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Incluir 10 gramas por dia de fibras na alimentação ajuda intestino e coração

O brasileiro consome em média 15 gramas de fibras por dia, enquanto o recomendado são 25 g. Por isso, incluir 10 g diárias na sua alimentação pode fazer bem para o intestino, para a saciedade e até para o coração, reduzindo o colesterol ruim. Atualmente, a indústria já acrescenta fibras em produtos como refrigerante, molho de tomate, barrinhas de cereais e até doces como sorvetes, bolos e geleias.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Milana Dan, sempre que possível, é indicado não descascar as frutas, os legumes e as verduras. Essa é uma maneira simples de aumentar a ingestão de fibras.

Os especialistas também diferenciaram as fibras solúveis das insolúveis. As primeiras são mais comuns em frutas como laranja, goiaba e maçã, mas também estão presentes em leguminosas como lentilha e feijão, em hortaliças e cereais. Já as insolúveis são encontradas em verduras, legumes, grãos integrais como arroz, macarrão e pães, e farelos de cereais como milho e trigo. A nutricionista também destacou que os alimentos perdem fibras com o cozimento, e sempre que for possível é melhor cozinhá-los com casca.

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Ao substituir duas fatias de pão francês por pão integral de forma, passamos de 1,6 grama de fibra para 3,4 gramas. E acrescentando uma colher de sopa de aveia à nossa alimentação, ganhamos mais 2,5 gramas.

Veja as quantidades de fibras presentes na(o):

Laranja pera (com bagaço e sem casca) – 2,5 g em 100 g
Suco de laranja pera (sem adição de água) – 0,5 g em 220 ml

Maçã gala com casca – 2,4 g em 100 g
Maçã gala sem casca – 1,3 g em 100 g

Abobrinha cozida com casca – 1 g em 100 g
Abobrinha cozida sem casca – 0,4 g em 100 g

Pêssego com casca – 1,5 g em 100 g
Pêssego sem casca – 0,9 g em 100 g

Instestino (Foto: Arte/G1)

Fibras alimentos integrais (Foto: David Munns/D2M/Science Photo Library/Arquivo AFP)Fibras ajudam ritmo do funcionamento intestinal (Foto: David Munns/D2M/Science Photo Library/Arquivo AFP)
G1

Dez documentários que irão mudar suas ideias sobre alimentação

organicAcredito que o ser humano se condiciona a determinados hábitos para facilitar a sua vida diária na sociedade. Criamos rotinas, processos e conceitos sociais para vivermos de forma harmoniosa entre nossos pares e para usufruir de um convívio pacífico e prazeroso. Muito do que fazemos são heranças atávicas de como os nossos pais nos criaram e dos valores que nos foram passados durante a nossa infância. E essa cultura e seus valores estão impregnados no nosso inconsciente, fazendo com que nos comportemos de uma ou de outra maneira. De certa forma, agimos e tomamos decisões nas nossas vidas baseados em crenças e valores das quais não temos consciência e não discernimos.

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Assim, a nossa relação com a comida é também exercida, na sua maior parte, de maneira inconsciente. A mesa não é apenas um local para nos abastecer nutritivamente, mas um local de convívio importante. Um local de encontros familiares ou encontro com os amigos. Também é um local para relaxar e se desligar do trabalho, seja sozinho, com uma boa conversa, ouvindo uma música ou um noticiário, ou assistindo à televisão. Nesse sentido, a comida é um elemento agregador e de apaziguamento interno.

A comida também serve como um refúgio psicológico contra o estresse. Para algumas pessoas, quanto mais estressados e ansiosos, maior o desejo de comer. Assim, a comida funciona com uma válvula de escape para as nossas frustrações diárias.

A nossa relação atávica e social com a comida não se refere só à forma em que nós comemos, mas, principalmente, ao que comemos. Desde pequeno, ouve-se que uma criança saudável é aquela gordinha e bochechuda. Já, na mais tenra idade, o indivíduo cria estereótipos que vão se perpetuar ao longo da sua vida. Um docinho como prêmio por ter comido todo o prato, um sorvete pelo mérito de alguma conquista, um lanche em uma franquia fastfood midiática, no final de semana, para sair da monotonia doméstica. Mensagens subliminares que vão sendo incorporadas a nossa percepção sobre alimentação e sobre a nossa relação com a comida.

Dessa forma, chegamos a práticas alimentares que destoam, verdadeiramente, do que o nosso corpo está apto a receber. Somos produtos daquilo que ingerimos, seja mental ou fisicamente, portanto aquilo que lemos, assistimos, ouvimos e comemos é causa, na razão direta, daquilo que nos tornamos. Devemos analisar o tipo de alimento que estamos ingerindo e repensar, distante dos nossos atavismos e das nossas conveniências sociais, o que é melhor para o nosso corpo. Hoje, 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam e, pela primeira vez, essa geração de crianças vem apresentando sintomas de doenças que só existiam anteriormente em adultos.

Longe de querer doutrinar ou propagar ideais vegetarianos ou de qualquer outra forma, penso que o dialogo, mais do que as disputas de filosofias e crenças pessoais, é extremamente relevante. Nunca fiz, nem acredito que regimes, em sua conotação estrita, funcione a longo prazo. Mas, creio que possamos melhorar nossos hábitos alimentares diários. Também entendo que não há uma “receita de bolo” para todos os indivíduos, mas acho que podemos tirar proveito da quantidade e qualidade (tem que filtrar muita coisa!) de informações que estão disponíveis nas livrarias, locadoras e na internet, e nos questionar sobre aquilo que realmente é importante para nós. Hoje, podemos agir melhor informados, diferentemente do que fomos “programados” a pensar durante a nossa vida, seja através da nossa cultura familiar, nossa cultura social, de uma cultura médica totalmente descompromissada ou das informações midiáticas da nossa indústria de alimentos. Podemos discernir melhor sobre o que é importante para uma criança e para um adulto ingerir.

Abaixo, segue a relação dos dez documentários que achei mais interessantes. Alguns desses documentários estão disponíveis nos seus próprios sites e outros se encontram facilmente no youtube ou por outros meios na internet. Boa sorte!

DOCUMENTÁRIOS

1. Muito além do Peso (Way Beyond Weight)

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças que antes só existiam em adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base a obesidade. Esse documentário discute por que boa parte das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

2. A Carne é Fraca

Esse documentário mostra aspectos da indústria da carne de aves e gado que normalmente não são divulgados. Através de depoimentos de técnicos ambientais, médicos, pediatras e de jornalistas, ele nos possibilita entender a realidade de como e por que comemos.

3. Terráqueos (Earthlings)

Talvez, desta lista, é o documentário contém as imagens mais impactantes sobre como os animais são tratados até chegarem ao nosso prato. É um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico).

4. Forks over Knives (Garfos ao invés de Facas)

Esse documentário talvez seja o que traga o maior número de dados substanciais para a mudança de um novo paradigma alimentar. Apesar dos avanços das tecnologias médicas, o ser humano se encontra cada dia mais doente. Cerca de 50% da população dos EUA toma, ao menos, um remédio receitado e as cirurgias de grande porte viraram rotina. Doença cardíaca, câncer e AVC são as três principais causas de morte no país, mesmo gastando-se bilhões anualmente para combatê-las. Os dados científicos mostrados nesse documentário são impactantes e instigantes.

http://www.alluc.to/documentaries/watch-forks-over-knives-2011-online/329436.html


5. Meet the Truth – Uma Verdade Mais que Inconveniente

Meat the Truth é um documentário que fala sobre o porquê tem se ignorado, repetidamente, uma das mais importantes causas da mudança climática no mundo: a pecuária intensiva. O documentário demonstra com dados estatísticos que a criação de gado gera mais emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo que todos os carros, caminhões, trens, barcos e aviões somados. O título é uma provocação ao documentário de Al Gore e o porquê do ex-vice-presidente dos EUA não mencionar coisa alguma sobre o dano ecológico da pecuária intensiva no seu filme.

6. Food Matters (O Alimento é Importante)

Esse documentário é extremamente provocativo sobre diferentes aspectos dos nossos hábitos alimentares. Ele é contrário ao argumento da medicina moderna de que existe uma pílula para cada doença (a pill for every ill). Esse filme propõe educação e não medicação como uma forma de melhorar a vida do indivíduo.

7. Food Inc (Comida S/A)

O documentário concorreu ao Oscar em 2010. É um filme que traça muito bem o perfil sobre como são criados e abatidos os animais pela indústria de carnes, utilizando de excessos de hormônios e antibióticos. Através de entrevistas com pessoas que mudaram seus hábitos alimentares, ele também aponta possíveis soluções.

8. Planeat

O documentário fala da historia de três homens que dedicaram as suas vidas para descobertas de uma dieta alimentar que seria a mais indicada para o ser humano. Ele apresenta uma variedade de alimentos que são verdadeiramente importantes para a saúde e o meio ambiente. Esse documentário serviu de “matéria-prima” para o filme Forks over Knives.

http://planeat.tv/

9. Hungry for Change (Faminto por Mudança)

Dos mesmos diretores e produtores de “Food Matters”, esse é mais um filme que, de forma bem orquestrada, dá importantes argumentos para mudança de hábitos alimentares. Esse documentário mostra que, nós educando sobre o que se come e de onde vem a comida, nos podemos ter o controle da nossa aparência, da nossa saúde e da nossa vida.

http://www.frequency.com/video/famintos-por-mu/78882123

10. Fat, Sick & Nearly Dead (Gordo, Doente & Quase Morto)

Finalizo essa seleção com um documentário leve, mas inspirador. O documentário fala da saga de alguns personagens que, através da mudança de hábitos e da alimentação, conseguiram mudar as suas vidas e contornar doenças físicas e emocionais.

Para assistir com legenda acesse: http://www.methodus.com.br/video/105/gordo-doentequase-morto.html

 

 

Por Constantino Oliveira
Do Obvious

Confira algumas dicas de alimentação para manter seu sistema imune

Nós já falamos sobre as especificidades e sobre a importância do sistema imunológico para o bom funcionamento do organismo. Confira agora algumas dicas de alimentação para manter seu sistema imune com energia, para que funcione bem!

– Quando for consumir frutas, dar preferência a frutas ricas em vitaminas C;

– Proporcionar um consumo de proteínas vegetais de alto valor como os feijões, soja, quinua;

– Preferir alimentos integrais, pois contém maiores teor de vitaminas e, também, proporcionam uma saúde intestinal adequada;

– Evitar a exposição excessiva do glúten, dando preferência então a massas feitas de arroz, quinua ou, até mesmo, de linhaça;

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– Buscar a alimentação natural, com retirada de alimentos industrializados.

Vitaminas e minerais essenciais

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As principais vitaminas e minerais que atuam fortalecendo nosso sistema imunológico são as vitaminas A, C, E e ácido fólico e os minerais zinco e selênio. A seguir mostraremos quais são as principais funções imunológicas de cada um desses nutrientes e em quais alimentos são mais encontrados.

Vitamina A – Essa vitamina apresenta um papel muito importante na manutenção da integridade das membranas mucosas. Por isso, a sua deficiência no nosso organismo provoca uma redução do número de linfócitos T circulantes, aumentando a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias. Os alimentos considerados ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão.

Vitamina C – Essa vitamina antioxidante estimula a resistência às infecções através da atividade imunológica de leucócitos. Ela aumenta a produção dessas células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, tomates e vegetais folhosos crus são fontes excelentes. Morangos, repolho e pimentão verde são boas fontes. Mas não se esqueça: a vitamina C é facilmente destruída pela luz e pelo calor. Um suco de laranja com acerolas, por exemplo, deve ser consumido imediatamente após preparo para que não haja grande perda da vitamina C.

Vitamina E – Essa vitamina tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante. Sua função primordial é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temerosos radicais livres que são liberados em qualquer reação química do organismo e podem causar sérios danos às estruturas das células, detonando o processo de envelhecimento e desencadeamento de algumas formas de carcinogênese. Alimentos ricos em vitamina E são o germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema, vegetais folhosos e legumes.

Ácido fólico – Essa vitamina é essencial para a formação dos leucócitos (glóbulos brancos) na medula óssea. Alimentos ricos em ácido fólico são fígado, feijões e vegetais folhosos verde escuros (brócolis, couve, espinafre).

Zinco – Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Uma deficiência de zinco resulta em diversas doenças imunológicas; a deficiência grave causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos). Fontes alimentares importantes de zinco são as carnes, peixes (incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são também boas fontes.

Selênio – Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres (formados devido a ação dos raios solares, poluição, fumaça de cigarro, entre outros) no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Castanha do pará, alimentos marinhos, fígado, carne e aves são os alimentos mais ricos em selênio.

Alimentos que apresentam propriedades benéficas para seu sistema imunológico

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Iogurte e leite fermentado – Também conhecidos como pro- bióticos eles possuem microrga nismos vivos que recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico

Alho – Excelente agente antibacteria- no, além de possuir substân- cias que previnem o câncer gástrico e doenças cardiovasc.

Cogumelo Shitake – Esse cogumelo possui lentinan, uma substância que aumenta a produção das células de defesa do organismo

Acerola – Fruta riquíssima em vitamina C (30 a 50 vezes mais que a la- ranja). Essa vitamina age na reconstituição dos leucócitos em períodos de queda de resistência

Gengibre – Excelente alimento que ajuda no fortalecimento do sistema imunológico

 

 

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Alimentação incorreta e estresse podem deflagrar crises de labirintite

avcVocê acorda cedinho e parece que tudo está girando. Aí, você sente tontura, enjoo, perde o equilíbrio e tem um grande mal-estar. Cuidado, isso pode ser labirintite.

Labirintite é um termo usado popularmente para descrever quadros de tontura e vertigem. Mas, na verdade, é uma doença pouco frequente, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto (estrutura do ouvido interno constituída pela cóclea, responsável pela audição, e pelo vestíbulo, responsável pelo equilíbrio).

“As alterações do equilíbrio decorrentes do labirinto deveriam ser denominadas alterações vestibulares”, ensina Eliézia Alvarenga, otorrinolaringologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

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Essas alterações vestibulares, ao contrário, são muito comuns, e atingem cerca de 33% das pessoas em algum período da vida, de acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) no ano passado. E podem ser desencadeadas pela má alimentação e pelo estresse.

Uma questão de equilíbrio

O equilíbrio corporal é algo complexo e depende das respostas dos dois labirintos (direito e esquerdo, que devem estar em sintonia), do sistema musculoesquelético, que envolve a coluna e nos mantém ereto; e do sistema visual, que tem uma atuação no sistema modulador e transmissor dos impulsos nervosos responsáveis pelo equilíbrio, dadas pelo sistema nervoso central.

“Quando qualquer doença causa um distúrbio nesse sistema, podem ser desencadeadas tonturas, instabilidades ou até vertigens fortes com náuseas e vômitos. Isso é a `labirintite’, termo genérico para as doenças do labirinto”, explica Ricardo Ferreira Bento, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia e diretor da Divisão de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Como o labirinto é parte do sistema do ouvido, a labirintite é relacionada à diminuição auditiva, zumbido ou sensação de “ouvido cheio”.

São inúmeras as causas das chamadas labirintites.  O labirinto pode ser afetado por alterações inflamatórias, infecciosas, traumáticas, metabólicas, vasculares, degenerativas, neurológicas, endócrinas, tumorais, por medicações ou abuso de drogas entre outras. Já a labirintite real (a infecção ou inflamação do labirinto) pode ser causada por vírus, bactérias, lesão na cabeça, alergia ou ser uma reação a um determinado medicamento.

“Apesar do quadro de tonturas e náuseas ser muito desagradável, na maioria das vezes a labirintite não é causada por um problema de maior gravidade”, diz Luiz Ubirajara Sennes, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Otorrinolaringologia da FMUSP. De qualquer forma, ele recomenda sempre procurar auxílio médico quando houver uma crise de tontura, para que seja investigada sua causa e afastada a suspeita de doenças graves.

Cuidado com o que você come

Os alimentos também podem interferir nas crises de labirintite.  Os três principais inimigos do ouvido interno são o açúcar, o sal e a cafeína. A ingestão de açúcar em excesso pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro. O sal está relacionado ao aumento da pressão nos vasos, o que também pode perturbar o labirinto. E a cafeína pode estimular demais o labirinto, também causando perturbações.

“Hábitos alimentares inadequados como ingestão de muita gordura e açúcar podem levar a alterações metabólicas que irão afetar o correto funcionamento do labirinto (colesterol aumentado, hipoglicemia por hiperinsulinismo, entre outras)”, alerta Sennes.

É preciso prestar atenção não apenas no que se come, mas também em como se come. Comer sentado à mesa, sem pressa e tranquilamente, diminui o estresse, ajuda a digestão e faz bem para todo o corpo – até mesmo para o equilíbrio. Outra atitude que ajuda é comer a cada três horas, pois o labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar em jejum, portanto, não é uma boa ideia.

Hidratar-se também é essencial. Beber aproximadamente dois litros de água por dia é fundamental para que todas as reações biológicas do corpo ocorram adequadamente.

No stress

O estresse também pode levar a tonturas, pois é uma alteração do estado normal do organismo, com mudanças na liberação de hormônios, das funções cardiovasculares e digestivas, do sistema nervoso e psicológicas que podem afetar secundariamente o labirinto.

O estresse influencia no desencadeamento da sensação de tontura, o que, muitas vezes, acaba confundindo o diagnóstico da labirintite.

Mas ainda não se sabe com certeza se o estresse poderia causar a labirintite. No entanto, sabe-se que ele pode desencadear uma crise, assim como agravar seus sintomas.

“O estresse, muitas vezes, pode ser o gatilho para a crise e sua manutenção, gerando insegurança e retroalimentando a tontura e o estresse. Em um determinado momento dificulta saber o que veio primeiro: a tontura ou o estresse”, diz Alvarenga.

Nem toda tontura é labirintite

Tontura não é doença, mas, sim, um sintoma que pode surgir em numerosas doenças. É um sinal de alerta de que algo não vai bem no organismo.

As tonturas estão entre os sintomas mais frequentes em todo o mundo e são de origem labiríntica em 85% dos casos. Mas elas podem estar relacionadas a outros problemas também. Um deles é o já citado estresse. Outros podem ser queda repentina da pressão arterial, desidratação e queda na taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia), e até mesmo problemas cardíacos, hipertensão e tumores.

“Por isso, é sempre importante procurar serviço médico especializado para diagnosticar as causas e realizar o tratamento adequado”, recomenda Bento.

Para descobrir as causas, inicialmente é feita uma série de testes, que são chamados de otoneurológicos, para diagnosticar se o problema é no labirinto e o que o provoca. Quando diagnosticada a labirintite, o tratamento varia de acordo com a causa, e pode ir de medicamentos para melhorar problemas do labirinto e da circulação sanguínea até intervenções cirúrgicas.

 

Uol

Municípios e estados devem prestar contas parciais de 2013 da alimentação escolar em agosto

escolaEstados e municípios de todo o país têm prazo até o fim de agosto para enviarem a prestação de contas parcial de 2013 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As informações devem ser encaminhadas por meio do Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC), também conhecido como Contas Online, disponível no Portal Eletrônico do FNDE, em www.fnde.gov.br.

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Durante o preenchimento dos dados referentes às cinco primeiras parcelas repassadas este ano pelo Pnae, os gestores locais devem informar quais gêneros alimentícios foram adquiridos para a alimentação dos alunos da rede pública, assim como quantidades, valores e fornecedores. A inclusão das informações do segundo semestre de 2013 será efetuada na prestação de contas final, após o exercício.

A prestação de contas parcial do Programa Nacional de Alimentação Escolar é uma novidade instituída este ano pela Resolução do FNDE nº 26/2013, de 17 de junho. A intenção é aprimorar o acompanhamento da execução do Pnae nos municípios, estados e no Distrito Federal pelo FNDE e pelos respectivos conselhos de alimentação escolar.

 

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Alimentação influencia a saúde da pele; faça boas escolhas à mesa

alimentacao-saudavelPara quem busca manter a pele impecável e adiar o máximo possível o aparecimento das rugas e sinais, tratamentos estéticos não faltam. No entanto, não há nada que substitua os cuidados com a nutrição, que trata a pele de dentro para fora, conferindo maciez, elasticidade e brilho. Com a ajuda de nutricionistas e dermatologistas, listamos dez alimentos que deixam a pele mais bonita e saudável e outros dez que devem ser consumidos com moderação, sob o risco de prejudicar a aparência.

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Conte com eles!

Alguns alimentos são ricos em princípios ativos que beneficiam diretamente a pele:
• Cenoura – é uma boa fonte de betacaroteno, precursor das vitaminas A e E. Tem efeito antioxidante e anti-inflamatório, além de facilitar o bronzeado. O ideal é comer uma unidade por dia.

• Laranja – a vitamina C presente no fruto tem ação antioxidante que combate os radicais livres, principais causadores do envelhecimento da pele. Consuma uma unidade por dia.

• Peixes como salmão, arenque e sardinha – possuem ômegas, substâncias que previnem a inflamação e ajudam a tratar a acne. Além disso, a gordura desses peixes reforça a barreira hidrolipídica da pele, prevenindo a desidratação. Consumir um filé médio (150g), três vezes por semana, é o suficiente para começar a notar os benefícios.

• Mamão papaia – o fruto é rico em vitamina A, capaz de promover a renovação celular e a recuperação dos tecidos. Para isso, basta uma fatia uma vez ao dia.

• Castanha-do-pará – rica em selênio, age como potente antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce da pele. O ideal é ingerir de duas a três unidades todos os dias.

 

  • ThinkstockO iogurte fornece proteínas essenciais para a reconstrução dos tecidos; as frutas vermelhas são ricas em vitaminas C e E, que combatem os radicais livres

• Frutas vermelhas – frutas como amora, framboesa, morango e mirtilo são ricas em vitaminas C e E, que combatem os radicais livres, prevenindo o aparecimento das rugas. Consuma uma porção correspondente a uma xícara de chá dessas frutas por dia.

• Iogurte – fornece proteínas fundamentais para a construção, reparação e renovação de todos os tecidos. A vitamina A também é fundamental para a saúde da pele. A recomendação é consumir um copo (200 ml), duas vezes por dia. Prefira as versões desnatadas, que possuem menos gordura.

• Chocolate amargo – fonte de polifenois antioxidantes, que reforçam a proteção da pele contra a radiação UVB e ainda ajudam a combater os radicais livres. Os mais indicados são os que contêm 70% de cacau. O ideal é consumir um quadradinho (10g) por dia.

• Tomate – rico em licopeno, betacaroteno e vitaminas A, C e E, substâncias antioxidantes, o fruto previne o envelhecimento. Inclua quatro fatias do alimento nas saladas do almoço e do jantar, diariamente, para beneficiar a pele.

• Azeite – tem vitamina E, antioxidante responsável por diminuir o ressecamento da pele e acelerar o processo de cicatrização. No entanto, como é um alimento calórico, o recomendado é consumir não mais do que uma colher das de sopa duas, vezes ao dia.

Com muita moderação

Outros alimentos provocam efeito totalmente contrário: intoxicam o organismo e deixam a pele sem vida. Por isso, o melhor é evitar o consumo:

• Leite – as glândulas da pele contêm enzimas que convertem os hormônios presentes na bebida, levando a um processo que culmina no aumento da produção de oleosidade e na obstrução dos poros, e que pode resultar no aparecimento de acne em pessoas que já têm tendência a este problema.

• Doces – o açúcar aumenta a quantidade de glicose disponível na corrente sanguínea. Esta glicose, por sua vez, se liga às proteínas responsáveis por manter a elasticidade e a firmeza da pele, impedindo que cumpram plenamente suas funções.

• Sal – o ingrediente estimula a retenção de líquidos pelo organismo, favorecendo a inflamação da pele. Além disso, o inchaço deixa a celulite mais evidente.

• Bebidas alcoólicas – levam à desidratação do organismo, provocando a perda de umidade da pele e o aparecimento de rachaduras e fissuras.

• Café – uma quantidade maior do que quatro xícaras de café por dia favorece o aumento dos níveis do hormônio cortisol no organismo, levando ao envelhecimento da pele e à desidratação.

• Óleo de soja – quando utilizado para frituras, ele é absorvido pelo alimento. Em excesso, pode levar ao acúmulo de gordura, prejudicando a circulação sanguínea e a oxigenação das células da pele. Com isso, ela perde a elasticidade e as rugas aparecem.

• Mariscos – a ingestão diária destes alimentos aumenta a incidência de acne na pele, devido à grande quantidade de iodo que carregam.

• Embutidos – alimentos como salame, mortadela e presunto são ricos em gordura saturada, sódio e nitratos, substâncias que promovem a inflamação da pele, a retenção de líquidos e ainda intoxicam o organismo, acelerando o envelhecimento precoce.

• Pães e massas – no organismo, eles são convertidos no mesmo tipo de açúcar dos doces, prejudicando a elasticidade e a firmeza da pele.

• Carne vermelha – contém grande quantidade de gordura saturada, que pode prejudicar a circulação e a oxigenação das células, além de acelerar a produção de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

Consultoria: Claudia Talan Marin, nutricionista pela Universidade de São Paulo (USP); Daniela Cierro, nutricionista consultora da Associação Brasileira de Nutrição; Érica Monteiro, dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Patrícia Bertolucci, nutricionista pela Universidade Federal de Goiás (UFG); Roberta Pacca, nutricionista da Food Coach Consultoria Nutricional.
Louise Vernier e Rita Trevisan
do UOL

Curso de Agente de Alimentação escolar chega a reta final em Solânea

 

aderlaneO curso Agente de Alimentação escolar chega a reta final, já que no próximo dia 21 haverá a conclusão do mesmo. A Secretária do Desenvolvimento e Ação Social de Solânea, Aderlane Maia satisfeitíssima com a participação entusiasmada dos cursistas falou do aproveitamento destas pessoas e ainda dos demais cursos futuros que farão parte da ação social no município.

 

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Salientando que o curso Agente de Alimentação escolar tem a orientação de nutricionistas, cozinheiros e outros profissionais da área, os cursistas aprendem a elaborar pratos típicos de nossa região com requinte e um aproveitamento melhor dos alimentos.

 

O curso teve duração de 160 horas , com aula teórica e prática. Estes cursistas farão parte de um cadastro interno da Secretaria do Desenvolvimento e Ação Social, onde a medida que o comércio local for necessitando de mão de obra qualificada, os mesmos serão indicados.
Aderlane Maia afirmou ainda que além deste curso outros estão em fase de aquisição para o município, como por exemplo, o curso de Operador de Computação, em parceria com o PRONATEC. Todos os cursos acontecem com apoio da Prefeitura Municipal e tem como objetivo a promoção social, mudando assim o estilo de vida das pessoas bem como alcançando uma melhor qualidade e independência dos programas sociais do governo federal.

 

A administração atual mostra com estes cursos, que a cidade do bem veio fazer a diferença na vida de seus munícipes.

 

 

Prof° Gederlandio Santos

Assessoria de Comunicação

 

Conselhos de Alimentação Escolar têm até dia 30 para regularizar situação e não perder recursos

merendaCaso não regularizem a situação dos conselhos de Alimentação Escolar até o final do mês, 269 entes federativos poderão ficar sem os repasses da merenda escolar. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), desse, 146 já estão sem receber os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

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É papel dos conselhos fiscalizar se a aplicação dos recursos públicos foi adequada. Sem eles, não é possível aprovar a prestação de contas dos entes federativos, mas as autoridades responsáveis dizem que novas nomeações são necessárias para levar a tarefa a cabo. Gestores escolares, prefeitos e secretários municipais e estaduais de Educação – não apenas dos locais com conselhos vencidos – têm até o dia 30 deste mês para prestar contas, pela internet, dos recursos que receberam do governo federal em 2011 e 2012.

“Quando vencem os mandatos dos conselhos, para quem os gestores encaminham a prestação de contas? Sem a prestação, o ente federativo torna-se omisso e, com isso, fica suspenso e deixa de receber a verba da alimentação escolar”, diz a coordenadora-geral do Pnae, Albaneide Peixinho.

Para que esses órgãos sejam regularizados, novos conselheiros têm de ser escolhidos, incluindo representantes do Poder Executivo, de entidades de docentes, discentes e trabalhadores na área de educação, dos pais de alunos, além de indicados por entidades civis organizadas. Os conselheiros são escolhidos pelos próprios grupos que representam e, posteriormente, nomeados por portaria ou decreto.

De acordo com Albaneide, assim que forem regularizados os conselhos, os entes federativos voltam a receber os recursos, embora não haja pagamento de valores retroativos. Segundo o FNDE, 601 conselhos estão com com mandatos vencidos, mas muitos ainda têm um prazo para adequação antes de perder os repasses. O número é alto, diz Albaneide. “Este ano coincidiram dois fatores, o fim dos mandatos dos conselhos e a troca de gestão nos municípios.”

Pelo último levantamento realizado no setor, referente aos anos de 2008 e2009, 50% dos muncípios contavam apenas com os repasses do Pnae para financiar a merenda dos alunos. “Nossa intenção é que os conselhos sejam regularizados e façam a prestação de contas. Não queremos que as escolas fiquem sem o repasse”, diz Albaneide.

 

 

Agência Brasil

Cuidados com alimentação rica em ferro ajuda a prevenir anemia

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Baixo desempenho no trabalho, dificuldade de concentração, excesso de sono, tontura, palpitações, falta de ar, perda de apetite. Você se sente assim? Cuidado, pois você pode estar com anemia.

Existem vários tipos de anemia, mas a mais comum é a ferropriva, ou seja, pela deficiência de ferro no organismo. Ela é caracterizada pela deficiência no tamanho ou no número de células sanguíneas (glóbulos vermelhos) ou, ainda, na quantidade de hemoglobina que elas contêm, trazendo como consequência a limitação das trocas de oxigênio e gás carbônico entre o sangue e as outras células do corpo – o que acaba trazendo uma série de problemas, como os citados acima.

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Um dos testes mais comuns para checar a presença de anemia é verificar a parte interna no olho: se ela estiver pálida, é melhor procurar um especialista para confirmar o diagnóstico e receber o tratamento adequado.

Mas, como diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar. E para tanto basta investir em uma dieta equilibrada, rica em nutrientes – especialmente ferro, é claro. Existem dois tipos de ferro nos alimentos: o heme e o não heme. O primeiro é encontrado nas carnes, principalmente as vermelhas, e é absorvido de modo mais eficaz pelo organismo. O segundo é encontrado nos vegetais (verduras, leguminosas, cereais e frutas), porém, tem uma absorção menor pelo organismo.

Assim, é importante garantir a ingestão da quantidade ideal de ferro nas refeições, consumindo especialmente carne vermelha, a maior fonte de ferro. Feijão, beterraba e vegetais de folhas escuras, como brócolis, espinafre e agrião, também são ricos no nutriente.

Algumas pessoas têm que ficar mais atentas à possibilidade de desenvolver anemia. Entre elas, estão as mulheres com fluxo menstrual intenso, assim como quem tem úlcera, gastrite ou crises com hemorroida. Gestantes também precisam de cuidado especial. Na gravidez, mais ferro é necessário para a maior produção de hemoglobina.

Vegetarianos correm o risco de desenvolver anemia e, além do ferro, precisam receber periodicamente a vitamina B12, cuja deficiência pode levar a outro tipo de anemia, a perniciosa. “As fontes alimentares que fornecem a vitamina B12, obrigatoriamente, têm que ser as de alimentos de origem animal, pois essa vitamina não existe no reino vegetal”, alerta Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

 

Ricos em ferro

“A dieta para prevenir anemia tem que conter alimentos ricos em ferro, como carnes, feijão, folhas verdes escuras, como brócolis. Alimentos enriquecidos também são importantes para contribuir com o consumo adequado”, diz a nutricionista Márcia Regina Vítolo, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Porém, se a pessoa já tem anemia, muitas vezes apenas a alimentação não basta para repor o nutriente, sendo necessário complementá-lo. “Se uma pessoa já tem anemia deve obrigatoriamente consultar um médico para descobrir a causa e fazer o tratamento específico. Muitas vezes somente a alimentação é incapaz de tratar a anemia, sendo necessária a suplementação terapêutica por dois ou três meses”, diz Marchini.

Ele enfatiza ainda que, mesmo com a suplementação, a alimentação não pode ser negligenciada, para que não ocorra mais perda de ferro.

Aproveitando ao máximo

A absorção de ferro pelo organismo pode ser potencializada pela ingestão de outros alimentos. A vitamina C, por exemplo, auxilia a absorção e mobilização do ferro armazenado. Além disso, ela transforma o ferro não heme em heme, aumentando sua absorção. Assim, beber suco de laranja durante uma refeição, ou então temperar uma salada de folhas verdes escuras com limão, vai fazer com que o organismo aproveite muito mais o ferro dos alimentos.

Alimentos amargos – como jiló, agrião e chicória – também auxiliam o organismo a aproveitar melhor o nutriente, pois estimulam a secreção de enzimas digestivas, facilitando a absorção do ferro.

Por outro lado, existem alimentos que prejudicam essa absorção. É o caso do cálcio, que pode diminuir em até 60% a absorção do ferro pelo organismo. Assim, deve-se evitar consumir leite e derivados em uma refeição rica em ferro. “Por exemplo, num bife à parmegiana, o cálcio do queijo prejudicará a absorção do ferro da carne. O mesmo acontece se ingerir iogurte, queijo branco, milk shake, em uma mesma refeição com fontes de ferro”, explica o nutrólogo e clínico geral Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Não é só o cálcio que prejudica a absorção de ferro. As fibras, assim como os taninos e fitatos (encontrados no café, chá preto ou chá mate) também diminuem o aproveitamento do nutriente. Portanto, é necessário evitar o consumo excessivo de pães e massas integrais na mesma refeição que contenha fontes ricas em ferro.

A conduta mais perigosa, no entanto, é ter uma alimentação pouco saudável, muito gordurosa e pobre em variedade e nutrientes. “O que está errado, por exemplo, são os hábitos alimentares inapropriados, como se alimentar somente de um tipo de alimento, não tendo variedade de fontes de nutrientes diferentes necessários para o bom funcionamento do organismo”, afirma Marchini.

Perigos da anemia

O ferro atua no processo respiratório de transporte de oxigênio e dióxido de carbono no organismo e faz parte do processo de respiração celular.  “Os glóbulos vermelhos precisam de ferro para se formar. E eles são responsáveis por levar o oxigênio através do organismo”, explica Navarro. Segundo o nutrólogo, os anêmicos possuem menos formação de glóbulos vermelhos, então, sua oxigenação será menor. As consequências disso são os problemas citados no início do texto.

Se não tratada, a anemia pode evoluir e levar a problemas mais sérios, como déficit de crescimento, diminuição do sistema imunológico, dor nas pernas, queda de cabelo, unhas frágeis e infecções frequentes. “Casos de anemia profunda podem levar a óbito, pois a falta de oxigenação prejudica o coração, que é um músculo que também precisa de força para se contrair”, explica Navarro.

Assim como a deficiência de ferro pode causar anemia, o excesso do nutriente também pode ser prejudicial ao organismo. O nível recomendado de ferro no sangue em um adulto saudável é de 40 a 160 microgramas. Índices acima disso são um sinal de problema e podem provocar vômitos, diarreia, lesões intestinais e até problemas cardíacos. “Vários estudos apontam que o excesso de ferro pode aumentar a incidência de doenças cardíacas, além de lesões no fígado”, aponta Vitolo.

GRUPOS DE RISCO

Algumas pessoas têm que ficar mais atentas à possibilidade de desenvolver anemia. Entre elas, estão as mulheres com fluxo menstrual intenso, assim como quem tem úlcera, gastrite ou crises com hemorroida. Isso porque essas pessoas sofrem com sangramento crônico (contínuo ou repetido), e acabam perdendo mais ferro do que a alimentação pode repor. Por isso é preciso consumir mais ferro nas alimentações, ou alimentos enriquecidos com o nutriente, e, em alguns casos, é necessário o uso de suplementos.
Gestantes também precisam de cuidado especial. Na gravidez, mais ferro é necessário para a maior produção de hemoglobina. Portanto, além dos alimentos, recomenda-se suplementação durante o segundo e o terceiro trimestre de gestação.
Os vegetarianos também correm o risco de desenvolver anemia. “Em função de não consumirem as carnes que possuem o ferro de alta biodisponibilidade (alto aproveitamento), sua alimentação deve ser mais planejada e cuidadosa”, explica Vitolo. Nesse caso, é necessário procurar fontes vegetais ricas em ferro e, é recomendável, conversar com nutricionista para ver a necessidade ou não da suplementação do elemento.
Além do ferro, os vegetarianos precisam receber periodicamente a vitamina B12, cuja deficiência pode levar a outro tipo de anemia, a perniciosa. “As fontes alimentares que fornecem a vitamina B12, obrigatoriamente, têm que ser as de alimentos de origem animal, pois essa vitamina não existe no reino vegetal”, alerta Marchini.

 

 

Uol

Estados e municípios têm até este sábado para prestar contas de recursos de alimentação escolar ao FNDE

 

AlimentaçãoEscolarBrasília – Termina neste sábado (9) o prazo para que estados, municípios e o Distrito Federal prestem contas dos recursos repassados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em 2011 ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Aqueles que não cumprirem o prazo podem ficar sem os recursos do governo federal para a alimentação escolar enquanto não regularizarem a situação.

Os atuais gestores devem encaminhar os dados pelo Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC), também conhecido como Contas Online. Até essa quinta (7), 3,3 mil municípios (mais da metade) e 21 estados ainda não haviam enviado as informações.

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Os novos prefeitos que ainda não têm senha do sistema devem entrar em contato com a central de atendimento pelo telefone 0800-616161. O FNDE disponibilizou também um guia para auxiliar os gestores na prestação de contas.

Após o final do prazo, os conselheiros da alimentação escolar, responsáveis pela análise inicial das contas, devem emitir seu parecer, aprovando ou não as contas, também por meio do sistema. Esse parecer deve ser enviado ao FNDE, que vai então analisar as informações.

Segundo a autarquia, o orçamento do Pnae para este ano é R$ 3,5 bilhões e deve beneficiar mais de 44 milhões de alunos da educação básica, incluindo o ensino de jovens e adultos.

Além das contas do Pnae, o FNDE recebe também, desde o final de fevereiro (25), os dados sobre os investimentos feitos em educação em 2012. Eles devem ser enviados pelos municípios, estados e Distrito Federal por meio do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope). O prazo vai até 30 de abril para os municípios e até 31 de maio para os estados e o Distrito Federal.

Nesse caso, quem não cumprir o prazo ou não conseguir comprovar que investiu 25% do orçamento em educação fica inadimplente no Cadastro Único de Convênios (Cauc) do governo federal. Com isso, deixa de receber os recursos de transferências voluntárias da União e fica impossibilitado de firmar novos convênios com órgãos federais.

 

 

Mariana Tokarnia, da Agência Brasil