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Chega à Paraíba tríplice viral para crianças com alergia ao leite de vaca

 

Reprodução/ Agência Brasil Vacina protege contra sarampo e outras doenças
Reprodução/ Agência Brasil
Vacina protege contra sarampo e outras doenças

Após o envio de 1,5 milhão da vacinas da tríplice viral para todo o país, as doses já começaram a ser distribuídas e aplicadas em crianças de zero a cinco anos incompletos desde o segundo dia deste mês na Paraíba. A novidade é que crianças que possuem alergia a leite de vaca terão doses específicas.

A Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba (SES-PB) não informou a quantidade de vacinas foram recebidas no Estado, mas disse que elas podem ser encontradas nas Unidades de Saúde da Família, as USFs, de cada município e a meta para este ano é vacinar 95% das 57 mil crianças com 12 meses.

Pais de crianças com alergia à proteína do leite da vaca já podem procurar os postos de saúde para vacinar os filhos com a tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. A imunização dessas crianças havia sido suspensa no ano passado, após o registro de casos de reação adversa.

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Na campanha nacional de vacinação de 2014, a pasta recomendou aos estados e
municípios suspender a vacinação em crianças com essa condição como medida preventiva já que, ao analisar a composição da dose produzida pelo Serum Institutte of India Ltd., verificou-se a presença de lactoalbumina hidrolisada.

O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão é de pessoa para pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, falar ou respirar. A única forma de prevenção da doença é a vacinação.

No mês passado, a Organização Mundial da Saúde alertou que os recentes surtos de sarampo ocorridos nos Estados Unidos e no Brasil sugerem que as taxas de imunização contra a doença em algumas áreas estão abaixo do necessário para prevenir a propagação de casos importados nas Américas e reforçou a importância de os países manterem altas taxas de cobertura vacinal no continente.

 

 

Por  Agência Brasil

 

Dr. Pastorino: “Bastam duas, três picadas de inseto para a criança ter alergia na pele”. Água geladinha alivia

criançaÉ comum as mães chegarem ao consultório de pediatras com esta queixa:

– Doutor, já passei por um monte de médicos… a minha filha está sempre com essas bolinhas avermelhadas. Será que essa alergia não vai passar?

“Calma, mãe, essas lesões são reações alérgicas a picadas de insetos, como pulgas, pernilongos, carrapato, formiga, vespa, abelha”, tranquiliza o pediatra Antonio Carlos Pastorino, da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP. “Elas são muito freqüentes. Grande parte das crianças está sujeita a elas. Cada vez que são picadas, as ‘bolinhas’ se manifestam. Por isso, vão e voltam muitas vezes.”

Explico. Picadas de insetos transmitem várias doenças infecciosas, como dengue, malária, febre amarela e doença de Chagas. Mas podem também ocasionar reações alérgicas na pele.

No local da picada, aparece uma bolinha vermelha, elevada (devido ao inchaço), com ponto central com sangue. Às vezes, depois, surge uma bolhinha, que pode estourar, formando uma casquinha (crosta).

“Não são necessárias muitas picadas para a criança ter alergia, bastam duas, três”, avisa Pastorino. “Na hora, o ferrão ou o ‘veneno’ do inseto é injetado na pele. Aí, provocam coceira e acabam se espalhando, provocando outras lesões.”

A alergia a picadas de insetos ocorre principalmente dos 4 meses de idade aos 7 anos. Aos 4 meses, a criança começa a engatinhar e a ter contato com o mundo externo. Inicialmente, as reações são mais intensas. Mas, aos poucos, tendem a diminuir. Após os 7 anos ficam raras. É como se o organismo fosse aprendendo a se proteger, criando imunidade contra elas.

Na maioria das vezes, a reação é local. “Como coça, a criança tira a pele da bolinha, um pouco de soro sai, fazendo um machucadinho, que tende a cicatrizar. Forma-se então uma crosta que logo depois cai”, explica Pastorino. “Quando a criança está com a mão suja, na hora de coçar ela pode introduzir germes na lesão e infeccioná-la.”

As áreas “preferidas” são as mais expostas, como rosto, braços, pernas, orelhas. As pulgas, especificamente, “gostam” mais de lugares “fechados”, como cintura, barriga, bumbum e costas.

– Toda criança que é picada tem reação alérgica?

Não. O fato de o filho da vizinha ter alergia à vespa ou ao pernilongo, não significa que o seu filho vá ter.

– As crianças alérgicas são mais vulneráveis?

Não existe essa relação direta. A criança pode ter rinite ou asma, por exemplo, e ter alergia também a picadas de insetos. Mas ela pode ser alérgica só a picadas de insetos. Por isso a alergia a picadas de insetos é tão comum. Ela ocorre tanto entre alérgicos em geral como entre os que não são alérgicos.

– O que fazer  para evitar essas alergias?

Só existe uma forma de  reduzi-las: afastar a criança do contato com os insetos.

Use mosquiteiro no berço, telas nas portas e janelas. Principalmente depois das 17h mantenha portas e janelas bem fechadas, para os insetos não entrarem.

– E usar repelentes no bebê pode?

Há dois tipos de repelentes. Os naturais e os artificiais.

Os naturais são à base de óleo de plantas, como citronela, andiroba e eucalipto. Têm menos toxicidade, mas protegem por pouco tempo – o efeito dura 1 a 2 horas. Em consequência,  eles exigem várias reaplicações, o que é quase impossível numa criança.

Já repelentes artificiais não devem ser usados em bebês menores de 6 meses, porque são tóxicos e principalmente não há nenhum trabalho feito em crianças pequenas. Entre 6 meses e 2 anos de idade, usar com muito cuidado.

“Passe em toda a pele exposta; evite olhos boca e narinas, pois pode provocar reação local intensa”, ensina o doutor Pastorino. “Use a cada 5 horas; caso o dia esteja muito quente, a cada 2 horas. Atente às recomendações do fabricante.”

Os extratos de alho ou vitamina B1 funcionam?

Apesar de população citá-los e usá-los muito, eles não dão bons resultados.

– Mas  aqueles aparelhinhos ultrassônicos que a gente coloca em tomada na parede funcionam , certo?

Errado. Infelizmente, os aparelhinhos ultrassônicos não são eficientes.

– Então o que mais pode ser feito e funciona?

Se for para sítio ou morar em região de muita mata, coloque roupas de cor neutra na criança. Principalmente vespas e abelhas “gostam” de roupas bem coloridas.  Evite também perfumes, pois certos odores atraem mais os insetos.

–  E, se apesar de todos os cuidados, formiga, pernilongo ou pulga picar  a minha criança?

Mais uma vez, calma, mãe!

Faça o seguinte:

* Lave bem as mãos antes de cuidar; o “buraquinho” da picada pode ser porta de entrada de germes e infeccionar a lesão

* Se o inseto tem ferrão, muito cuidado. Retire-o com uma pinça. Evite mexer, espremer.  Pode introduzi-lo ainda mais na pele ou espalhá-lo, produzindo outras lesões além da picada original.

* Coloque sobre a picada uma compressa de água gelada. A temperatura fria ajuda a diminuir a coceira. Isso é muito importante. A coceira, como você já sabe, ajuda a espalhar o “veneno” e o ferrão na pele, espalhando e piorando a lesão.

 

 

 

viomundo