque no início de 2015 a crise ainda não dava sinais muito fortes”, diz Sólon Caldas, diretor da Abmes (Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior).

Após oferecer 713 mil vagas em 2014, o número de contratos firmados em 2015 caiu para 287 mil (ainda no governo Dilma Rousseff). No primeiro semestre deste ano, 148 mil contratos foram firmados, o que representa 41% das vagas anunciadas pelo governo, como a Folha revelou em agosto.

Não há informações sobre quantas vagas serão oferecidas no Fies no próximo ano. O governo Michel Temer (PMDB)não renovou os contratos neste segundo semestre e deve às instituições valores em torno de R$ 5 bilhões, segundo representantes das instituições. “No Brasil, quem pode pagar, já está estudando. Os mais pobres precisam do financiamento”, completa Caldas.

MATRÍCULAS

Apesar da queda de novos alunos, o número total de alunos na graduação cresceu 3%. Passou de 7,8 milhões para 8 milhões (incluindo cursos presenciais e à distância).

Desse total, 76% dos alunos (6 milhões) estão em instituições privadas. É a maior proporção já registrada –no ano passado, eram 75%.

O ensino à distância teve redução de 5% novos alunos. Passou de 727 mil em 2014 para 694 mil em 2015. Mas o volume de matrículas aumentou e a proporção de alunos nessa modalidade sobre o total chegou a um recorde histórico.

Os 1,39 milhão de alunos em cursos à distância no ano passado representam 17,4% do total de alunos na graduação. Em 2014, eram 1,34 milhão de alunos (17,1% do total).

As informações do Censo mostram a diferença de perfil de alunos da graduação à distância e presencial. Enquanto a média de idade dos ingressantes em cursos presenciais é de 18 anos, na modalidade à distância os alunos entram com 27 anos. A maioria em cursos de formação de professores. No presencial, a escolha mais comum é por cursos de bacharelado.

No geral, a maioria dos alunos é mulher, mas entre os professores de ensino superior são os homens que predominam. Ainda com relação aos docentes, há uma diferença de perfil entre rede pública e privada.

Nas instituições públicas, os professores têm em geral doutorado e trabalham em regime de tempo integral. Professores com mestrado e com dedicação em tempo parcial compõem o perfil mais comum na rede privada.

Folha de São Paulo

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Quase metade dos alunos que entraram na graduação em 2010 desistiram do curso

sala-de-aulaQuase metade dos estudantes (49%) que entraram no ensino superior em 2010 desistiram do curso escolhido. Os dados fazem parte de um levantamento do Ministério da Educação que acompanhou a trajetória de estudantes das redes pública e privada ao longo de quatro anos. Foram monitorados os alunos que permaneceram no mesmo curso de ingresso entre os anos de 2010 e 2014.

A taxa de desistência dos estudantes em 2014 foi de 49% e a de conclusão, 29,7%. Cerca de 21% dos estudantes que entraram em 2010 permaneciam nas universidades em 2014.

Segundo o levantamento, as taxas de desistência de curso crescem ao longo dos anos de estudo. No primeiro ano do curso (2010), 11,4% dos matriculados desistiram. No ano seguinte (2011), o percentual subiu para 27,1%. Em 2012 foi de 36% e no penúltimo ano (2013) chegou a 43%.

Os dados fazem parte do Censo da Educação Superior 2015. Esta é a primeira vez que o Ministério da Educação divulga informações relativas à trajetória dos estudantes.

Na avaliação do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Barone, a desistência elevada na educação superior pode ser motivada pela oferta de curso com modelos ultrapassados e também pela falta de flexibilidade para que os estudantes mudem de curso dentro das instituições.

“Está claro que existe um desajuste entre a oferta de educação superior no Brasil e o interesse dos estudantes, tendo em vista que os indicadores de evasão e de abandono de curso e todos os outros que indicam a não conclusão dos programas originalmente cursados são muito evidentes”, disse Barone. “Possivelmente, isso tem relação com modelos de cursos que são ultrapassados, desenhados essencialmente para um país que não existe, num mundo que não existe mais há muito tempo”, completou durante coletiva para divulgar os dados do Censo.

“Os sistemas de escolhas para os estudantes brasileiros é muito estrito, depois que o estudante faz um vestibular com uma maratona maluca para ingressar num certo curso superior, ele tem uma enorme dificuldade de migrar para outro. As alternativas flexíveis poderiam solucionar em grande parte essa dificuldade.”

A desistência é um pouco maior na rede privada. Enquanto nas universidades particulares a taxa é de 52,7% ao final dos quatro anos, na pública é de 42,6%. Dos estudantes que foram monitorados nas instituições privadas entre 2010 e 2014, 31,3% concluíram o curso ao final desse período. Na pública, foram 22,5%.

Na análise de cursos das redes públicas e privadas que têm maior número de estudantes matriculados, direito teve taxa de desistência de 48,1%, pedagogia de 39,6% e as engenharias de 56,4%.

Agência Brasil

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Vagas para alunos cotistas já são maioria em 63 universidades federais

Leonardo Wen/Folhapress
Leonardo Wen/Folhapress

As 63 universidades federais do país já oferecem mais vagas para cursos de graduação por sistema de cotas e ações afirmativas do que pelo formato de concorrência comum.

Este foi o primeiro ano em que a reserva para estudantes de escolas públicas superou o porcentual aberto à ampla disputa, dominado historicamente por alunos oriundos de unidades particulares de ensino.

O aumento foi impulsionado pela Lei 12.711, a chamada lei de cotas. Sancionado e regulamentado em 2012, o texto previa que gradualmente as universidades passassem a destinar vagas para cotas até que, ao fim de quatro anos, o porcentual atingisse 50% com base em critérios sociais e raciais.

No primeiro semestre de 2016, foram ofertadas 114,5 mil vagas reservadas (51,7%), ante 113 mil de disputa livre (48,3%). Em 2013, a proporção destinada a cotas estava em 33,4%.

O cumprimento da meta dos 50%, no entanto, ainda não significa que metade dos alunos atualmente matriculados nas universidades tenha vindo da escola pública. Relatório da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) mostrou que as federais tinham, em 2014, 939 mil estudantes, dos quais 305 mil, ou 32,55%, haviam entrado por meio de cota.

A expectativa é de que a reserva para cotas continue aumentando nos próximos anos. Em 2022, está prevista uma revisão do texto, que nasceu com argumento de política provisória.

Especialistas em Educação elogiaram o cumprimento da meta e ressaltaram o papel da inclusão para a representatividade, mas pediram atenção às formas de apoio e assistência a alunos que usam a reserva, dos quais metade é de baixa renda.

“As universidades federais são onde se forma a elite intelectual, empresarial e política do país. Então, uma universidade mais com a cara do Brasil, representada por negros e pessoas de baixa renda, ajuda a formar uma elite mais consciente”, disse o professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio) André Lázaro. “De outra forma, um conjunto de questões relevantes para a nação acaba se perdendo por esse público não dispor de uma inteligência formada na linguagem do ensino superior.”

Lázaro pede que um formato de avaliação seja instituído mais claramente para que em 2022 possa ser feita uma avaliação dos efeitos da lei. Hoje, diferentes pesquisadores conduzem análises sobre a medida. Um deles é o coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho, que analisou notas do Enem de beneficiados por cotas.

O estudo mostra que a reserva de vagas não provocou queda relevante na nota mínima nem média de entrada nas instituições de ensino. “Há muita gente de escola pública na disputa. Então, os aprovados acabam entre os 10% com melhor desempenho. As cotas parecem muito boas, porque aumentam a representatividade sem diminuir muito a nota.”

O estudante Hasani dos Santos, de 22 anos, está no último ano de Ciências Sociais na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). É o primeiro da família a entrar em uma universidade.

“Minha visão de ascensão sempre foi com o trabalho, nunca tive perspectiva de fazer universidade.” Para ele, cotistas favorecem a pluralidade.

Estadão

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