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Alison e Bruno ganham ouro na praia, e Brasil já faz sua melhor Olimpíada

imagem: Márcio José Sanchez/AP
imagem: Márcio José Sanchez/AP

Alison e Bruno Schmidt deram fim a um jejum de 12 anos do Brasil no vôlei de praia. Nesta quinta-feira (18), na Arena de Copacabana, a dupla da casa contou com apoio maciço da torcida para vencer os italianos Nicolai e Lupo, por 2 sets a 0 (21/19 e 21/16).

Alison acumula erros, mas resolve no bloqueio

A dupla brasileira começou o primeiro set sofrendo com o nervosismo e o saque de Paolo Nicolai. Com serviços que beiram os 100km/h, o italiano foi fundamental para fazer com que a vantagem chegasse a 5 a 1. Um pedido de tempo, no entanto, reequilibrou a partida para os brasileiros.

De volta após a pausa, Nicolai errou o saque e deu início à reação. Com três pontos consecutivos, a dupla da casa assumiu a liderança em 9 a 8. Com Alison firme no bloqueio e Bruno eficiente no saque e no passe, os brasileiros chegaram a abrir três pontos de vantagem. Os erros seguidos de “Mamute” no ataque, porém, acabaram permitindo que os italianos reassumissem a ponta em 19 a 18. Mas foi o próprio Alison responsável por fechar o primeiro set por 21 a 19, com um bloqueio em cima de Nicolai.

Itália segue apostando nos erros de Alison

Os erros de ataque de Alison no primeiro set fizeram com que os italianos adotassem como estratégia sacar sempre em cima dele. A tática deu resultado no início do segundo set, com o “Mamute” sofrendo sendo obrigado a fazer a maioria dos ataques e sofrendo com o bloqueio de Nicolai.

Para tentar tirar Alison da marcação de Nicolai, Bruno passou a fazer passes mais altos, dando a opção para que o companheiro conseguisse atacar forme na diagonal. E a tática começou a dar resultado. Apesar de ainda existirem, os erros de Alison diminuíram e a dupla brasileira conseguiu empatar a parcial em 11 a 11. A partir daí, nem Nicolai conseguia mais segurar a força de Alison. A dupla brasileira chegou a abrir quatro pontos de vantagem, antes de fechar a segunda parcial em 21/17.

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Alison e Bruno jogam muito, superam reação da Holanda e avançam à final

A derrota Larissa/Talita na semifinal feminina diante de Ludwig/Walkenhorst, da Alemanha, abrindo o dia de disputas na Praia de Copacabana, deixou o clima ruim nas arquibancadas da Arena de Vôlei de Praia. Mas bastou Alison Mamute marcar com um lindo bloqueio o primeiro ponto do jogo contra a Holanda na semifinal masculina e chamar o público em seguida para a energia negativa se dissipar, injetando novo ânimo nos muitos brasileiros presentes. Com muitos bloqueios do gigante de 2,03m e lindas defesas de seu parceiro Bruno Schmidt, o Brasil superou uma reação incrível dos holandeses Brouwer e Meeuwsen e saiu vitorioso por 2 a 1, parciais de 21/17, 21/23 e 16/14 em 59 minutos de confronto. Dessa forma, garantiu a classificação para a decisão olímpica e já tem uma medalha garantida.

A batalha pelo ouro será contra os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo, que venceram os holandeses Viacheslav Krasilnikov e Konstantin Semenov no início da madrugada por 2 a 1, parciais de 15/21, 21/13 e 15/13.

Alison e Bruno Schmidt, Brasil x Holanda, vôlei de praia (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Alison e Bruno Schmidt jogam demais na Praia de Copacabana (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Os holandeses foram bem e não falharam muito nas primeiras parciais, mas o time do Brasil mostrou que está totalmente alinhado com o que precisa fazer dentro de quadra para sair vitorioso. A missão de Alison é mandar na rede. Foi o que ele fez. Deu show no bloqueio. A tarefa de Bruno é defender. Ele se destacou nesse quesito. Fez jus ao título de melhor do mundo que ganhou em 2015. O jogo não foi nada fácil, mas eles saíram com a vitória. Para se ter uma ideia, Alison conseguiu 25 pontos, sendo 12 de bloqueio (seu melhor jogo no quesito até agora na Olimpíada). Bruno fez 16 pontos e conseguiu salvar 13 vezes. A Holanda cedeu 17 pontos aos brasileiros. Brouwer marcou 19, e Meeuwsen, gigante, 18, sendo 10 no bloqueio.

– (Essa final) Significa superação, realização de um sonho. Conquistamos grandes coisas para chegar até aqui. Superamos tudo. A identidade do nosso time é a superação. Quando o bloqueio funciona, o sistema defensivo todo funciona. Quando o Bruno se posiciona bem, quando ele me coloca bem, quando me dá um toque, porque ele é o meu olho no fundo de quadra. Quando o bloqueio engrenou, a torcida veio junto. Foi incrível – resumiu Alison, que já marcou 34 pontos de bloqueio na Olimpíada.

bruno alison vôlei de praia brasil holanda (Foto: Adrees Latif / Reuters)Alison chama a torcida do Brasil para jogar junto (Foto: Adrees Latif / Reuters)

Os rivais de Bruno Schmidt e Alison serão os italianos Nicolai e Lupo. Depois de se classificarem no sufoco, com uma vitória e duas derrotas na fase de grupo, eles venceram os russos Barsuk e Liamin por 2 sets a 1 – parciais de 15/21, 21/16 e 15/13 – na semifinal. A partida será disputada na madrugada de quinta para sexta-feira, a partir da meia-noite.

No feminino, apenas Ágatha e Bárbara Seixas seguem na disputa do ouro. Elas enfrentam as americanas Kerri Walsh e April Ross, às 23h59 (de Brasília). Já Larissa e Talita agora vão brigar pela medalha de bronze, na quarta-feira, às 22h, contra a dupla derrotada no duelo entre Brasil e Estados Unidos mais tarde.

O JOGO

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Bruno contra Meewusen no bloqueio
(Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O gigante Meeuwsen, de 2,07m, começou pontuando no confronto, mas Alison deu o troco no bloqueio e chamou a galera. O Mamute parecia furioso novamente, como havia sido diante dos EUA nas quartas e contra a Espanha nas oitavas, quando marcou 26 e 31 pontos. O jogo contra a Holanda estava equilibrado, mas ele se destacava. A habilidade de Bruno Schmidt chamou a atenção em diversos momentos, como no ponto, quase na linha, que deixou o placar em 14 a 10. Focados e enérgicos, os brasileiros ditaram o ritmo. O Brasil então teve sete points. Num deles, o “Mágico” defendeu de soco, mas errou o ataque. No outro, Alison mandou a bomba em cima do rival na rede e fechou: 21 a 17.

O segundo set iniciou da mesma forma que o primeiro. Ponto da Holanda, troco de Alison. O jogo era parelho: os holandeses erravam pouco, mas os brasileiros estavam fazendo bem demais seu dever de casa. Alison brilhava no bloqueio, Bruno salvava nas defesas. A torcida estava louca nas arquibancadas e ia ao delírio a cada ponto dos donos da casa. O primeiro match point veio das mãos de Alison. Paredão, é claro. Os holandeses evitaram duas vezes. Meewusen deu seu troco com um bonito bloqueio também. No finzinho, o time europeu engrossou demais e, com um ace de Brouwer, acabou conseguindo ir ao tie-break, com 23 a 21 no placar, premiados por sua reação inacreditável em um duelo que já parecia do Brasil.

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Adrees Latif)Alison abre os braços para ouvir a galera (Foto: REUTERS/Adrees Latif)

O tie-break começou favorável aos holandeses. Meeuwsen estava demais no bloqueio. Parecia copiar o que Alison fizera no restante do confronto. O Mamute tentava de tudo e continuava bem no bloqueio. Um erro de Brouwer em um serviço deixou o Brasil na frente. Mais uma vez, o “muro” brasileiro prevaleceu, e os donos da casa abriram dois de diferença. Novamente, Brouwer errou seu saque, ajudando os rivais. A grande jogada de Alison foi quando, ao invés de tentar a bomba, a Holanda apostou na categoria com um toquinho: eles não enganaram o brasileiro, e a bola não passou do bloqueador.

Alison e Bruno Schmidt, vôlei de praia, Brasil x Holanda (Foto: REUTERS/Adrees Latif )Alison e Bruno Schmidt vencem os holandeses (Foto: REUTERS/Adrees Latif )

Mas a Holanda, mais uma vez, surpreendeu. O Brasil abriu 10 a 7, mas deixou os estrangeiros empatarem. A virada veio na boa bola de Meeuwsen na rede, conseguindo vazar a muralha de Alison e a defesa de Bruno. A cravada de Mamute deixou tudo igual. O mesmo jogador bloqueou bonito, a bola bateu na linha, e os brasileiros tiveram o primeiro match point. Assim como no fim do segundo set, os holandeses tentaram evitar. Mas o dia era de Alison e Bruno. E, no ponto de Schmidt em cima de seu adversário, vitória na parcial por 16 a 14 e no confronto por 2 a 1.

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Nem dores, nem saque da Itália, nem chuva: Alison/Bruno se supera e vence

Quem ainda não tinha visto o uruguaio naturalizado italiano Adrian Carambula sacando se surpreendeu nas arquibancadas. Após jogar a bola no ar girando levemente, ele bate com muita força para o alto e aplica nela um efeito. O saque “maluco” do parceiro Ranghieri, que lembra o famoso “jornada nas estrelas”, foi a principal arma da Itália contra Alison e Bruno Schmidt. Nos braços da torcida, que mudou de trajes dos outros dias (colocando capas, casacos e gorros), eles não ligaram para a chuva insistente que caía em Copacabana, nem para o bom serviço do adversário, que conhecem bem do Circuito Mundial, e saíram vitoriosos, na base da técnica e raça, pelo placar de 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/16, em 45 minutos de confronto. O “Mamute”, que caiu de mal jeito, sentiu dores e foi atendido no primeiro set, se encheu de energia ao decidir voltar e contou com o brilho do jogador eleito melhor do mundo para triunfar.

Mas, do outro lado, também havia um jogador no sacrifício. Após a partida, Carambula disse que “estava morrendo”. O italiano falou que se sentiu muito mal durante todo o dia, com febre, enjoo e vomitando.

– Eu estou morrendo. Acordei péssimo, com muita febre, vomitando muito. Não sei por que estou assim, talvez alguma comida estragada que comi. Estou muito mal. Preciso voltar ao hotel para voltar tomar um ducha de água quente para ver se melhoro. Estou muito enjoado – afirmou.

Bruno Schmidt (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)Bruno Schmidt comemora muito a vitória diante da Itália (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)

 

Alison machucado (Foto: AP Photo/Petr David Josek)Alison ficou caído debaixo da rede, foi atendido e voltou com tudo (Foto: AP Photo/Petr David Josek)

ENTENDA A SITUAÇÃO DO GRUPO DE BRUNO/ALISON

Com a vitória pelo Grupo A, Bruno e Alison chegaram a cinco pontos em três jogos. Pelo revés, os italianos levaram um e ficaram com a mesma pontuação. Agora, as duas duplas esperam o resultado do jogo entre Doppler/Horst, da Áustria, que tem três pontos e pode ir a cinco, e Binstock/Schachter, do Canadá, com dois e que pode ir a quatro se vencer. O jogo está marcado para 00h (de Brasília). Os brasileiros podem terminar em primeiro, segundo ou terceiro, dependendo da combinação, já que os critérios de desempate são, em primeiro lugar, confronto direto e, em seguida, média de pontos (pontos marcados divididos pelos pontos sofridos).

Alison/Bruno Schmidt (Foto: Paul Gilham / Staff)Alison/Bruno Schmidt em ação em Copacabana (Foto: Paul Gilham / Staff)

Cada vitória vale dois pontos. A derrota vale um. Passam de fase direto para as oitavas de final os primeiros e segundos colocados de cada um dos seis Grupos, que vão de A até F. Além deles, avançam diretamente para a próxima fase os dois melhores terceiros colocados. Os quatro piores terceiros colocados vão para a repescagem, que será na quinta-feira. Dela, saem dois times. Ao todo, são 24 duplas em cada gênero. Após a fase de grupos, teremos um total de 14 parcerias (contando os dois que vencerem na repescagem).

O JOGO

Carambula começou o jogo abusando de seu saque “maluco”. Deu certo no início. O Brasil levou 2 a 0. Demonstrando toda sua técnica, Bruno e Alison conseguiram virar. O jogo ficou parelho. Os brasileiros estavam mais ligados no serviço do rival. Toda a arquibancada ficou em silêncio quando o “Mamute” caiu de mal jeito no chão e ficou. Sentindo dores, ele precisou pedir tempo para atendimento médico. Mas o gigante de 2,03m resolveu voltar. A torcida foi ao delírio. Ponto a ponto, os times brigavam. Alison parou um pouco de mancar. Quando Bruno deu um toquinho para deixar o placar em 19/19, o Brasil não mais levou pontos e saiu vitorioso na parcial: 21/19.

Alison machucado (Foto: Reuters)Alison após sentir dores nas areias de Copacabana (Foto: Reuters)

No segundo set, Alison voltou a mancar. A torcida comprou a briga dos brasileiros ainda mais quando o marrento Carambula começou a provocar olhando para a arquibancada. Apesar disso, os brasileiros começaram bem e chegaram a abrir cinco pontos em 12 a 7. Aos poucos, foram se soltando ainda mais e dominando a partida. Muita técnica, muita raça e muito apoio dos fãs. Quando o locutor falava “Bruno”, eles gritavam “Schmidt”. Quando dizia “Alison”, eles respondiam “Mamute”. O match point foi emocionante: Bruno fez uma defesa linda se atirando no chão, Alison deu um levantamento após a bola bater na rede, e o próprio Bruno matou Carambula no fundo da quadra: 21/16.

Alison Carambula vôlei de praia Olimpíada Rio (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)Alison contra Carambula em Copa (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)
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Soberanos, Alison e Emanuel batem letões e vão à final do vôlei de praia

Com uma atuação de gala, Alison e Emanuel despacharam Plavins e Smedins, da Letônia, por 2 sets a 0 (21/15 e 22/20), nesta terça-feira, e se classificaram para a grande decisão das Olimpíadas. Depois de um passeio no primeiro set, a dupla verde-amarela parecia que iria trilhar o mesmo caminho no segundo, mas os adversários reagiram a partir da metade da parcial e venderam caro a vitória. Com o resultado, o país já garantiu uma medalha em Londres. Quem vencer o jogo entre os alemães Brink e Reckermann e os holandeses Nummerdor e Schuil pega o Brasil na final.

– Eles mudaram a tática e começaram a sacar mais em mim. Estava ventando um pouco e eu comecei a errar a bola. A verdade é essa. E eles são jogadores mais baixos. Quando você é mais alto você, não vê o cara embaixo. Eu estava atacando e voltando, mas o Emanuel me deixou tranquilo em todos os momentos. Disse “calma, calma, continua fazendo o seu”. E foi isso que aconteceu no final. O jogo é sempre mais no Emanuel, mas foi bom isso ter mudado na semifinal. Se acontecer de novo na final, já estou preparado – disse Alison.

vôlei de praia emanuel alison londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Alison sobe no bloqueio para ajudar o Brasil a avançar à final do vôlei de praia (Foto: Agência Reuters)

Confiante, o Brasil entrou na Arena de Vôlei de Praia com um bom volume de jogo. Após um início equilibrado, a equipe canarinho deslanchou e abriu uma boa vantagem com um ataque no fundo da quadra. Ao lado do experiente companheiro, Alison ganhou confiança não só no bloqueio, como para virar as bolas, pressionando os rivais, que passaram a cometer erros tentando driblar os favoritos. Emanuel, ouro Atenas-2004 e bronze de Pequim-2008, estava inspirado no ataque, enquanto o Mamute era uma muralha na rede. Os letões estavam perdidos, ficaram seis pontos atrás dos brasileiros (16 a 10) e a reação não veio. A dupla verde-amarela teve um desempenho impecável e fechou a parcial em 21 a 15, em 18 minutos, sem dificuldades.

Forçando os saques em cima de Alison e arriscando ataques no fundo de quadra, Plavins e Smedins adotaram uma estratégia diferente para parar Alison e Emanuel no segundo set. Depois de ficar apenas um ponto atrás do time canarinho (11 a 10), parecia impossível que os letões pudessem encostar encostar no placar. Mais uma vez, eles viram os adversários crescerem partida: 15 a 10. O nível técnico dos estrangeiros era inferior e eles não tiveram armas suficientes para lutar de igual para igual com os brasileiros. Demorou, mas a dupla da Letônia finalmente acordou, deixou os erros de lado e chegou perto em uma diagonal de Smedins: 18 a 17. Depois de explorar o bloqueio brasileiro, os letões empataram: 19 a 19. O jogo ficou dramático, o Brasil suou, mas conseguiu fechar o set no bloqueio do Mamute: 22 a 20.

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