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Inep divulga resultados preliminares da avaliação de alfabetização para escolas

Se descordarem de resultados, escolas terão até o dia 5 de junho para recorrer
Foto: Agência Brasil

As escolas poderão consultar a partir de hoje (22) os resultados preliminares dos estudantes na Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e, caso discordem, poderão interpor recurso até o dia 5 de junho. A divulgação dos resultados finais será em agosto, quando a imprensa, os gestores públicos e demais interessados terão acesso aos dados da avaliação.

A ANA avalia os níveis de alfabetização e letramento em língua portuguesa, a alfabetização em matemática e as condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas. Passam pela avaliação todos os estudantes do 3º ano do ensino fundamental matriculados nas escolas públicas no ano da aplicação da avaliação. No ano passado, os testes foram aplicados para 2,5 milhões de estudantes, de 50 mil escolas e 100 mil turmas.

Terão acesso aos resultados apenas as instituições de ensino com, no mínimo, 10 estudantes matriculados no momento da avaliação e que tiveram taxa de participação de 80% dos matriculados no 3º ano, de acordo com os dados do Censo Escolar 2016. As escolas têm de manter atualizado o cadastrono Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para receber os resultados.

Últimos resultados

Os últimos resultados da avaliação, de 2014, mostram que pouco mais de 56% dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas não conseguiram superar os dois primeiros níveis do aprendizado de matemática, ou seja, não conseguem, por exemplo, resolver alguns tipos de problemas com número naturais maiores que 20 e ler horas em relógio analógico (de ponteiro).

Em leitura, a maioria dos alunos (55%) ficou nos dois piores níveis, dentre quatro, significando que eles não conseguem localizar informação explícita em textos de maior extensão e identificar a quem se refere um pronome pessoal.

No caso da escrita, que tem cinco níveis, cerca de 65% dos alunos alcançaram os dois melhores patamares da avaliação, o que significa que têm capacidade de escrever palavras com diferentes estruturas silábicas e textos correto e coerentes.

Agência Brasil

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Avaliação Nacional da Alfabetização é aplicada para mais de 46 mil estudantes da rede pública na Paraíba

 

dia-nacional-da-alfabetizacaoA Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) de 2014 está sendo aplicada na Paraíba no período de 17 a 28 de novembro. Estão sendo avaliados 46.477 estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental, sendo 9.613 da rede estadual e 36.854 da rede municipal, em 43 polos de apoio de aplicação e aproximadamente 656 aplicadores de campo.

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Esta é uma avaliação censitária envolvendo os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas, com o objetivo principal de avaliar os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa, alfabetização Matemática e condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas. A ANA deverá produzir indicadores que informem sobre o processo de alfabetização dos estudantes nos três primeiros anos do Ensino Fundamental.

A Gerente do Programa de Avaliação (Proava) da Secretaria de Estado da Educação (SEE), Iara Andrade de Lima, informou que desde 2013 a ANA vem sendo aplicada no nosso Estado e está atrelada ao Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). “A Secretaria de Educação considera que esta é uma importante avaliação para aferir o processo de alfabetização, uma vez que identifica as fragilidades encontradas junto aos estudantes, também identifica o contexto educacional em que se desenvolvem as atividades didático-pedagógicas, permitindo o realinhamento dos currículos escolares”, observou Iara.

A ANA foi incorporada ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que visa avaliar a Educação Básica brasileira e contribuir para a melhoria de sua qualidade e para a universalização do acesso à escola, oferecendo subsídios concretos para a formulação, reformulação e o monitoramento das políticas públicas voltadas para a Educação Básica. Além disso, procura também oferecer dados e indicadores que possibilitem maior compreensão dos fatores que influenciam o desempenho dos alunos nas áreas e anos avaliados.

Secom-PB

Em Remígio-PB dia Nacional de alfabetização será comemorado com Cortejo literário

leituraA Secretaria Municipal de Educação vai realizar nesta sexta-feira dia 14 de novembro evento em comemoração ao dia Nacional de alfabetização com a realização um Cortejo Literário pelas principais ruas da cidade e que terá a participação das escolas municipais rurais e urbanas, bem como das escolas estaduais e particulares de Remígio. Durante o evento serão apresentados os trabalhos desenvolvidos pelas escolas referente a leitura em sala de aula através de uso obras literárias de diversos autores da literatura Brasileira. Na oportunidade de comemoração ao Dia Nacional da Alfabetização será também lançado “O Jornal da Educação” onde será apresentando algumas ações pedagógica, desenvolvidas pelas escolas municipais, relacionadas ao Projeto Circuito da Leitura.

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Este é o segundo ano seguido, que a secretaria realiza evento relacionado a comemoração do Dia Nacional da Alfabetização, o primeiro evento foi realizado no ano de 2013, com o objetivo de apresentar a comunidade remigense as ações com práticas pedagógicas relacionadas a alfabetização desenvolvias pelas escolas municipais de Remígio.

A amostra literária é parte integrante do projeto/ação de combate ao analfabetismo no Município que conta com outra ações, o PNAIC (Programa Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) projeto em parceria com o MEC que visa alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental, O Brasil Alfabetizado e PEJA e EJA que dão oportunidade aos jovens e adultos, que não foram alfabetizados em idade certa, de se alfabetizarem e saírem da zona de analfabetismo.

 

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação e Eventos- Secom

Prefeitura Municipal de Remígio promove Dia de Leitura na Lagoa Parque em comemoração ao Dia Nacional de Alfabetização

leituraA Prefeitura Municipal de Remígio, através da Secretaria de Educação promoveu nesta quinta-feira (14/11), um dia de Leitura na Lagoa Parque, em comemoração ao Dia Nacional de Alfabetização.  A data é importante, pois faz relembrar quão importante é a Educação para o nosso Brasil. O dia 14 de novembro foi escolhido por ser a mesma data de criação do antigo Ministério da Educação e Saúde Pública, em que uma das metas era promover o ensino primário e combater o analfabetismo no país.

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Em Remígio, a data marcou o início da campanha para arrecadação de livros para criação de uma biblioteca Municipal. O Prefeito Chió esteve presente ao evento ao lado do Vice – prefeito André do Sesp, e parabenizaram os educadores pelos trabalhos realizados: “Estão todos de Parabéns. Muito lindo os trabalhos, e percebemos no olhar de cada criança a felicidade e a alegria de fazer parte deste evento” – comentou o Prefeito.

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O Secretário de Educação do município José Nilson Almeida, falou que esta iniciativa faz parte da campanha para erradicar o analfabetismo em nosso município: “Quando assumimos o governo no início do ano, Remígio tinha 30% de analfabetos, e nossa meta é reduzir a zero” – falou o Secretário.

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Participaram do evento todas as escolas da rede municipal de ensino, além de escolas particulares. Foram montadas barracas no espaço da Lagoa Parque, e as escolas fizeram  apresentações ao público de seus trabalhos de incentivo à leitura.DSC_0582

SECOME PMR

Estado de São Paulo recusa verbas federais para alfabetização de adultos

Fotos: Maurício Morais
Fotos: Maurício Morais

Depois de dez anos de estudo para realizar o sonho de aprender a ler e a escrever, Terezinha Brandolim, de 82 anos, se viu sem alternativa no começo deste ano: a escola em que estudava, no município paulista de Ribeirão Preto, fechou as duas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na qual estudavam pessoas de todos os níveis de escolaridade.

Com a impossibilidade de a mãe continuar os estudos, sua filha, Maria Zulmira de Souza, convidou-a para ficar em São Paulo, onde mora. “Mas todas as escolas aqui perto estavam fechando seus cursos de alfabetização”, conta. Ela, então, contratou uma professora particular, que dá aulas para “dona Tetê” três vezes por semana. “Resolvi fazer esse esforço porque deixei muito tempo na mão do governo, que dizia dar conta, mas não funcionava.”

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Dona Tetê faz parte do conjunto de 1,7 milhão de paulistas adultos que não sabem ler nem escrever, total equivalente à população de Curitiba. Ainda assim, São Paulo, segundo o Ministério da Educação (MEC), foi o único estado do país a não aceitar recurso do governo federal para alfabetização de adultos pelo Programa Brasil Alfabetizado neste ano. A verba, que varia segundo o número de alfabetizandos e alfabetizadores, poderia ser usada para pagamento de professores e coordenadores, além da aquisição de materiais pedagógicos para as aulas.

Com adesão das demais 25 secretarias de Educação (mais o Distrito Federal), o programa do MEC atende hoje 959 prefeituras. O objetivo é chegar ao final de 2013 em 3.359 municípios e 1,5 milhão de pessoas.

A Secretaria de Educação de São Paulo informou que o estado possui seu próprio programa na área, o Alfabetiza São Paulo, que atende a 25 mil alunos em 38 municípios, entre eles a capital paulista e Ribeirão Preto.

A verba para o projeto neste ano é de R$ 8.879.916. O montante não está discriminado no Orçamento do estado por, segundo a secretaria, estar incluído no Programa de Inclusão de Jovens e Adultos na Educação Básica, que atende a todas as etapas do ensino. O dinheiro, no entanto vai para ONGs, e não para as prefeituras.

As ONGs, segundo nota da secretaria, fazem uma “uma ação complementar ao trabalho que já deve ser realizado pelas administrações municipais”.

A secretaria reforçou que a alfabetização faz parte dos anos iniciais do ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios, que ficaram livres para aderir ao programa federal. Apesar do programa estadual, 40 prefeituras paulistas aceitaram o apoio, com o qual 11.954 pessoas devem estudar neste ano. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) não aderiu ao Brasil Alfabetizado no ano passado, o que possibilitaria sua implementação em 2013.

O especialista em Educação de Jovens e Adultos da ONG Ação Educativa, Roberto Catelli, questiona o programa. “O Alfabetiza São Paulo não dá conta da demanda. Está longe de dar, por isso, o estado não deveria deixar de aceitar ajuda”, avalia. “Um programa não inviabiliza o outro, pelo contrário.”

Ribeirão Preto, onde mora dona Tetê, participa dos dois programas. “O estado defende que o percentual de analfabetos é baixo, mas em número absolutos é muito alto. Só na cidade de São Paulo são 300 mil, segundo dados do Censo de 2010, quase a população da cidade mineira de Uberaba”, afirma.

Catelli lembra também que o Brasil Alfabetizado, do governo federal, peca na falta de avaliação dos resultados alcançados e por não propor meios de os alunos continuarem estudando depois de alfabetizados. “Temos dados que provam que menos de 10% continuam na escola”, afirma.

Esforço reconhecido

Segundo Maria Zulmira, filha de dona Tetê, ela avançou muito de janeiro, quando começou a ter aulas particulares, até agora. “A gente sai na rua e eu tento ler as placas”, conta Tetê. “Qual aquela que você leu que me deixou emocionada?”, pergunta Maria Zulmira. “Imperatriz”, respondeu a mãe, orgulhosa.

Dona Tetê 2“Fui em muitas escolas municipais e estaduais, mas era muito difícil”, conta dona Tetê. “Quando eu estava na escola, as professoras davam mais atenção para quem estava sabendo mais. Ela dava exercício que nem para criança e depois, no mesmo instante, dava aqueles problemas grandes, com contas muito fortes. Eu não fazia nem as pequenas quanto mais as grandes… Aí eu só copiava… cheguei até a chorar na escola.”

Dona Tetê, natural do município de Monte Azul Paulista, a 420 quilômetros de São Paulo, não pôde seguir seus estudos na infância por ter de ajudar os pais, dois colonos agricultores, nos períodos de colheita. “Sempre tive vontade de voltar a estudar. Mesmo depois de casada tive que trabalhar muito. Meu marido e meus filhos tentaram ajudar, mas a gente ficava só um pouco no estudo e depois tinha que voltar para a roça”, conta.

“Aprender a ler é tudo, muda tudo. Eu fico em casa de noite sozinha, sentada no sofá, olhando a televisão. Só tem a TV e eu não gosto muito. Mas, se eu soubesse ler, eu pegava um livro ou escrevia algo”, diz. “Quando eu aprender, quero fazer a leitura da igreja para todo mundo ouvir”, planeja. Outra vontade é retornar para Ribeirão Preto, para estar mais perto da família e dos amigos.

“Eu já chorei muito pela falta da leitura. Chegam as correspondências em casa e eu tenho que dar para os outros lerem. Quando meu marido morreu, há 30 anos, tive que buscar trabalho sem saber ler. Eu só fazia limpeza e trabalhava na roça. Faz falta, muita falta.”

Para Maria Zulmira, alfabetizar a mãe virou um desafio pessoal. “Eu faço questão de contar a história da minha mãe porque eu imagino que essa deva ser a história de muitas outras pessoas. Deve haver tanta gente adormecida que nem minha mãe. Quantos artistas e escritores poderiam ter sido produzidos neste país? Quantas pessoas poderiam ter tido a oportunidade de realizar seus sonhos?”

 

 

por Sarah Fernandes, da RBA