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Faltam vacinas contra HPV em algumas unidades básicas de saúde

Getty Images
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Natanaeli Vitória tem 11 anos e reside no conjunto habitacional Major Veneziano, em Campina Grande. Em março deste ano ela recebeu a primeira dose da vacina contra HPV e, ontem pela manhã, percorreu as unidades básicas de saúde (UBS) dos bairros Três Irmãs, Catingueira e Cidades a procura da segunda dose da vacina. Apenas quando chegou ao Centro de Saúde Francisco Pinto, que funciona na rua Venâncio Neiva, no Centro da cidade, conseguiu encontrar a vacina, mesmo assim, a garota não conseguiu ser imunizada porque a aplicação da segunda dose só pode acontecer exatamente seis meses após a aplicação da primeira e a data é 27 de setembro.

Além da falta de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a mãe de Natanaeli, Patrícia Mary, 42 anos, reclamou da falta de informação sobre a campanha de vacinação. “Minha filha perdeu aula hoje (ontem) para procurarmos essa vacina, já percorremos três bairros e não encontramos nada. Foi preciso vir até o Centro para conseguir a segunda dose e mesmo assim não foi possível, porque ela só pode receber a vacina no dia 27 de setembro, quando completar o período de seis meses da aplicação da primeira dose”, relatou.

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“A gente mora longe e nem sempre pode ficar andando de um bairro para outro para adivinhar qual o local terá a vacinação. Eu me preocupei porque essa vacina é muito importante para a saúde e decidi ir com minha filha para receber logo a segunda dose”, disse Patrícia Mary.

O que diz a prefeitura

A secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Dercks, disse que as doses das vacinas do HPV já foram distribuídas nas unidades de saúde do município, entretanto, por medida de segurança as vacinas não são todas armazenadas nas unidades. “Essa vacina precisa ser guardada em locais totalmente seguros, uma vez que uma simples queda de energia é o suficiente para comprometer as doses, portanto, nós não fazemos estoque nas unidades. As vacinas são encaminhas de acordo com a demanda de cada área, ou seja, se a vacina não foi suficiente para atender a demanda durante tal período, cada unidade de saúde tem a responsabilidade de comunicar a secretaria para que seja feito o reabastecimento”, ressaltou.

De acordo com a coordenadora de imunização de Campina, Marinalva Cruz, a primeira etapa da campanha de vacinação do HPV realizada em março deste ano no município vacinou 7.552 adolescentes com idades de 11 a 13 anos.

Prevenção

O vírus do papiloma humano (HPV) é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a vacinação está disponível gratuitamente pelo Ministério da Saúde conjuntamente com os municípios.

Para receber a dose, basta procurar uma unidade de saúde e apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A adolescente deve tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, 6 meses depois, e a terceira, 5 anos após a primeira dose.

 

Conheça algumas dicas importantes sobre higiene íntima feminina

Higiene íntima feminina é um assunto delicado, mas sério. Nem todas as mulheres, porém, sabem como fazer isso corretamente. Há dúvidas sobre qual tipo de sabonete usar, como secar a região e até sobre se, na hora de dormir, deve-se deixar de lado a calcinha ou não.

Além de reduzir a ocorrência de odores desagradáveis, a higiene íntima adequada previne corrimentos, lesões vaginais e na vulva, além de doenças mais graves. Deixando a vergonha de lado, a mulher deve sim, buscar informações sobre como fazer a própria higiene íntima. E deve passar isso adiante, ensinando às próprias filhas como fazê-lo.

Pensando nisso, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) elaborou um guia de condutas sobre a higiene íntima das mulheres, preparado após a revisão de cerca de 120 artigos científicos. Segundo a entidade, o ginecologista é sempre a melhor pessoa para responder a qualquer dúvida sobre esta questão.

A ginecologista Rosa Maria Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, ensina: a mulher deve, no banho, aplicar uma quantidade pequena de sabonete íntimo na vulva, esfregar bem e depois enxaguar bastante. Para secar a região, basta usar uma toalha comum, seca e limpa.

“Se possível, é recomendável secar os pelos pubianos com secador de cabelos. Isso diminui a umidade na base do pelo”, recomenda a ginecologista.

Novidade dos últimos anos, os sabonetes íntimos geram dúvidas sobre qual tipo é o melhor e se devem realmente ser utilizados. Rosa Maria explica que, sim, o sabonete íntimo é indicado. Ele tem em sua formulação o ácido lático, que melhora o pH vaginal, fazendo com que a vagina se torne um ambiente inóspito para bactérias e outros agentes prejudiciais à saúde.

Mas limpeza deve vir acompanhada de outros cuidados. Roupas apertadas aumentam o calor e a umidade no local, o que pode favorecer ocorrências de infecções vaginais ocasionadas por fungos e bactérias. Uma das consequências é a candidíase, doença causada pelo fungo Candida albicans.

A ginecologista Viviane Monteiro indica as melhores roupas para evitar doenças: “O ideal é usar roupas mais largas, preferir calcinhas de algodão e evitar roupas sintéticas e roupas de ginástica fora do período de atividade física”. Dormir sem calcinha é outra atitude que ajuda a evitar problemas na região, diz a especialista.

Os cuidados com a região íntima feminina valem também para as idosas. Nesse momento, é ainda mais indicado procurar a ajuda de um médico para receber orientações.

“As recomendações para idosas são as mesmas, mas elas precisam de uma avaliação e orientação individualizada, pois a mudança do PH vaginal pode influenciar no aparecimento de infecções oportunistas na terceira idade”, diz Viviane.

[B]Veja as dicas do Guia de Condutas sobre Higiene Íntima Feminina da Febrasgo:[/B]

– Ao escolher o sabonete íntimo, prefira os hipoalergênicos. Eles são mais apropriados para a higiene íntima, porque foram testados para essa finalidade, reduzindo a chance de alergias

– Sempre seque bem a região após o banho. Isso evita a proliferação de bactérias, fungos e vírus

– Use roupa íntima de algodão. Elas favorecem a ventilação da área

– Durante o período menstrual, faça a higiene do local com mais frequência

– Após lavar, enxague bem as roupas íntimas para retirar os resíduos químicos do sabão em pó e do amaciante

– Durma sem calcinha ou use roupas largas para dormir. Isso aumenta a ventilação da região genital

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