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Laboratório da UFPB em Bananeiras inicia produção de álcool glicerinado

O Laboratório de Química do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus III, em Bananeiras, iniciou produção de álcool glicerinado. O produto será usado para proteger profissionais da saúde dos municípios de Bananeiras, Solânea, Borborema, Belém e Serraria, no Brejo paraibano, do contágio pelo novo coronavírus (Covid-19). Outras cidades da região devem receber o sanitizante na próxima semana.

De acordo com a diretora do CCHSA, Terezinha Martins, o laboratório produziu, até o momento, 700 litros. Segundo ela, os municípios têm sofrido durante esta pandemia pela falta de álcool nas unidades básicas de saúde e nos centros de atenção psicossocial.

“A maioria das prefeituras tinha nada. Nós já vamos liberar para cinco prefeituras na próxima segunda-feira (6). Mas, pelo menos, outras dez já entraram em contato conosco para ver se tinha, porque a necessidade na região é tremenda”, explica a diretora.

O álcool também foi doado para uma instituição de longa permanência para idosos em Solânea, a Associação São Vicente de Paulo (Abrigo Menino Jesus), e está protegendo os 20% dos trabalhadores terceirizados que ainda estão trabalhando no campus.

A força-tarefa conta com gestores, professores e técnicos da Pró-Reitoria de Administração da UFPB, do CCHSA, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros; do Centro de Ciências Agrárias (CCA), em Areia; e do Conselho Regional de Química, sobretudo na busca por insumos e outros materiais.

“Foram mais de cinco dias de trabalhos, durante dez horas por dia”, ressalta o professor Max Rocha, coordenador do laboratório. “O material produzido foi testado e é de excelente qualidade”, garante a diretora Terezinha Martins.

 

clickpb

 

 

UFPB de Bananeiras produz e doa álcool a 80% para prefeituras do Brejo

O CCHSA/CAVN/LABORATÓRIO DE QUÍMICA em Parceria com o Conselho Regional de Química – PB, produz álcool glicerinado a 80% para fins de doação a algumas Prefeituras do Brejo Paraibano.

Cientes de seu papel na sociedade e comprometidos com o enfrentamento e combate ao coronavírus (COVID-19), o Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias e o Colégio Agrícola “Vidal de Negreiros”, Campus III da UFPB, através do Laboratório de Química em Parceria com o Conselho Regional de Química-PB, produziu álcool glicerinado a 80% para fins de doação a algumas Prefeituras do Brejo Paraibano.

Tal ação, foi coordenada pelo Prof. Dr. Max Rocha Quirino, e culminou com a entrega de álcool, Equipamento de Proteção Individual (EPIs) e sabonete líquido, que foram repassados no dia 01 de abril (quarta-feira) para as Prefeituras Municipais de Bananeiras, Solânea, Belém, Borborema, e o Hospital Distrital Ovídio Duarte em Serraria-PB.

Além das unidades básicas de saúde, os produtos liberados serão destinados para o CAPS, SAMU, CEO, Policlínica, regulação, ENASF-AP e Setor de endemias, dando um suporte na limpeza e higienização destes locais, além de permitir maior segurança para os profissionais da saúde dos municípios envolvidos.

Considera-se ainda, que o CCHSA/CAVN já tinha enviado na semana anterior um quantitativo razoável de Epis para o Hospital Universitário/UFPB, e tinha doado inicialmente para o asilo dos Vicentinos em Solânea-PB.

De acordo com a Diretora de Centro, Profa. Terezinha Domiciano, esse momento é de colaboração e doação, e, certamente, estamos cumprindo com a responsabilidade social da instituição.

 

Assessoria 

 

 

Vigilância sanitária interdita fábrica clandestina de álcool em gel em Campina Grande

A Vigilância Sanitária em ação conjunta com o Procon-CG, Polícia Militar e outros órgãos interditou uma fábrica clandestina de álcool gel em Campina Grande no início da tarde desta quarta-feira (1º).

De acordo com a Angevisa, o proprietário do local não tem a documentação necessária para funcionar e estava produzindo. “Há uma norma técnica que regulamenta a produção principalmente do álcool gel e a vigilância resolveu por precaução interditar até que o estabelecimento apresente autorização e apresente as boas práticas de fabricação”, explicou.

O proprietário do estabelecimento ficou visivelmente irritado e não quis falar com a reportagem da TV Arapuan.

Marília Domingues / Márcio Rangel

 

 

Álcool gel: se falsificado, não use; se legalizado, use com cuidado

A falta de álcool gel no mercado tem levado muitas pessoas, no desespero de conseguir o produto, a comprá-lo sem os devidos cuidados quanto à procedência. Caseiro, falsificado ou legalizado, o produto pode representar um risco alto de queimaduras. O alerta foi feito pelo gerente de fiscalização do Conselho Regional de de São Paulo, Wagner Contrera, que é também conselheiro suplente do Conselho Federal de Química.

Depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender um cigarro ou o fogão da cozinha.

Contrera disse já ter recebido relatos sobre o uso exagerado do produto. “Neste momento de tensão, em que todos estão com medo da covid-19, muitas pessoas cometem excessos. Usam máscaras até quando dirigem sozinhas no carro. No caso do álcool gel, as pessoas usam em grande quantidade e a todo momento. Aí esquecem e vão acender um cigarro ou mesmo o fogão, para preparar as refeições. É um verdadeiro perigo”, disse o gerente do conselho de química.

Segundo o químico, entidades ligadas a tratamentos de queimaduras relatam casos de pessoas que se queimam ao se aproximar de fontes de calor logo após passar  álcool gel nas mãos. “O gel também é inflamável e, conforme mostram as embalagens, não pode ser deixado ao alcance de crianças nem de animais domésticos.”

“Se o produto industrializado já é perigoso, o que dizer do falsificado?”, alertou o gerente.

No caso do álcool em gel falsificado – ou mesmo dos caseiros, que seguem receitas disponibilizadas na internet – os riscos são ainda maiores, colocando em perigo não só a vida do consumidor como a do fabricante e a do vendedor

“Mesmo que a pessoa tenha a receita, há que se considerar vários outros fatores, inclusive a matéria-prima utilizada. Se elas não são fáceis de ser compradas por empresas legalizadas, imagina por leigos. Isso de misturar álcool líquido com gelatina ou gel para cabelo é tudo conversa fiada de pessoas que, infelizmente, se acham geniais por inventar isso em cinco minutos de reflexão. A manipulação por pessoas não preparadas é de extremo perigo”, disse.

Efeito oposto

Segundo o químico, dependendo do caso pode, em vez de propiciar assepsia, os produtos podem ter efeito oposto, por desenvolver microrganismos, mesmo que tenham mesma aparência e consistência.

“O álcool gel é produzido a partir de álcool com alta concentração, uma mistura que fica em 70%. Quando feito por processo industrial, há todo um cuidado. Mas, se feito em casa ou de forma improvisada, é extremamente perigoso, por se tratar de um produto altamente inflamável. Não à toa, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] publicou há quase 20 anos uma resolução proibindo a venda de álcool líquido acima de 54 graus nos mercados”, argumentou.

Ele explicou que é muito difícil identificar a “olho nu” as diferenças entre o produto legal e o falsificado. “Em alguns casos, quando a falsificação é grosseira, dá para se notar na embalagem, mas, em outros casos, e já vimos isso até mesmo em shampoos e produtos de limpeza, a embalagem é tão bem feita que o consumidor acaba não percebendo.”

Coordenador da Divisão de Química Tecnológica do Instituto de Química, da Universidade de Brasília, o professor Floriano Pastore afirma que, normalmente, ao se colocar gelatina em uma solução aquosa, ela fica mais viscosa. “E se essa solução tiver um pouco de álcool, vai ter cheiro típico de álcool gel. No entanto, não terá a principal característica, que é o porcentual aproximado de 70% de etanol, para proporcionar a qualidade bactericida e desinfetante ao produto.”.

Uma boa dica é levar em consideração o local onde o álcool em gel está à venda. O ideal é comprar em farmácias e supermercados, ou estabelecimentos similares, que respondem pela garantia do produto, evitando adquiri-lo no mercado informal.

Crime contra a saúde pública

Além de representar riscos para quem o manipula, fabricar e comercializar álcool gel falsificado é crime, passível de punição tanto pela autoridade sanitária como, administrativamente, pelos conselhos regionais e federal de química.

“Tanto quem fabrica como quem comercializa está praticando crime contra a saúde pública, e respondem por isso. E se houver envolvimento de um profissional de química, nosso conselho abre processo administrativo paralelo ao criminal. Se ele for conivente, poderá ser suspenso ou impedido de exercer a profissão”, disse Contrera.

Segundo o químico, só empresas registradas junto à Anvisa, e tendo profissional responsável técnico, têm autorização para fabricar álcool gel. As empresas são fiscalizadas pelos conselhos regional e federal de química, que verificam se os profissionais são habilitados. Já a vigilância sanitária é responsável por verificar se as boas práticas de fabricação são seguidas e se o estabelecimentos está de acordo com o que a legislação sanitária determina.

Agência Brasil

 

 

Produtores de cachaça da Paraíba fabricam e doam álcool 70% para prefeituras

Diante da pandemia de Coronavírus que se alastra pelo Brasil, um grupo de empresários do município de Areia, no Brejo da Paraíba, se reuniu para praticar a solidariedade. Eles são produtores de cachaça e estão produzindo álcool líquido com concentração de 70% de etanol e distribui o material gratuitamente para a Secretaria de Saúde da cidade e de municípios vizinhos.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, Thiago Henrique de Albuquerque, conta que a iniciativa surgiu a partir da dificuldade encontrada pelas autoridades públicas na distribuição de álcool para a população, inclusive por falta de estoque dos fornecedores.

“Nós produzimos o álcool combustível para consumo próprio, a partir da ‘cachaça de cabeça’. A Associação dos Produtores de Cachaça de Areia levantou a possibilidade de todos os produtores usarem o resíduo dessa etapa da destilação para produzir o álcool 70%, em vez de produzir álcool combustível. Decidimos dar esse destino mais nobre para esse produto”, explica Albuquerque.

Os 11 produtores associados são orientados a enviar a “cachaça de cabeça” para o Engenho Triunfo, do qual Thiago é responsável técnico pela produção. Neste local, o álcool 70% é produzido e liberado para distribuição. A “cachaça de cabeça” é o primeiro líquido que surge na destilação da cana-de-açúcar fermentada e tem alta concentração de metanol, um tipo de álcool altamente tóxico.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia esclarece que a distribuição dos produtos é feita com base na demanda das prefeituras que, por meio de um ofício, solicitam a quantidade de álcool desejada. “Nós contabilizamos que, do que temos para produzir, teremos capacidade de fabricar entre dois mil e 2,5 mil litros de álcool 70%”, estima Albuquerque.

“Atualmente, estamos fornecendo [os insumos] para quase 10 prefeituras da região. Inicialmente, iríamos produzir apenas para as cidades de Areia e Remígio. Só que a procura foi muito grande e não podíamos dar as costas para os municípios vizinhos. Inclusive, o município potiguar de Jaçanã também já recebeu nossos produtos”, completa.

*Com Agência do Rádio Mais

 

 

Operação conjunta interdita duas fábricas irregulares de álcool na Grande João Pessoa e proprietário é preso

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (25) descobriu e lacrou duas fábricas de álcool líquido, com indicação de que seria de 70%, nos municípios de Santa Rita e João Pessoa, após constatar uma série e graves irregularidades nas áreas fiscal, sanitária, ambiental, de segurança e até de funcionamento.

Participaram da operação a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a Polícia Civil e o Batalhão Ambiental, além do Instituto de Polícia Científica, da Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado), e da Agevisa (Agência Estadual de Vigilância Sanitária).

Após uma ação fiscal da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz detectar irregularidades fiscais na compra de álcool por uma distribuidores de medicamentos, envolvendo uma fábrica em Santa Rita, os auditores encontraram também outras graves irregularidades na fábrica, o que levou a acionar outros órgãos como as Polícias Civil e Científica, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado), além de técnicos do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba) para ampliar as investigações. Durante a ação, o proprietário do primeiro alvo no município de Santa Rita foi preso e conduzido à Delegacia do município.

Mais de 100 mil litros vendidos – Segundo o gerente executivo de Combate à Fraude Fiscal, Francisco Cirilo Nunes, a fábrica de álcool líquido estava há oito meses sem declarar ao Fisco o seu faturamento, mas a maior gravidade encontrada foi no acondicionamento do líquido inflamável e nas instalações precárias do galpão onde funcionava a fábrica, colocando em risco não apenas a vida dos funcionários, mas a da população.

“Cerca de 90% das bombonas, recipientes de grande porte para armazenar o álcool líquido, estavam com tarjas e selos de que tinham sido já usados por produtos corrosivos e que foram reutilizados sem qualquer higienização necessária, o que pode trazer grandes riscos à saúde da população. Essa fábrica em apenas 23 dias neste mês de março já havia comercializado 101 mil litros para hospitais, farmácias e distribuidores de medicamentos do Estado. No local, era visível a falta de higiene, além da falta de acondicionamento do produto, que é extremamente inflamável e de risco. No galpão, não encontramos também qualquer comprovação técnica de que essas bombonas passaram por ações de higienização corretas e necessárias para armazenar o produto, muito procurado agora diante da pandemia do coronavírus, pois tem sido  usado cotidianamente para desinfecção de superfícies, equipamentos hospitalares e de pessoas”, detalhou Cirilo, acrescentando que além do cancelamento da inscrição estadual do estabelecimento, que funcionava com uma série de irregularidades, a fábrica foi também lacrada pelos auditores fiscais.

Fábrica em JP não tinha Alvará de funcionamento – A partir dos documentos encontrados na fábrica de Santa Rita foi possível chega e identificar o segundo alvo no final da tarde desta quarta-feira, que era uma fábrica na Rua da Areia, no centro histórico de João Pessoa. “O caso ainda era mais grave. O estabelecimento funcionava sem alvará de funcionamento, com instalações e equipamentos extremamente precários, com fortes indícios de sonegação fiscal. O proprietário não estava no local, mas apenas um responsável técnico”, explicou o secretário executivo da Sefaz, Bruno Frade, que liderou a operação do 2º alvo.

Qualidade do produto será testada – O gerente executivo de Combate  completou que os técnicos do Lacen e da polícia científica vão investigar ainda a qualidade e a eficiência do produto, que tem ter a composição a 70% para a sua comercialização. “A localização e o endereço da fábrica foram as etapas mais difíceis da ação fiscal. No galpão, não havia placa ou qualquer informação de funcionamento de uma fábrica de álcool naquele local, por isso houve dificuldade da equipe do Gecof localizá-la”, acrescentou Cirilo Nunes, informando que o estabelecimento não tinha autorização para fabricar álcool em gel, mas apenas líquido.

Como tudo começou – As investigações da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz começaram por uma ação fiscal numa distribuidora de medicamentos da Grande João Pessoa, que havia comprado 30 mil litros de álcool líquido de um fornecedor, mas que em seu depósito não havia qualquer recipiente. Após levantamento de documentos fiscais, descobrimos que entre 1º a 23 deste mês de março, essa fábrica de Santa Rita, que fornecia o produto, havia vendido 101 mil litros de álcool a 70% para farmácias, hospitais e distribuidoras e medicamentos. Contudo, encontramos uma grave irregularidade do estabelecimento: há oito meses a fábrica não declarava seu faturamento ao Fisco. Com base nas investigações e informação, montou-se uma ação fiscal que desencadeou na descoberta in loco de uma série de irregularidades.  A localização do estabelecimento foi uma das etapas mais complicada para os auditores fiscais da Gecof na ação fiscal, pois o estabelecimento, uma espécie de galpão, não tinha qualquer identificação que indicasse de ser tratar de uma fábrica de álcool.

 

Ascom/SefazPB

 

 

Ministério Público quer explicações sobre aumento no preço de máscaras e álcool em gel em Guarabira

O promotor de Justiça, Eduardo Mayer, determinou a abertura de Procedimento Preparatório nº 065.2020.000566 para colher informações se algum estabelecimento ou distribuidora aumentou, injustificadamente, os preços de máscaras e de álcool em gel cobrados na cidade de Guarabira, no Brejo paraibano.

A iniciativa foi publicada na edição do Diário Eletrônico do Ministério Público, dessa quinta-feira (19).

Nos últimos dias, por conta do aumento no consumo desses produtos diante da pandemia do coronavírus, alguns estabelecimentos aumentaram os preços cobrados ao consumidor no país.

Alexandre Freire

 

 

Agência de Saúde autoriza venda de álcool em gel sem licença prévio

Em meio à falta de álcool em gel, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma resolução nesta sexta-feira (20) em que retira a necessidade de aval prévio da agência para que empresas possam ofertar o produto no mercado.

A medida, que vale por 180 dias, também se aplica a outros produtos para limpeza de ambientes e das mãos. Até então, a venda era condicionada ao registro na agência.

O objetivo é aumentar a oferta desses produtos devido ao avanço do novo coronavírus.

A dispensa, porém, obedece a alguns critérios específicos.

Segundo a Anvisa, terão permissão para fabricar e vender os produtos empresas com alvará e licença para funcionamento e fabricação de substâncias inflamáveis.

Na prática, o texto passa a permitir que fabricantes de medicamentos e cosméticos também produzam a substância.

A resolução permite ainda que empresas recebam doações de álcool de indústrias de outros setores para produzir os produtos.

Em outra medida, a Anvisa decidiu revogar parte de uma resolução que impedia a venda de álcool líquido 70% em embalagens de 1 litro à população, devido ao risco de queimaduras.

A iniciativa representa uma mudança de postura da agência, que até então era contrária a essa liberação.

O temor era que, além de riscos à saúde, a iniciativa gerasse falta do produto na rede de saúde, para quem o uso de álcool líquido 70% é indicado.

Segundo a diretora-adjunta da 3ª diretoria da agência, Meiruze Freitas, a nova decisão ocorre devido a um acordo com o setor para garantia do fornecimento do produto a hospitais e pela dificuldade de fabricação de álcool em gel. “Estamos tendo que tomar medidas rápidas”, disse.

Ela admite, porém, que há riscos. “Esse produto não pode ficar perto de crianças, não pode ser usado perto do fogo ou ser usado para acender churrasqueiras”, diz.

“Também não é recomendado manter esse tipo de produto em casa por muito tempo, mas só nesse período de emergência e em local especial.”

De acordo com Freitas, a agência pretende elaborar uma cartilha de orientações às pessoas que adquirirem esses produtos, como alerta para o risco de ressecamento das mãos e ações de precaução.

Uma das recomendações é que esse tipo de álcool seja separado em embalagens menores, como em sprays, por exemplo.

A agência também publicou uma resolução que simplifica o processo de aval a alguns equipamentos, como aqueles que auxiliam a respiração usados em UTIs.

O texto retira a necessidade de apresentação de certificado de boas práticas para aprovação dos produtos. Neste caso, empresas podem apresentar aval de outras agências internacionais.

Questionada, a Anvisa justifica a ação devido ao contexto de emergência e diz que o risco será minimizado com a apresentação de outros documentos.

“É um custo-benefício melhor ter esses produtos do que ter desabastecimento”, diz Freitas.

Segundo a agência, o prazo máximo de registro nestes casos será menor, de um ano. Após esse período, o aval será reavaliado.

 

FOLHAPRESS

 

 

Álcool gel é eficaz na prevenção ao coronavírus, afirma conselho federal

O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.

Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”

Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.

O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.

A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral.

“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial as emitidas pelas autoridades de Saúde.

Denúncia ao Ministério Público

O CFQ afirmou ainda que não reconhece como válida a denominação de “químico autodidata” ou a de pessoas que atuem nas atividades da química sem o devido registro profissional.

Segundo a entidade, a falta do registro configura infração tipificada no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais (3.688/41) como exercício ilegal da profissão – sem prejuízo de enquadramento em outras normas legais.

Constatadas irregularidades no que tange à qualificação e ao registro profissional, o conselho vai oferecer denúncia junto ao Ministério Público, observando a devida proteção à população.

Medidas preventivas

O Ministério da Saúde recomenda como medidas de prevenção ao novo coronavírus:

– lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;

– evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– evitar contato próximo com pessoas doentes;

– ficar em casa quando estiver doente;

– usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;

– não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;

– limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Outros cuidados importantes são manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

O ministério explica que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Agência Brasil

 

 

PRF flagra 20 pessoas dirigindo sob efeito de álcool, em dois dias na Operação Verão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou, no último final de semana, a Operação Verão 2020, com fiscalização reforçada nas rodovias federais do estado da Paraíba. O reforço no policiamento ocorreu principalmente na região metropolitana de João Pessoa, Cabedelo e nos acessos ao litoral paraibano.

Ao todo, foram fiscalizadas 2.542 pessoas, sendo autuadas 1.082 infrações de trânsito das mais diversas e 88 veículos recolhidos por irregularidades. Durante a fiscalização, 20 pessoas foram flagradas no teste do etilômetro dirigindo sob efeito de álcool, gerando perigo a todos que utilizam as rodovias federais para curtir as férias de verão.

Além da fiscalização às irregularidades no trânsito, as ações de enfrentamento à criminalidade também estão sendo intensificadas. Neste final de semana, 18 pessoas foram detidas e dois veículos roubados foram recuperados.

O esforço da PRF tem como objetivo garantir a fluidez no trânsito e proteger os usuários das rodovias federais, para que possam ir e voltar para a casa com segurança.

A Operação Verão 2020, que se iniciou neste sábado (4), terá duração até o dia 19 de janeiro de 2020, e é mais uma ação que engloba a Operação Rodovida.

PB Agora