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Terminais de autoatendimento na Paraíba são obrigados a dispor de álcool em gel

Os terminais de autoatendimento de bancos, supermercados, restaurantes, entre outros estabelecimentos comerciais na Paraíba agora são obrigados a dispor de álcool em gel 70% para os clientes. A determinação é imposta pela lei 11.720/2020, de autoria do deputado Felipe Leitão (foto), aprovada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), e sancionada pelo governador João Azevedo.

A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (4). O objetivo do uso do álcool em gel 70%  é minimizar o contágio e propagação do coronavírus (Covid-19). Felipe Leitão destaca que os terminais de autoatendimento existentes nos bancos, supermercados e lanchonetes são equipamentos usados por várias pessoas.

“As máquinas são instrumentos para contaminação da população, já que o toque na tela, em botões e até mesmo em leitores biométricos impede o uso de luvas. Daí a importância do álcool em gel para a proteção da sociedade”, disse Felipe Leitão.

O descumprimento desta lei caberá as punições previstas no Código de Defesa do Consumidor. “Uma das medidas mais importantes no combate a transmissão do vírus é manter sempre as mãos limpas com o uso de água e sabão ou de álcool em gel. Os cuidados com a higiene pessoal para proteger a si e evitar a contaminação da população, não só por esse coronavírus, mas por diversas outras diversas doenças, se faz necessário em todos os estabelecimentos”, ressaltou o parlamentar.

 

Ascom

 

 

Prefeitura de Belém, PB, amplia fiscalização na feira, higieniza população com álcool em gel e realiza barreiras sanitárias

A Prefeitura de Belém, no Agreste paraibano, não para nas ações de combate ao coronavírus e continua com as medidas preventivas na feira livre, realizada novamente neste sábado (6) para diminuir o fluxo de pessoas de outros municípios durante a pandemia da Covid-19.

As equipes da gestão municipal realizaram barreiras sanitárias nas entradas da cidade de Belém, com verificação da temperatura corporal, através de termômetros digitais infravermelhos adquiridos pela Prefeitura, higienização com álcool a 70% dos motoristas e passageiros, e desinfecção de veículos com solução clorada.

Já no espaço da feira livre, as equipes fiscalizaram as bancas e apoiaram os feirantes e clientes com higienização das mãos com álcool líquido e gel a 70%, e orientações nos lavatórios móveis instalados pela Prefeitura para o uso da população na feira e nos locais de recebimento do Auxílio Emergencial e dos programas sociais como o Bolsa Família.

 

Aumenta o consumo de álcool durante a quarentena; entenda os riscos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente recomendou que os governos limitassem a venda de bebidas alcoólicas durante o período de isolamento social. Seguindo as recomendações, os Alcoólicos Anônimos passaram a realizar suas reuniões de forma on-line.

A OMS considera o álcool, o tabaco e outras drogas como “estratégias inúteis” para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Os representantes de entidades como o AA se preocupam com os riscos do fácil acesso à bebida nesse período.

– Nós temos essa informação de que aumentou realmente essa procura por bebidas alcoólicas em Campina Grande. Os supermercados estão abertos e esse consumo está enorme – informou à Rádio Campina FM, um dos representantes do Alcoólicos Anônimos de Campina Grande.

“É necessário que a sociedade entenda o alcoolismo como doença, que pode ser tratada. Nós que já passamos por isso podemos atestar”, pontuou o representante, alertando para a gravidade e os riscos do alcoolismo.

 

paraibaonline

 

 

Anvisa publica lista com produtos que podem substituir o álcool 70%

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (23) uma lista de produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de objetos e superfícies para conter e limitar a propagação do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a agência, a recomendação dos produtos tem por objetivo fornecer alternativas ao uso de produtos à base de álcool “diante do aumento da procura por esses itens no mercado.”

A Anvisa informa que a maioria dos produtos recomendados, como sabão, água sanitária e alvejante, leva de cinco a dez minutos para agir contra o vírus, e que após a aplicação do produto, é necessário esperar esse tempo para que faça efeito.

“Estudos mostram que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabão ou uma solução diluída de alvejante, podem desativar o coronavírus em superfícies, uma vez que o vírus tem uma camada protetora de gordura que é destruída por esses produtos”, explicou a Anvisa.

Em caso de utilização da água sanitária, o produto deve ser usado imediatamente após a diluição em água, pois sua ação é desativada pela luz. A proporção de diluição é de um  copo com capacidade de 250 ml de água sanitária em um litro de água, e um copo de 200 ml de alvejante comum em um litro de água.

Vassouras e esfregões

A Anvisa recomenda que não se deve usar vassouras e esfregões secos; nebulizadores e termonebulizadores; frascos de spray com propelente para desinfetar superfícies e objetos. A agência informa ainda que o uso de toalhas com desinfetante não é muito útil contra o coronavírus, uma vez que a superfície higienizada não permanece molhada por mais do que alguns segundos.

A lista dos produtos recomendados pela Anvisa que podem ser uma alternativa ao álcool 70% e que podem ser utilizados para desinfecção de objetos e superfícies:

– Hipoclorito de sódio a 0,5%;
– Alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%;
– Iodopovidona (1%);
– Peróxido de hidrogênio 0,5%;
– Ácido peracético 0,5%;
– Quaternários de amônio como cloreto de benzalcônio 0,05%;
– Compostos fenólicos;
– Desinfetantes de uso geral com ação contra vírus.

Agência Brasil

 

 

Abuso de álcool e violência doméstica em tempos de coronavírus: uma dupla explosiva

Por Marcelo Niel*
A mídia ao redor do mundo tem noticiado o aumento de denúncias de violência doméstica em função do confinamento por conta da pandemia do coronavírus. No Brasil, segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), houve um aumento médio de 10% das denúncias na segundaquinzena de março, em relação à primeira quinzena (http://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2020-2/marco/coronavirus-sobe-o-numero-de-ligacoes-para-canal-de-denuncia-de-violencia-domestica-na-quarentena). Considerando a dificuldade que as vítimas possuem em fazer denúncias, muitas vezes motivadas pelo medo e por ameaças do agressor – que não raras vezes é alguém próximo, como marido, namorado, pai, padrasto – é possível supor que esses dados são provavelmente subestimados e que há muito mais casos do que sequer imaginamos. A violência doméstica é uma grave questão de saúde pública no Brasil e no mundo e as mulheres são, de longe,as maiores vítimas.

Há uma série de fatores que motiva esse aumento em decorrência do confinamento. A primeira grande causa é o confinamento em si. Veja que fomos quase todos, de relance, obrigados a mudar radicalmente nossos hábitos de vida e, nos vimos, invariavelmente, privados do nosso ir e vir. Isso por si só já eleva os níveis de estresse das pessoas, o que predispõe naturalmente, no caso de pessoas obrigadas a conviverem juntas, ao aumento de conflitos. Somam-se a essa situação peculiar os diversos problemas econômicos e sociais decorrentes dessa grave crise mundial: desemprego,contas atrasadas, o medo do contágio e uma gama de inseguranças que só pioram esse caldeirão borbulhante de problemas e insatisfações.

Isso não deve servir como mera justificativa para a violência: uma pessoa que já possuía um padrão de comportamento agressivo, físico ou verbal, tenderá, provavelmente, a se tornar mais agressiva em função do confinamento e desse tanto de problemas que têm afetados tantos de nós. Porém,devemos estar atentos a situações novas, reações agressivas que diferem do comportamento habitual daquela pessoa. Por exemplo: um homem, casado, com filhos, que nunca apresentou comportamento agressivo físico ou verbal com seus familiares e se vê, em função da crise atual,desempregado, com contas atrasadas, sentindo-se acuado e incapaz de sustentar os seus. Ele passa aficar impaciente, com insônia, preocupado e vai evoluindo com impaciência, irritabilidade crescentes que culminam com um ato agressivo. O que se vê, nesses casos, é que homens, mais do que mulheres, têm uma grande dificuldade em pedir ajuda, sobretudo profissional, como recorrer a um psicólogo ou obter algum outro tipo de aconselhamento que poderia lhes fazer recuperar a razão e a buscar saídas mais saudáveis para lidar com os problemas.

Na dificuldade ou impossibilidade de buscar ajuda, a pessoa sob estresse fica mais vulnerável a estabelecer uma relação patológica com o uso de álcool. E o que já estava bastante complicado de início, com certeza piorará ainda mais. Num primeiro momento, aquela cervejinha ou aqueles dois dedinhos de cachaça podem trazer oferecer um certo alívio, um relaxamento. Mas se a cabeça está quente, há um risco de esquentar ainda mais, porque o álcool torna as pessoas mais lábeis e diminui o controle dos impulsos. Muitas situações de violência são desencadeadas ou pioradas por pessoas sob efeito do álcool.

Tenho observado nas redes sociais, desde o início da quarentena no Brasil, inúmeras pessoas fazendo uso mais frequente de álcool em suas casas. Nos comércios de produtos alimentícios, quase todas as compras contém algum tipo de bebida alcoólica. Por um lado, muita gente tem agido na quarentena como se estivesse de férias. Há um lado saudável nisso, se encararmos esse período de quarentena de uma forma mais leve, quando possível. Entretanto, devemos ter cuidado quando ouso de álcool estiver funcionando como um “remédio” para se acalmar, para ajudar a dormir ou para esquecer, ainda que temporariamente, dos problemas. Essa é a fórmula perfeita para transformar o álcool num inimigo, que pode levar a problemas de saúde, piorar o nosso equilíbrio mental,sobretudo o humor e predispor a atitudes violentas, mediante tanta tensão.

Devemos tentar, na medida do possível, manter uma rotina de vida com alguma disciplina. Se estiver trabalhando em casa, procure evitar o álcool durante o horário de trabalho ou durante a semana. Procure reservar esse consumo para um momento especial, ritualize, não banalize. Fique atento se estiver bebendo mais do que bebia antes, porque isso pode ser um alerta para um problema que está por vir. Pessoas que já possuem problemas com álcool, quer estejam em tratamento ou não,estão, por conta da situação, em maior risco de recaídas. É importante buscar ajuda profissional ou de grupos de apoio, como os Alcoólicos` Anônimos.

Do outro lado, ou seja, quem está convivendo com uma pessoa adotando comportamento violento,seja piorado ou não pelo uso de álcool, deve evitar o conflito se puder. Discussões, acusações,questionamentos, sobretudo quando a pessoa está sob efeito de álcool, mesmo em pequenas doses,são importantes desencadeantes de reações violentas. Se for conversar, procure fazer isso quando apessoa estiver sóbria. Busque ajuda, denuncie, não deixe que essa situação se cronifique ou seprorrogue.

*Marcelo Niel é médico psiquiatra e psicoterapeuta junguiano. Doutor em Ciências pelo Departamento de Saúde Coletiva da UNIFESP/SP e Professor do Curso de Medicina da Faculdade Pitágoras de Eunápolis/BA.

 

Álcool em gel nas mãos requer cuidado para evitar queimaduras graves

Na prevenção contra o coronavírus, o álcool em gel virou grande aliado para a higienização das mãos e incorporou-se à rotina de grande parte das pessoas. No entanto, o produto pode causar queimaduras, como aconteceu com um jornalista de Santos, no litoral de São Paulo, na última semana.

Ao chegar em casa, o profissional de 46 anos lavou as mãos, passando o álcool em gel na sequência e foi esquentar comida. No momento não percebeu que sua mão estava queimando, só depois sentiu ardência e reparou a vermelhidão no local. Ao procurar um médico, o especialista confirmou que a queimadura foi causada pelo uso do álcool e aproximação do fogo em seguida.

O exemplo mostra que depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender o fogão da cozinha ou até um cigarro.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), João Baptista Gomes dos Santos, explica que a mão representa 3% da superfície corporal total, mas seu envolvimento em traumas graves, como queimaduras, pode levar a sequelas funcionais graves. “A mão é mais suscetível ao traumatismo por queimadura, porque geralmente está mais próxima do agente causador ou porque é utilizada pelas vítimas na tentativa de se proteger no momento do acidente”, relata.

Estudos epidemiológicos já mostraram que a maioria das queimaduras grandes (mais de 25% da superfície corporal queimada) tem uma ou ambas as mãos afetadas, atingindo 90% dos casos. “A queimadura é um trauma grave, com impactos sociais e econômicos”, completa o especialista.

Cuidados com o álcool

O médico salienta que o reforço na higiene deve continuar, mas em casa, o melhor é higienizar as mãos lavando-as bem, com água e sabão, por, pelo menos, 20 segundos.  “O álcool em gel deve ser utilizado em lugares onde não é possível lavar as mãos, quando se está fora de casa”, acrescenta.

A avaliação médica da profundidade das queimaduras, principalmente se houver lesões profundas de espessura parcial e total, deve ser realizada o mais cedo possível.

Tipos de queimaduras

As queimaduras de primeiro grau envolvem danos apenas à epiderme, não mostram feridas abertas ou bolhas, curam sem cicatrizes e não requerem tratamento cirúrgico.

As queimaduras de segundo grau, em grau superficial, geralmente se recuperam com o cuidado local em 10 a 14 dias. Lesões desse tipo apresentam bolhas e são dolorosas devido à exposição das terminações nervosas na derme. Em grau profundo, as lesões apresentam uma fase inflamatória de cicatrização prolongada, podendo resultar em comprometimento funcional.

As queimaduras de terceiro grau envolvem toda a espessura da epiderme, derme e tecido subcutâneo, e as feridas não podem ser restauradas devido à perda total de anexos epidérmicos e derme.

Por fim, as queimaduras de quarto grau envolvem estruturas como músculos, tendões e ossos, sendo lesões graves que requerem reconstruções elaboradas e, ocasionalmente, amputações.

 

Agência Brasil

 

 

Laboratório da UFPB em Bananeiras inicia produção de álcool glicerinado

O Laboratório de Química do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus III, em Bananeiras, iniciou produção de álcool glicerinado. O produto será usado para proteger profissionais da saúde dos municípios de Bananeiras, Solânea, Borborema, Belém e Serraria, no Brejo paraibano, do contágio pelo novo coronavírus (Covid-19). Outras cidades da região devem receber o sanitizante na próxima semana.

De acordo com a diretora do CCHSA, Terezinha Martins, o laboratório produziu, até o momento, 700 litros. Segundo ela, os municípios têm sofrido durante esta pandemia pela falta de álcool nas unidades básicas de saúde e nos centros de atenção psicossocial.

“A maioria das prefeituras tinha nada. Nós já vamos liberar para cinco prefeituras na próxima segunda-feira (6). Mas, pelo menos, outras dez já entraram em contato conosco para ver se tinha, porque a necessidade na região é tremenda”, explica a diretora.

O álcool também foi doado para uma instituição de longa permanência para idosos em Solânea, a Associação São Vicente de Paulo (Abrigo Menino Jesus), e está protegendo os 20% dos trabalhadores terceirizados que ainda estão trabalhando no campus.

A força-tarefa conta com gestores, professores e técnicos da Pró-Reitoria de Administração da UFPB, do CCHSA, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros; do Centro de Ciências Agrárias (CCA), em Areia; e do Conselho Regional de Química, sobretudo na busca por insumos e outros materiais.

“Foram mais de cinco dias de trabalhos, durante dez horas por dia”, ressalta o professor Max Rocha, coordenador do laboratório. “O material produzido foi testado e é de excelente qualidade”, garante a diretora Terezinha Martins.

 

clickpb

 

 

UFPB de Bananeiras produz e doa álcool a 80% para prefeituras do Brejo

O CCHSA/CAVN/LABORATÓRIO DE QUÍMICA em Parceria com o Conselho Regional de Química – PB, produz álcool glicerinado a 80% para fins de doação a algumas Prefeituras do Brejo Paraibano.

Cientes de seu papel na sociedade e comprometidos com o enfrentamento e combate ao coronavírus (COVID-19), o Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias e o Colégio Agrícola “Vidal de Negreiros”, Campus III da UFPB, através do Laboratório de Química em Parceria com o Conselho Regional de Química-PB, produziu álcool glicerinado a 80% para fins de doação a algumas Prefeituras do Brejo Paraibano.

Tal ação, foi coordenada pelo Prof. Dr. Max Rocha Quirino, e culminou com a entrega de álcool, Equipamento de Proteção Individual (EPIs) e sabonete líquido, que foram repassados no dia 01 de abril (quarta-feira) para as Prefeituras Municipais de Bananeiras, Solânea, Belém, Borborema, e o Hospital Distrital Ovídio Duarte em Serraria-PB.

Além das unidades básicas de saúde, os produtos liberados serão destinados para o CAPS, SAMU, CEO, Policlínica, regulação, ENASF-AP e Setor de endemias, dando um suporte na limpeza e higienização destes locais, além de permitir maior segurança para os profissionais da saúde dos municípios envolvidos.

Considera-se ainda, que o CCHSA/CAVN já tinha enviado na semana anterior um quantitativo razoável de Epis para o Hospital Universitário/UFPB, e tinha doado inicialmente para o asilo dos Vicentinos em Solânea-PB.

De acordo com a Diretora de Centro, Profa. Terezinha Domiciano, esse momento é de colaboração e doação, e, certamente, estamos cumprindo com a responsabilidade social da instituição.

 

Assessoria 

 

 

Vigilância sanitária interdita fábrica clandestina de álcool em gel em Campina Grande

A Vigilância Sanitária em ação conjunta com o Procon-CG, Polícia Militar e outros órgãos interditou uma fábrica clandestina de álcool gel em Campina Grande no início da tarde desta quarta-feira (1º).

De acordo com a Angevisa, o proprietário do local não tem a documentação necessária para funcionar e estava produzindo. “Há uma norma técnica que regulamenta a produção principalmente do álcool gel e a vigilância resolveu por precaução interditar até que o estabelecimento apresente autorização e apresente as boas práticas de fabricação”, explicou.

O proprietário do estabelecimento ficou visivelmente irritado e não quis falar com a reportagem da TV Arapuan.

Marília Domingues / Márcio Rangel

 

 

Álcool gel: se falsificado, não use; se legalizado, use com cuidado

A falta de álcool gel no mercado tem levado muitas pessoas, no desespero de conseguir o produto, a comprá-lo sem os devidos cuidados quanto à procedência. Caseiro, falsificado ou legalizado, o produto pode representar um risco alto de queimaduras. O alerta foi feito pelo gerente de fiscalização do Conselho Regional de de São Paulo, Wagner Contrera, que é também conselheiro suplente do Conselho Federal de Química.

Depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender um cigarro ou o fogão da cozinha.

Contrera disse já ter recebido relatos sobre o uso exagerado do produto. “Neste momento de tensão, em que todos estão com medo da covid-19, muitas pessoas cometem excessos. Usam máscaras até quando dirigem sozinhas no carro. No caso do álcool gel, as pessoas usam em grande quantidade e a todo momento. Aí esquecem e vão acender um cigarro ou mesmo o fogão, para preparar as refeições. É um verdadeiro perigo”, disse o gerente do conselho de química.

Segundo o químico, entidades ligadas a tratamentos de queimaduras relatam casos de pessoas que se queimam ao se aproximar de fontes de calor logo após passar  álcool gel nas mãos. “O gel também é inflamável e, conforme mostram as embalagens, não pode ser deixado ao alcance de crianças nem de animais domésticos.”

“Se o produto industrializado já é perigoso, o que dizer do falsificado?”, alertou o gerente.

No caso do álcool em gel falsificado – ou mesmo dos caseiros, que seguem receitas disponibilizadas na internet – os riscos são ainda maiores, colocando em perigo não só a vida do consumidor como a do fabricante e a do vendedor

“Mesmo que a pessoa tenha a receita, há que se considerar vários outros fatores, inclusive a matéria-prima utilizada. Se elas não são fáceis de ser compradas por empresas legalizadas, imagina por leigos. Isso de misturar álcool líquido com gelatina ou gel para cabelo é tudo conversa fiada de pessoas que, infelizmente, se acham geniais por inventar isso em cinco minutos de reflexão. A manipulação por pessoas não preparadas é de extremo perigo”, disse.

Efeito oposto

Segundo o químico, dependendo do caso pode, em vez de propiciar assepsia, os produtos podem ter efeito oposto, por desenvolver microrganismos, mesmo que tenham mesma aparência e consistência.

“O álcool gel é produzido a partir de álcool com alta concentração, uma mistura que fica em 70%. Quando feito por processo industrial, há todo um cuidado. Mas, se feito em casa ou de forma improvisada, é extremamente perigoso, por se tratar de um produto altamente inflamável. Não à toa, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] publicou há quase 20 anos uma resolução proibindo a venda de álcool líquido acima de 54 graus nos mercados”, argumentou.

Ele explicou que é muito difícil identificar a “olho nu” as diferenças entre o produto legal e o falsificado. “Em alguns casos, quando a falsificação é grosseira, dá para se notar na embalagem, mas, em outros casos, e já vimos isso até mesmo em shampoos e produtos de limpeza, a embalagem é tão bem feita que o consumidor acaba não percebendo.”

Coordenador da Divisão de Química Tecnológica do Instituto de Química, da Universidade de Brasília, o professor Floriano Pastore afirma que, normalmente, ao se colocar gelatina em uma solução aquosa, ela fica mais viscosa. “E se essa solução tiver um pouco de álcool, vai ter cheiro típico de álcool gel. No entanto, não terá a principal característica, que é o porcentual aproximado de 70% de etanol, para proporcionar a qualidade bactericida e desinfetante ao produto.”.

Uma boa dica é levar em consideração o local onde o álcool em gel está à venda. O ideal é comprar em farmácias e supermercados, ou estabelecimentos similares, que respondem pela garantia do produto, evitando adquiri-lo no mercado informal.

Crime contra a saúde pública

Além de representar riscos para quem o manipula, fabricar e comercializar álcool gel falsificado é crime, passível de punição tanto pela autoridade sanitária como, administrativamente, pelos conselhos regionais e federal de química.

“Tanto quem fabrica como quem comercializa está praticando crime contra a saúde pública, e respondem por isso. E se houver envolvimento de um profissional de química, nosso conselho abre processo administrativo paralelo ao criminal. Se ele for conivente, poderá ser suspenso ou impedido de exercer a profissão”, disse Contrera.

Segundo o químico, só empresas registradas junto à Anvisa, e tendo profissional responsável técnico, têm autorização para fabricar álcool gel. As empresas são fiscalizadas pelos conselhos regional e federal de química, que verificam se os profissionais são habilitados. Já a vigilância sanitária é responsável por verificar se as boas práticas de fabricação são seguidas e se o estabelecimentos está de acordo com o que a legislação sanitária determina.

Agência Brasil