Arquivo da tag: Alunos

Alunos da UFPB se acorrentam na porta da reitoria em protesto contra nomeação de reitor

Estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) se acorrentaram na porta da reitoria da instituição, em João Pessoa, em protesto contra a nomeação do novo reitor Valdiney Veloso, feita pelo Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

O protesto silencioso foi iniciado no fim da noite desta quinta-feira (5), após o ato pacífico que aconteceu na universidade. Até a publicação desta matéria, quatro alunos ainda permaneciam acorrentados no local.

O protesto, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (5), contou com a participação de representantes do Levante Popular da Juventude e da União Nacional dos Estudantes. Durante o ato, os alunos saíram da reitoria e caminharam até o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Nomeação de reitor da UFPB

O professor Valdiney Veloso foi anunciado como novo reitor nesta quinta-feira (5), em publicação do Diário Oficial da União. Ele foi o último colocado nas eleições feitas em 26 de agosto, com 106,496 pontos, enquanto a professora Terezinha Domiciano, primeira colocada, teve 964,518 da soma ponderada e normalizada dos votos.

A nomeação do novo reitor foi recebida com desagrado pela comunidade acadêmica. Em nota, a Diretoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba repudiou a nomeação e convocou uma plenária na sexta-feira (6).

G1

 

Colégio suspende aulas presenciais no Recife após surto de Covid-19 entre alunos

O Colégio Damas, no Recife, suspendeu as aulas presenciais para as turmas de 3º ano do ensino médio após a contaminação de alunos por Covid-19. A suspensão é válida por 14 dias.

As aulas retornaram no último dia 13, após autorização do Governo de Pernambuco.

“Nesta quarta-feira (21), a direção do Colégio Damas foi notificada que alunos da 3ª série do Ensino Médio testaram positivo para Covid-19. As pessoas que tiveram contato com eles já foram comunicadas sobre o resultado e receberam a orientação de ficarem em isolamento e realizarem o teste. Estamos cientes de que essa contaminação ocorreu antes do retorno às aulas presenciais, durante um encontro entre os alunos fora do ambiente escolar”, diz em nota.

“Seguindo rigorosamente o protocolo de saúde e segurança da Rede Damas Educacional, validado por especialistas, além das orientações de autoridades de saúde do Estado, as aulas presenciais das turmas da 3ª série do Ensino Médio estão suspensas a partir desta data e continuarão de forma remota. A medida preventiva vale até o dia 2 de novembro”, conta ainda.

 

WSCOM

 

 

“Instituições de ensino estão preparadas para receber alunos presencialmente”, garante diretor da ABMES

Desde quando alguns estados brasileiros começaram a registrar uma certa estabilização no número de casos da Covid-19, a população, autoridades e pessoas ligadas à área da Educação começaram a questionar sobre o retorno das aulas presenciais no país.

Em entrevista exclusiva ao portal brasil61.com, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, afirmou que isso não deve ocorrer imediatamente, mas garantiu que as instituições de ensino já estão preparadas para esse regresso.

“As instituições de ensino estão preparadas e estão obedecendo a protocolos de segurança determinados pela OMS, pelo Ministério da Saúde e governos locais, para que essa volta ocorra dentro da maior segurança possível. É certo que será uma volta gradativa, porque temos grupos de risco. Essas pessoas vão continuar assistindo aula de casa, tendo acesso à aula virtual”, explicou.

Em relação ao ensino à distância, Caldas disse que o número de alunos matriculados nesta modalidade tem aumentado significativamente nos últimos anos, não apenas por causa da pandemia. Sobre esta questão, ele acredita que houve um aumento de custo para as instituições de ensino, tendo em vista às adequações que precisaram ser feitas.

“Esse custo aumentou substancialmente porque, para oferecer as aulas remotas, as instituições tiveram que investir muito em tecnologia, em software, em internet, para que essas aulas pudessem chegar até os alunos. Então, as instituições de ensino se adaptaram rapidamente a esse novo contexto, a educação no nosso país não parou e os alunos estão tendo segmento no seu ano letivo para que não seja comprometida a sua formação”, considerou.

Durante a entrevista, o diretor executivo da ABMES também falou sobre o papel da educação à distância para pessoas que vivem em pequenos municípios, onde o acesso é difícil. Nesse contexto, ele entende que a modalidade é uma porta de acesso para quem tem essas dificuldades, mas busca se qualificar.

“Entre 2015 e 2017, o número de matrículas no ensino presencial diminuiu enquanto no EAD aumentou. Essa modalidade tem crescido e proporciona uma oportunidade para que os alunos de municípios menores, onde não tem oferta do presencial, possam ter acesso à educação superior. Quem ganha com isso é o país, que vai ter cada vez mais mão de obra qualificada no mercado de trabalho e, consequentemente, o desenvolvimento do Brasil”, pontua.

Para a pós-pandemia, Sólon Caldas acredita que haverá uma evolução do ensino híbrido, na qual uma parte das disciplinas será disponibilizada remotamente, enquanto outra será executada no próprio ambiente escolar. Isso, segundo ele, vai permitir aos alunos terem uma melhor adequação e usar o tempo de forma mais eficiente.

“As disciplinas teóricas, certamente terão essa destinação, enquanto as que precisam da presença em sala de aula, terão que contar com o deslocamento do aluno até o ambiente escolar. Isso ainda não está muito bem definido, até porque a regulação não prevê esse modelo híbrido. As autoridades vão precisar rever toda essa regulamentação, para atualizar o ensino para a pós-pandemia”, avaliou.

Há cerca de uma semana, o Ministério da Educação informou que estuda uma forma de avaliar os efeitos da pandemia na a aprendizagem dos alunos no Brasil. Segundo destacou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, o órgão procura uma “possibilidade de fazer avaliações amostrais”, mas, que, por enquanto, seriam para estudos internos e não avaliações em larga escala.

Fonte: Brasil 61

 

 

Projeto destina recursos para equipamentos de informática e acesso à internet para alunos da rede pública de ensino

A ampliação do acesso à educação a distância pode ter um novo panorama com o Projeto de Lei Complementar 230/20, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta prevê o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para compra de equipamentos de informática e acesso à internet para alunos carentes da rede pública de ensino.

O objetivo é promover o amplo acesso ao ensino a distância por esses estudantes durante a suspensão das atividades escolares presenciais em função da pandemia de Covid-19. Segundo o auto da proposta, há um abismo no que se refere ao acesso à internet e a equipamentos de informática capazes de promover educação a distância para alunos do ensino público.

Fonte: Brasil 61

 

 

Alunos, professores e técnicos devem atualizar cadastro para eleição de reitor(a) da UFPB

Os estudantes, técnico-administrativos e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) devem atualizar cadastro para participar da eleição para escolha do novo reitor(a) e vice-reitor(a), no dia 26 de agosto.

De acordo com a UFPB, os estudantes devem fazer a atualização cadastral por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) da UFPB. Para isso, o estudante precisa acessar o portal discente. No menu superior direito, clicar sobre sua foto e depois em alterar senha.

Já os técnico-administrativos e professores podem atualizar seus cadastros tanto pelo Sigaa quanto pelo Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (Sipac) ou pelo Sistema Integrado de Gestão de Planejamento e de Recursos Humanos (Sigrh).

Pelo sistema, o professor da UFPB tem que acessar o portal docente, no menu superior direito, clicar sobre sua foto e depois em alterar senha. Os técnico-administrativos devem fazer o mesmo procedimento.

Conforme a instituição, o formulário de mudança de email será exibida uma janela que se abre no navegador ao visitar uma página web ou acessar uma hiperligação específica. O estudante, técnico ou professor devem atualizar seus dados e selecionar a opção de alterar de dados. O sistema enviará um email com o código de confirmação para conclusão da operação. Em seguida, é necessário copiar o código, colá-lo no campo indicado e selecionar o botão “alterar dados” para confirmar a operação.

A votação online deve acontecer no dia 26 de agosto através do sistema SigEleição da UFPB, das 7 às 22h. A eleição será em um único turno, com voto em apenas uma chapa composta pelo candidato a reitor(a) e a/à vice-reitor(a).

G1

 

Confinamento deixa 75% dos alunos ansiosos, irritados ou tristes, diz pesquisa

Os dados são assustadores: 75% dos alunos da rede pública de São Paulo se mostram ansiosos, irritados ou tristes no confinamento.

Com o ensino remoto imposto pela pandemia, metade dos pais desses estudantes diz acreditar que eles não estarão preparados para concluir o ano letivo, e 70% dos que têm filhos entre o 6º e o 9º ano acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021.

As crianças e os jovens não estão motivados a estudar em casa (57%) e enfrentam problemas na rotina de estudo (62%). O temor de que os filhos abandonem a escola atinge 33% dos pais.

Esse é o resultado de um levantamento que tem o objetivo de mapear as dificuldades decorrentes do fechamento das escolas, realizado pelo Datafolha, em parceria com a Fundação Lemann, o Itaú Social e a Imaginable Futures. Os dados foram encaminhados para o governo do Estado, que nesta sexta-feira (7) anuncia se haverá ou não mudanças no plano de retomada na educação.

Por ora, a regra é que as escolas só serão abertas quando pelo menos 80% da população do estado estiver há 28 dias na fase amarela e 20% há 14 dias. Até a última reclassificação, cerca de 60% estavam no amarelo e, para que se cumpra a previsão de volta às aulas presenciais em 8 de setembro, é preciso que 20% avancem para essa etapa no anúncio de amanhã do governo.

A pesquisa do Datafolha mostra que os estudantes têm se esforçado no confinamento, na medida do possível. Foram 79% os entrevistados que responderam que os filhos haviam feito alguma atividade escolar na última semana.

Apesar disso, é baixo o tempo dedicado aos estudos: apenas 28% dedicam mais de três horas diárias. E, ainda mais grave do que isso: 15% dos alunos não têm nenhum acesso à internet ou contam com redes de má qualidade. São mais de 470 mil crianças e jovens no estado.

Apesar de todas essas dificuldades com as aulas remotas, a volta às presenciais é vista com preocupação, o que é natural e aconteceu também em outros países vitimados pela pandemia que já reabriram as escolas. Dentre os pais da rede estadual paulista, 88% receiam que os filhos possam contrair a Covid-19 na reabertura das escolas. É diferente da sensação dos estudantes: apenas 23% têm medo de voltar.

A pesquisa mostra o que os pais da rede estadual consideram que valerá a pena para que os filhos se recuperem após a retomada das aulas presenciais: seguir com aulas remotas somadas às presenciais (84%), ter aulas aos sábados (69%), ter mais horas de aula por dia (67%) e prorrogar o ano letivo para 2021 (73%).

O Datafolha entrevistou 424 responsáveis por 598 estudantes de 6 a 18 anos matriculados na rede pública, com uma margem de erro de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. A confiabilidade dos resultados é de 95%.

A decisão sobre a retomada na educação deve levar essa realidade em consideração, somada a um cálculo seguro sobre os riscos de propagação da pandemia.

O medo dos pais, ainda que a maioria das pesquisas internacionais apontem como baixa a contaminação de crianças, deve ser visto como consequência inevitável de um tempo traumático e imerso em desinformação. Tornar a volta uma opção das famílias, que poderão equacionar riscos e temores particulares, é o primeiro passo para uma decisão acertada. E o segundo, mais improvável, é tirar da conta o jogo político.

 

FOLHAPRESS

 

 

Volta às aulas exigirá cuidado com emocional de alunos e professores

A discussão sobre a volta às aulas vem mobilizando a todos sobre o impacto que esta decisão poderá trazer em meio a uma pandemia que não dá trégua. Além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento, a consultora educacional e psicóloga Carla Jarlicht destaca que é preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. “Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola”, destaca a pesquisadora. Abaixo segue entrevista com a educadora.

Quais os principais desafios dos professores na volta das aulas presenciais?

Serão muitos os desafios. E vão dos aspectos estruturais e organizacionais da escola, que deverá atender aos protocolos, aos aspectos emocionais, que envolvem não só o acolhimento dos alunos como também o das famílias. Todos estão, em alguma medida, sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos e um tanto esperançosos com o que está por vir. E, embora o professor seja parte desse coletivo, no momento em que a escola abre, é ele o catalisador de todas esses vetores, portanto o desafio será grande e seu papel ainda mais fundamental.

No retorno ao ensino presencial, esse novo encontro, apesar de muito esperado por todos, demandará do professor novas estratégias para a reinvenção tanto das relações afetivas quanto do trabalho pedagógico em si, repensando os projetos, de acordo com a avaliação diagnóstica dos alunos, contemplando novos encaminhamentos, além de outros combinados para a rotina, que será inteiramente diferente. Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola, sobretudo para os professores que são o porto seguro dos alunos, suas famílias e coordenação. Portanto, o acolhimento deve também se estender a eles. Gestores e coordenadores precisam estar abertos para ouvir esses profissionais nas suas demandas e trabalhar em parceria.

– A execução dos protocolos de segurança dos alunos deve ficar sob responsabilidade, principalmente, dos professores. Como lidar com mais esta preocupação?

A preocupação talvez não seja tanto em relação à execução dos protocolos de segurança, que serão seguidos, mas à garantia de que eles funcionarão 100%. Por mais que os professores se dediquem, se empenhem, criem as mais criativas estratégias para colocar em prática tais protocolos seria mais saudável e realista termos clareza de que não há como garantir o rigor, porque escola não é apenas a sala de aula, não é relação um para um, inúmeras podem ser as intercorrências quando há pessoas envolvidas e a situação em que vivemos, atualmente, ainda é frágil e ponto. Lidar com esse fato é fundamental para evitarmos expectativas irreais. Seria extremamente injusto colocarmos todo o peso dessa responsabilidade no colo do professor. O caminho não pode ser esse e precisamos evitar sobrecarregar um profissional já bastante requisitado. Sendo assim, como escola é o lugar do encontro, seria fundamental criar um espaço para diálogo transparente com as famílias e a comunidade para que, juntos, possam pensar sobre esse retorno às aulas e sobre como viabilizar a prática de tais protocolos. Discutir, ponderar, acalmar as angústias, alinhar as expectativas e planejar soluções possíveis. Mais do que nunca, num contexto como a de uma pandemia, precisamos pensar coletivamente, compartilhando a responsabilidade entre todos os envolvidos.

– Você vê, tanto na rede pública quanto particular, alguma mobilização no sentido de preparar o professor para a nova realidade?

Sabemos do abismo que existe entre as redes pública e particular, abismo esse que, com a pandemia, foi escancarado e aprofundado. Os professores de ambas as redes foram pegos de surpresa e alguns tiveram apoio de suas escolas, colegas e secretarias de Educação, a maioria, nada disso.

Hoje ainda estamos em meio a uma pandemia e existe uma pressão para que se volte ao estado de normalidade. Não gosto de generalizar porque há diferenças entre as redes e dentro das mesmas, mas se os professores não estavam preparados antes, quando precisaram migrar do ensino presencial para o ensino remoto, também não estão sendo preparados agora, diante da possibilidade de retorno. E isso é um equívoco porque gera ainda mais ansiedade e insegurança em um momento de fragilidade.

Embora haja uma divergência de opiniões em relação à retomada das aulas presenciais em meio a uma pandemia, uma coisa é certa: é preciso planejar esse retorno e preparar o professor é também o incluir como protagonista nesse processo. Portanto, o quanto antes as escolas começarem a dialogar e preparar o seu corpo docente ( e toda a equipe escolar), mais tranquilo e seguro será o retorno para todos, porque é preciso tempo para toda a reestruturação ser empreendida. E por reestruturação não falo apenas da questão física, dos novos espaços e ambientes. Refiro-me especialmente ao âmbito emocional, já que todos estiveram diante de uma situação completamente inesperada e de muitos lutos.

Portanto, é preciso trabalhar com calma, resgatando os aprendizados vividos pelo isolamento físico e priorizando o material humano, para que essa reinauguração do ano letivo possa acontecer de maneira orgânica e plena.

– Muito se fala na higienização das unidades escolares e muito pouco sobre a parte psicológica que pode estar afetando as diversas comunidades de ensino do país. Que tipo de trabalho deveria estar sendo feito antes de se pensar na volta às aulas?

Como José Pacheco, grande educador português, lembra sempre: “Escola não é um edifício, escola são pessoas”. Sendo assim, para além de todos os cuidados de higienização, que são importantíssimos, temos que focar na saúde emocional de crianças e adultos. A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando.

A gestão das escolas precisará apoiar seus professores e as famílias oferecendo uma escuta ativa às suas demandas, criando fóruns de conversa que acolham suas dúvidas, fragilidades e questões. Por sua vez, os professores precisarão estar ainda mais conectados com seus alunos, com suas demonstrações de afeto e mudanças de comportamento. Muitas vezes, uma sala de aula muito silenciosa revela inseguranças, medos, angústias. O mesmo pode acontecer em relação a uma agitação exagerada ou episódios de choro, desentendimentos entre os alunos. Há uma infinidade de possibilidades de demonstrações de afeto não há receitas para lidar com elas. Para cada uma, terá que se pensar uma forma de abordagem. Ouvir e acolher a criança e o adolescente é sempre o primeiro e mais precioso passo. Além do olhar atento e da escuta, criar rodas de conversa e outras dinâmicas que possam favorecer o diálogo e a elaboração desses conteúdos afetivos é fundamental. E esses trabalhos tanto da gestão quanto dos professores podem começar a ser implementados virtualmente, com apoio da equipe de psicologia da escola. Podem ser realizadas reuniões por equipe e individuais bem como reunião geral de pais e das famílias.

– Muitos pais não estão dispostos a deixar seus filhos voltarem às aulas presenciais. Como atender a esta demanda sem prejudicar o ensino do aluno?

Primeiro, vale dizer que é importante legitimar essa preocupação das famílias e isso precisa ser entendido dentro do atual contexto que ainda é muito frágil e indefinido. Mais uma vez, o acolhimento das famílias e suas preocupações precisa ser objeto de trabalho por parte das escolas, que por sua vez, terão que se perguntar sobre a real possibilidade de atender a essa demanda sem sobrecarregar professores e alunos. Pode parecer algo muito simples e trivial para quem está de fora, mas não é. Não podemos pensar que a aula remota é a aula presencial transmitida de outra maneira. E que, em sendo assim, os alunos que estão online estariam vivendo a mesma situação de aprendizagem que os que estão em sala de aula. Isso é um equívoco. É preciso colocar que a experiência da escola é insubstituível. Escola é o lugar do encontro, como já disse. É lá que as crianças convivem, socializam e aprendem umas com as outras, com os professores e educadores. Portanto, pensar um cenário de aprendizagem onde parte da turma esteja em sala e outra parte online é pensar numa exceção, onde haverá perdas de diferentes formas para todos. Caberá, porém, a cada escola decidir como proceder de acordo com o que estiver determinado por lei, que defende o direito à educação plena da criança e do adolescente. Sendo assim, o mais interessante e produtivo seria investir em soluções que possam atender ao coletivo, a um retorno às escolas a seu tempo, de forma saudável, segura e cheia de afeto.

 

Governo da PB disponibiliza aplicativo com internet gratuita para alunos e professores

O Governo da Paraíba disponibilizou, nesta segunda-feira (6), o aplicativo “Paraíba Educa” para alunos e professores da rede estadual de ensino junto com um pacote de internet móvel gratuito. A ferramenta faz parte das estratégias de ensino remoto adotadas durante a suspensão das aulas presenciais por causa de pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia assinou contratos com quatro operadoras de telefonia para garantir que os estudantes paraibanos acessem os conteúdos do regime especial de ensino sem nenhum custo.

Para baixar o aplicativo, é preciso ir até a loja de aplicativos do smartphone com versão Android, digitar “Paraíba Educa” na busca, selecionar e baixar.

Para acessar o conteúdo, o usuário deve utilizar os mesmos dados do login e senha cadastrados na plataforma “Paraíba Educa”. Assim que o acesso for realizado, o pacote de dados móveis é disponibilizado.

G1

 

Governo distribui mais 250 mil cestas básicas para alunos da Rede Estadual de Ensino da Paraíba

Depois de distribuir 52 mil cestas básicas com as famílias cadastradas no Programa Cartão Alimentação e comunidades quilombolas, indígenas e povos de terreiros, 600 toneladas de alimentos oriundos da Agricultura Familiar, além de 40 toneladas de peixes e 30 toneladas de frango para famílias em situação de vulnerabilidade social, e mais de 2 mil refeições diárias – café, almoço e jantar –  com pessoas em situação de rua em João Pessoa, o Governo do Estado agora distribui 250 mil cestas com as famílias dos alunos da rede estadual de ensino. A entrega será mensal enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

A empregada doméstica Adriana da Silva, mãe de um aluno do Ensino Médio da Escola Cidadã Integral Maria do Carmo Miranda, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, compareceu à escola para receber a cesta. Adriana disse que está se virando do que jeito que dá durante a pandemia porque está sem trabalhar. “A cesta básica vai complementar no sustento das cinco pessoas na minha casa, uma boa ajuda”, comentou.

Outra mãe de aluno que também recebeu cesta básica foi Irenilda Santos Silva, empregada doméstica. Irenilda contou que “está um pouco difícil, então a cesta vai ajudar meu filho a se alimentar melhor, chegou em uma boa hora, gostei muito”.

Para o secretário de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Cláudio Furtado, “a ação é importante porque visa dar segurança alimentar aos estudantes da Rede Estadual, já que temos uma parcela considerável de alunos em situação de vulnerabilidade social e que fazem pelo menos uma das refeições diárias no ambiente escolar. As cestas serão entregues mensalmente enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas por conta da pandemia e farão diferença na vida de muitas famílias”.

Logística – Todas os gestores das escolas da Rede receberam um Manual de Orientações para saber como proceder. A operação de entrega das cestas básicas é feita por uma equipe técnica designada por cada unidade escolar. Por dia, são escolhidas três séries/turmas para a distribuição da cesta básica nas escolas regulares, nos horários que o estudante estuda. Já nas escolas integrais, são seis séries/turmas por dia, três séries em cada turno. Essas medidas são necessárias para evitar a aglomeração de pessoas para o recebimento.

Os horários de entrega são das 8h às 12h, das 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 20h, obedecendo o mesmo horário em que o aluno estuda. O aluno deve aguardar o contato da escola informando o dia e hora da entrega.

Apenas um responsável por estudante, munido de documento original de identificação com foto, tem acesso às salas de aula onde são distribuídas as cestas básicas e recebem atividades didático-pedagógicas impressas, caso a escola tenha definido em seu Plano de Ação Estratégico, em virtude da dificuldade de acesso via internet.

Excepcionalmente, as cestas básicas poderão ser entregues aos estudantes com idade entre 14 e 17 anos, caso os responsáveis façam parte de grupo de risco, devendo ser devidamente comprovado. Cada estudante tem direito a uma cesta básica, portanto, nos casos em que haja mais de um estudante na mesma casa, o responsável poderá receber o número de cestas por estudante.

Segurança – Cada membro das equipes de distribuição dispõe de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), tais como: toucas, máscaras e luvas. Do mesmo modo, são garantidos saneantes para higienização das mãos, tais como sabão, água e/ou álcool em gel 70% para os responsáveis por pegar as cestas básicas. Os responsáveis só têm acesso às unidades escolares se estiverem fazendo o uso de máscara, conforme Decreto Estadual de Nº 40.217 de 02 de maio de 2020.

Secom-PB

 

 

Secretário quer revisão no calendário do ENEM 2020 para que alunos não se prejudiquem

O secretário da Casa Civil do Governo do Estado, deputado licenciado Júnior Araújo, disse, nesta terça-feira (12), que seria necessário, neste momento, uma revisão do calendário do ENEM 2020.

Para ele, a paralisação das aulas, devido a pandemia do coronavírus (Covid-19), geral uma certa desigualdade entre os alunos, de escolas públicas e privadas, prejudicando, assim, o candidato que não vem assistindo sequer aulas remotas.

“Não é justo. Se a data for mantida, haverá uma ampla desigualdade na disputa entre os candidatos” afirmou o secretário.

Júnior Araújo lembrou, ainda, que a paralisação de aulas presenciais, que aconteceu há aproximadamente 60 dias por causa da pandemia, fez com que os candidatos das escolas públicas e privadas de ensino se distanciassem cada vez mais nesse processo.

De acordo com Júnior, “aqueles candidatos que têm condições financeiras melhores continuam assistindo aula remota, por meio da internet, enquanto que os candidatos de classe menos favorecidas estão enfrentando dificuldades para acompanhar e aprender o conteúdo das matérias”.

Paulo de Pádua