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Cresce doação de órgãos no Brasil, mas rejeição de famílias ainda é alta

doacao-de-orgaosO Brasil registrou crescimento nas doações e transplantes de órgãos em 2014, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgado nesta segunda-feira (23). Foram 7.898 órgãos doados no ano passado, 3% a mais que em 2013.

A taxa de doadores também subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto, ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014, que era de 15 por milhão. Além disso, o índice está longe da alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão pessoas até 2017.

Para se ter ideia, na Espanha, considerado o país que mais registra transplantes, a taxa é de 37 por milhão.

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De acordo com Lucio Pacheco, presidente da ABTO, a má distribuição das equipes que realizam transplantes pelo Brasil pode ser uma das respostas esta dificuldade.

Segundo o Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área.

Mas para Pacheco, há uma concentração desse tipo de mão de obra no Sul e Sudeste e quase nenhum ou nenhum no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Enquanto em São Paulo há 20 equipes para realizar cirurgias de fígado, o que é muito, em Minas Gerais há apenas 3. Em outros estados mais longes, não há”, explica.

Rejeição das famílias
Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a cirurgia. Medida pela chamada “taxa de negativa familiar”, o índice em 2014 ficou em 46%, apenas 1% menor que em 2013.

Em alguns estados, o percentual de famílias que não aceitam que um parente doe seus órgãos é ainda maior. Em Goiás, por exemplo, o valor salta para 82%. Em Sergipe, para 78% e no Acre 73%.

“O brasileiro é muito mais solidário que isso. Não sabemos ao certo o que provoca esse alto índice, se é a falta de preparo das pessoas na abordagem das famílias logo após a constatação da morte [cerebral ou não] ou se é a desconfiança do serviço público de saúde”, explica.

Pacheco complementa que é preciso reverter tal situação com mais campanhas educacionais, que mostrem à população o que é a doação de órgãos, explique a morte cerebral e tire dúvidas relacionadas ao sistema de transplantes.

“É importante entender a doação de órgãos como um papel da sociedade civil. Hoje você pode não estar precisando, mas no futuro, você pode ir para a fila de espera”, conclui.

G1

Em Pernambuco, transposição inicia teste em canal, mas Sertão ainda não recebe água

Nalva Figueiredo (Jornal Correio da Paraíba)
Nalva Figueiredo (Jornal Correio da Paraíba)

As obras de Transposição do Rio São Francisco estão no sétimo ano de execução e o primeiro trecho do projeto entrou em fase de testes. Desde outubro deste ano, a estação de bombeamento 1 do Eixo Leste, em Floresta, no Sertão de Pernambuco, bombeia água da Barragem de Itaparica até a Barragem de Areias, a primeira das 27 previstas na região. Apesar disso, a população do entorno da obra ainda não tem acesso à água que corre pelo canal.

Números da transposição do
Rio São Francisco
R$ 8,2 bilhões É o custo total da obra. A estimativa inicial era de R$ 4,8 bilhões
Dezembro de 2015 É a nova previsão para conclusão
2007 É o ano em que a obra começou
23 É a quantidade de açudes que devem ser recuperados
27 É o número de barragens que devem ser construídas
Fonte: Ministério da Integração

Os testes começaram quatro anos após o prazo inicial de conclusão da obra. Iniciada em 2007, a construção do Eixo Leste deveria ter ficado pronta em 2010, e a do Eixo Norte em 2012. Além de atrasos, as alterações no projeto aumentaram os custos. O orçamento passou de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões e agora, segundo o Ministério da Integração Nacional (MI), a Transposição só deve ser finalizada em dezembro de 2015. O G1 percorreu 2,5 mil quilômetros, visitando dez municípios do interior de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará para acompanhar o andamento das obras, que chegam a 67,5% de conclusão.

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O Ministério da Integração explicou que os testes devem seguir até o fim deste ano. Nessa fase, são feitos os ajustes das motobombas da estação e do próprio lago da Barragem de Areias. Após a conclusão, serão instalados sistemas que levarão água, primeiramente, a cerca de 300 famílias que vivem em comunidades dos municípios de Petrolândia e Floresta, próximas à barragem.

Estação de Bombeamento 1 do Eixo Leste já funciona em caráter de teste (Foto: Katherine Coutinho / G1)Estação de bombeamento 1 do Eixo Leste já funciona em caráter de teste (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Os canais que saem do São Francisco somam, juntos, 477 quilômetros. A obra, segundo o Ministério da Integração, vai levar água a cerca de 12 milhões de pessoas em Pernambuco, na Paraíba, no Ceará e Rio Grande do Norte. A previsão é atingir mais de 390 municípios no Sertão, além de 325 comunidades que residem a uma distância de cinco quilômetros da margem dos canais.

Em 2012, as obras foram praticamente paralisadas devido a problemas com as construtoras e desentendimentos sobre valores de contratos. De acordo com o MI, o detalhamento do projeto básico da Transposição acabou apresentando novos serviços necessários à conclusão da obra, como perfuração de solos com constituição mais dura do que o previsto. Isso também interferiu no orçamento, assim como em novas exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que representam quase R$ 1 bilhão a mais nos custos, valor não previsto inicialmente.

Em Maurit (CE), é possível encontrar trechos do canal em diferentes fases da construção (Foto: Katherine Coutinho / G1)Em Mauriti (CE), é possível encontrar trechos do canal em diferentes fases da construção (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Os recursos são empregados essencialmente em escavações e construção de barragens, túneis, estações de bombeamento e canais por onde nunca correu uma gota de água. Em setembro de 2013, foi assinada a ordem de serviço das obras complementares da Meta 3 Norte, a última frente de serviço a ser retomada após a paralisação. A meta compreende os trechos que passam por Mauriti, no Ceará, e São José de Piranhas, na Paraíba. Com isso, todos as metas estão em obras.

Canal de acesso leva água da barragem de Itaparica até a Estação de Bombeamento 1 do Eixo Leste (Foto: Katherine Coutinho / G1)Canal de acesso leva água da barragem de Itaparica até a Estação de Bombeamento 1 do Eixo Leste (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Ao todo, são cerca de 11 mil funcionários atuando na obra atualmente. O G1 percorreu as cidades de Sertânia, Custódia, Floresta, Salgueiro e Cabrobó, em Pernambuco; Monteiro e São José de Piranhas, na Paraíba; além de Jati, Mauriti e Brejo Santo, no Ceará. Em todas elas era possível ver trechos terminados e, quando não, trabalhadores em áreas próximas.

Apesar de estar aparentemente em curso, em Sertânia, no Sertão de Pernambuco, a reportagem encontrou um ponto da obra onde não há sinal de trabalhadores. Apenas um vigia toma conta da entrada do canteiro de obras da estação de bombeamento 6 (EBV6), uma das seis previstas para o Eixo Leste, que começa em Floresta, na mesma região, e vai até Monteiro, na Paraíba, de onde as águas seguem por gravidade pelos rios e não mais por canais.

Caixas com  nome do Ministério da Integração e equipamentos na EBV6 (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Não há sinal de operários no canteiro de obras da EBV6,
em Sertânia; apenas mato e equipamentos abandonados
(Foto: Katherine Coutinho / G1)

O mato toma conta do espaço e é possível ver caixas com inscrições do Ministério da Integração. Há peças de um pórtico rolante, equipamento e objetos pesados, como as bombas da estação. Algumas lonas rasgadas deixam os equipamentos expostos. São ao menos dois anos sem trabalho no local.

A explicação dada pelo Ministério da Integração é que as obras seguem em ritmo mais acelerado onde estão mais próximas da água. Como faz parte do trecho final, a EBV6, assim como a EBV5, ainda está paralisada e deve ser retomada no primeiro trimestre de 2015. As três primeiras estações de bombeamento já estão em execução, sendo a EBV1, em Floresta, em fase de testes.

O Eixo Norte, que vai de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, até Cajazeiras, no Ceará, conta com três estações de bombeamento ao longo do percurso. Juntos, os dois eixos da Transposição vão contar com 27 reservatórios construídos, além de 23 açudes que devem ser reformados para também integrar o sistema hídrico. Ainda há quatro túneis, sendo que Cuncas I está em fase de acabamento e Cuncas II já foi concluído.

Alguns trechos da Transposição do São Francisco contam com obras 24h por dia (Foto: Katherine Coutinho / G1)Alguns trechos da Transposição do São Francisco contam com obras 24h por dia (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Para cumprir os prazos, alguns trechos, especialmente no Eixo Norte, contam com turnos de trabalho inclusive durante a noite, como é o caso da Barragem de Porcos, em Brejo Santo. Os serviços de concretagem são geralmente deixados para a noite, para evitar problemas e rachaduras, uma vez que o sol intenso altera o tempo de cura do concreto.

O Eixo Norte é também o que conta com mais reservatórios previstos no projeto: são 16, enquanto no Leste são 11 barragens, que devem ser construídas até o fim de 2015. Na região de Jati e Brejo Santo, os seis reservatórios são tão próximos que quase não se vê canais. Funcionários de diversas partes do país que se revezam nas obras da região.

Barragem de Jati, no Cerá, se aproxima de 50% de conclusão (Foto: Katherine Coutinho / G1)Barragem de Jati, no Ceará, se aproxima de 50% de conclusão; área desmatada vai ser alagada (Foto: Katherine Coutinho / G1)

O Reservatório de Jati, por exemplo, está 47% concluído e vai contar com capacidade máxima de 28 milhões de m³ de água. Assim como na vizinha Porcos, as obras acontecem 24h por dia, com cerca de 630 operários. As seis barragens integram a Meta 2 Norte do projeto, que está atualmente com 33,9% de conclusão e 1.892 operários mobilizados.

Túnel de Monteiro deve ser concluído até o final de 2015 (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Túnel de Monteiro deve ser concluído até o fim de 2015
(Foto: Katherine Coutinho / G1)

O túnel de Monteiro, que fica entre a cidade paraibana e Sertânia (PE), é um dos que segue em ritmo intenso de obra. Com 3 quilômetros de extensão, a rocha está sendo perfurada em um ritmo de dois a quatro metros por dia, de acordo com o tipo de material encontrado. Próximo, em Sertânia, a Barragem de Barro Branco ergue seu vertedouro e vai acertando o terreno, já desmatado.

Quando ocorreu a paralisação das obras, os sertanejos chegaram a temer que a Transposição não fosse concluída. Com o atual ritmo, pessoas como o comerciante Mauro Barbosa esperam que secas extensas não sacrifiquem tanto a população. “Gastar o que se gasta com carro-pipa… É melhor uma obra dessas mesmo. Tem muita gente precisando. Tendo água, tem comida”, acredita Barbosa, morador de Monteiro.

Também morador da cidade paraibana, o mototaxista Geneci Batista trocou o sítio pela cidade há 20 anos, para fugir da estiagem, mas é cético quanto à transposição. “Só vou acreditar quando sair mesmo a obra. Se chegar mesmo água aqui, o Nordeste vai virar Sul. Vai ser muito bom para a gente aqui, o povo só não trabalha porque não tem água”, afirma.

Barragem de Barro Branco, em Sertânia (Foto: Katherine Coutinho / G1)Barragem de Barro Branco, em Sertânia (PE) (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Apesar de o Ministério da Integração afirmar que a Transposição não afeta a saúde do rio, moradores do entorno da obra seguem preocupados. A gestora da escola pública municipal da Agrovila 6, em Floresta, Rosângela de Souza, teme pelo futuro do curso d’água, especialmente devido à seca prolongada. “A gente vê a situação do Rio São Francisco ir se agravando, fica muito preocupado. Como ele vai aguentar dar água para tanta gente se está ficando seco aqui? Se estivesse chovendo, tudo bem”, avalia.

Preocupação semelhante tem a auxiliar de cozinha da escola, Marizete Isidoro. Moradora da Agrovila 6 há quase 30 anos, ela conta que o problema de água da comunidade foi resolvido com poços furados pelo Exército. “Fazer tanto poço assim pode não ser bom. Se não chover, como vai ter água no lençol freático? Vai ficar todo mundo sem água do mesmo jeito. O Rio São Francisco só está de pé por causa dos afluentes, mas a seca está grande, a gente se preocupa”, conta.

O engenheiro agrônomo João Suassuna é especialista em convivência com o Semiárido e há 20 anos estuda o Rio São Francisco como pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco. Para ele, a população tem razão em ficar preocupada com a Transposição. “O São Francisco não vai ter volume para atender tudo isso que estão querendo fazer com ele. Esse é o caminho mais curto para terminar de exaurir o rio”, opina.

Suassuna explica que o rio é de múltiplos usos. “Cerca de 95% da energia no Nordeste são provenientes dele. Existe uma área irrigável importante, de um milhão de hectares, na beira do rio, dos quais 340 mil hectares já estão irrigados e levam um volume importante das águas. Já está havendo um conflito enorme entre gerar energia e irrigar”, argumenta.

Marizete Isidoro (Foto: Katherine Coutinho/G1)
Marizete Isidoro se diz preocupação com a saúde do Rio São Francisco (Foto: Katherine Coutinho/G1)

“A nascente do Rio São Francisco [em Minas Gerais] chegou a secar. Em regiões como Pirapora, São Francisco e Januária, o rio está praticamente seco. Já há uma limitação de volumes séria e você querer tirar mais volume para abastecer 12 milhões de pessoas e ainda irrigar 300 mil hectares? Isso é fisicamente impossível”, sentencia.

Para ele, cabe aos técnicos fazer com que essa água tenha um bom uso no futuro. “Uma equipe de hidrólogos tem que cair em campo para avaliar as reais necessidades hídricas. O que tem de informação sobre volumes circulando hoje é chute. Eles precisam determinar um número real a partir do qual quem tiver gerenciando essa ‘torneira’ do São Francisco vai ter que obedecer”, sugere. Suassuna também defende que abastecimento de água passe a ser considerado assunto de segurança nacional. “Tem que ser entregue à Polícia Federal [esse controle], não pode ter interferência política nesse tipo de decisão”, disse.

Nesta fase de testes, são bombeados 5 m³/s de água, no Eixo Leste, pela EB1, em aproximadamente oito horas por dia. A capacidade máxima de cada uma das duas bombas da EB1 é de 14 m³/s, mas a vazão média prevista é de 10m³/s para o Eixo Leste e 16,4 m³/s para o Eixo Norte, o que representa 1,4% da vazão média do rio.

Quando o nível do rio está mais baixo, esse volume de água bombeada pode ser reduzido, ou até mesmo as bombas serem desligadas. O último relatório da Agência Nacional de Águas aponta para uma vazão de água do Rio São Francisco a partir da Usina Hidroelétrica de Sobradinho de cerca de 1.100 m³/s, mas o nível da barragem não chega a 20% atualmente.

Água percorre 25 quilômetros até a Barragem de Areias (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Água percorre 25 quilômetros até a Barragem de Areias (Foto: Katherine Coutinho / G1)

G1

 

1 bilhão de pessoas no mundo ainda vivem sem sanitários, diz OMS

vaso-sanitarioCerca de um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a sanitários, o que representa um risco potencial para a propagação de doenças, como demonstrou a disseminação da febre hemorrágica do vírus Ebola, destacou um informe anual, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na Nigéria tem havido apelos à população para que evite a prática de defecar ao ar livre pelo temor de que o vírus se propague pelos líquidos humanos, indicou nesta quarta-feira (19) a OMS, em seu relatório anual dedicado ao acesso à água e aos sanitários.

Na Libéria, o país mais afetado pela epidemia, cerca da metade dos 4,2 milhões de habitantes não utilizam sanitários. Em Serra Leoa, outro país castigado pelo Ebola, a proporção é estimada em 28% da população, acrescentou o informe.

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Embora tenha havido progressos no acesso à água potável e aos sanitários, o documento destacou que ‘a falta de financiamento continua a limitar estes avanços’.

Na África subsaariana, onde 25% da população defeca ao ar livre, estimativas indicam que uma criança morre a cada dois minutos e meio, após ingerir água não potável ou como consequência da falta de sanitários e de higiene.

Deste bilhão de pessoas sem acesso a sanitários, 825 milhões se concentram em apenas dez países, cinco deles na Ásia, sendo que a Índia aparece na liderança, com 597 milhões de pessoas, seguida de Indonésia, Paquistão, Nepal e China (10 milhões). Na África, além da Nigéria (39 milhões), completam a lista Etiópia, Sudão, Níger e Moçambique (10 milhões).

“É tempo de agir (…) Nós não sabemos ainda qual será a agenda para o desenvolvimento sustentável após 2015, mas nós sabemos que a água e os sanitários devem ser prioridades claras, se quisermos criar um futuro que permitirá que todos se beneficiem de uma vida sadia, digna e próspera”, destacou, durante a apresentação do informe, Michel Jarraud, encarregado de água na ONU e secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

G1

Dilma iniciará segundo mandato ainda em dívida com Lula

dilma e lulaA presidente Dilma Rousseff nunca havia disputado uma eleição quando Luiz Inácio Lula da Silva resolveu lançá-la como candidata em 2010. Baseada inteiramente na popularidade do líder petista, ela conquistou seu mandato nas urnas. Era natural que o mentor tivesse uma participação efetiva no primeiro mandato. E que, reeleita, Dilma fizesse uma gestão com menos influência do antecessor. Mas, no momento em que a presidente deveria assumir as rédeas do próprio governo de forma definitiva e adotar uma equipe e um modo de governar próprios, a vitória apertada nas urnas e a perspectiva de um segundo mandato turbulento reforçam o coro por um papel mais presente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo.

Em termos de popularidade, os dois primeiros anos de Dilma à frente do governo foram tranquilos: os índices de aprovação eram elevados, comparáveis ao do próprio Lula. Mas as dificuldades de Dilma se tornaram evidentes após os protestos de junho de 2013, quando a insatisfação do eleitorado ganhou corpo. Veio o período eleitoral e a petista se viu seriamente ameaçada – primeiro por Marina Silva (PSB), depois por Aécio Neves (PSDB).

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A vitória apertada deste domingo, com um placar de 51,6% contra 48,4% dos votos válidos, foi conquistada depois que Lula intensificou sua militância no segundo turno. Coube a ele a parte mais suja dos ataques a Aécio Neves. Em comícios sem a presença de Dilma Brasil afora, Lula mobilizou a militância petista e ajudou a consolidar votos para a presidente. Se a vitória se deve ao ex-presidente, é impossível medir. Mas é fato que as pesquisas mostraram uma reação de Dilma depois que ele lançou sua ofensiva.

Por isso, a presidente reeleita tem diante de si uma encruzilhada: Dilma, que fui julgada nas eleições pelos méritos e defeitos de seu governo (não mais da gestão do antecessor), possui legitimidade para conduzir o novo mandato mais ao seu modo. O que talvez faltem sejam os meios para isso, já que o capital político dela é insuficiente para levar adiante metas ousadas, como a realização da reforma política.

O presidente do PT, Rui Falcão, defendeu nesta segunda-feira que Lula seja candidato em 2018. O ex-presidente, que poucas vezes dá declarações assertivas à imprensa sobre seu futuro político, só não será candidato nas próximas eleições se não quiser – e, até agora, ele nunca descartou a opção. Se ele concorrer ao terceiro mandato, deve sinalizar isso já em 2017, no terceiro ano de mandato de Dilma. Naturalmente, isso também influenciaria o governo da petista.

Falcão também já afirmou que, no segundo mandato de Dilma, o ex-presidente terá mais participação. Ele parece verbalizar um sentimento bastante difundido dentro da legenda: o de que, por seu papel na eleição e na reeleição de Dilma, Lula tem direito a um pedaço do governo. Neste domingo, logo após a vitória nas urnas, o ministro Gilberto Carvalho, ligado a Lula, afirmou: “É um milagre nós termos ganho essa eleição com todos esses golpes que nós sofremos nos últimos dias”.

A perspectiva é de um início difícil para o governo de Dilma: sem lua de mel com a opinião pública, com uma base parlamentar mais reduzida do que a do primeiro mandato, em meio às investigações sobre o petrolão e à deterioração do cenário econômico. No segundo mandato, a presidente terá entre seus auxiliares mais próximos o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. Mas, pouco hábil no trato com o Congresso e os movimentos sociais, Dilma terá de contar com o reforço do PT e, claro, de Lula.

De acordo com o jornal Valor Econômico, Lula indicou três nomes para o Ministério da Fazenda do segundo mandato: o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. A escolha de Dilma pode ajudar a indicar o peso do ex-presidente no próximo governo.

Veja Online

Custo alto ainda impede a microgeração de energia na Paraíba

energiaO alto investimento, ausência de fornecedores locais, falta de linhas específicas de financiamento e longo prazo para retorno do investimento fazem com que a microgeração de energia na Paraíba ainda seja uma alternativa distante, apesar de a economia poder chegar a 35% da conta de luz. Os sistemas completos custam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil e, mesmo havendo descontos na tarifa mensal de energia, o retorno só pode ser percebido em pelo menos 10 anos.

A microgeração e minigeração de energia elétrica foi regulamentada na Resolução Normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – as modalidades incluem não apenas solar, mas também hidráulicas, eólicas ou biomassa. As microgeradoras produzem até 100 KW/h de energia, enquanto as minigeradoras são as que produzem entre 100 KW/h e 1 MW/h de energia. O sistema completo é composto das placas fotovoltaicas, um inversor – que altera a corrente de energia – um medidor apropriado e outros itens opcionais, como bateria.

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“Os que custam mais caro são as placas e o inversor”, reconhece o representante da loja online Minha Casa Solar, Wesley Silva. A empresa vende kits para residências e, em alguns casos, fornece também o projeto de engenharia para os consumidores. O custo ainda é proibitivo para consumidores comuns, já que a maioria dos equipamentos são importados e há pouca concorrência entre as fabricantes brasileiras. “Mesmo com a fabricante brasileira, o custo não é baixo. Acredito que só vai diminuir com o aumento da competição e quando o governo incentivar o setor”, afirma.

É importante destacar que serão necessários diversos gastos para a implantação de uma microgeração na residência ou condomínio, começando pelo planejamento. Antes de tudo, é preciso contratar os serviços de um engenheiro elétrico, que vai criar e executar o projeto. “Também há o suporte para instalação das placas, fiação, todo o material básico para qualquer tipo de instalação elétrica”, explica.

Além do alto investimento, os sistemas precisam atender às Normas de Distribuição Unificadas, sendo uma para baixa tensão (residências) e outra para alta tensão (indústrias). O medidor bidirecional é custeado pelo consumidor, mas a instalação é gratuita.

O diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) e diretor da Unidade Engenharia, Fábio Sinval, coordenou a construção de um condomínio no Altiplano que conta com um sistema próprio de geração a partir da captação solar. O custo foi de aproximadamente R$ 30 mil. “Hoje o custo realmente é muito alto. O retorno do investimento deve demorar cerca de 10 anos”, conta. Foram instaladas 10 placas fotovoltaicas no condomínio que geram aproximadamente 300 KW/h.

“O sistema é misto. Entregamos o excedente para a Energisa, há uma medição de compensação e o valor é abatido na conta de luz. É como se a rede da Energisa fosse uma ‘bateria’ para o condomínio”, frisa Sinval. A energia gerada no residencial não pode ser vendida, mas o valor do que é gerado é reduzido na conta.

Aquecimento

Como o sistema para geração de energia a partir da radiação solar ainda tem um custo alto e uma perspectiva longa de retorno financeiro, uma alternativa viável é a instalação de placas para aquecimento da água destinada aos chuveiros e piscina da casa – ou Energia Solar Térmica. O Hotel Verdegreen tem o sistema instalado desde sua inauguração, em 2008. O assistente de sustentabilidade da empresa, Rafael Santos, garante que o sistema de aquecimento dá conta de 80% da demanda do hotel, e o restante é suprido com gás natural.

“Apenas à noite e no início da manhã, quando o sol ainda não incide nas placas, é necessário utilizar outra forma de aquecimento da água”, diz. As placas são diferentes das fotovoltaicas. Ao invés de células, as unidades têm uma fina tubulação no interior que esquentam a água no seu interior a até 55ºC. Dessa maneira, o fluido é transmitido para um reservatório, onde permanece sendo aquecido à mesma temperatura. O custo é substancialmente inferior – entre R$ 4 mil e R$ 5 mil – e dá conta do maior glutão de energia das residências: os chuveiros elétricos.

 

Envolvimento de deputado com PCC arranha ainda mais imagem do PT

luiz moura-ptEm pleno ano eleitoral, a imagem do PT, já desgastada pelo julgamento do mensalão, que levou alguns de seus principais dirigentes à cadeia, se arranha ainda mais. Nos primeiros cinco meses de 2014, surgiram casos que ligam figuras petistas ao PCC (Primeiro Comando da Capital — facção que comanda o crime organizado de dentro dos presídios em São Paulo) e ao doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal acusado de liderar um esquema que desviou mais de R$ 10 bilhões.

No caso mais gritante, o deputado estadual Luiz Moura (SP) foi flagrado por policiais em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam dezoito membros da facção criminosa. A reunião foi descoberta quando Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) apuravam os ataques a ônibus na cidade. O setor de transporte é investigado pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado.

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Tendo base política na Zona Leste da capital paulista, consolidada em grande parte com o apoio de cooperativas de perueiros, Moura é apadrinhado pelo político que mantém íntimas relações com essa categoria, o também petista Jilmar Tatto, deputado federal e atual secretário municipal de Transportes do governo Fernando Haddad.

Ex-assaltante

Antes dessa ligação com o PCC, Moura já tinha enfrentado problemas com a Justiça. Ex-assaltante, ele fugiu da cadeia em 1993 e passou os dez anos seguintes foragido, até ser levado ao PT por seu irmão, o vereador Senival Moura. Tentando minimizar o impacto, a Executiva Estadual do PT suspendeu a filiação do deputado por 60 dias.

Com isso, acabaram as chances de Moura à reeleição, já que ele não poderá participar da Convenção Estadual petista, quando o partido distribuirá legendas aos candidatos em São Paulo.

Em pronunciamento dado na semana passada na Assembleia Legislativa de São Paulo, o petista se justificou dizendo que estava na reunião da cooperativa com membros do PCC apenas para impedir a greve dos motoristas de ônibus.

— Querer me atribuir um crime dessa magnitude, me envolver com facção criminosa, é um absurdo. O que estão fazendo comigo e minha família é imoral. Pesa ainda contra o PT, nesse caso, o interesse que a cúpula do partido tinha em Moura e sua influência junto às cooperativas de transporte.

Em 2010, diversos membros do mais alto escalão doaram dinheiro para a campanha do deputado. Figuram na lista, além do padrinho Jilmar Tatto, os ministros Marta Suplicy (Cultura) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), os ex-deputados João Paulo Cunha e José Genoino, ambos presos por sua participação no mensalão, e os deputados federais Cândido Vaccarezza, Devanir Ribeiro, Arlindo Chinaglia e Carlos Zarattini.

Outro “ilustre” doador da campanha de Moura foi o ex-presidiário Claudemir Augusto Carvalho, condenado por roubo e apontado pela polícia como um dos membros do PCC.

Patrimônio

Também chama a atenção a evolução patrimonial do petista. Em janeiro de 2005, como forma de conseguir sua reabilitação criminal, Moura assinou um atestado de pobreza no qual afirmava que não tinha condições financeiras de ressarcir a vítima do assalto que praticou em 1993. A vítima em questão é um supermercado, do qual o petista roubou R$ 2,4 mil.

Além disso, o petista apresentou declaração de Imposto de Renda de 2004 afirmando que no ano anterior teve rendimentos que somaram R$ 15,8 mil. O que equivale a ganhos de R$ 1,3 mil por mês.

Já em 2010, quando se candidatou pela primeira vez, Moura afirmou em sua declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 5,1 milhões, dos quais R$ 4 milhões vinham de cotas de uma empresa de ônibus, além de cinco postos de gasolina, quatro casas e um ônibus.

 

R7

Todas as chapas ainda estão indefinidas na Paraíba, diz Wilson Santiago

wilson-santiagoO presidente estadual do PTB, ex-senador Wilson Santiago, declarou, nesta segunda-feira (9), que a formação das possíveis chapas majoritárias do PSB e do PMDB para as eleições estaduais deste ano na Paraíba, com a escolha de seus respectivos nomes para o Senado, neste momento da pré-camapnha, é apenas “conversa fiada”.

Durante entrevista ao Correio Debate, da 98 FM, Santiago foi questionado se já não estava tarde para ele se definir como senador na chapa de Cássio Cunha Lima (PSDB), pois o mesmo espaço na aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB) já teria sido prometido a Rômulo Gouveia (PSD) e na de Veneziano Vital do Rêgo (PmDB) destinado a Lucélio Cartaxo (PT); e disse que ainda tem tempo para se definir as coligações.

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Apesar de acreditar que os nomes indicados não são os definitivos nas composições, Wilson Santiago disse que em nenhum momento recebeu convite para ser o senador na chapa de nenhum dos pretendentes ao Palácio da Redenção.

O petebista revelou que chegou a conversar pessoalmente com o governador Ricardo Coutinho, mas não chegou a receber nenhum chamado para a composição.

Já em relação ao PMDB, o ex-senador declarou que não recebeu sequer uma só ligação da cúpula do partido.

“Isso deve ser por conta do tamanho da minha insignificância”, brincou Wilson Santiago.

Roberto Targino – MaisPB

Morte do cordelista Manoel Monteiro repercute nas redes sociais; corpo ainda será liberado

Manoel Monteiro tem mais de 150 publicações
Manoel Monteiro tem mais de 150 publicações

Depois de ter tido sua morte constatada em Belém do Pará, neste sábado (7), após dias desaparecido, o corpo poeta e cordelista Manoel Monteiro deverá ser velado no Teatro Severino Cabral, em Campina Grande, conforme afirmou o filho do artista, Robson Monteiro

 

Segundo ele, a irmã Kátia Monteiro foi ao Pará para tratar das questões legais para a liberação do corpo, que se encontra no Instituto Médico Legal do Estado, no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

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“Ainda não podemos dizer com certeza quando e como será o translado. Minha irmã ficou responsável por resolver essa situação. Quanto ao local de sepultamento, ainda estamos decidindo onde será. Tudo ainda está dependendo da liberação e vinda do corpo”, disse Robson, consternado.

A morte do cordelista repercutiu nas redes sociais, onde foi feita uma campanha para a localização do mesmo. Internautas deixaram publicações na página oficial do artista no facebook, lamentando o ocorrido e prestando solidariedade à família. Em postagem, o usuário da rede Anderson Souza exprimiu sua tristeza lançando a hashtag #LutoCampina.

A Universidade Estadual da Paraíba, entidade que mantém em seu acervo várias publicações do poeta, recebidas por doações do próprio, emitiu uma nota oficial lamentando o acontecimento. De acordo com as palavras da instituição, Manoel Monteiro contribuiu significativamente para a valorização da cultura do Nordeste, chegando a ser considerado o mais importante cordelista brasileiro, com uma produção densa e diversificada, envolvendo praticamente todas as áreas da atividade humana.

Manoel Monteiro da Silva era diabético e havia tido, meses atrás, um infarto. Era natural de Bezerros, a 102 km de Recife (PE), mas desde 1955 morava em Campina, onde foi radicado.

Ele era membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e tinha mais de 150 folhetos publicados.

 

Por Gustavo Medeiros

Paraíba reduz em 10% número de assassinatos, mas ainda registra média de 119 homicídios por mês

HomicídiosA Paraíba reduziu em 10,2% o número de assassinatos durante os cinco primeiros meses deste ano. Porém, apesar disso, o estado ainda tem registrado uma média de 119,2 homicídios por mês, já que de janeiro até maio foram 596 crimes que resultaram em morte, segundo dados da Secretaria de Segurança. Nos mesmo período do ano passado aconteceram 664 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte.

Ao todo, 44 mulheres foram assassinadas durante esses cinco meses, o que representa uma média de 8,8 mulheres mortas violentamente. De janeiro a maio do ano passado esse número chegou a 64. Significa uma redução de 31%.

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Os dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) foram apresentados durante reunião de monitoramento com gestores da pasta, presidida pelo governador Ricardo Coutinho.

Os dados da Seds ainda apontam que, entre os 17 estados que divulgam seus dados referentes ao registro de assassinatos, a Paraíba é um dos que mais reduziu esse tipo de ocorrência em seu território este ano.  Mato Grosso do Sul, por exemplo, registrou nos cinco primeiros meses de 2014 um aumento de 17,2% no número de CVLI. Já no Nordeste, Pernambuco apresentou em quatro meses um crescimento de 3,4% em quantidade de CVLI, e nos cinco meses os registros no Maranhão subiram 25,1%, por exemplo. No Ceará o aumento é de 15,4%.

O governador Ricardo Coutinho, que acompanhou a reunião de monitoramento realizada no Segundo Batalhão de Polícia Militar, na cidade de Campina Grande, destacou o trabalho realizado nas Áreas Integradas de Segurança Pública. “Todos os meses sentamos com todos os comandantes das Áreas Integradas de Segurança Pública. A nossa presença representa a responsabilidade com a qual o governo trata a política de segurança deste estado. E nós estamos aqui hoje para debater muitas coisas”, afirmou o governador, que ressaltou a redução dos homicídios na cidade de Campina Grande no mês de maio. “A cidade que mais reduziu o número de homicídios foi Campina Grande, que registrou uma queda de mais de 40% em relação ao mês de maio, o que representa que estamos no caminho correto, mas mostra que muito ainda precisa ser feito”, destacou.

O secretário da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, ratificou que os dados apresentados apontam que o trabalho efetuado pelos órgãos operativos da pasta está no caminho certo. “Desde dezembro registramos redução em relação ao mesmo período do ano anterior e em Campina Grande, por exemplo, são sete meses da mesma forma. Em relação aos CVP vamos intensificar a presença de policiais nas ruas, com ações específicas previstas em nosso plano operacional. No mês de junho, foi feito um esquema especial por conta do São João em todo o Estado”, salientou.

Blog do Gordinho com Secom-PB

Ricardo diz que rompimento com Cássio foi bom para a PB, mas ainda procura motivos

ricardoO governador Ricardo Coutinho (PSB) em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM nesta segunda (19) declarou que o rompimento com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi ‘bom’ para a Paraíba e reclamou que três meses depois ainda procura saber o motivo da separação.

Coutinho destacou que há três meses procura saber o motivo do rompimento e que por ‘incapacidade’, por não existir ou por ‘esperteza’ não se diz concretamente. “Acho que para a Paraíba isso não foi ruim porque, na essência, temos formas diferentes de ver o mundo, fazer política. Temos formas diferentes de ver e agir e meu projeto político é diferente, todo mundo sabe”, destaca.

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O socialista continuou apontando divergências entre ele e o tucano: “Somos diferentes no trato da coisa pública, no quesito participação popular, diferente nos investimentos públicos ou privados”, diz.

 

Para o governador, a população vai ter a ‘oportunidade histórica’ de fazer o confronto de políticos ‘que ao meu entender é ultrapassada com a nova política – que tirou comodidade, que tinha que tirar – mas trouxe a Paraíba para um novo patamar de desenvolvimento’.

Marília Domingues / Fernando Braz