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10 suplementos alimentares que dão um gás no seu treino

suplementosFazer uma alimentação balanceada é a melhor saída para definir o corpo e queimar gordura. Mas nem sempre é possível comer todos os nutrientes necessários com a correria diária. Refeições são puladas, produtos industrializados entram no cardápio ou até mesmo algumas restrições alimentares e estilos de vida nos fazem cortar vitaminas e proteínas da dieta. Foi para isso que surgiram os suplementos alimentares, queridinhos de muita gente que frequenta a academia.

“Quem está começando a malhar ou quer melhorar a performance pensa em tomar suplementos. A motivação é um resultado mais rápido e consistente”, diz o médico especializado em nutrologia Thiago Volpi. Ele explica que a maior parte dos suplementos é composta por nutrientes que fazem parte de uma alimentação saudável, de uma forma prática e concentrada. Por isso, sob a orientação de um profissional, podem ser consumidos, enquanto for praticada a atividade física.

Apesar da má fama que os suplementos têm, eles são completamente diferentes dos anabolizantes, que envolvem hormônios. “Existe um senso comum de que suplementos fazem mal, de que são ‘bombas’ e podem matar. Mas o que prejudica o organismo é o excesso”, explica o médico nutrologista Alexander Gomes de Azevedo. O segredo para manter a saúde é procurar um nutricionista ou nutrólogo que indique o tipo e a dose que irá complementar a sua dieta e se encaixar ao tipo de exercício praticado. Em excesso, os suplementos podem sobrecarregar rins e fígado, além de causar outras complicações. Por isso a necessidade de um acompanhamento.

Conheça, a seguir, alguns dos suplementos mais utilizados:

1) Whey Protein

O que é: a proteína extraída do soro do leite é um dos suplementos mais consumidos por quem malha. É altamente digerível e rapidamente absorvida pelo organismo. Apresenta grandes quantidades de aminoácidos essenciais –aqueles que nosso organismo não produz e precisa ser adquirido pela alimentação ou suplementação– e elevadas concentrações dos aminoácidos triptofano, cisteína, leucina, isoleucina e lisina. Os aminoácidos são nutrientes presentes nas proteínas que geram energia para o funcionamento do corpo.
Como age: fornece nutrientes essenciais, o que colabora na prevenção de doenças cardiovasculares e na performance física.
Indicação: é usado para impulsionar os níveis de força, aumentar o ganho de massa muscular e prevenir o catabolismo –perda de músculos– que pode ocorrer durante um treino muito pesado.
Contraindicação: é contraindicado para pessoas alérgicas à proteína do leite.
Preço médio: R$ 140 (pote de 900g).

2) Albumina

O que é: proteína isolada da clara do ovo.
Como age: é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, o perfil de aminoácidos é bom, porém inferior ao whey em relação à eficácia. “Não necessariamente induzirá ao aumento do músculo, mas poderá ser usada para isso como qualquer outra proteína de alto valor biológico”, explica a nutricionista esportiva Ursula Romano.
Indicação: facilita o ganho de massa muscular e tem baixo custo.
Contraindicação: por ser altamente alergênica, é contraindicada para pessoas alérgicas ou com tendência a alergias. Gera muita flatulência, por isso não deve ser consumida por quem tem desequilíbrio da flora e função intestinal.
Preço médio: R$ 40 (pote de 500g).
3) BCAA

O que é: composto por três aminoácidos: leucina, isoleucina e valina.
Como age: induz sinalização para síntese proteica (processo celular fundamental para o ganho de massa muscular), aumento de insulina, e é usado como fonte de energia. Depois de um treino pesado, o metabolismo pode recorrer ao músculo como forma de conseguir mais energia e o BCAA entra em jogo para evitar essa perda.
Indicação: para atletas de alto rendimento que precisam complementar a quantidade de aminoácidos ou de estímulo de insulina em momentos chave. A energia extra nesses casos pode vir desse mix de aminoácidos.
Contraindicação: pessoas com resistência à insulina ou tendência.
Preço médio: R$ 75 (120 cápsulas).

4) Maltodextrina

O que é: carboidrato de médio índice glicêmico. Ou seja, absorção um pouco mais lenta que o açúcar comum.
Como age: como fonte de energia para dar um gás no treino de musculação ou aeróbico.
Indicação: para pessoas que desejam ganhar massa muscular ou peso, pessoas com déficit energético, atletas de alto rendimento e como fonte de energia em treinos de alta intensidade ou duração.
Contraindicação: pessoas com resistência à insulina e com diabetes descompensado ou não tratado.
Preço médio: R$ 30 (pote de 1kg).
5) Creatina

O que é: nutriente presente em nossos músculos.
Como age: quando um músculo se contrai, só é liberada energia suficiente por cerca de dez segundos. Para que o músculo continue contraído, a creatina é usada pelo organismo. Se faltar creatina, vai faltar combustível para completar o exercício.
Indicação: pessoas que desejam ganhar força e massa muscular, melhorar a potência nos treinos, otimizar a performance em exercícios e modalidades de alta intensidade e curta duração. “Ela é recomendada para diminuir o tempo de recuperação e, consequentemente, aumentar as cargas dos exercícios e uma maior explosão muscular”, diz Alexander.
Contraindicação: pessoas que possuem doenças renais.
Preço médio: R$ 55 (pote de 300g).
6) Caseína

O que é: proteína rica em aminoácidos essenciais e é encontrada em abundância no leite de vaca. “É uma proteína de lenta absorção e pode ser encontrada de forma micelar, caseinato de cálcio e como proteína isolada do leite”, ensina a nutricionista Bruna Angelo Barreto, do Hospital Niterói D’Or, no Rio de Janeiro.
Como age: é rica em aminoácidos, como os BCAAs, por isso é muito utilizada para o ganho de músculos ou para a manutenção da musculatura. A caseína ainda tem a capacidade de dar saciedade por bastante tempo. Ela forma uma espécie de gel em nosso intestino e, por isso, combate o catabolismo (degradação de massa magra) por mais tempo, pois vai liberando seus nutrientes aos poucos na corrente sanguínea.
Indicação: é indicado para quem procura a hipertrofia (fazer crescer o tamanho dos músculos) e que deseja aumentar a massa muscular e diminuir a massa gorda.
Contraindicação: quem tem intolerância à lactose, já que a proteína comumente é extraída do leite.
Preço médio: R$ 200 (pote de 900g).
7) CLA

O que é: o ácido linoleico conjugado é uma substância naturalmente presente nos alimentos de origem animal, como leite ou carne de vaca, e também é comercializado como suplemento para emagrecer.
Como age: atua no metabolismo, reduzindo o tamanho das células de gordura, levando ao emagrecimento. Além disso, também facilita o ganho de massa muscular.
Indicação: para quem quer acelerar o metabolismo. Também promove o aumento de massa magra, reduz os níveis de colesterol e fortifica o sistema inflamatório.
Contraindicação: “Tomado da forma errada, o CLA aumenta o estresse oxidativo (produção de radicais livres, que agem no envelhecimento), piorando a ação da insulina e aumentando os níveis de gordura no fígado”, alerta Bruna. Ele também pode induzir a resposta inflamatória do tecido adiposo, tendo como consequência dor de estômago, diarreia, flatulência e náuseas.
Preço médio: R$ 140 (240 cápsulas).
8) Beta-Alanina

O que é: composto que age nos músculos com o objetivo de aumentar sua performance e disposição. Além disso, trabalha para reduzir a acidez no músculo, o que é importante para evitar câimbras e fadiga muscular.
Como age: aumenta significativamente os efeitos de força e resistência muscular, otimizando os resultados dos treinos. Por reduzir a fadiga e as câimbras, permite treinos mais longos e pesados. Promove um efeito de “pump”, ou seja, de inchaço após o treino, o que estimula a irrigação muscular e amplia a absorção de nutrientes.
Indicação: recomendada para atletas de todas as modalidades esportivas que exigem força, potência e resistência muscular. Também pode ser utilizada por pessoas que não treinam, para evitar as dores decorrentes de trabalhos repetitivos, como os que exigem permanecer muito tempo em frente ao computador.
Contraindicação: o efeito colateral mais comum é o formigamento do corpo logo após a ingestão, que desaparece em cerca de uma hora. “Algumas pessoas sentem coceira, que vai desaparecendo ao longo do uso. Esses efeitos ocorrem porque o corpo atinge a quantidade máxima de carnosina necessária, mas não trazem males à saúde”, garante Bruna.
Preço médio: R$ 80 (pote de 200g).

9) Cafeína

O que é: A cafeína é a base de grande parte dos suplementos usados para aumentar o ritmo do metabolismo, como os termogênicos, e dar mais disposição durante o treino.
Como age: após ser absorvida e metabolizada no fígado, a cafeína percorre todo o corpo e atua sobre todos os sistemas do organismo por mais ou menos seis horas. Ligando-se às células nervosas, ela age sobre o sistema nervoso central, estimulando a concentração, melhorando o humor e diminuindo a sensação de fadiga após a atividade física e mental.
Indicação: para aprimorar os níveis de energia, estimular o funcionamento cardiovascular, melhorar a performance, aumentar a força e energia e inibir o apetite. “Atua também na mobilização do cálcio muscular, promovendo a duração da contração muscular, o que favorece o desempenho em exercícios de alta intensidade e de curta duração”, diz Bruna.
Contraindicação: pode gerar estimulação excessiva, liberando adrenalina em quantidades perigosas para o organismo, além de permitir a prática de exercícios acima dos níveis seguros. Também possui um efeito diurético, o que pode prejudicar a hidratação durante atividades prolongadas. O uso excessivo de cafeína pode ocasionar nervosismo, insônia, aumento da frequência cardíaca, palpitações e gastrite.
Preço médio: R$ 50 (120 cápsulas).
10) L-Carnitina

O que é: formada no fígado e nos rins a partir dos aminoácidos, ela permanece estocada em diversos tecidos, inclusive o muscular.
Como age: a gordura queimada pelo organismo para gerar energia é carregada pela carnitina até a mitocôndria, onde ocorrem as atividades químicas dentro das células. Sem carnitina suficiente, as moléculas de gordura não entram na mitocôndria e retornam para o sangue, o que causa o aumento do número de triglicerídeos (gordura no sangue).
Indicação: sua principal função é ajudar o corpo a transformar gordura em energia, auxiliando na queima da gordura corporal e na perda de peso.
Contraindicação: embora pouco frequentes, os efeitos colaterais da L-Carnitina incluem náuseas, diarreia, cólica abdominal e vômito. Os efeitos colaterais menos frequentes incluem convulsões e fraqueza muscular em indivíduos com propensão a essas condições.
Preço médio: R$ 110 (120 cápsulas).

Uol

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Abusa de café e doces? Veja 6 hábitos alimentares inimigos da produtividade

cansacoQuando o cansaço bate ao longo do dia e o trabalho parece não render, a culpa pode ser do que você comeu (ou não) mais cedo. Abusar dos doces ou pular refeições, por exemplo, pode prejudicar sua produtividade. A solução é prestar atenção ao que comemos –e em como comemos.

Confira abaixo alguns hábitos alimentares inimigos do bom rendimento no trabalho. As dicas foram reunidas em um artigo do site americano EverUp, e republicadas pelo Business Insider.

1) Pular o café da manhã

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A sabedoria popular já dizia: “saco vazio não para em pé”. Sair de casa em jejum não é boa ideia. Depois de uma noite de sono, o nível de açúcar no sangue fica baixo e falta energia para o nosso corpo –inclusive o cérebro– desempenhar bem suas funções.

“Coma uma boa fonte de proteína [iogurte, leite, ovos, frios etc.] no café da manhã para estabilizar os níveis de glicose no sangue ao longo do dia e ter energia constante para o corpo e o cérebro”, afirma Erin Palinski Wade, autora do livro “Belly Fat Diet For Dummies” (“Dieta para Gordura da Barriga para Leigos”, em português).

2) Almoço rico em carboidratos

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Outra dica que parece simples, mas é importante: a qualidade do que se come no almoço também afeta a produtividade no restante do dia.

O ideal é maneirar nos alimentos ricos em carboidratos simples, como arroz branco, macarrão, pão branco, refrigerantes, sucos concentrados e doces. Por serem digeridos rapidamente, eles causam picos e quedas bruscas de energia.

O melhor é optar por alimentos com carboidratos que são digeridos mais lentamente pelo corpo, como cereais integrais, vegetais e grãos (feijão, lentilha, ervilha etc.).

O ideal é que, após o almoço, o nível de açúcar no sangue fique estável, mantendo uma energia mais contínua até a próxima refeição.

3) Pular o almoço

Getty Images/iStockphoto

Quando você tem muita coisa para fazer em pouco tempo, acha que uma boa tática é deixar o almoço de lado e aproveitar aquela hora a mais para acelerar as tarefas? Está enganado.

Alimentar-se corretamente, com uma refeição nutritiva, melhora o desempenho do cérebro. A falta de energia para o corpo, por outro lado, faz a produtividade cair.

Wade diz que a glicose é a principal fonte de energia para o cérebro, por isso é importante mantê-la em um nível constante ao longo do dia. A autora sugere comer algo em intervalos de duas a quatro horas, ingerindo a energia necessária para permanecer concentrado e alerta.

4) Tomar muito café

Getty Images/iStockphoto

Quando bate o cansaço do meio da tarde, você costuma apostar naquela xícara de café? Ok, a cafeína pode ser uma aliada para conseguir retomar a atenção e completar o que tem para fazer, mas abusar na quantidade pode ter o efeito contrário.

Tomar mais do que quatro xícaras de café por dia pode ter efeitos negativos no corpo, como inquietação, irritabilidade, nervosismo e dores de estômago, o que atrapalha a qualidade do trabalho.

5) Tomar pouca água

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A desidratação também pode afetar bastante as funções cerebrais. Beber menos água do que o necessário pode causar impacto na concentração e memória de curto prazo. Mesmo uma desidratação moderada pode afetar o humor, a energia e a habilidade de pensar claramente.

A recomendação clássica de médicos é tomar dois litros de água por dia, mas um estudo científico contesta isso.

6) Abusar dos doces no meio da tarde

Getty Images/iStockphoto

Passadas algumas horas do almoço, quando a fome bate novamente, pode surgir a tentação de atacar aquele chocolate ou bolinho, mas o melhor é tentar controlar esse impulso.

Como dito antes, os doces elevam rapidamente o nível de açúcar no sangue, aumentando bruscamente a energia para o trabalho. Em pouco tempo, porém, esse açúcar no sangue vai diminuir muito e rapidamente, causando sonolência.

Uol

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Cinco conselhos para evitar transtornos alimentares desde a infância

Quando a relação com o peso e a comida sai do controle, pode sinalizar um transtorno alimentar (Foto: Thinkstock)
Quando a relação com o peso e a comida sai do controle, pode sinalizar um transtorno alimentar (Foto: Thinkstock)

A maioria das pessoas se sente incomodada com seu peso em algum momento da vida, mas se a relação com a comida e com a aparência sair do controle, pode sinalizar um problema maior: um transtorno alimentar.

Você começa a ficar obcecado com cada caloria, cada exercício praticado, e um quilo a mais pode arruinar seu dia. Se essas preocupações se tornam um problema central na sua vida, sua saúde e sua felicidade, é porque elas viraram algo mais sério.

Transtornos alimentares podem se tornar doenças psiquiátricas graves, que colocam em risco a vida da pessoa afetada.

Segundo o Manual de Psiquiatria de diagnóstico de distúrbios mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, uma em cada cinco mulheres sofre de algum transtorno alimentar classificado como doença mental ou de algum tipo de hábito alimentar desordenado.

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São patologias cada vez mais frequentes, sobretudo entre jovens de 12 a 24 anos e do sexo feminino. Os mais comuns são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão ao comer.

E, se a detecção precoce é importante, mais ainda é a prevenção, desde a infância. Eis alguns conselhos para isso:

1. É preciso ensinar desde cedo a importância de hábitos saudáveis às crianças, dizem especialistas do Hospital Infantil de Sant Joan de Déu, de Barcelona. Isso inclui horários regulares para comer, fazer refeições moderadas quatro ou cinco vezes ao dia, evitar pular as refeições e não comer “besteiras” nos intervalos entre elas.

Segundo a psicóloga argentina Brigitte Aquin, especialista em transtornos alimentares, é recomendável que os pais sejam capazes de controlar ao menos duas refeições diárias de seus filhos.

2. A dieta das crianças deve ser saudável, equilibrada e variada ─ com limitações ao consumo de doces, sobremesas industrializadas e fast-food. É fundamental que o cardápio inclua diversas frutas e verduras.

3. Os transtornos alimentares são problemas de origem psicológica, então é essencial que a autoestima das crianças seja observada com atenção dentro de casa.

Por isso, os pais devem fomentar a autoestima dos filhos para que ele descubra suas habilidades e suas limitações, aceite-as e aprenda a se sentir bem consigo mesmo, orienta o hospital Sant Joan de Déu.

Para Aquin, “é importante ajudar os jovens a não condicionar seu corpo a uma questão de aparência”.

A ideia é fortalecer as crianças perante as mensagens sobre estética, ideais de beleza e alimentação (como dietas “milagrosas” e produtos emagrecedores) bombardeadas por meios de comunicação e pela publicidade.

“A glorificação da magreza e as dietas restritivas não são uma solução à epidemia da obesidade, mas sim algo que pode ter efeitos negativos sobre a saúde”, diz Aquin.

4. O Hospital Sant Joan de Déu também aconselha estabelecer uma boa comunicação no âmbito familiar para que as crianças se sintam seguras e sejam capazes de buscar a opinião e a ajuda da própria família quando estiverem diante de situações difíceis ou estressantes.

5. Outro conselho é adotar e manter hábitos saudáveis também em outras esferas, como a prática de atividades físicas e um número suficiente de horas de sono. Tudo isso ajuda a levar uma vida mais equilibrada.

 

G1

Câmara aprova merenda especial para alunos com restrições alimentares

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Luis Macedo / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), em caráter conclusivo, proposta que obriga as escolas públicas a oferecerem merenda especial para alunos com restrições alimentares. O texto aprovado foi um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 6483/06, do ex-deputado Celso Russomanno.

A matéria seguirá agora para sanção presidencial, exceto se houver recurso para que as alterações feitas pelos senadores sejam examinadas pelo Plenário da Câmara.

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A relatora na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), defendeu a aprovação do substitutivo. Segundo ela, o Senado aprimorou o projeto ao incluir entre os beneficiados todos os estudantes com restrições alimentares. A proposta original, aprovada na Câmara em 2009, previa merenda especial apenas para alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia.

Conforme o texto agora aprovado, o cardápio deverá ser realizado com indicação médica e acompanhamento de nutricionista, seguindo as características alimentares regionais como prevê o Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Íntegra da proposta:

Câmara dos Deputados

Distúrbios alimentares atingem pacientes cada vez mais jovens

disturbioalimentaNovos números sobre a anorexia trazem ainda mais preocupação com relação à doença. Os hospitais do Reino Unido vêm regisrando um aumento cada vez maior de pacientes com este quadro, algumas delas com apenas nove anos de idade. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Toda noite, uma média de 350 camas de hospitais ingleses são preenchidas com pessoas vítimas de anorexia, bulimia ou outros distúrbios alimentares. Os números dobraram em uma década.

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No ano passado, 15 crianças com idades entre cinco e nove anos deram entrada em hospitais com desordens alimentares, o que mostra que os temores e obsessões relacionados à comida estão começando a se desenvolver muito cedo. Há também uma preocupação de que o National Health Service (NHS) – o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido – esteja agravando a crise, uma vez que algumas clínicas passaram a se recusar a tratar pacientes que não são considerados “suficientemente magros”.

Muitos locais não aceitam pacientes que não estão abaixo de determinado peso. Os números vieram à tona depois que o NHS foi duramente criticado em um relatório por uma associação de pacientes. O documento indica que uma jovem de 19 anos morreu depois de falhas de médicos e psicólogos. Averil Hart deveria ter feito check-ups semanais, mas acabou ficando tão magra que foi encontrada em colapso na casa estudantil onde morava. Pacientes com anorexia, bulimia ou outros transtornos alimentares contabilizaram mais de 122 mil leitos entre 2012 e 2013.

O número foi maior do que os 100.550 de 2011/12, de acordo com o Health and Social Care Information Centre. Em contrapartida, entre 2002/3 foram contabilizadas 51.878 entradas relacionadas a estas desordens. Um total de 2.381 pacientes foram admitidos neste hospital no mês passado, sendo 3/4 com anorexia. O número é maior do que os 2.287 registrados nos últimos 12 meses.

Garotas na faixa dos 15 anos são as mais propensas a sofrerem com o problema, com 200 admissões no ano passado. As instituições alertam que esta é só a “ponta do iceberg”, uma vez que muitas pacientes sofrem sozinhas em casa. Os números também não consideram pacientes que se tratam em clínicas privadas e que desistiram do serviço público depois de longa espera.

Leanne Thorndyke, na instituição de desordens alimentares Beat, disse que as pessoas geralmente relatam que, ao recorrerem ao serviço público, acabam ouvindo que o índice de massa corporal não está baixo o suficiente. “Os transtornos alimentares são doenças mentais graves”, ressaltou. Este ano, uma pesquisa com 500 pacientes feita pelo órgão mostrou que um quarto deles teve que esperar pelo menos seis meses por tratamento, enquanto aproximadamente uma em 10 teve que aguardar por mais de um ano.

Kat Pugh, 24, de Londres, tem anorexia desde os 11 anos. “Estou tentando conseguir um tratamento pelo NHS, mas não sou considerada doente o suficiente. Isto é um incentivo perverso para ficar ainda pior”, afirmou. Cerca de 3% dos adultos podem ter algum tipo de desordem, mas este número pode chegar até 6,5%. As mulheres representam 90% dos casos.

As mortes de 50% das pessoas que sofrem de anorexia são causadas por complicações devido à privação de comida, incluindo danos a alguns órgãos e falhas no coração. A proliferação de websites pró-anorexia tem sido culpada também por aumentar o quadro em jovens, especialmente em meninas. Existem entre 400 e 500 endereços deste tipo, onde usuários trocam dicas sobre como passar fome ou se vangloriam por terem consumido poucas calorias.

 

Terra

Mães autoritárias podem criar filhas com distúrbios alimentares

Baki/Shutterstock.com
Baki/Shutterstock.com

Um estudo recente mostrou que mães autoritárias e dominadoras podem criar filhas com habilidades sociais limitadas e que sofrem de distúrbios alimentares. A pesquisa foi realizada pela Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, e publicada online em setembro de 2013 no “Communication Monographs”.

De acordo com o estudo, o relacionamento com a mãe está entre os principais fatores que definem o desenvolvimento da filha em relação a habilidades sociais. A interação com a mãe tem um papel mais forte do que a dinâmica familiar de forma geral.

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Entre as famílias que participaram do estudo, ficou claro que, nos casos de mães dominadoras ou que faziam críticas desmedidas, a filha tendia a ter problemas para se relacionar.

Essa falta de habilidades sociais está associada a uma probabilidade maior de apresentar distúrbios alimentares, insatisfação com o próprio corpo, exagero na prática de exercícios com peso e, de forma geral, falta de autoestima.

 

Para realizar o estudo, pesquisadores levantaram informações sobre 286 famílias compostas por mãe, uma filha adulta (idade média de 21 anos) e um filho adulto.

Todos os filhos analisaram como era seu relacionamento com cada membro da família, mas somente as filhas fizeram uma autoavaliação e foram avaliadas pelas respectivas mães em relação à capacidade de estabelecer laços saudáveis com outras pessoas.

As filhas também se autoavaliaram em quesitos como autoestima, depressão, solidão, percepção do próprio corpo, dieta e preocupação com a alimentação. O resultado do estudo provou que relacionamentos tumultuados por mães dominadoras podem prejudicar o futuro das filhas.

 

 

Uol

Bons hábitos alimentares ajudam a prevenir até mesmo doenças crônicas

Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. Por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, o governo incentiva a população a ter bons hábitos e conscientiza sobre os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos.

Muitos componentes da alimentação dos brasileiros são associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes. Por isso, alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros, devem ser ingeridos com moderação.

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O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, por exemplo, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.

Ministério do Desenvolvimento Agrário Alimentar-se de maneira correta significa prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida

  • Alimentar-se de maneira correta significa prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida

Vida saudável

A adoção de uma alimentação saudável previne o surgimento de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo e devem ser ingeridos com frequência.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.

A ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos por meio dos alimentos. O uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.

Os bons hábitos alimentares vão funcionar como fator protetor se forem adotados ao longo da vida. Nesse aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o consumo de arroz com feijão.

O Ministério da Saúde lançou o Guia da Alimentação Saudável. Na publicação estão os dez passos para uma alimentação saudável. São eles:

• Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e faz bem à saúde.

• Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis.

• Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.

• Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas como regra da alimentação.

• Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.

• Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.

• Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.

• Faça pelo menos três refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições.

• Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos em sua forma mais natural.

• Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

Fonte
Ministério da Saúde