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Massa revela acordo com Alonso e fica irritado com punição: ‘Estou p…’

massaFelipe Massa se despediu da Ferrari com um 7º lugar no GP do Brasil, neste domingo, em Interlagos. Mas o piloto brasileiro ficou bastante irritado com a punição que recebeu dos comissários de prova. Ao sair do carro no fim da prova, ele reclamou bastante da decisão, que lhe tirou a possibilidade de lugar por um pódio em Interlagos.

– Estou p… só com o drive-through que me deram. Nunca vi uma punição por isso na vida – disse o brasileiro logo após sair do carro no fim da corrida.

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Felipe Massa, que tinha largado em nono, estava em quarto lugar quando foi avisado pela Ferrari na 33ª volta da corrida que havia sido punido pela organização da prova. O brasileiro foi penalizado por ter passado com quatro as rodas sobre a linha branca que marca a entrada dos boxes logo após brigar por posição com o inglês Lewis Hamilton.

Em um fim de semana cheio de homenagens, o grande desejo de Felipe Massa era conseguir subir ao pódio em sua última corrida com a Ferrari. O brasileiro revelou, inclusive, que tinha um acordo com Fernando Alonso para, caso o espanhol estivesse na frente, cedesse a posição na pista. Com isso, Massa poderia terminar a prova em terceiro lugar.

– Tinha que chegar em quarto porque o Alonso ia me deixar passar. A corrida estava indo bem, com um ritmo bom. Consegui passar o Rosberg e o Hamilton, pena que tive que entregar dessa maneira – disse o piloto, que explicou o acordo pouco depois.

– Eu não tive acordo com ele. Ele veio para mim e disse: “Qualquer lugar que você esteja atrás de mim, eu quero que você me passe”. Não foi uma coisa que partiu de mim, foi ele que me disse.

Ao cumprir a penalidade, Felipe Massa passou pelo pit lane acenando com a mão e mostrando sua insatisfação com os comissários de prova. Mas os pilotos tinham sido avisados que não poderiam passar com as quatro rodas do carro pela linha de entrada dos boxes (entenda a punição de Massa no vídeo abaixo). O brasileiro acabou voltando à pista em oitavo lugar, perdendo colocações para Hamilton, Button, Rosberg e Pérez.

– Foi uma pena ter um drive-through por isso. Com certeza eu passei algumas vezes pela linha, mas com certeza eu não fui o único carro a passar por ali. Essas regras são de agora e não são tão importantes assim. Eu não ganhei nada com isso, não passei ninguém. Estou muito desapontado. Eles perderam a oportunidade de fazer a coisa certa. Se você quer mesmo fazer isso, tem de punir todo mundo. Não só a mim. É inaceitável e eu lamento porque a corrida seria diferente. Estava em quarto e com certeza teria um companheiro para me ajudar. Mas não quero pensar nisso. Só no tempo incrível que passei na Ferrari. Isso é muito mais importante do que a reação dos comissários. Às vezes, eles acham que são os reis, mas não sabem o que fazer – disse.

Apesar do gosto amargo e da sensação de que o final poderia ter sido muito melhor, Felipe Massa destacou que foi um fim de semana muito especial na sua carreira.

– Foi especial. Claro, não foi a corrida que deveria ter sido. Poderia ter sido muito melhor do que foi, mas foi especial. Todas as pessoas e amigos que eu fiz, minha família, Felipinho, agora é celebrar hoje à noite e pensar no futuro. A amizade foi muito forte, talvez mais do que eu esperava, para falar a verdade. Estou muito emocionado ainda.

O GP do Brasil marcou o último capítulo de uma história de oito anos como piloto titular da Ferrari. Foram 138 corridas como titular da equipe mais tradicional da Fórmula 1. Felipe Massa conquistou 11 vitórias e 15 poles. Em 2014, o brasileiro vai correr pela Williams.

– Quero agradecer a todos o que passamos juntos. Por tudo que passamos juntos, momentos bacanas, momentos difíceis. E desejar um ótimo futuro para a Ferrari. Como espero para mim também.

 

 

Globoesporte.com

Impecável, Alonso leva GP da China com tranquilidade; Massa fica em 6º

Sempre que tem a palavra, Fernando Alonso esbanja tanta confiança, que é apontado por muitos como prepotente, arrogante. Durante a semana, foi irônico ao dizer que “não dormia direito e perdia os cabelos” com a boa fase do companheiro de Ferrari, Felipe Massa. No sábado, após obter o terceiro lugar no grid de largada em Xangai, garantiu: não se preocupava com o pole Lewis Hamilton, tampouco com Sebastian Vettel, que largava em nono. Discurso firme, correspondido na pista. O espanhol, definitivamente, se garante. Neste domingo, com uma atuação impecável, ele provou que ninguém seria capaz de tirar sua vitória, muito menos seu sossego. Ultrapassou Kimi Raikkonen na largada, tomou a ponta de Hamilton três voltas depois e, com um ritmo forte aliado a uma estratégia cirúrgica, não teve problemas para vencer o GP da China. Veja os melhores momentos da corrida no vídeo. Foi seu primeiro triunfo na temporada, o 31º na carreira, o que o coloca ao lado do inglês Nigel Mansell como quarto piloto com mais vitórias na história da Fórmula 1, atrás apenas de Michael Schumacher (91), Alain Prost (51) e Ayrton Senna (41).

fernando alonso ferrari gp da China (Foto: Agência Reuters)Fernando Alonso recebe a bandeira quadriculada e vence GP da China (Foto: Reuters)

Raikkonen cruzou em segundo, e a emoção ficou por conta do duelo pelo terceiro lugar. Vettel, que havia apostado em uma estratégia de uma parada a menos que os primeiros colocados do grid, colou em Hamilton na última volta e por poucos metros não tirou o pódio do britânico da Mercedes. Apesar do quarto lugar, o alemão da RBR se manteve na liderança do campeonato, com 52 pontos, três pontos à frente de Raikkonen, e a nove de Alonso. Veja a classificação geral.

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fernando alonso ferrari e LEwis Hamilton marcedes pódio gp da China (Foto: Agência Getty Images)Alonso e Hamilton se divertem no pódio, enquanto Kimi dá um gole no champanhe (Foto: Getty Images)

Felipe Massa começou bem a prova ao pular para terceiro na largada. Porém, perdeu muitas posições na primeira rodada de pit stops, passou a corrida no pelotão intermediário e recebeu a bandeirada em sexto, após perder um duelo com Jenson Button nas últimas voltas. Com uma McLaren que ainda fica devendo às demais grandes equipes, o britânico fez uma prova consistente, administrou bem os pneus e cruzou em quinto. Com isso, os cinco campeões do mundo do grid terminaram nas cinco primeiras colocações da prova.

Logo atrás de Button e Massa, apareceu Daniel Ricciardo, grande revelação da corrida. O jovem australiano de 23 anos levou o limitado carro da STR ao sétimo lugar, seu melhor resultado da carreira. Uma bela atuação que chega em boa hora. Ele é um dos fortes candidatos à vaga do compatriota Mark Webber na RBR, que tem futuro indefinido após o mal-estar gerado pela polêmica com Vettel no GP da Malásia. E a maré do veterano segue ruim. Punido na classificação, largou dos boxes. Quando protagonizava uma bela recuperação, se chocou com a STR de Jean-Eric Vergne, danificando o carro. Na sequência, perdeu a roda traseira direita e deixou a prova.

Os pilotos voltam à pista já na próxima semana para o GP do Bahrein, quarta etapa da temporada. A TV Globo transmite ao vivo o treino classificatório no sábado às 8h (horário de Brasília) e a corrida, no domingo, às 9h. O SporTV exibe os treinos livres a partir de sexta-feira, 4h.

fernando alonso ferrari gp da China (Foto: Agência Reuters)Alonso ergue a bandeira da Ferrari e celebra vitória no GP da China (Foto: Reuters)

Dupla da Ferrari largam bem

Devido ao intenso desgaste dos pneus deste ano, a estratégia na escolha dos compostos e nas paradas nos boxes ganhou enorme importância. Dos dez primeiros do grid, os sete da frente começaram com macios, enquanto Button, Vettel e Hulkenberg partiram com os médios. Na largada, Hamilton manteve a ponta. Alonso e Massa começaram bem. Aproveitaram a patinada de Raikkonen para tomarem a posição do finlandês, que partia em segundo. Button e Vettel não conseguiram ganhar posições e se mantiveram em oitavo e nono, respectivamente. No meio do pelotão, os pilotos da Force India, Paul di Resta e Adrian Sutil, chegaram a se tocar. Partindo dos boxes, Webber decidiu fazer o primeiro pit stop logo no fim da volta de abertura. A estratégia era se livrar de uma vez dos pneus macios, já que todos os pilotos são obrigados a usar os dois tipos de compostos na prova.

Alonso assume a ponta

Na quarta volta, Alonso acionou a asa móvel na reta principal e tomou a liderança de Hamilton. Massa aproveitou e foi no embalo: jogou por dentro e também ganhou a posição do inglês.

O primeiro acidente ficou por conta de Esteban Gutiérrez. O mexicano da Sauber errou a freada na curva 14, atingiu Sutil, e deixou a corrida. Ao parar nos boxes para tentar fazer reparos, a Force India do alemão teve um princípio de incêndio, e ele também abandonou a prova.

Felipe Massa ultrapassa Hamilton GP da China (Foto: Getty Images)Alonso e Massa fazem ultrapassagem dupla sobre Hamilton no início da prova (Foto: Getty Images)

Os pilotos que começaram com pneus macios, como Alonso, Massa, Hamilton e Raikkonen, foram cedo para os boxes, retornando no meio do pelotão. Como o líder Alonso tinha preferência no pit stop, o brasileiro precisou dar uma volta a mais que o companheiro com os compostos desgastados, perdendo posições para pilotos que já haviam parado, como Hamilton e Raikkonen. Nesse momento, Hulkenberg assumiu a ponta, seguido por Vettel, Button e Pérez, todos com pneus médios.

De pneus novos, o espanhol da Ferrari ultrapassou Di Resta e Pérez – que não haviam parado –  e pulou para quarto lugar. Com os pit stops de Hulkenberg e Vettel, o espanhol subiu para segundo. O alemão da Sauber teve problemas nos boxes e perdeu a posição para o compatriota da RBR. O novo líder passou a ser Button. Ele e seu companheiro de McLaren, Pérez, eram os únicos que ainda não haviam parado, apostando em uma estratégia de apenas dois pit stops.

Martírio de Webber

Webber, que havia largado em último, “entrou” na prova com a estratégia do pit stop na primeira volta. Entretanto, jogou tudo por água abaixo ao se precipitar em uma tentativa de ultrapassagem em Jean-Eric Vergne, da satélite STR. O australiano danificou sua RBR e seguia lentamente para os boxes quando sua roda traseira direita se soltou do carro. Momentos depois, outro incidente: Raikkonen levou uma fechada de Pérez, e quase viu suas chances de pódio irem embora ao ter o bico da Lotus danificado. Irritado com a manobra do mexicano, reclamou com a equipe pelo rádio: “Que diabos ele está fazendo?”.

MArk webber RBR pneu dtraseiro direito acidente gp da china (Foto: Agência Reuters)Pneu traseiro direito da RBR de Mark Webber se solta em plena corrida (Foto: Agência Reuters)

Na 20ª volta, Alonso finalmente alcançou Button, que ainda não havia feito seu pit stop, e reassumiu a liderança. Quatro passagens depois, o espanhol foi para os boxes, acompanhado pelo britânico, que finalmente fazia sua primeira parada. Eles retornaram em terceiro e quarto, respectivamente. O líder passou a ser Vettel, seguido por Hulkenberg. Enquanto Alonso passou o piloto da Sauber e assumiu o segundo lugar, Button não conseguiu manter um bom ritmo e perdeu a quarta posição para seu ex-companheiro Hamilton. Voando, o espanhol da Ferrari alcançou Vettel, superou o alemão e retomou a ponta.

Com uma tática diferente de pit stops, o alemão da RBR fez a segunda parada nos boxes logo depois e voltou em oitavo. A partir daí, iniciou uma escalada: passou Di Resta, Massa, Hulkenberg e Button, subindo para quarto. Alonso liderava, seguido por Hamilton e Raikkonen.

Na rodada final de pit stops, o finlandês da Lotus ganhou a posição do britânico da Mercedes. Vettel apareceu novamente na liderança, mas ainda precisava visitar os boxes mais uma vez. A vitória estava nas mãos de Alonso. A 14 voltas do fim, antes mesmo de o alemão fazer sua última troca de pneus, o espanhol da Ferrari fez a ultrapassagem no fim da reta e voltou a ficar em primeiro. Daí em diante, seguiu com tranquilidade para receber a bandeira quadriculada. Raikkonen cruzou a linha de chegada dez segundos depois. Vettel, que voltou em quarto, ainda teve tempo de tirar a diferença para Hamilton e dar um sufoco no inglês nas curvas finais. Mas o britânico segurou a posição e garantiu o lugar no pódio. Enquanto isso, Button levou a melhor no duelo com Massa e terminou em quinto.

Confira o resultado final do GP da China (56 voltas):
1- Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1h36m26s945
2- Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) – a 10s100
3- Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – a 12s300
4- Sebastian Vettel (ALE/RBR) – a 12s500
5- Jenson Button (ING/McLaren) – a 35s200
6- Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 40s800
7- Daniel Ricciardo (AUS/STR) – a 42s600
8- Paul di Resta (ESC/Force India) – a  51s000
9- Romain Grosjean (FRA/Lotus) – a 53s400
10- Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) – a 56s500
11- Sergio Perez (MEX/McLaren) – a 1m03s800
12- Jean-Eric Vergne (FRA/STR) – a 1m12s600
13- Pastor Maldonado (VEN/Williams) – a 1m33s800
14- Valtteri Bottas (FIN/Williams) – a 1m35s400
15- Jules Bianchi (FRA/Marussia) – a 1 volta
16- Charles Pic (FRA/Caterham) – a 1 volta
17- Max Chilton (ING/Marussia) – a 1 volta
18- Giedo van der Garde (HOL/Caterham) – a 2 voltaS

Não completaram:
Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – na 22ª volta
Mark Webber (AUS/RBR) – na 16ª volta
Adrian Sutil (ALE/Force India) – na 6ª volta
Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) – na 5ª volta

Volta mais rápida: Sebastian Vettel (ALE/RBR) – 1m36s808

 

 

Globoesporte.com

Soberano, Hamilton é pole na China; Massa não faz a ‘quina’ sobre Alonso

corridaO circuito de Xangai é mesmo especial para a Mercedes. Se em 2012 a escuderia alemã venceu pela primeira vez em sua volta à Fórmula 1, com Nico Rosberg, neste ano, foi a vez de ver sua nova estrela, Lewis Hamilton, brilhar. O campeão mundial de 2008 dominou o treino classificatório deste sábado e conquistou sua primeira pole position na casa nova. Mais veloz nas três partes da atividade, o britânico cravou o tempo de 1m34s484 na superpole. Ele dividirá a primeira fila com Kimi Raikkonen, da Lotus (1m34s761).

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Felipe Massa não conseguiu fazer a “quina” sobre Fernando Alonso. Neste fim de semana, o brasileiro tinha a chance de ser o primeiro companheiro de equipe a superar o espanhol por cinco vezes consecutivas em classificações. Massa largará em quinto, duas posições atrás do parceiro da Ferrari. Entre eles, ficou o outro carro da Mercedes, de Nico Rosberg.

O clima ruim na RBR em razão da polêmica do GP da Malásia, onde Sebastian Vettel ultrapassou Mark Webber contra as ordens dos boxes, parece ter se refletido negativamente nas pistas neste sábado. Ciente que não podia brigar pela pole, o alemão adotou estratégia diferente visando a corrida. No Q3, ainda escapou da pista, não marcou tempo e larga em nono. Menos sorte teve o australiano, que foi eliminado no Q2, após parar na pista em razão de uma pane seca. Para piorar, após o treino, Webber foi desclassificado, porque seu carro não continha a quantidade mínima de combustível para o fornecimento da amostra obrigatória à FIA. Com isso, terá que largar em último.

A TV Globo transmite o GP da China ao vivo a partir das 4h deste domingo (horário de Brasília). O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real, com vídeos.

Lewis Hamilton, da Mercedes, no treino classificatório para o GP da China (Foto: Getty Images)Lewis Hamilton, da Mercedes, no treino classificatório para o GP da China (Foto: Getty Images)

Se antes da temporada Hamilton foi criticado por muitos por trocar a McLaren pela Mercedes, em apenas três etapas o britânico mostra que sua aposta não foi equivocada. Enquanto o britânico já possui um pódio (Malásia) e uma pole (China), os pilotos de sua ex-equipe sofre com um carro que deixa a desejar neste início de ano. Neste sábado, Jenson Button conseguiu apenas o oitavo lugar no grid. Já o mexicano Sergio Pérez ficou no Q2 e começará a prova em 12º. A surpresa fica por conta do australiano Daniel Ricciardo, que avançou ao Q3 e larga em sétimo com a STR. Romain Grosjean (Lotus), em sexto, e Nico Hulkenberg (Sauber), em décimo, completam os dez primeiros.

Header_Q1 Fórmula 1 (Foto: Infografia / Globoesporte.com)

O treino começou morno. Os pilotos só foram para a pista oito minutos após o início, a maioria com pneus macios. O objetivo das equipes era poupar compostos médios para a corrida. A Mercedes dominou o Q1, com Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Na sequência apareceram os carros da Ferrari e da RBR. Felipe Massa ficou com o terceiro tempo. Os eliminados foram: Valtteri Bottas (Williams), Esteban Gutiérrez (Sauber) e as duplas da Marussia, Jules Bianchi e Max Chilton, e da Caterham, Charles Pic e Giedo van der Garde.

Header_Q2 Fórmula 1 (Foto: Infografia / Globoesporte.com)

O Q2 foi marcado pelo abandono de Mark Webber, ao parar sem gasolina na curva 14 do circuito chinês. Segundo a RBR, o carro do australiano teve problemas de pressão no sistema de combustível. Com isso, Webber foi eliminado da superpole e terá que largar em 14º. Com ele, caíram fora Paul di Resta (Force India), Sergio Pérez (McLaren), Adrian Sutil (Force India), Pastor Maldonado (Williams) e Jean-Eric Vergne (STR). Hamilton seguiu dando as cartas, seguido por Alonso, Vettel e Massa. A surpresa da sessão ficou por conta de Daniel Ricciardo (STR), que avançou ao Q3 pela segunda vez na carreira (a última havia sido no GP do Bahrein de 2012). Ao ser informado da façanha do piloto do pequeno time italiano, Jenson Button da McLaren não escondeu a surpresa ao conversar com a equipe pelo rádio: “Uau!”.

Mark Webber, da RBR, no treino classificatório para o GP da China (Foto: AFP)Mark Webber teve pane seca e precisou voltar para os boxes de carona (Foto: AFP)
Header_Q3 (Foto: Infoesporte)

A previsão de intenso desgaste dos pneus na corrida influenciou também a disputa da superpole. Nos primeiros minutos, apenas Vettel foi para a pista. O alemão fez uma volta de instalação, não marcou tempo e retornou ao pit lane. Fora isso, nenhuma movimentação até os instantes finais, quando todos pilotos deixaram os boxes em busca de voltas rápidas. Kimi Raikkonen foi o primeiro a aparecer no topo da classificação, mas logo foi superado por Lewis Hamilton, ambos com pneus macios. Alonso anotou o terceiro tempo e ficou no aguardo para ver se era superado por Massa. O brasileiro foi mais rápido que o espanhol nos dois primeiros setores, mas perdeu três décimos no último trecho da pista e acabou ficando apenas com o quinto lugar no grid. Ciente que a RBR não tinha ritmo para lutar pela pole, Vettel optou pelos pneus médios pensando na corrida, já que os pilotos precisam largar com os mesmos compostos que terminam o Q3. Porém, o alemão quase danificou seus pneus, ao perder o ponto de freada na curva 14 e sair da pista. Após a escapada, o atual campeão retornou aos boxes sem marcar tempo.

Felipe Massa, da Ferrari, no treino classificatório para o GP da China (Foto: EFE)Massa ficou com o quinto lugar no grid, mas admitiu que esperava mais (Foto: EFE)

Confira o grid de largada para o GP da China:

1 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – 1m34s484
2 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) – 1m34s761 – a  0s277
3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m34s788 – a  0s304
4 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m34s861 – a  0s377
5 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m34s933 – a  0s449
6 – Romain Grosjean (FRA/Lotus) – 1m35s364 – a  0s880
7 – Daniel Ricciardo (AUS/STR) -1m35s998 – a  1s514
8 – Jenson Button (ING/McLaren) – 2m05s673 – a  31s189
9 – Sebastian Vettel (ALE/RBR) – sem tempo
10 – Nico Hulkenberg (ALE/Sauber)- sem tempo

Eliminados no Q2:
11 – Paul di Resta (ING/Force India) – 1m36s287
12 – Sergio Perez (MEX/McLaren) – 1m36s314
13 – Adrian Sutil (ALE/Force India) – 1m36s405
14 – Pastor Maldonado (VEN/Williams) – 1m37s139
15 -Jean-Eric Vergne (FRA/STR) – 1m37s199

Eliminados no Q1:                                  
16 – Valtteri Bottas (FIN/Williams) – 1m37s769
17 – Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) – 1m37s990
18 – Jules Bianchi (FRA/Marussia) – 1m38s780
19 – Max Chilton (ING/Marussia) – 1m39s537
20 – Charles Pic (FRA/Caterham) – 1m39s614
21 – Giedo van der Garde (HOL/Caterham) – 1m39s660

Punido:
22 – Mark Webber (AUS/RBR) – 1m36s679*
* Desclassificado por não possuir quantidade mínima de combustível para amostra à FIA

 

 

 

G1

Raikkonen desbanca Alonso e Vettel e vence na Austrália; Massa é quarto

Quem imaginava um passeio do pole position Sebastian Vettel em Melbourne assistiu a uma surpreendente vitória de Kimi Raikkonen, da Lotus. O finlandês, que largou em sétimo, deu um “nó tático” nos adversários. Apostou em uma estratégia de dois pit stops e desbancou os rivais, que pararam três vezes nos boxes. O tricampeão da RBR ainda foi superado por Fernando Alonso, da Ferrari, e completou a prova apenas em terceiro. Normalmente frio, o folclórico Raikkonen não conteve a vibração ao receber a bandeirada para sua 20ª vitória na carreira. No alto de um pódio formado por campeões, saboreou o champanhe e manteve o sorriso contido para não perder a fama de “Homem de Gelo”. Em seguida ainda tirou onda: “Foi uma das corridas mais fáceis que já ganhei”.

Mais confiante, Felipe Massa deu sequência à boa fase do fim da temporada passada, conseguindo um quarto lugar em uma pista onde não costuma obter grandes resultados. Largou bem, mostrou personalidade ao segurar as investidas de Alonso, mas viu as chances de vitória escaparem ao optar por uma tática diferente do companheiro na segunda rodada de pit stops. Na ocasião, o brasileiro era o segundo, atrás do líder Vettel e à frente de Alonso. Enquanto o espanhol antecipou sua parada e superou a dupla, a equipe italiana sugeriu que Massa ficasse mais tempo na pista. Quando fez o pit stop, ainda voltou atrás de Adrian Sutil, da Force India, perdendo definitivamente o contato com os primeiros colocados. Após a prova, Massa analisou a estratégia:

– Eu estava em segundo, em um ritmo bom, até mais rápido que o Vettel.  Quando o Alonso resolveu parar antes e os outros também, achamos que era cedo demais, os pneus gastam demais, no fim poderia ser um problema. Acabamos errando naquele momento e perdendo posições que eram muito importantes. Depois, andando sempre atrás dos outros carros, a chance de ultrapassar era muito difícil e acabamos gastando ainda mais os pneus. Esse foi o problema maior da corrida – reconheceu.

Kimi Raikkonen lotus Fernando alonso ferrari sebastian vettel RBR pódio GP da Austrália (Foto: Agência Reuters)Raikkonen surpreendeu e levou o GP da Austrália (Foto: Agência Reuters)

Sutil, por sinal, foi um dos destaques da prova. Em seu retorno à Fórmula 1 após um ano sabático, teve seus minutos de glória liderando o pelotão antes de parar pela segunda vez nos boxes e terminar em sétimo. Lewis Hamilton (Mercedes) e Mark Webber (RBR) fecharam a prova em quinto e sexto, respectivamente.

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Finalizada a prova em Melbourne, pilotos e equipes já arrumam as bagagens e partem para Sepang, palco da segunda etapa da temporada no próximo fim de semana. O GP da Malásia será disputado de 22 a 24 de março. A TV Globo transmite ao vivo a corrida, às 5h de domingo, e o treino classificatório, às 5h de sábado (horários de Brasília). O SporTV exibe os treinos livres a partir das 23h de quinta-feira.

Felipe massa ferrari gp da austrália (Foto: Agência Reuters)Estratégia de paradas fez Massa perder posição para Alonso nos boxes (Foto: Reuters)

Hulk sequer alinha no grid

Nico Hulkenberg começou a temporada 2013 com o pé esquerdo. A Sauber não conseguiu resolver um problema de última hora no sistema de combustível e o alemão sequer alinhou no grid. Hulk partiria de 11º, uma boa posição, já que seria o primeiro a não precisar começar a prova com os pneus que treinou. Albert Park definitivamente não traz boas energias para Nico. Em suas outras duas participações no circuito, ele se envolveu em acidentes e não passou da primeira volta.

Kimi e dupla da Ferrari largam bem

Massa e Alonso largaram bem. A dupla da Ferrari superou Webber e Hamilton, pulando para segundo e terceiro, respectivamente, atrás apenas de Vettel, que manteve a ponta. Quem também teve bom início foi Raikkonen, pulando de sétimo para quinto. Já o piloto da casa Webber pagou mico diante da torcida australiana, despencando de segundo para sétimo na primeira curva e jogando fora suas chances de bom resultado.

Ainda na primeira volta, Alonso tentou dar o bote em Massa, mas o brasileiro fechou a porta. Na passagem seguinte, quem conseguiu uma manobra de sucesso foi Raikkonen. O finlandês tomou o quarto lugar de Hamilton com uma bela ultrapassagem por fora na curva 9.

A previsão da Pirelli de pneus com rápido desgaste e maior número de pit stops se concretizou. Com compostos macios, os dez primeiros colocados foram cedo para os boxes. Button abriu os trabalhos na volta 5. Pouco depois foi a vez de Vettel, deixando a liderança momentaneamente com Massa. O brasileiro fez uma boa parada e não deu chances para Alonso tomar sua frente ao fazer seu pit. Dos pilotos com supermacios, a dupla da Mercedes foi quem conseguiu se manter por mais tempo na pista. De pneus médios e estratégia diferente, Sutil se intrometeu no pelotão da frente e assumiu a ponta.

Alonso acerta tática e supera Massa

Pouco antes do alemão da Force India finalmente parar, outros pilotos já partiam para o segundo pit stop. Foi nessa hora que Alonso e Massa optaram por táticas diferentes e mudaram seus destinos na corrida. O espanhol antecipou a ida aos boxes e teve sucesso na estratégia, ganhando a posição de Vettel. Já Massa, que estava logo atrás do piloto da RBR, foi orientado a ficar por mais tempo na pista. A decisão se mostrou equivocada e o brasileiro acabou se prejudicando. Além de não conseguir superar o tricampeão, perdeu a posição para Alonso e ainda ficou preso por Sutil, o mais lento do grupo.

Com uma parada a menos, Raikkonen assumiu a ponta, seguido por Hamilton e Rosberg. Nesse meio tempo, Maldonado rodou com sua Williams “indirigível” e abandonou. Pouco depois, foi a vez de Rosberg deixar a prova, com problemas eletrônicos em sua Mercedes.

Enquanto Raikkonen permanecia na ponta, Alonso partia para cima de Hamilton. Com pneus desgastados, o britânico conseguiu impor certa resistência, mas foi ultrapassado e seguiu para os boxes. O finlandês da Lotus fez sua parada na volta 35 e abriu caminho para Alonso assumir a liderança, seguido por Vettel, Sutil e Massa.

Mas os carros da Ferrari ainda precisavam fazer mais um terceiro pit stop. Perdendo muito tempo atrás de Sutil, Massa foi o primeiro a ir para os boxes e voltou logo atrás de Vettel. Alonso também parou e retornou em terceiro, atrás do então líder Sutil e de Raikkonen.

Na volta 43, o finlandês fez a ultrapassagem sobre Sutil e assumiu a ponta. O alemão da Force India ainda foi superado por Alonso antes de finalmente fazer seu segundo pit stop. E quem imaginava que, com apenas duas paradas nos boxes, Kimi teria dificuldade para administrar o desgaste dos pneus, o finlandês respondeu com a melhor marca da prova há duas voltas por fim. O domingo era de gelo, era de Kimi Raikkonen, que cruzou a linha de chegada 12s à frente do espanhol da Ferrari.

Kimi Raikkonen lotus GP da Austrália (Foto: Agência Reuters)Kimi Raikkonen recebe a bandeirada para vencer o GP da Austrália (Foto: Reuters)

Confira o resultado final do GP da Austrália:

1 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1h30m03s225
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 12s451
3 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 22s346
4 – Felipe Massa (BRA/ Ferrari) – a 33s577
5 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – a 45s561
6 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 46s800
7 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – a 1m05s068
8 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 1m08s449
9 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m21s630
10 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 1m22s759
11- Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) – a 1m23s367
12 – Jean-EricVergne (FRA/STR-Ferrari) – a 1m23s857
13 – Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 1 volta
14 – Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) – a 1 volta
15 – Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
16 – Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) – a 2 voltas
17 – Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas
18 – Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) – a 2 voltas

Não completaram:
Daniel Ricciardo (ASU/STR-Ferrari) – volta 40
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)  – volta 26
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – volta 25
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari)  – não largou

 

 

Globoesporte.com

Na chuva, Vettel controla Alonso e se torna o mais jovem tricampeão da F-1

Sebastian Vettel era apenas um moleque loiro de 4 anos crescendo numa cidadezinha alemã cheia de vinícolas quando Ayrton Senna, já aos 31, cravou seu tricampeonato em Suzuka, em outubro de 1991. De lá para cá, duas décadas. E chegou a vez do sujeito apressado que ocupa o cockpit da RBR e conduz o carro mais rápido da Fórmula 1. Na pista molhada de Interlagos, Vettel fez de tudo durante duas horas neste domingo. Largou mal, trombou com Bruno Senna, rodou no meio do tráfego, caiu para 20º, deu sorte ao manter o carro intacto, pisou fundo para voltar à briga, tirou o pé para evitar acidentes, viu a chuva diminuir, viu a chuva apertar, viu até seu rádio falhar e, acima de tudo, controlou de longe a sua única ameaça. Fernando Alonso estava ali, ao alcance. O espanhol da Ferrari foi o segundo colocado no GP do Brasil, e o alemão chegou em sexto, certamente o sexto lugar mais feliz de seus 25 anos, quatro meses e 22 dias. Ele supera Ayrton como o tricampeão mais jovem da história da categoria. E a festa do título com choro por baixo do capacete após cruzar a linha de chegada mostra que o espírito ainda é o mesmo daquele moleque de 4 anos.

Claro, a corrida em Interlagos teve um vencedor. Foi o inglês Jenson Button, da McLaren, que manteve boa vantagem para Alonso nas últimas voltas e evitou que Vettel perdesse o título – se o piloto da Ferrari tomasse a liderança, seria ele o tricampeão mais jovem da história. Quem completou o pódio foi o brasileiro Felipe Massa, que teve de ceder a passagem para Alonso na volta 62, mas ainda assim chorou muito no pódio, emocionado diante do público brasileiro. Mark Webber e Nico Hulkenberg vieram em seguida, à frente de Vettel, que ainda respirou aliviado na penúltima passagem com a entrada do safety car, que conduziu os carros em fila indiana até os últimos metros da prova.

Vettel no GP Brasil prova (Foto: Getty Images)O sexto lugar no GP do Brasil dá a Sebastian Vettel o tricampeonato mundial(Foto: Getty Images)

Com os troféus de 2010, 2011 e 2012, Vettel se iguala ao compatriota Michael Schumacher e ao argentino Juan Manuel Fangio com três títulos em sequência. O alemão da RBR fecha o ano com apenas três pontos de vantagem para o rival espanhol, único que ainda era capaz de lhe tirar o tricampeonato. A equação, no entanto, era complicada. Com a segunda colocação, Alonso precisaria que Vettel chegasse em no máximo oitavo.

As gotas de chuva deram as caras pouco antes da volta de apresentação, e a receita para a largada aliava pista molhada e uma Ferrari faminta. Massa pulou de quinto para segundo e Alonso foi atrás dele, saltando de sétimo para quarto. Logo depois as coisas se acertaram para Hamilton e Button, que conseguiram segurar as duas primeiras posições. Hulkenberg, que não tinha nada a ver com a história, se aproveitou da briga de foice e se avizinhou num confortável terceiro lugar, à frente de Alonso e Massa, que perdeu posições e voltou para quinto.

Se Vettel tinha largado mal, um golpe duro veio logo em seguida: o alemão foi tocado por Bruno Senna e rodou no meio dos carros. Não deu tanto azar quanto o brasileiro, que abandonou a corrida, mas caiu para a 20ª posição, com sorte de não ter sofrido danos no carro. Alonso chegou a estar em terceiro, momentaneamente com o título no colo, mas a alegria durou pouco.

O pé de Vettel afundou o acelerador, e nem deu tempo de chamar de “corrida de recuperação”. O alemão só precisou de oito voltas para voar no molhado e chegar à zona de pontuação. Na nona, já era o sexto. Pouco depois, pulou para quinto. E voltou a ficar com a taça embaixo do braço.

Massa trocou pneus na 16º volta, quando a chuva deu uma apertada, mas a sorte virou as costas para o brasileiro. O tempo ficou bom, e ele começou a ser ultrapassado por todo mundo. Caiu para décimo.

Com pneus lisos e a pista secando, Hulkenberg e Button se deram bem. O alemão da Force India puxava a fila na liderança, seguido pelo inglês da McLaren, e quase todos os outros pilotos tiveram de correr aos boxes para trocar seus compostos. Vettel voltou com pneus duros em quinto, na expectativa de ir até o fim torcendo para não chover de novo. Alonso, em quarto, retornou com os médios.

A corrida confusa, com choques e pneus furados, deixou a pista cheia de sujeira, e na 23ª passagem o safety car entrou, congelando a zona de classificação com Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen.

Na 29ª volta, a relargada com asfalto molhado. O ousado Koba, que não terá vaga na Fórmula 1 em 2013, mostrou que vai mesmo fazer falta. Ele logo tomou a posição de Vettel, avançou para cima de Alonso e pulou para o quarto lugar. O espanhol deu o troco pouco depois, mas ainda era pouco, com Vettel em sexto. As posições eram confortáveis para o piloto da RBR, mas as condições da pista deixavam o campeonato aberto. Ciente disso, o alemão não ofereceu resistência quando foi ultrapassado por Massa e caiu para sétimo – o brasileiro também passou por Koba e pulou para quinto.

Na 44ª volta, a chuva voltou e apertou. Hulkenberg não resistiu ao asfalto molhado, escapou e viu Hamilton mergulhar por dentro para tomar a liderança. Além das nuvens carregadas, pairava sobre os pilotos a grande dúvida: trocar ou não trocar os pneus?

Vettel não conseguia se comunicar com a RBR pelo rádio, mas a equipe conseguia – e mandou o piloto levar o carro aos boxes, mesmo antes da decisão de Alonso. Voltou em décimo, apostando na manutenção da chuva para seguir até o fim.

Na 55º volta, um episódio para mudar a corrida. Hulkenberg atacou Hamilton para buscar a liderança, e os dois se chocaram. O alemão continuou na pista e foi ultrapassado por Button, mas Hamilton teve de abandonar a corrida – terminava assim sua carreira na McLaren. Vettel foi para os boxes de novo, colocou pneus intermediários e voltou em 11º. Com Alonso em terceiro, o título estava no colo do espanhol.

Alonso também parou, enquanto Vettel partia para cima de quem estava à sua frente. Descontados os pits, Alonso continuava em terceiro, mas com o companheiro Massa à sua frente. O alemão vinha em sétimo, com Schumacher à sua frente. Se Felipe poderia ajudar Fernando, Webber, em quarto, também poderia ajudar Vettel. A dez voltas do fim, com a chuva caindo forte, era este o cenário, com os companheiros de equipe na expectativa de desempenhar seus papéis de escudeiros.

Como era de se esperar, Alonso passou Felipe na volta 62. Schumacher, em sua última corrida na Fórmula 1, não ofereceu resistência e deixou Vettel passar para assumir a sexta posição. A única chance do espanhol seria tomar a liderança de Button, que àquela altura tinha 21 segundos de vantagem. Por mais que a chuva castigasse a pista, só um milagre daria o título ao piloto da Ferrari.

Na penúltima volta, Paul Di Resta bateu, e o safety car voltou à pista. Era tudo que Vettel precisava. Com os carros em fila indiana e sem necessidade de pisar fundo, Vettel conduziu sua RBR até a linha de chegada, pouco depois de o carro de segurança se recolher a poucos metros da linha de chegada. Button cruzou em primeiro, Alonso em segundo, Massa em terceiro. Mas a festa estava logo ali atrás, na sexta posição. As gotas de chuva molhavam a viseira do capacete, e embaixo dele o sorriso do mais jovem tricampeão da Fórmula 1.

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Hamilton faz a pole, e Vettel larga em quarto; Alonso é 8º e reza pela chuva

Os olhos de Sebastian Vettel estavam imóveis. A expressão fria do alemão após o treino classificatório se recusava a dar pistas sobre o que se passava em sua cabeça. A insatisfação pelo quarto lugar no grid do GP do Brasil não deve ter sido maior que a sensação de conforto por saber que seu único rival na luta pelo tricampeonato estará longe, quatro posições atrás. O quarto lugar é exatamente o que o piloto da RBR precisa para não depender de mais nada e levantar a taça. A Fernando Alonso, resta fazer a dança da chuva e torcer para que a água leve o caos a Interlagos. A pajelança talvez nem seja necessária, já que a meteorologia promete tempo ruim constante. Quem não está nem aí para nada disso é a dupla da McLaren, que larga lá na frente: Lewis Hamilton confirmou o bom rendimento no fim de semana e cravou a pole (1m12s458), com Jenson Button completando a dobradinha.

Vettel ainda tem um aliado na segunda fila: seu companheiro Mark Webber sai em terceiro. Alonso conta com Felipe Massa em quinto, mas logo após o treino o brasileiro já descartou manobra semelhante à do GP dos Estados Unidos, quando aceitou trocar o câmbio para perder cinco posições e facilitar a vida do espanhol. Antes de Alonso surgir no grid, ainda aparecem Pastor Maldonado, da Williams, e Nico Hulkenberg, da Force India. A oitava posição deixa o bicampeão da Ferrari em situação delicada, rezando para que a chuva mude a lógica da prova.

INFO - Chances de Vettel e alonso serem campeões (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Última das 20 etapas da temporada 2012, a corrida em Interlagos começa às 14h deste domingo. A TV Globo transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes da prova em Tempo Real.

Bruno Senna fez bonito no Q1, mas caiu no Q2, ficou fora da superpole e vai largar com sua Williams em 12º lugar. Quem decepcionou foi Michael Schumacher. O alemão da Mercedes também não conseguiu se manter entre os dez primeiros e vai sair em 14º na última corrida da carreira.

Header_Q1 (Foto: Infoesporte)

Quinze minutos antes do início do treino, uma chuva fina molhou a pista em Interlagos. Quando os carros começaram a andar, as nuvens deram uma trégua, mas ainda havia spray à vontade. Os pilotos que costumam andar na frente ficaram sossegados nos boxes e deixaram para os menos cotados a missão de espalhar a água e secar o asfalto. Vergne, Koba, Petrov, Ricciardo, Pérez, Kovalainen, Glock, Pic, De La Rosa, foi essa turma que abriu os trabalhos em São Paulo. O último, inclusive, se chocou com Grosjean, em incidente que ficou sob investigação. Passados dez minutos, com o chão secando, aí sim os medalhões apareceram.

Bruno Senna chegou a puxar a fila por alguns minutos, com 1m15s333, mas foi superado por Hamilton, com 1m15s075. Vettel (quinto) e Alonso (10º) correram para o gasto e pularam para o Q2. O mesmo não se pode dizer de Grosjean, Petrov, Kovalainen, Glock, Pic, Karthikeyan e De La Rosa, os sete eliminados.

Header_Q2 (Foto: Infoesporte)

Mal começou o Q2, e os pilotos da Ferrari pularam na pista. Mesmo sem gastar um jogo de pneus macios, Alonso e Massa logo fizeram os melhores tempos. Mas os maiores rivais ainda estavam nos boxes. Quando foram para a disputa, passaram batidos pela equipe italiana. Vettel voou como de hábito e fez 1m13s209, seguido por Hamilton (1m13s398), polarizando a disputa pela pole. Em seguida vieram Button, Webber, Raikkonen, Maldonado, Hulkenberg e Rosberg.

Alonso se segurou em nono, mas Massa chegou a cair para 12º. Àquela altura, o sol já brilhava em Interlagos. Enquanto Vettel recolhia seu carro para os boxes, Felipe tinha uma volta derradeira para evitar a eliminação. Na bacia das almas, voltou para 10º com 1m14s048 e passou raspando. Bruno não teve a mesma sorte e ficou em 12º, fora da superpole, ao lado de Di Resta, Pérez, Schumacher, Kobayashi, Ricciardo e Vergne.

Header_Q3 (Foto: Infoesporte)

Com dez minutos para definir o grid, Hamilton foi o primeiro a fazer a volta ideal, com as melhores parciais e um impressionante 1m12s850. As Ferraris mordiam o calcanhar do alemão, mas por pouco tempo. Logo cederam espaço para Button e Webber. Na primeira tentativa de Vettel, a sorte de Alonso apareceu: o alemão cometeu um erro no início da segunda parcial e fez apenas o sexto melhor tempo. Mas a disputa ainda não tinha acabado.

Hamilton voltou à pista e confirmou a boa performance, agora com 1m12s458 para cravar à pole. Ao seu lado, o companheiro Jenson Button, com 1m12s513. As RBRs vieram em seguida, mas Vettel conseguiu apenas o quarto tempo, atrás de Webber. Massa ficou com a quinta posição na largada, à frente de Maldonado e Hulkenberg. Só então apareceu Alonso. O espanhol da Ferrari não conseguiu fazer sua parte e ficou apenas com a oitava posição no grid, tornando a missão ainda mais complicada para a corrida no domingo.

Confira o grid de largada após o treino deste sábado em Interlagos:

1 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s458
2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s513
3 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m12s581
4 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m12s760
5 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m12s987
6 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m13s174
7 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m13s206
8 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m13s253
9 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m13s298
10 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m13s489

Eliminados no Q2:
11 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m14s121
12 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m14s219
13 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m14s234
14 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m14s334
15 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m14s380
16 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – 1m14s574
17 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – 1m14s619

Eliminados no Q1:
18 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – 1m16s967
19 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m17s073
20 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m17s086
21 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m17s508
22 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m18s104
23 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m19s576
24 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m19s699

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Vettel vence na Índia, mas Alonso fica em 2º e minimiza prejuízo; Massa é 6º

Se a Índia tivesse um rei, ele atenderia pelo nome de Sebastian Vettel. Em duas provas disputadas no Circuito Internacional de Buddh na história da Fórmula 1, duas pole positions e vitórias de ponta a ponta do alemão. Neste domingo, só faltou a melhor volta para o piloto da RBR completar o fim de semana perfeito, o chamado “Grand Chelem”. Ele não deu chances aos adversários e venceu sua quinta corrida no ano, a 26ª na carreira. Uma prova tranquila, tirando um pequeno susto no fim, quando sua RBR começou a soltar faíscas por arrastar o assoalho no asfalto. Vettel reina absoluto também no campeonato. Com o quarto triunfo consecutivo, chegou aos 240 pontos e aumentou de seis para 13 a vantagem sobre Fernando Alonso, vice-líder da temporada.

Dos males o menor para o espanhol da Ferrari: largou em quinto, superou as McLarens, ultrapassou Mark Webber e recebeu a bandeirada em segundo, minimizando o prejuízo para o rival na luta pelo título. O australiano precisou segurar a pressão de Lewis Hamilton, da McLaren, para conseguir o terceiro lugar no pódio.

Felipe Massa não teve uma corrida das mais movimentadas. Em seu primeiro GP após renovar com a Ferrari para 2013, começou em sexto e em sexto terminou. O brasileiro chegou a ser superado por Kimi Raikkonen logo após a parada nos boxes, mas recuperou a posição e segurou a pressão do finlandês até o fim. Tensão mesmo só quando teve que tirar o pé para economizar gasolina no fim e não terminar com pane seca. Pouco depois de cruzar a linha de chegada, o carro de Massa parou sem combustível.

Corrida mais agitada teve Bruno Senna. O piloto da Williams foi um dos destaques da prova: partiu de 13º, protagonizou belos duelos com Pastor Maldonado, Nico Rosberg e Kamui Kobayashi. Como recompensa, fechou em décimo e levou um pontinho para casa.

Sebastian vettel fernando alonso pódio gp da índia (Foto: Agência Reuters)No alto do pódio, Vettel celebra vitória no GP da Índia ao lado de um resignado Alonso (Foto: Reuters)

Vettel e Alonso terão mais três duelos pela frente para ver quem será tricampeão Mundial. A Fórmula 1 retorna no próximo fim de semana para o GP de Abu Dhabi, antepenúltima etapa da temporada. A prova no circuito de Yas Marina será disputada no domingo a partir das 11h (horário de Brasília). Os treinos livres começam na sexta-feira e terão transmissão do SporTV. A TV Globo exibe o treino classificatório (sábado) e a corrida ao vivo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real. Em seguida, é a vez do GP dos Estados Unidos, no dia 18 de novembro. A temporada se encerra uma semana depois, com o GP do Brasil, em Interlagos.

Largada: ultrapassagem dupla e troco

Webber tracionou melhor, mas Vettel fechou a porta do parceiro na largada. O australiano segurou a onda para evitar qualquer tipo de incidente e o alemão manteve a ponta. Determinado a superar as duas McLarens para não deixar seu rival na luta pelo título escapar, Alonso tirou um coelho da cartola na primeira volta e fez uma ultrapassagem dupla nos carros prateados. Porém, na curva seguinte, Hamilton – por dentro – e Jenson Button – por fora – deram o troco. O espanhol ainda conseguiu sair do duelo em quarto, à frente de Hamilton. Massa e Bruno se mantiveram, respectivamente, em sexto e 13º. Quem se deu mal foi Schumacher. O alemão teve um pneu furado após ser tocado por Jean-Eric Vergne, da STR. Os dois tiveram que seguir para os boxes para reparos e voltaram no fim do pelotão.

Enquanto Alonso brigava com as McLarens, Vettel aproveitava para abrir na liderança. E o espanhol não perdeu muito tempo. Na quarta volta, acionou a asa móvel e superou Button para assumir a terceira posição. Duas passagens depois, foi a vez de Hamilton ganhar a colocação do companheiro.

Largada gp da índia  (Foto: Agência Getty Images)Vettel fechou a porta de Webber na largada e manteve a ponta (Foto: Getty Images)

Em dez voltas, Vettel abriu três segundos de vantagem sobre Webber, e 7s4 sobre Alonso. Disputa mesmo era pelo quarto lugar. Menos de dois segundos separavam Button, Massa e Kimi Raikkonen. Outra boa briga foi entre Nico Hulkenberg, da Force India, com Sergio Pérez pela oitava colocação. O alemão deve assumir o cockpit da Sauber em 2013, enquanto o mexicano troca o time suíço pela McLaren.

 Bruno Senna faz belas manobras

Um pouco mais atrás, Bruno aproveitou a ultrapassagem de Romain Grosjean sobre Pastor Maldonado na curva 4 e deu o bote sobre o companheiro para subir para 11º. Foi a primeira de uma série de belas manobras do brasileiro na prova. Pérez, que tinha feito seu pit stop e voltado em 16º, foi precipitado ao tentar recuperar o terreno perdido. Primeiro, tentou ultrapassar Ricciardo, mas freou tarde e levou o famoso “xis”. Ao tentar superar o rival novamente, tocou no bico da STR, furou o pneu e precisou voltar para os boxes e decidiu abandonar a prova. Na luta para entrar na zona de pontuação, Bruno protagonizou uma bela disputa com Nico Rosberg, que conseguiu se manter em décimo.

Na parte da frente, ao mesmo tempo em que Vettel abria de Webber, Alonso se aproximava do australiano da RBR. Na 25ª volta, o alemão estava 10s à frente do companheiro que, por sua vez, tinha menos de dois segundos de vantagem sobre o espanhol.

A partir da 26ª volta, começou a primeira e única rodada de pit stops. Quem abriu as atividades foi Button. Massa foi para os boxes três passagens depois e retornou à pista logo à frente de Raikkonen. No entanto, o finlandês havia parado duas voltas antes e, com pneus mais aquecidos, conseguiu superar o brasileiro. Porém, Massa recuperou a posição na sequência.

Bruno fez sua parada e retornou em 13º, atrás de Maldonado e Kobayashi. De “camarote”, viu o japonês da Sauber tocar e furar o pneu traseiro de seu parceiro de Williams e ganhou uma posição. Pouco depois, passou Koba e assumiu o 11º lugar.

Líder da prova e do campeonato, Vettel foi para os boxes na 34ª passagem e voltou com folga à frente de Webber, que havia parado pouco antes. O australiano seguia buscando conter a pressão de Alonso, terceiro colocado.

Pelo rádio, a Ferrari motivava o espanhol: “Você é um lutador, um talento extraordinário”, disse o engenheiro. E Alonso tratou de fazer jus aos elogios na pista. Voltou a colar em Webber, mas precisou adiar o bote por algumas voltas por não poder acionar a asa móvel em razão de uma bandeira amarela provocada pelo abandono de Pedro de la Rosa. Mas na 48ª volta não teve jeito. Com o DRS ativado, superou o australiano e assumiu a segunda posição.

A dez voltas do fim, Bruno fez mais uma bela manobra. Por fora na curva 4, finalmente conseguiu superar Rosberg e entrou na zona de pontuação.

Pequeno susto no fim

Na ponta, Vettel seguiu administrando uma vantagem de cerca de dez segundos, agora para Alonso, para rumar para a vitória. Mas não sem antes levar um pequeno susto: a seis volta do fim, o assoalho de sua RBR começou a arrastar no chão e sair faísca. De olho na oportunidade da vitória com o possível problema de Vettel, Alonso forçou o ritmo mas acabou cometendo alguns erros e voltou a ficar distante. Mas o alemão manteve a tranquilidade e cruzou a linha de chegada em primeiro para conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato. Hamilton chegou a pressionar Webber, mas não conseguiu tirar o pódio do australiano. Button completou em quinto com direito ao melhor tempo da prova na última volta (1m28s203). Massa chegou em sexto, seguido de perto de Raikkonen. Hulkenberg, Grosjean e Senna completaram a zona de pontuação.

sebastian vettel rbr gp da índia - Agência AP (Foto: Agência AP)Alemão recebe a bandeirada da vitória. É o quarto triunfo seguido do líder do campeonato (Foto: AP)

Confira o resultado final do GP da Índia (60 voltas):

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1h31m10s744
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 9s437
3 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 13s217
4 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 13s909
5 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 26s266
6 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 44s600
7 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 45s200
8 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 54s900
9 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 56s100
10 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 1m14s900
11 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 1m21s600
12 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 1m22s800
13 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – a 1m26s000
14 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m26s400
15 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – a 1 volta
16 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a 1 volta
17 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – a 1 volta
18 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 1 volta
19 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
20 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas
21 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – a 2 voltas
22 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 5 voltas

Não completaram:
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – na volta 41
Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – na volta 21

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m28s203

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Vettel lidera primeira fila da RBR no grid da Índia; Alonso é 5º e Massa, 6º

Bem que a Ferrari tentou. Fez teste secreto, alugou um túnel de vento na Alemanha e prometeu “recuperar o terreno perdido” para a RBR na temporada. Porém, pelo menos em treinos classificatórios, parece que os esforços não adiantaram muito A primeira fila do grid de largada do GP da Índia deste domingo será como nas duas últimas etapas, com os dois carros do time austríaco na frente. Soberano em todos os treinos livres, o líder do campeonato Sebastian Vettel confirmou o favoritismo e, com o tempo de 1m25s283, assegurou a pole position com certa tranquilidade. Seu companheiro Mark Webber fez o segundo tempo, garantindo a terceira dobradinha seguida da RBR.

Sem imprimir ameaça ao rival, o vice-líder do campeonato, Fernando Alonso, ficou apenas com a quinta colocação. O único que ensaiou bater o tempo marcado pelo alemão foi Felipe Massa. Na superpole, o brasileiro chegou a fazer uma primeira parcial bem melhor que a de Vettel. Porém, não manteve o mesmo rendimento no restante da volta e ficou com a sexta posição no grid.

Na segunda fila, entre os carros da RBR e da Ferrari, ficaram as duas McLarens. Lewis Hamilton larga em terceiro, e Jenson Button em quarto. Kim Raikkonen (Lotus), Sergio Pérez (Sauber), Pastor Maldonado (Williams) e Nico Rosberg (Mercedes) completaram os dez primeiros. Bruno Senna caiu fora no Q2 e parte da 13ª posição.

Funcionários do circuito do GP da Índia aplaudem Sebastian Vettel na saída do treino classificatório (Foto: AP)Funcionários do circuito do GP da Índia aplaudem Sebastian Vettel na saída do treino classificatório (Foto: AP)

O GP da Índia, 17ª etapa da temporada, está marcado para as 7h30 deste domingo (horário de Brasília). A TV Globo inicia a transmissão ao vivo a partir das 7h15, com o clima nos boxes e nos bastidores. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Header_Q1 (Foto: Infoesporte)

Jean-Eric Vergne, mais uma vez, foi a “vítima” do Q1. O francês da STR foi eliminado junto aos pilotos das equipes menores: Vitaly Petrov e Heikki Kovalainen (Caterham); Charles Pic e Timo Glock (Marussia); e Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan (HRT). O melhor tempo desta parte da atividade foi de Maldonado. Massa chegou a rodar, mas conseguiu uma boa volta e avançou com tranquilidade, assim como Senna. Quase sobrou para Kobayashi, que ficou a menos de um centésimo de ser cortado.

Header_Q2 (Foto: Infoesporte)

Por pouco, muito pouco, Massa arrancou um lugar na superpole. Com o cronômetro do Q2 zerado, o brasileiro fez o nono tempo, chegou a ser superado por Pérez, mas ficou com a última vaga no Q3. Mesma sorte não teve Bruno. O piloto da Williams ficou com o 13º tempo. Vettel mostrou que dificilmente alguém tiraria sua pole, anotando o melhor tempo desta parte da sessão.

Header_Q3 (Foto: Infoesporte)

Buscando correr atrás do prejuízo, Alonso foi o primeiro a ir para a pista no Q3. Vettel saiu logo em seguida, mas deu uma traseirada, desperdiçou a volta e retornou aos boxes. Enquanto isso, Webber anotou um bom tempo, 1m25s327. Mas o alemão voltou às pistas e marcou 1m25s283, subindo para o topo da tabela. Massa chegou a ameaçar o tempo do alemão. Fez a melhor primeira parcial e ensaiou uma disputa pela pole, mas caiu de rendimento nos setores seguintes e fechou em sexto. Alonso passou bem acima de Vettel em todas as parciais e ficou em quinto. Hamilton melhorou seu tempo e conseguiu a terceira posição, para largar ao lado do companheiro de McLaren, Button.

Confira o grid de largada para o GP da Índia:

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m25s283
2 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m25s327
3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m25s544
4 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m25s659
5 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m25s773
6 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m25s857
7 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m26s236
8 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m26s360
9 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m26s713
10 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – sem tempo

Eliminados no Q2
11 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – 1m26s136
12 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m26s241
13 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m26s331
14 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m26s574
15 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – 1m26s777
16 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m26s989
17 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m27s219

Eliminados no Q1
18 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – 1m27s525
19 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m28s756
20 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m29s500
21 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m29s613
22 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m30s592
23 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m30s593
24 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m30s662

F-1: Circuito GP Índia - CORRIGIDO (Foto: ArteEsporte)

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