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Hortas nas escolas: educação verde e alternativa ao digital

Cada vez mais as escolas e os educadores em geral têm buscado alternativas ao digital em salas de aula. A “invasão” dos aparelhos celulares tornou-se um fenômeno incontrolável. Apesar dos muitos benefícios que isso pode trazer, separar os pequenos dos olhares constantes nas telinhas é uma missão importante e que deve ser cumprida.

Segundo o site 365dicas uma alternativa que tem surgido em diversas localidades do país é a instituição das hortas nas escolas. É uma busca não por remover as novas tecnologias das vidas das crianças, mas sim uma tentativa de incluir em seu cotidiano novas atividades e novas formas de se divertirem.

A importância da educação ambiental

A educação ambiental é de grande relevância no século XXI por inúmeras razões. Em tempos em que se fala e que se presencia tanto os efeitos do aquecimento global, educar as novas gerações para as mazelas que a falta de cuidado com o meio-ambiente pode trazer é fundamental.

Nas escolas, a construção de hortas e mesmo de pequenos pomares é também uma maneira muito interessante de aliar teoria e prática. Em uma fase de tantas abstrações como é a infância, as crianças precisam de estímulos que sejam capazes de lhes revelar noções sobre a realidade.

Dessa forma, é louvável que estejam proliferando em todo o país projetos de criação de hortas. Eles exploram a relação das crianças com a natureza, principalmente em grandes metrópoles, em que pouco contato há com o “natural”.

A educação ambiental ainda é capaz de desenvolver uma consciência sobre as próprias ações nas crianças. É principalmente nesse sentido que as hortas escolares surgem. Ao dar aos pequenos a oportunidade de cuidarem de suas próprias plantinhas, eles percebem sobre o impacto que suas atitudes e que os seus hábitos têm no seu dia a dia.

Atividade interdisciplinar

Em termos pedagógicos, ter uma horta na escola é importante também para a dinâmica escolar. Por exemplo: em que grupo ou disciplina curricular encaixaríamos esse tipo de projeto? Nenhum e ao mesmo tempo todos.

Torna-se importante dizermos que esse tipo de atividade engloba uma série de temas pertinentes a muitas disciplinas. Ecologia é o principal, é claro, mas a alimentação e a nutrição também estão presentes. Por que não ensinar às crianças sobre os benefícios de uma rotina alimentar mais saudável por meio da plantação de vegetais?

Os educadores e a escola se beneficiam muito com esse tipo de prática. Ao gerarem situações reais de aprendizado, conseguem avaliar com muito mais clareza a evolução dos alunos. Ao sair dos quadros negros e dos cadernos de avaliação para a rua, a dinâmica de aprendizado muda completamente. Deixa de ser abstrata, estática para ser algo palpável e real.

Autonomia e autoconsciência

Com certeza os maiores beneficiados com esse tipo de projeto são as crianças. Como mencionamos acima, tornam-se indivíduos mais conscientes a respeito do meio em que vivem. Passam a questionar, mesmo que minimamente, os hábitos de consumo da família, dos vizinhos e dos coleguinhas.

De acordo com professores que levaram esse projeto adiante, foi possível notar também maior autonomia e maior desenvoltura por parte dos pequenos. Tornaram-se mais questionadores em relação a pequenas situações do cotidiano. Passaram a refletir sobre os lanches que levam ou consomem na escola e viram-se mais maduros em relação ao desperdício alimentar.

O projeto da horta escolar é benéfico ainda para a comunidade escolar como um todo. O envolvimento dos pais é recomendado e essencial, principalmente quando passam a ser questionados pelas crianças sobre o cotidiano familiar.

As crianças são gatilhos, visto que elevam seu aprendizado a outras esferas sociais. Mais do que um projeto interdisciplinar, ele é uma prática social que busca o bem-estar comunitário.

Educação verde x educação digital

Uma coisa não exclui a outra. É errado pensarmos que retirar das crianças os aparelhos celulares é a solução para que aprendam melhor. Essas ferramentas, felizmente ou não, são inerentes às novas gerações, devendo, portanto, serem vistas exatamente como o que são: ferramentas de estímulo ao aprendizado.

Em relação à educação digital, nada impede que um projeto como o da horta escolar se alie ao uso de tablets, smartphones e objetos do gênero. Nada melhor do que usar a tecnologia para otimizar um projeto que só traz benefícios a todos.

 

 

Alucinógeno pode ser alternativa contra dependência de crack, aponta estudo

alucinogenoUma mulher afirma ter revivido todas as overdoses que teve na vida, um homem diz ter visualizado a própria morte, outras pessoas relatam reviver traumas de infância esquecidos. Esses são depoimentos de pacientes com problema de dependência química, que experimentaram ibogaína. A maioria descreve a experiência como assustadora, mas também transformadora. Entre os 75 pacientes com dependência de diferentes drogas, como cocaína, crack e álcool, 55% dos homens e 100% das mulheres ficaram libres do vício por um ano ou mais.

Conduzido pela Unifesp (Universidade Federal de S. Paulo), o estudo inédito fez uso da ibogaína, substância alucinógena, extraída de uma planta africana. A pesquisa chegou a ser noticiada pela Royal Pharmaceutical Society, do Reino Unido e publicada pelo britânico The Journal of Psychopharmacology. Entre 2005 e 2013, os pesquisadores administraram o cloridrato de ibogaína, importado do Canadá, e ministrado em cápsulas. No total, 62% permaneceram abstinentes. “É um resultado extraordinário neste campo”, diz Eduardo Schenberg, doutor em Neurociências (USP), que participou do estudo, juntamente com o psiquiatra Dartiu Xavier. Segundo ele, a maioria dos tratamentos convencionais não chega a 30% de sucesso. “Alguns ficam abaixo dos 10%”, diz.

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Dados mostraram que 72% dos pacientes eram “poliusuários”, ou seja, faziam uso de álcool, cigarros, maconha, cocaína e crack. “Este é um dos pontos mais inovadores, pois revela eficiência e segurança do uso clínico, médico e hospitalar da ibogaína no tratamento de usuários abusivos destas substâncias”, comenta Schemberg.

Parte dos pacientes tomaram ibogaína há mais de dois anos, outros há poucos meses. De acordo com o neurocientista, 25% dos pacientes tomaram ibogaína apenas uma vez, 44% tomaram duas vezes, 19% tomaram 3 vezes e uma parcela muito pequena tomou mais de três vezes.

Os intervalos entre as sessões foram, sempre, de ao menos um mês, sendo frequentemente mais longos que isso. “Dez pacientes procuraram, depois da ibogaína, outros tratamentos psicológicos”, afirma Schemberg.

Depoimento

Um dos pacientes que participou da pesquisa da Unifesp é Felipe Cruz, 31. Usuário de crack desde os 17 anos, ele continuou consumindo a droga até a idade de 25. Durante esse tempo foi internado em clínicas e comunidades terapêuticas 19 vezes. “Não conseguia vencer a fissura do crack”, diz. “Às vezes, eu ficava duas ou três semanas sem usar, mas logo recaía novamente”.

Há seis anos, Felipe usou ibogaína pela primeira vez. “A experiência foi bem intensa”, diz. “Tive visões da minha infância que eu havia esquecido, momentos marcantes da minha vida e até coisas que nunca aconteceram. A visão que mais me impactou foi da minha mãe chorando ao lado do meu caixão”.

Segundo ele, depois de algumas horas da dose, o efeito foi ficando mais fraco. “É quando começa uma fase importante de perguntas e respostas em que vários questionamentos vêm à tona. É quando a pessoa se pergunta: o que estou fazendo da minha vida?”. Hoje, ele coordena um trabalho com dependentes químicos, adolescentes e crianças em uma comunidade terapêutica, no interior de São Paulo.

Clínicas para dependentes

Embora o interesse em investigar os efeitos da ibogaína existisse desde o início da década de 90, o psiquiatra Dartiu Xavier, principal autor do estudo, conta que tomou a decisão ao observar o crescimento no Brasil o uso da substância em tratamentos para dependência em clínicas brasileiras. “Soube de muitas pessoas que estavam utilizando sem critérios científicos, não sabemos dos riscos desse uso”, afirma.

Dezenas de clínicas oferecem o tratamento que, geralmente, dura entre três e sete dias, e pode custar de R$ 3,5 mil a R$ 8 mil. Uma das clínicas ouvidas pela reportagem do UOL, localizada no interior de São Paulo, afirma usar o medicamento importado da África.

Lá, quem aplica a substância é uma dependente química, que se diz curada com a ibogaína. “Após dez internações conheci a ibogaína”, diz Camila Patah. “Fiquei impressionada por não sentir mais vontade de usar e quis trabalhar com isso”. Ela conta que não usa drogas há dois anos e meio. E há seis meses aplica a ibogaína.

Ela garante que é feita um triagem antes do paciente passar pelo tratamento. “Não podem prescrever para pessoas que têm quadro de esquizofrenia e é preciso fazer um eletrocardiograma”, afirma. Segundo ela, 16 pessoas já passaram pelo tratamento com ela.

O que é

Apesar do uso na recuperação de dependentes químicos, a iboga, arbusto conhecido por botânicos como Tabernanthe iboga, cujo principal alcaloide é a ibogaína, é usada secularmente em rituais xamânicos, principalmente no Gabão e em Camarões, na África Central. A planta pertence à categoria dos alucinógenos clássicos, entre eles, o peiote, a ayahuasca e o LSD.

Proibida

No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a ibogaína não é proibida nem consta na lista de substâncias controladas, e pode ser importada para uso pessoal. Entretanto, a agência informou por meio de sua assessoria que, como até o momento não há medicamento registrado no país, o uso terapêutico comercial é considerado clandestino e ilegal.

Os pesquisadores são otimistas com o potencial terapêutico da planta africana, mas advertem que os estudos ainda não são conclusivos sobre a extensão dos seus efeitos, e que o uso da ibogaína deve ser feito com supervisão clínica rigorosa. Há registros de mortes no tratamento não-controlado de dependentes com ibogaína na Holanda, França e Suíça. Nos casos estudados no Brasil não foi observado nenhum caso de efeito colateral grave, nem de mortes. Para Eduardo Schenberg, doutor em Neurociências (USP), isso corrobora a importância do tratamento não ser ilegal.

Segundo o pesquisador, a proibição gera más práticas e riscos aos pacientes. “É fundamental que haja apoio médico profissional em ambiente hospitalar, com substância de boa procedência, dosagem conhecida e bem determinada e triagem adequada dos pacientes”, afirma.

Como em qualquer outra prática médica, há contra indicações no uso da ibogaína. A principal é para pacientes com problemas cardíacos. “O eletrocardiograma é um exame que deve ser incluído na triagem de qualquer paciente antes do uso da ibogaína”, afirma o médico.

Schemberg diz que o Brasil pode assumir um papel de liderança no campo das pesquisas de psicodélicos. “O Brasil encontra-se em situação favorável para se tornar líder nesta linha pioneira que pode ajudar muito num problema de grande dimensão”. Ele destaca que atualmente não há tratamento farmacológico para dependência de drogas, em especial para os estimulantes como cocaína e crack. “A ibogaína é uma via que deve ser explorada”, diz. O especialista, que reside em Londres, planeja realizar um ensaio clínico com a substância nos próximos anos.

Uol

 

Estados do Nordeste discutem aquicultura como alternativa econômica para a região

sebraeA aquicultura é o segmento pecuário de maior crescimento nas três últimas décadas no Brasil, conforme dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Para garantir a competitividade e sustentabilidade da atividade, representantes dos nove Estados da região Nordeste estarão reunidos em Maceió (AL), entre os dias 18 e 21 deste mês. O Sebrae Paraíba coordena e irá apresentar durante o evento o projeto Aquinordeste, que faz um trabalho de forma integrada, beneficiando cerca de 3,4 mil aquicultores na região.

“Apesar da estiagem no Nordeste, a produção aquícola tem apresentado boas perspectivas. Há uma margem de lucro relevante na atividade, o que contribui para o desenvolvimento econômico da região”, afirma o analista do Sebrae Paraíba e gestor do Aquinordeste, Jucieux Palmeira.

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O Congresso Regional, em Maceió, irá reunir produtores, professores, técnicos e estudantes que atuam no segmento, entre os dias 18 e 21. No dia 22 ainda haverá um Dia de Campo, com visitas a Unidade de Produção de alevinos de tilápias, em Cururipe (AL) e a uma empresa na cidade de Piranhas (AL). O Congresso contará com 3 palestras magnas, além da apresentação de estudos, mini cursos, mesas redondas e outras palestras.

As palestras magnas serão: “A Aquicultura mundial e suas tendências” (Carlos Wurmann, diretor executivo da Award Consultores Internacionais em Aquicultura); “A aquicultura no Brasil e suas tendências” (Felipe Matias, Secretário Executivo da Red de Acuilcutura de las Americas); e “A Aquicultura na luta contra a fome e a pobreza” (Israel Isnir, consultor internacional, Jerusalém, Israel).

Além deles, o evento ainda contará com mais sete palestrantes: Alessandra Weyandt (pesquisadora na área de Gestão de Qualidade), Alexandre Alter Wainberg (sócio da Primar Aquicultura Orgânica), Camilo Diógenes (presidente da Associação Cearense de Aquicultura), Carlos Frederico Lacerda (sócio-diretor do IM3), Jenner Tavares Bezerra de Menezes (sócio gerente da Biofish Aquicultura), Jucieux Palmeira (gestor do projeto Aquinordeste), Teresa Varon (diretora do Centro de Productividade de Tolima, Colômbia).

O evento acontecerá no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, e será uma oportunidadepara conhecer novas técnicas que estão dando certo no setor aquícola e de trocar experiências com outros produtores e especialistas nacionais e internacionais. Para participar, é preciso inscrever-se previamente pelo site www.sebrae.com.br/alagoas. A programação pode ser conferida emhttp://sistemas.al.sebrae.com.br/inscricoesOnline/Eventos/eventosPublicidade.

Ascom

Racionamento de energia é a última alternativa, diz operador do sistema

racionamentoO diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse hoje (6) que, mesmo não havendo possibilidade de o país passar por racionamento nos próximos meses, é importante racionalizar o uso da energia.

Chipp explicou que, economizando energia elétrica, o brasileiro criará condições para diminuir o uso da fonte térmica, mais cara que a elétrica. Segundo ele, quando usada, a energia térmica acaba por encarecer também a conta de luz.

“A última coisa que a gente vai decretar é racionamento de energia”, afirmou Chipp durante evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine). Ele acrescentou, no entanto, que 2015 continuará a ter tarifas elevadas até que a hidrologia esteja definida.

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De acordo com o diretor do ONS, em vez de racionar energia, o mais indicado é baixar o consumo, porque, diminuindo o gasto, reduz-se a necessidade de acionamento das térmicas. “Eu sempre digo: um programa visando à economia e a evitar o desperdício [de energia] é muito bom, independentemente de a chuva estar boa ou não. Outra coisa é racionamento, que é um decreto do governo, quando não há mais recurso nenhum para atender à carga. O negócio é economizar [energia proveniente de] térmicas”, afirmou.

O início do período chuvoso torna ainda mais distante a possibilidade de racionamento. Por isso, a tendência é a situação dos reservatórios melhorar nos próximos meses, acrescentou Chipp. “Há indicações favoráveis de chuva, segundo os meteorologistas.” Segundo Chipp, para garantir que não haja racionamento no ano que vem, é necessário que os reservatórios tenham entre 30% e 35% da capacidade. “E, para que isso ocorra, basta que chova 80% da média histórica”, acrescentou.

Jornal do Brasil

Jefferson recebe ‘dieta alternativa’ e tem cela individual

roberto jefferonO ex-deputado Roberto Jefferson, preso após condenação no esquema do mensalão, passou a primeira noite no Instituto Penal Cel. PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói (RJ), numa cela individual.

 

A Secretaria de Administração Penitenciária disse que “foi feita por nutricionistas uma dieta alternativa, buscando atender às necessidades do preso”. Jefferson afirma precisar de alimentos especiais, sem gordura, em razão das cirurgias a que foi submetido para tratamento do câncer, que reduziram seu aparelho digestivo.

 

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A dieta motivou pedido de prisão domiciliar pelo ex-deputado, o que foi negado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. O seu advogado, Marcos Pinheiro de Lemos, não foi localizado pela Folha para comentar o tratamento dado a Jefferson em seu primeiro dia na cadeia.

 

De acordo com a secretaria, a unidade tem capacidade para 192 pessoas e está ocupada por 120 presos. Ele dormiu numa cela individual. A secretaria não informou o motivo pelo qual o instituto foi escolhido para abrigar o ex-deputado.

 

Jefferson foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto e multa de R$ 720,8 mil pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para sair durante o dia da cadeia, ele precisa estar empregado. Antes de ser levado pela polícia, o ex-deputado disse que ainda não tinha nenhuma oferta de trabalho.

 

Folha Online

Rainhas da África viram alternativa às Barbies na Nigéria

O nigeriano Taofick Okoya ficou perplexo quando descobriu, há alguns anos, que não era possível encontrar uma boneca negra para sua sobrinha. A partir de sua constatação, criou seu próprio negócio e, com peças encomendadas da China, passou a fabricar bonecas com um toque local — trajes típicos desta região da África.

 

Bonecas nasceram da vontade de Okoya de presentear sua sobrinha| Foto: Reuters

Sete anos depois, Okoya vende entre 6 mil e 9 mil unidades mensais das “Rainhas da África” e “Princesas Naija” e domina entre 10 e 15% do mercado local de bonecas.

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Okoya agora planeja lançar bonecas alusivas a outros grupos étnicos africanos, e negocia com a rede sul-africana Game, subsidiária do Wal-Mart, para colocar seu produto em 70 lojas do continente.

Como as Barbies, as bonecas de Okoya são esbeltas, um padrão de beleza ocidental que é abominado pela maioria dos africanos adultos. Ele, no entanto, ainda espera mudar isso: “Por enquanto, precisamos nos esconder atrás da boneca ‘normal’. Quando tivermos construído a marca, poderemos fazer bonecas com corpos maiores.”

 

Portal Vermelho

O financiamento da mídia alternativa e a revolução silenciosa

Não há novidade nenhuma em afirmar que os meios de comunicação no Brasil são extremamente concentrados nas mãos de algumas poucas famílias. A surpresa que nos atinge está em saber que é justamente o dinheiro público do governo federal e dos governos estaduais e municipais o principal patrocinador dessa concentração.

Por Theófilo Rodrigues*, no Correio do Brasil

MidiaAlternativaNo caso do governo federal é a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, dirigida pela ministra Helena Chagas, a responsável por esse repasse de verbas para os grandes meios de comunicação. Nesse momento alguém poderia se perguntar: “Mas Helena Chagas, aquela jornalista da Globo?” Sim, a própria.

Esse repasse de verbas da Secom é a principal fonte de sobrevida dos grandes meios de comunicação no Brasil. Para termos uma ideia do montante, apenas em 2012 cerca de R$ 10,8 bilhões foram repassados para os quatro grandes canais de televisão: Globo, Record, SBT e Band, sendo que 70% dessas verbas foram repassadas apenas para a Rede Globo.

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Outro exemplo costumeiro é o da Editora Abril – responsável pela revista (semanal de ultradireita) Veja, entre outras – no Estado de São Paulo. Os paulistanos sabem que há anos o seu governo estadual vem patrocinando fortemente a editora da família Civita sem que haja qualquer transparência sobre as vantagens que tal parceria traz para o bem público. A coincidência entre a linha editorial da Abril e o programa político do partido que dirige o governo de São Paulo não parece ser fruto do acaso.

O interesse público depende da diversidade de fontes para a produção da informação. Uma sociedade que possui apenas poucas possibilidades de acesso a novos conteúdos torna-se refém sem sequer saber que suas mãos estão acorrentadas. É necessário que haja fontes diversas e plurais para que possamos confrontá-las e produzirmos nossas próprias opiniões.

No entanto, se por um lado os governos não manifestam desejo em alterar a estrutura da comunicação no país, por outro lado os movimentos sociais e a sociedade civil subalterna começam a reivindicar mudanças estruturais que venham de baixo para cima. Aí estão os exemplos dos milhares de jornais de bairros, rádios e tvs comunitárias e blogs alternativos que surgem diariamente. A indignação com as narrativas monocórdicas materializam-se assim nas mídias alternativas. E essas mídias alternativas querem recursos para sobreviver e cobram justa e legitimamente que mudanças sejam feitas nas prioridades dos governos.

O debate no Congresso Nacional

Na Câmara dos Deputados o debate sobre a necessidade do financiamento para a mídia alternativa tem ocorrido na Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados sobre Mídia Alternativa presidida pela deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE). A subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática desde dezembro de 2011 e ao longo desse período ouviu uma série de especialistas sobre o tema. O relatório final dos trabalhos da subcomissão foi aprovado em 13 de novembro de 2013 e agora será transformado em projeto de lei para seguir em votação no plenário da Câmara dos Deputados.

O relatório final apresentado pela deputada Luciana Santos é formado por 17 itens que, em síntese, afirmam ser responsabilidade do governo federal e de suas agências o fomento das mídias alternativas e a pluralidade e diversidade na distribuição das verbas oficiais de publicidade. De forma concreta o relatório propõe que 20% da publicidade oficial do governo federal sejam apenas para a mídia alternativa.

Brasília dá o primeiro passo

Brasília deu na semana passada o primeiro grande passo no sentido de democratizar o financiamento da mídia alternativa. A Proposta de Emenda à Lei Orgânica 51/2013 indica que 10% das verbas de publicidade dos poderes locais deverão ser repassados para veículos da blogosfera e da imprensa comunitária.

A proposta da deputada distrital Luzia de Paula (PEN) foi aprovada por unanimidade na Câmara Legislativa do Distrito Federal e será aceita com tranquilidade pelo governador Agnelo Queiroz (PT).

No Rio de Janeiro proposta está na Alerj

No Rio de Janeiro a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) apresentou na Assembleia Legislativa no dia 23 de maio de 2013 o projeto de lei nº 2248/2013. A proposta da deputada comunista é a de que 20% da publicidade oficial do governo do Estado do Rio de Janeiro seja destinado à mídia alternativa como jornais comunitários, rádios e Tvs comunitárias e blogs.

Mas no Rio de Janeiro a proposta já indica que encontrará maiores obstáculos. Na semana seguinte à apresentação do PL na ALERJ, o gabinete da deputada Rejane recebeu a visita de advogados da Editora Abril para apontar o descontentamento da família Civita com a redistribuição das verbas para a mídia alternativa.

Ao contrário de Brasília que é governada por um histórico militante da esquerda, o Rio de Janeiro possui como governador o peemedebista Sérgio Cabral. E as boas relações de Cabral com a mídia carioca são bem conhecidas. Não passa pela cabeça de ninguém imaginar que Cabral permitirá que sua base na ALERJ aprove facilmente o PL 2248/2013.

Da revolução silenciosa para a revolução barulhenta

Aprovar mudanças na distribuição da publicidade oficial dos governos não é pouca coisa. No dia em que jornais de bairros, blogs, rádios e Tvs comunitárias passarem a receber uma parte do bolo, uma grande mudança se iniciará em nossa sociedade. Uma mudança de sotaque, uma mudança de cor, uma mudança de cultura. Uma nova narrativa de baixo para cima emergirá e verdades que hoje são absolutas passarão a ser contestadas. A revolução silenciosa passará então a ser barulhenta. Esse dia chegará.

 

Portal Vermelho

Senadores começam a avaliar nesta semana proposta alternativa que garanta mais recursos para a saúde

hospitalMesmo com o esforço da base aliada para antecipar a discussão sobre a proposta que garantirá recursos extras para a saúde, o debate se arrasta. Nesta semana, mais uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve continuar tratando do assunto. O governo conseguiu negociar uma alternativa à proposta de destinar 10% da receita corrente bruta da União para a área, que chegou em um projeto de iniciativa popular. Em diversas ocasiões, representantes do Executivo tentaram mostrar que as contas não fechariam. Como alternativa, o governo sinalizou que pretende destinar 15% da receita corrente líquida para a área.

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O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), escalado para relatar a matéria, deve ser também um dos grandes defensores da solução encontrada pelo Planalto para o impasse. A estratégia é incluir o financiamento para a área na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo, que estabelece a obrigatoriedade da execução das emendas parlamentares até o limite de 1% da receita corrente líquida do ano anterior.

A proposta define ainda uma escala crescente do percentual que seria aumentado para a área, que só em 2018 chega a um valor de quase R$ 147 bilhões. Pelas contas de Braga, o texto já garante, no próximo ano, um aumento de quase R$ 7 bilhões destinados à saúde.

Apesar do apoio do líder governista, o Planalto ainda deve ter trabalho para conseguir a aprovação desse texto com folga. “A proposta não é ruim, mas a gente pode melhor”, avaliou o senador Humberto Costa (PT-PE). Os senadores da CCJ querem encurtar esse prazo para que o acréscimo de 15% para a saúde seja alcançado em menos tempo.

Para a medida valer, a PEC do Orçamento Impositivo precisa ser aprovada na CCJ e depois analisada e votada em dois turnos no plenário. Se o governo conseguir incluir a alternativa, o texto terá que ser novamente votado na Câmara.

 

Agência Brasil

Lula defende comunicação alternativa: ‘Não vou mais reclamar de falta de espaço’

Lula conversa com sindicalistas e ex-dirigentes na chegada ao evento da CUT: "Nem chapa-branca, nem do contra" (Foto: Juliana Knobel/Frame/Folhapress)
Lula conversa com sindicalistas e ex-dirigentes na chegada ao evento da CUT: “Nem chapa-branca, nem do contra” (Foto: Juliana Knobel/Frame/Folhapress)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nessa quarta (27) que o movimento sindical e os setores progressistas da sociedade invistam mais na organização de seus próprios meios de comunicação, em vez de esperar imparcialidade da mídia tradicional em relação aos governos e às reivindicações de esquerda. Para ele, é preciso parar de reclamar por não ter saído no jornal ou ganhado destaque na imprensa. Os chamados formadores de opinião, disse Lula, eram contra as eleições diretas para presidente, contra o impeachment de Fernando Collor e contra a eleição dele e da atual presidenta, Dilma Rousseff.

Em ato pelos 30 anos da CUT, que serão completados em agosto, Lula disse que o próprio movimento sindical tem um aparato ‘poderoso’ de comunicação, mas desorganizado. “Quero parar de reclamar que os que não gostam de mim não dão espaço. Por que a gente não organiza o nosso espaço? Por que a gente não começa organizar a nossa mídia? Nós sabemos o time que temos, o time dos adversários e o que eles querem fazer conosco. Vocês têm de analisar qual é o espaço de imprensa que o movimento sindical tem.”

Dirigindo-se ao presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, Lula afirmou que a entidade tem de “dar um salto” e passar a atuar mais no auxílio aos movimentos sociais com pouca estrutura. “Não é apenas a luta corporativa. Esse economicismo é bom, mas não é tudo. Faça todas as brigas que tiver de fazer, internamente, mas quando terminar a CUT tem de ir pra rua. A CUT não nasceu para ficar dentro de um prédio.”

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Segundo Lula, um dos criadores da CUT, em agosto de 1983, o radicalismo da central era necessário, nos primeiros momentos, para se firmar. “As pessoas não convidavam a gente para a festa deles. Tínhamos de falar grosso para subir um degrau. O importante é não perder o limite, a compreensão, as possibilidades da luta política, da correlação de forças.”

Assim, acrescentou, o movimento sindical não pode abrir mão de reivindicar, mas deve também saber negociar. “Se vocês virarem dirigente sindical chapa-branca, não vale a pena. Se for só do contra, também não vale a pena. Para valorizar o que a CUT tem feito e vai fazer, temos de imaginar como seria o Brasil sem ela. É preciso repensar o papel  histórico da CUT.”

O ato teve a presença de todos os ex-presidentes da central: Jair Meneguelli (1983-1994), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (1994-2000), Kjeld Jakobsen (interino, de maio a agosto de 2000), João Felício (2000-2003), Luiz Marinho (2003-2006) e Artur Henrique (2006-2012). Dois prefeitos foram à cerimônia – o próprio Marinho, reeleito em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e Carlos Grana, de Santo André.

 

redebrasilatual

Quintal produtivo: alternativa que gera vida e renda

QuintalEm pleno semiárido cearense agricultores/as da localidade de Mamoeiro em Cariús-CE, Diocese de Iguatú, distante 377 km da capital estão conseguindo superar a seca com alternativas produtivas, geração de renda e alegria, motivos que fazem a diferença nesse momento de incertezas.

Nesse tempo de estiagem os agricultores/as usaram da criatividade e para não ficarem estáticos começaram a desenvolver atividades como a quebra de pedras para produzir cal e fazer carvão, alternativas que ajudaram a driblar a escassez de recursos e consequentemente à fome. Além dessas atividades, com o apoio do projeto financiado pela Cáritas Espanhola, os agricultores/as iniciaram a experiência dos quintais produtivos que vem garantindo a segurança alimentar e nutricional na vida da família e da comunidade. Com essas iniciativas eles afirmam que a vida melhorou 100%. “Antes agente não tinha ganho de nada”, diz  o agricultor Vilmar um dos contemplados pelo projeto.

No quintal tem de tudo um pouco como banana, maracujá, ata, acerola, pimentão, quiabo, macaxeira, tomate, coentro, cebola, alface,  cenoura e beterraba onde são comercializados na própria comunidade. Animados eles pretendem ampliar a produção de verduras e legumes, criando galinhas e peixes para aproveitar todo o potencial que o quintal oferece. Já estão se preparando para entrar no programa de vendas para merenda escolar.

Esse processo nem sempre foi assim. Antes a prática com cuidado do solo era outra, devastadora, termo utilizado por eles próprios.  Se utilizavam de agrotóxicos e queimadas, trazendo consequências drásticas para o solo e qualidade de vida. Hoje com ajuda de entidades e visão bem mais consciente e ampliada dos cuidados, eles buscam uma sintonia no trabalho sem agredir o meio ambiente em que vivem, uma prova disso é a experiência dos quintais. A implantação do mesmo, a mais de dez meses ajudou a entender o processo de manejo do solo, cuidado com as plantas, e o resultado se comprova na mesa com alimentos saudáveis e sem riscos para consumo humano.

Na avaliação dos agricultores todas essas práticas ajudaram na melhoria na alimentação com o consumo permanente de verduras e legumes; qualidade dos alimentos cultivados sem uso de agrotóxico; aumento da renda familiar em 50% com a comercialização diária na residência e periódica nas comunidades vizinhas e sede do município; acesso mínimo ao saneamento básico com a construção de banheiro domiciliar; maior unidade comunitária e familiar com o exercício da partilha do saber e da produção.

Essas e outras iniciativa eles/as aprenderam nos vários encontros com entidades e intervenções da sociedade civil como a instalação das cisterna de placa, cursos das cisterna calçadão, entre outras ações e intervenções.

A partir desses relatos e do efeito multiplicador dos quintais produtivos na Comunidade de Mamoeiro, percebe-se o impacto que os pequenos projetos provocam no estilo de vida e produção no sertão, contribuindo para respeitar a natureza, garantindo a dignidade humana e sustentabilidade da vida no planeta.

Por Jeane Freitas, comunicadora da Cáritas Regional Ceará