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Educação alimentar passará a fazer parte do currículo escolar

Merenda Escolar (Foto: Divulgação)

Educação alimentar e nutricional passará a integrar os currículos das escolas públicas e privadas de todo o país, de acordo com nova lei publicada nessa quinta-feira (17) no Diário Oficial da União. O prazo para que isso seja feito é 180 dias, ou seja, até meados de novembro.

A lei inclui educação alimentar e nutricional entre os temas transversais que terão que ser abordados tanto no ensino fundamental quanto no médio. Não haverá portanto uma disciplina específica, o tema será debatido durante outras aulas, como as de ciências e biologia.

O projeto que deu origem à lei é de autoria do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP). A intenção, segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar no texto do projeto, é reduzir a obesidade infantil, além de assegurar informações sobre alimentação saudável aos cidadãos desde novos.

A nova lei altera a chamada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Desde 2014, as escolas já devem trabalhar conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente, também como temas transversais.

A LDB estabelece ainda que haja produção e distribuição de material didático adequado para se trabalhar nas escolas esses temas transversais.

Agência Brasil

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Não force o bebê a comer; veja outros erros da introdução alimentar

(Foto: Mayara Netto/Fotografia com Sentimento)
(Foto: Mayara Netto/Fotografia com Sentimento)

A regra de ouro da alimentação infantil é nunca forçar a criança a comer. Ela vale também para os bebês, que estão começando a conhecer outros sabores além do leite materno.

A consultora em comportamento alimentar, Fabiolla Duarte, criadora do Colher de Pau, diz que alguns erros da introdução alimentar do bebê podem afetar a sua relação com a comida no futuro.  Entre os principais erros estão forçá-lo, distraí-lo ou iniciar a introdução antes do tempo.

Ela também critica pais que usam de barganha ou chantagem para fazer a criança comer. “Isso tudo, quando usado sistematicamente, causa sérios danos no comportamento alimentar.”

Para tranquilizar pais aflitos com a falta de fome do filho, Ary Lopes Cardoso, chefe de Nutrologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, costuma dizer que é normal que crianças de 2 anos passem a rejeitar a comida.

“Quando chegam ao consultório dizendo isso, eu respondo: ‘Ainda bem, seu filho normal’”, diz o nutrólogo.

Para justificar seu argumento, ele faz uma relação entre a idade e ganho de peso da criança ao longo da vida. “Até completar 1 ano, a criança triplica de peso e cresce a metade, em centímetros, da altura que tinha ao nascer. Por isso ela é gordinha, cheia de dobras e os pais se lembram para o resto da vida que ela comia de tudo quando era bebê.”

Mas a partir do segundo ano, afirma Lopes Cardoso, quando ela começa a ficar mais seletiva com a comida, passa a ganhar cerca de 2,5 kg por ano e cresce de 8 a 10 centímetros. “Tem que parar de comer mesmo, é fisiológico.”

Para não ter dor de cabeça com o cardápio do filho, o nutrólogo aconselha os pais a evitarem cinco erros que prejudicam a relação da criança com a comida. São eles: 1) insistir, 2) forçar, 3) agradar, 4) irradiar/barganhar,5) substituir.

“Se os pais não errarem, terão uma criança que come o que tem. Que não fica escolhendo”, diz ele.

Ele lembra que esse quinto item costuma acontecer muito em casa de avós, que oferecem outro prato para criança que recusa a primeira opção.

Lopes Cardoso complementa sua lista com três mandamentos de ouro para a criação dos filhos: 1) não comparar; 2) ter bom senso; 3) fazer seu filho morar na sua casa, e não você na dele. “É preciso botar limites. O pai precisa ser mais esperto que o filho.”

Especialistas são unânimes em defender que as refeições aconteçam à mesa, e não em frente à TV. E sem distrações, como musiquinhas de tablets e celulares.

INTERFERE NA ALIMENTAÇÃO

A nutricionista Priscila Maximino, do Centro de Dificuldades Alimentares do Hospital Infantil Sabará, alerta para outras situações que podem prejudicar o apetite da criança. “Criança cansada, com sono, com nariz entupido ou com virose não come”, diz. “Se vai ficar doente, um pouco antes, já perde a fome.”

Nessas situações, Priscila diz que costuma dar um recado aos pais preocupados com a alimentação do filho: “O apetite é o primeiro que vai e o último que volta”.

Para ela, um dos principais cuidados que os pais devem ter é com a segurança da criança na hora das refeições. “Criança tem que comer sentada no cadeirão e presa pelo cinto de segurança.”

O cadeirão, segundo Priscila, ajuda a incluir o bebê nos hábitos alimentares da casa. “Você pode levá-lo para cozinha enquanto pica os alimentos ou encaixá-lo à mesa na hora das refeições.”

 

maternar.blogfolha

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GUARABIRA: Crianças de creches municipais terão suplemento alimentar em refeição

crecheAs crianças das creches do município de Guarabira serão beneficiadas com um suplemento alimentar durante o almoço. Trata-se do NutriSus – Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil, do Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. O benefício serve como ação optativa nas creches participantes do Programa Saúde na Escola. A estratégia consiste na adição direta de um sachê com vitaminas e minerais aos alimentos que a criança, com idade entre 6 e 48 meses irá consumir em uma de suas refeições diárias.

A Prefeitura de Guarabira, através da Secretaria de Educação, além de ter a preocupação natural com a boa formação da educação infantil no município, também se sensibiliza em função da saúde dos pequenos, se adequando as devidas normas junto ao Governo Federal, e por sua vez aderindo a importantes programas federais, a exemplo do NutriSus. Tendo o competente nutricionista Evi Clayton como o responsável pelo controle alimentar das creches e escolas do município.

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A entrega do suplemento alimentar as diretoras das creches foi realizada, na manhã de sexta-festa (21/3) na sede da SME, que fica no complexo do Centro Integrado de Educação, Esporte e Cultura [do município] – CIEC.  Das 13 creches do município, as primeiras a serem contempladas com o programa NutriSus são: Tia Léa, Luzia Paulino, São Rafael (AMEC), Augusto Toscano de Brito (CIEC), Abigail Vieira e creche do 4º BPM.

Antes os representantes das unidades de acolhimento e educação infantil tiveram um encontro com a coordenadora da Educação Infantil, Amália Ribeiro, que discutiu com os mesmos acerca do registro do desempenho das crianças no processo ensino/aprendizagem. Onde foram elaborados o diagnóstico inicial e o parecer descritivo do aluno, a partir das monitores/as e gestores/as das creches.

 

CODECOM – PMG

Adolescente que não sabia que estava grávida dá à luz no banheiro, após acreditar estar com intoxicação alimentar

babyAtingida por uma enorme sensação de náusea, Gemma Armstrong achou que estava sofrendo um surto de intoxicação alimentar.

Retornando do trabalho na última segunda-feira, a garota escocesa de 19 anos, correu para o banheiro. Mas ao invés de uma dor de barriga por diarreia, a adolescente ficou chocada ao estar nos estágios iniciais de trabalho de parto.

Armstrong, que reside em Ross-Shire, na Escócia, não tinha ideia de que estava grávida. Ela não desenvolveu nenhum sintoma ou, ao menos, uma saliência na barriga. Apenas um mês antes de dar à luz a sua filha, Orla, a adolescente usava um biquíni em uma praia.

Seu namorado, Daniel Degan, estava no exterior no momento da nascimento da filha surpresa. Por conta disso, Armstrong recebeu ajuda da mãe e da irmã do rapaz, Katrina Eilidh. A garotinha nasceu no banheiro.

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Degan pegou um voo de volta para casa logo após receber um telefonema dizendo que ele havia se tornado pai.

A mãe de Degan ajudou no trabalho de parto e sua irmã cortou o cordão umbilical. Uma equipe paramédica chegou na casa do rapaz para cuidar dos últimos detalhes.

Orla nasceu perfeitamente saudável. Mãe ela e bebê foram levados ao hospital para um check-up e passaram duas noites na maternidade, enquanto os especialistas monitoravam seu progresso. “Os paramédicos nos levaram, pois foi um choque para todos”, disse Armstrong.

Embora ainda em estado de choque, Armstrong e Degan ficaram empolgado com a criança, que eles chamam de sua “pequena surpresa”.

Armstrong descreveu o nascimento de sua filha em sua página do Facebook como o “melhor e mais surpreendente caso de intoxicação alimentar do mundo. Não foi a viagem higiênica que eu esperava”.

 

BRUNO RIZZATO

Luiz Couto passa a alimentar chance de ser senador na chapa de Ricardo

luiz e rcAssessor do deputado federal Luiz Couto (PT) revelou ao Portal MaisPB, no começo da noite desta terça-feira (24), que, diante da nova conjuntura e do diálogo aberto entre PT e PSB,  o parlamentar alimenta o sonho de vir a ser o candidato a senador do PT numa eventual composição com o governador Ricardo Coutinho.

“Nós entendemos que a precedência hoje é do prefeito Luciano Cartaxo de fazer essa indicação, mas estaríamos a disposição se esse fosse o entendimento da maioria do PT”, registrou.

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Desde o final de semana, as conversas entre PT, PMDB e PSB evoluem nos bastidores na direção da costura de uma grande aliança. Uma banda do PMDB resiste e defende composição com o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima.

MaisPB

 

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A desintoxicação alimentar limpa o organismo e elimina todas as impurezas do corpo

sucosFazer uma desintoxicação alimentar pode ser uma das formas de perder peso rápido, já que com ela é feita uma limpeza no organismo, eliminando todas as impurezas. De acordo com Karyna Pugliese, nutricionista, a dieta detox é uma dieta de baixas calorias, sem carboidratos e com muito líquido. “Sua consequência é uma rápida redução de peso. É preciso que a dieta tenha um bom fracionamento para não haver problemas como a queda de pressão e glicose sanguínea”.

A personal trainer Carina Rosin alerta dizendo ser essencial fazer a manutenção dos quilos perdidos após a dieta. “Ela é tão importante e difícil quanto o processo de emagrecimento, pois o corpo tem memória e vai tentar fazer com que você volte aos antigos hábitos ganhando peso novamente”, diz .

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Abaixo, a nutricionista Karyna preparou um cardápio de desintoxicação para você ficar em forma rapidinho. Não deixe de fazer você também.

– Ao despertar
1 copo de 200 ml água morna e ½ limão

– Desjejum
Suco desintoxicante – tônico de clorofila (1 copo de 200 ml de suco de laranja + 4 folhas de couve manteiga + ¼ da unidade de cenoura média crua + ¼ da unidade de mamão papaya + ¼ da unidade de maçã + 1 colher de sopa rasa de sementes de linhaça)
*Substituições
Suco detox 1
2 folhas de couve + suco de ½ limão + ½ pepino japonês sem casca + 1 fatia de gengibre + 1 maçã vermelha + 150 ml de água de coco

Suco detox 2
2 folhas de couve + 2 talos de salsão + 1 rodela média de abacaxi + 8 folhas de hortelã + 1 fatia de gengibre + 150 ml água de coco

Suco detox 3
2 folhas de couve + 3 colheres de sopa de polpa de maracujá + ½ cenoura picada + 1 fatia de gengibre + 150 ml de água de coco

– Após uma hora do desjejum
4 xícaras de chá verde + 2 copos de 200 ml de água
*Substituições
4 xícaras de chá de hortelã

– Colação
1 fruta de livre escolha

– Almoço
Verduras e legumes à vontade, desde que crus e/ou cozidos no vapor
1 concha de grãos (feijão, ervilha, lentinha, vagem, grão de bico ou soja)
1 porção de proteína (peixe ou ovo sem gema)
1 fruta de livre escolha
Obs.: Evitar líquidos durante a refeição

– Após uma hora do almoço
2 xícaras de chá verde + 2 copos de água
*Substituições
2 xícaras de chá de ervas claras

– Lanche da tarde
1 copo de 200 ml de leite de soja light
1 fruta de livre escolha
*Substituições
1 copo de 200 ml de suco de soja light

– Jantar
Verduras e legumes à vontade, desde que crus e/ou cozidos no vapor
Sopa desintoxicante (1 maço de brócolis + 1 maço de couve manteiga + 1 maço de aipo ou salsão (só o talo) ou ½ repolho médio + 1 maço de escarola + 2 berinjelas + 2 chuchus médios + 1 abobrinha média + 1 cebola grande + 3 dentes de alho + 2 tomates maduros cortados em cubos + 1 colher de sopa de óleo + sal a gosto + 2 litros de água filtrada)

– Ceia
1 copo de 200 ml suco de soja light
*Substituições
1 copo de 200 ml de chá de ervas claras

 

 

itodas

Saiba quando é melhor optar por orgânicos para alimentar as crianças

A busca por produtos orgânicos vem ganhando força no mundo. Nos Estados Unidos, a onda tem como apoiadora a primeira dama do país, Michelle Obama, que cultiva uma horta na Casa Branca e defende a alimentação saudável, tendo escrito até um livro, “American Grown: The Story of the White House Kitchen Garden and Gardens Across America” (“Cultivado na América: A História da Horta da Casa Branca e de Hortas pela América”, sem edição em português). Diante de tanto apelo, seriam os alimentos orgânicos fundamentais para a alimentação de bebês e crianças?

“São melhores do que os convencionais, porque estão livres de defensivos (agrícolas), mas não precisam ser uma prioridade para as mães preocupadas com a alimentação dos filhos. Para famílias de baixo poder aquisitivo, por exemplo, não vale o custo benefício, já que os produtos são muito mais caros do que os convencionais”, afirma o pediatra Fabio Ancona Lopez, membro do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade Paulista de Pediatria).

Medidas de precaução

Segundo a nutricionista Glauce Hiromi Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é possível eliminar um pouco do agrotóxico ao selecionar e preparar alimentos seguindo algumas recomendações:

– Dê preferência a frutas e verduras da época, pois elas necessitam de menos agrotóxicos;

– Lave bem os alimentos para reduzir a presença de substâncias na superfície;

– Retirar as cascas de frutas e legumes e as folhas externas de verduras ajuda a eliminar os agrotóxicos de superfície;

– A higienização com hipoclorito de sódio é importante para eliminar micro-organismos, mas não acaba com os agrotóxicos. No entanto, o procedimento ajuda a reduzir entre 10% e 20% do agrotóxico de contato (o que é despejado sobre a planta e não passa para dentro dela).

O pediatra Sidney Federmann, especialista em alimentos funcionais do Hospital São Luiz, em São Paulo, tem a mesma opinião. “A prioridade deve ser uma alimentação saudável e variada, com frutas, verduras, legumes, carnes, feijão, leite e derivados e cereais. Sejam eles orgânicos ou não. Além disso, não há uma pesquisa conclusiva afirmando que os orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais”.

Um dos estudos que constatou que não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos apresentam vantagem significativa em relação ao valor nutricional foi conduzido pela Academia Americana de Pediatria. No entanto, a entidade não desestimula seu consumo, já que eles não contêm agrotóxico, além de serem cultivados de forma menos nociva ao meio-ambiente.

Já Sônia Stertz, pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), fez sua tese de mestrado sobre alimentos orgânicos e afirma que eles são sim mais nutritivos do que os cultivados de forma convencional. “Eles têm mais nutrientes, como vitamina C, fibra alimentar e outros minerais importantes para a saúde, como ferro, potássio e selênio”, declara a especialista.

Crianças: mais expostas

Pesquisas à parte, a grande questão para os defensores da onda verde é o nível de pesticidas nos alimentos cultivados de forma convencional, que está relacionado a alguns problemas, como hiperatividade, distúrbios de comportamento, atrasos de desenvolvimento, disfunção motora e até câncer. A maior parte dos casos, porém, ocorre com os trabalhadores que lidam diretamente com as substâncias. Na população em geral, as crianças são as mais expostas aos riscos.

Segundo um estudo da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, alimentos com alto índice de agrotóxico afetam dez vezes mais crianças do que adultos, além de terem efeito cumulativo ao longo da vida. Segundo o pediatra Sidney Federmann, as crianças são as mais afetadas por causa do baixo peso.

Apesar dos riscos sabidos, o Brasil é o campeão no uso de defensivos químicos nas plantações, superando os Estados Unidos. Em 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou o “Para” (“Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos”) com amostras de 20 itens. A conclusão foi que 28% do total das 3.130 amostras coletadas apresentavam limites de agrotóxico acima do recomendável ou tinham substâncias não aprovadas para uso.

Campeões de agrotóxicos

Se for optar por alimentos orgânicos para a sua família, é importante ficar de olho em algumas recomendações, de acordo com José Pedro Santiago, diretor da IBD Certificações, certificadora de produtos orgânicos. A primeira delas é verificar se o item tem algum selo que mostre que é certificado ou validado por um organismo aprovado pelo Ministério da Agricultura.

Santiago diz que caso a pessoa for comprar apenas alguns alimentos orgânicos deve dar preferência para aqueles que, quando produzidos de forma convencional, são os mais contaminados por agrotóxicos, como tomate, batata e pepino.

Cultivo tradicional

Ao comprar alimentos cultivados de forma convencional também é possível adotar algumas medidas para evitar a compra de itens muito afetados por agrotóxicos. Confira algumas recomendações da pesquisadora Sônia Sterz:

– Desconfie de legumes muito grandes, que podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais;

– Dê preferência aos produtos nacionais, em vez dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas quanto aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo;

– Opte por folhosas como alface, agrião, almeirão, rúcula, couve-manteiga e cheiro verde, que apresentam ciclo curto de cultivo e por isso recebem menos pulverizações com agrotóxicos;

– Entre as frutas, prefira caqui, pitanga, abacate, acerola, jabuticaba, coco, mexerica (ponkan) e nêspera, que apresentam baixo risco de contaminação;

– Morango, goiaba, uva, maçã, pêssego, mamão papaia, figo, pera, melão e nectarina possuem alto risco de contaminação quando são produzidos de modo convencional.

Uol

Conheça cinco razões para o município adotar um plano de Segurança Alimentar e Nutricional

Uma questão recorrente e inevitável que surgiu em todas as Conferências de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) foi esta: quais são mesmo as vantagens e desvantagens de se implantar a Política e o Sistema Nacional acompanhados de Planos de SAN? Como este é um tema de extrema relevância, nos atrevemos a reunir em torno de cinco argumentos as razões que justificam a importância estratégica de os municípios adotarem Planos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional.

O primeiro motivo é que com a inclusão da alimentação no artigo 6º da Constituição Federal e na legislação específica (Lei nº 11.346/2006 e Decreto 7.272/2010), as três esferas do Estado brasileiro (municipal, estadual e federal) assumem, de forma corresponsável, as obrigações de respeitar, proteger, promover e prover o direito humano à alimentação adequada. Hoje os titulares de direitos podem exigir seu direito à alimentação através de meios políticos, administrativos e jurídicos, e o Estado tem a obrigação de realizá-los sob pena de ser levado aos tribunais.

Um segundo argumento é que com a adoção de um Plano de SAN o município cumpre com os preceitos da legislação nacional e internacional que garantem o direito humano à alimentação adequada. O município é livre para aderir ou não ao Sistema Nacional de SAN, mas é obrigado, por lei, a adotar mecanismos que expressem um conjunto de medidas que garantem a realização do direito humano à alimentação adequada de sua população.

Uma terceira razão relaciona-se à articulação e potencialização das diversas ações e programas de SAN, que geralmente são um tanto dispersos ou isolados no interior dos órgãos de governo, em um Plano intersetorial com estratégias, objetivos e metas bem definidos. Com isso, gradualmente, quebram-se os paradigmas que ainda concebem as políticas e programas de forma linear e setorial, mediante a abertura e a reunião dos diferentes setores em torno da construção de políticas e planos intersetoriais e integrados, já que a SAN abrange as diferentes dimensões e setores das ações governamentais.

Um quarto argumento é que a adoção de um sistema e um Plano de SAN possibilita a institucionalização de programas de SAN como políticas públicas permanentes no âmbito do município. Na medida em que se tem legislação que respalda estas ações se tem mais força para garantir a destinação de recursos públicos através de dotação orçamentária específica no Plano Plurianual para esta finalidade. Além do mais, cada vez mais o acesso aos recursos públicos estaduais e federais na área de SAN estará condicionado à adesão do município ao sistema e à implementação de Planos de SAN. Ou seja, os municípios que adotarem Planos de SAN se credenciarão para acessar editais públicos e recursos adicionais para a implementação de iniciativas que garantem o direito humano à alimentação.

O quinto e último argumento é que a adoção de um Sistema e um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional expressa uma opção política e uma visão estratégica do gestor público que aposta na SAN como um investimento público na qualidade de vida da população de seu município. Deste modo, investir em sistemas locais de SAN que envolvam desde a produção, passando pelo abastecimento, a transformação, a distribuição e o consumo é investir na prevenção da saúde e garantir que a população goze de boa qualidade de vida com soberania e segurança alimentar e nutricional.

* Evandro Pontel  é graduado em Filosofia e Teologia, professor na RedeSan/UFRGS; Irio Luiz Conti é mestre em Sociologia, professor na RedeSan/UFRGS, conselheiro do Consea e presidente da Fian Internacional.

Assessoria de Comunicação para o Focando a Notícia

Anvisa suspende venda de suplemento alimentar com estimulante proibido

Substância suspensa é fabricada por empresa desconhecida e aumenta o rendimento atlético. Consumo pode causar graves danos à saúde


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta terça-feira a distribuição, a divulgação, o comércio e o uso do suplemento alimentar Oxielite Pro. A medida é válida em todo País. De acordo com o órgão, o produto, fabricado por empresa desconhecida, possui a substância dimethylamylamine (DMAA) na composição, um estimulante que ajuda a emagrecer e aumenta o rendimento atlético.

Na última terça-feira (3), o DMAA foi incluído na lista de substâncias proscritas no Brasil, o que impede a importação de suplementos alimentares que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Além do Oxielite Pro, o DMAA é encontrado na composição de suplementos alimentares como Jack3D e Lipo6 Black.

Por meio de nota, a Anvisa alertou que o consumo de suplementos alimentares pode causar graves danos à saúde. Muitos deles são comercializados irregularmente no país, sem terem passado por nenhum tipo de avaliação de segurança.

Alguns desses produtos contêm ingredientes que não são seguros para o uso em alimentos, como estimulantes e hormônios, segundo a agência reguladora. Os suplementos alimentares também podem conter substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.

“Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte”, alertou o órgão.

O comunicado destaca ainda que o forte apelo publicitário e a expectativa de resultados rápidos contribuem para o uso indiscriminado dos suplementos alimentares por pessoas que desconhecem os riscos envolvidos no consumo.

No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos, como cápsulas e tabletes, só podem ser vendidos depois de avaliados e com registro na Anvisa.

Orientações para evitar o uso de suplementos alimentares não autorizados no País:

– Promessas milagrosas e de ação rápida, como “Perca 5 kg em 1 semana!”;
– Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite e melhora da pele;
– Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites e emagrecimento;
– Uso de imagens e/ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas;
– Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira;
– Uso de fotos de pessoas hipermusculosas ou que façam alusão à perda de peso;
– Uso de panfletos e folders para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização;
– Produtos comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.

Recomendações para quem usa ou pretende consumir suplementos alimentares:

– Solicite auxílio de um nutricionista ou médico para a identificação de produtos seguros e regularizados;
– Desconfie se o produto for “bom demais para ser verdade”.Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável;
– Consumidores que adquiriram produtos que contém DMAA (dimethylamylamine) na composição devem buscar orientação com a autoridade sanitária local sobre a destinação adequada dos suplementos;
– Mais informações podem ser obtidas na central de atendimento da Anvisa pelo telefone 0800 642 9782.

Agência Brasil