Arquivo da tag: Aids

Casos de HIV e Aids caem 39% na Paraíba, diz Saúde

Os casos de pessoas diagnosticadas com HIV ou Aids na Paraíba caíram 39% neste primeiro semestre, segundo informações da Gerência Operacional das IST/HIV/Aids/Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até junho deste ano, foram notificados 211 casos de HIV/Aids, sendo 164 diagnosticados com HIV e 47 casos de Aids, um número expressivo de detecção precoce do vírus. No mesmo período de 2018 foram registrados 342 casos de HIV/Aids, sendo 239 com HIV e 103 com Aids.

Em 2019, a 1ª, 6ª, 14ª e 16ª Região de Saúde apresentaram os maiores números de casos de HIV/AIDS na Paraíba. Nessas regiões, os municípios de João Pessoa (86), Bayeux (08), Patos (09), Mamanguape (07) e Campina Grande (27) concentram 65% do total dos casos registrados no período. Neste primeiro semestre, foram registrados 56 óbitos por Aids na Paraíba, 44 homens e 12 mulheres entre 30 e 59 anos de idade.

Gerência Operacional das IST/HIV/Aids/Hepatites Virais, Ivoneide Lucena destaca que a oferta de teste rápido tem auxiliado no combate ao vírus, que quando detectado e tratado rápido impede o surgimento da doença. “Estamos tendo diminuição nos casos de Aids porque estamos realizando um trabalho importante de teste rápido nos 223 municípios do Estado. Hoje, qualquer posto de saúde realiza o teste, temos conseguido diagnosticar as pessoas com HIV e não com Aids, que é o que queremos”, disse.

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos (pessoas com HIV) que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Ivoneide Lucena, responsável pela área na SES, destaca que, apesar dos bons resultados, ainda há dificuldades no combate ao HIV/Aids. “Nos anos 80 se dizia que a Aids era o ‘câncer gay’, mas estamos reiteradamente dizendo que isso não existe. Hoje, qualquer pessoa está vulnerável a contrair o vírus, desde que se exponha a situações de risco. A população heterossexual e os jovens entre 15 e 39 anos são os grupos que temos visto mais aumento de casos”, disse.

Profilaxias

Além dos preservativos, medicamentos de alta tecnologia têm auxiliado no surgimento de novos casos de HIV/Aids. A PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco) é uma forma de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, que consiste no uso de medicamentos que precisam ser tomados por 28 dias, que deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas, para reduzir o risco de adquirir a infecção.

Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como: violência sexual, relação sexual desprotegida, (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha); acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

Já a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo. Após 7 dias de uso para relação anal e 20 dias de uso para relação vaginal.

A PrEP não é para todos. Ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV. Você deve considerar usar a PrEP se fizer parte da população chave: gays e outros Homens que fazem sexo com Homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores(as) do sexo. Também existem os critérios de elegibilidade que fazem parte, como: frequentemente deixa de usar camisinha em suas relações sexuais (anais ou vaginais); tem relações sexuais, sem camisinha, com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento; faz uso repetido de PEP (Profilaxia PósExposição ao HIV); apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente.

Centro de Referência

Os postos de saúde (USF) estão aptos a realizar o teste rápido do HIV. Basta chegar em um desses espaços e solicitar o exame. Em João Pessoa, o tratamento para HIV/Aids é no Complexo Hospitalar Dr Clementino Fraga, no bairro de Jaguaribe. Lá é o centro de referência para esse tipo de tratamento e lá que se oferta tanto a PEP quanto a PrEP.

 

*Texto de Beto Pessoa, do Jornal CORREIO

 

SUS amplia prevenção contra casos de Aids

O Ministério da Saúde anunciou ontem a incorporação no SUS de tratamento que previne a infecção pelo HIV. A terapia será ofertada a grupos mais expostos ao risco, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

O tratamento consiste na administração diária do antirretroviral Truvada, que é uma combinação de outros dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina), em pessoas não infectadas pelo HIV que mantêm relações de risco.

No primeiro ano, o tratamento estará disponível para 7.000 pessoas, número que foi tido como insuficiente por especialistas durante discussão sobre o assunto na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que recomendou a terapia.

Segundo eles, o cálculo de 7.000 só atingiria 3,8% dos homens gays e bis -trans, travestis e heterossexuais não entrariam nesse cálculo.

Estimativa feita nos EUA prevê que um quarto dos homens que fazem sexo com homens teriam recomendação para usar a a chamada “prep” (da sigla em inglês para profilaxia pré-exposição).

Se a mesma proporção fosse usada no Brasil, mais de 220 mil pessoas deveriam receber a terapia.

Desde 2012 a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a oferta de prep para casais sorodiscordantes (ou seja, em que um dos parceiros tem HIV), homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e transgêneros (travestis e transexuais).

As taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nesses subgrupos populacionais (varia de 5% a 10%), quando comparadas às taxas na população geral (0,4%).

No anúncio de ontem, o ministério não informou quais grupos de risco terão prioridade na indicação da droga. Para isso, segundo o órgão, profissionais da saúde vão realizar uma avaliação da vulnerabilidade do paciente.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da prep, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, afirmou Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Para o infectologista Esper Kallás, professor e pesquisador da USP, a quantidade inicial prevista de comprimidos no Brasil não é problema porque a oferta poderá ser redimensionada conforme a demanda. “A incorporação é um grande avanço. Há dez anos, éramos chamados de loucos, antiéticos, havia preconceito. Ver isso sendo transformado em realidade é show.”

O investimento inicial do Ministério da Saúde será de US$ 1,9 milhão na compra de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano. A distribuição da terapia no SUS começa em 180 dias.

Mario Scheffer, professor do departamento de saúde preventiva da USP, afirma que, pelo fato de a patente do Truvada estar em domínio público, fica aberto o caminho para os genéricos, o que reduziria o custo. Ainda cabe recurso da farmacêutica Gilead, fabricante da droga.

Segundo ele, muitos dos grupos vulneráveis ainda não foram sequer informados sobre a distribuição ou do que se trata a prep. “Vai ter campanha dirigida aos mais vulneráveis informando sobre o novo direito? Faz tempo que o Ministério da Saúde censurou campanhas dirigidas aos homossexuais e profissionais do sexo”, diz Scheffer.

Efeitos colaterais

Nos últimos anos, a discussão sobre a oferta da prep no SUS gerou questionamentos sobre a possibilidade de a terapia criar resistência ou causar efeitos colaterais em pessoas saudáveis, que, dificilmente, seriam convencidas a fazer uso diário de um remédio.

Para Esper Kallás, a profilaxia provoca poucos efeitos colaterais. “São facilmente administráveis.” Ele diz que outra grande vantagem da prep é trazer essas pessoas para o centro de assistência.

“Não é só dar o remédio e prevenir os efeitos colaterais, é dar aconselhamento sobre o uso da camisinha e o teste de HIV com frequência, reduzir o número de parceiros. É uma ação em saúde pública.”

Para Kallás, a relação de custo e benefício da droga é altíssima porque, ao prevenir uma infecção nessa população vulnerável, várias outras pessoas estarão sendo poupadas do risco de se infectar com o vírus.

A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Segundo o ministério, a prep só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, ela pode causar resistência ao tratamento.

Atualmente, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no país. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas desconhecem o fato.

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

Correio da Paraíba

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Pessoas com Aids que recebem tratamento dobraram em 5 anos, afirma a ONU

aidsO número de pessoas com Aids que recebem tratamento com antirretrovirais dobrou em cinco anos, chegando a 18,2 milhões, ou seja, a metade das pessoas que vivem hoje com HIV ou Aids no mundo, anunciou a ONUAids nesta segunda-feira (21).

Em junho de 2016, “18,2 milhões de pessoas” tinham acesso aos tratamentos, um milhão a mais do que no início do ano e duas vezes mais do que há cinco anos, indicou o relatório da ONUAids, o programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids.

“Se estes esforços prosseguirem será possível atingir o objetivo de 30 milhões de pessoas recebendo tratamento até 2020”, espera a ONUAids, que revelou o relatório em Windhoek, capital da Namíbia, um dos países mais afetados pela doença no mundo.

Assim, cerca da metade das 36,7 milhões de pessoas com Aids no mundo tem acesso a tratamentos atualmente.

“Os progressos que fizemos são notáveis, especialmente no que diz respeito aos tratamentos. Mas tudo ainda é incrivelmente frágil”, advertiu o diretor da Unaids, Michel Sidibé.

A maioria dos países estão longe de atingir o objetivo estabelecido pela ONUAids de tratar 90% dos pacientes infectados até 2020.

Não existe nenhuma vacina nem remédio para curar a Aids. O tratamento com antirretrovirais permite apenas controlar a evolução do vírus e aumentar a expectativa de vida dos soropositivos.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Patentes impedem redução de preços de tratamento da aids, diz relatório

Relatório divulgado hoje (21) pela organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) mostra que patentes farmacêuticas impedem a redução de preços dos tratamentos modernos de HIV, sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico. Segundo o documento, o preço mais baixo da terapia de resgate é de US$ 1.859 por pessoa ao ano, 18 vezes o preço do tratamento de primeira linha e mais de seis vezes o valor mais barato do que o de segunda linha.

A terapia de resgate é destinada a pacientes com HIV que têm sintomas da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids), com infecções oportunistas, por exemplo. O tratamento de primeira linha é o primeiro indicado a quem recebe o diagnóstico de HIV positivo. Já o de segunda linha é para quem não se adaptou ao primeiro.

A 18ª edição do relatório do MSF sobre preços de medicamentos para HIV, Untangling the Web of Antiretroviral Price Reductions, foi lançado na Conferência Internacional de Aids, que está sendo realizada em Durban, África do Sul. O documento defende que acordos comerciais e a pressão da indústria farmacêutica para que a Índia, conhecida como “farmácia do mundo em desenvolvimento”, facilite a concessão de patentes, representam grande ameaça ao acesso a medicamentos.

testehivaids777

Teste de HIV/Aids (Foto: Arquivo/Agência Brasil).

Preços em queda
De acordo com o documento, os preços de medicamentos mais antigos para HIV continuam caindo, por conta da competição das fabricantes de genéricos, mas os valores dos remédios mais novos continuam fora do alcance da maioria da população. Isso ocorre, em grande parte, “porque as empresas farmacêuticas mantêm monopólios que impedem a competição de medicamentos genéricos”.

Atualmente, o menor preço disponível para um medicamento de qualidade reconhecida, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, para o tratamento de primeira linha, é de US$ 100 por pessoa por ano. Isso representa uma redução de 26% desde a última vez em que MSF registrou o preço mais baixo para o mesmo tipo de medicamento, que era de US$ 136 em 2014.

Para o tratamento de segunda linha, o menor preço disponível atualmente é de US$ 286 por pessoa por ano – uma redução de 11% do valor de US$ 322, de dois anos atrás. Enquanto isso, o preço da terapia de resgate diminuiu 7% em relação a 2014, quando custava US$ 2.006 por ano.

A patente é o direito que fabricantes adquirem do estado de comercializarem um produto com exclusividade por um determinado período. Normalmente, funciona como uma compensação pelo pioneirismo da empresa que desenvolveu o produto. No entanto, as regras para a concessão de patentes em cada país são distintas.

Segundo o relatório do MSF, o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência que regula no Brasil, entre outras coisas, o mercado de medicamentos, tem sido importante para garantir o acesso aos remédios. O documento sugere que a agência tem tornado o processo de concessão de patentes na área farmacêutica mais rigoroso.

Agência Brasil

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

SUS oferecerá remédio que pode prevenir a Aids

HIV-pilulaO Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (19), que pretende incluir na lista de medicamentos gratuitos do SUS (Sistema Único de Saúde), até o fim do ano, o remédio que pode prevenir a infecção pelo HIV. A informação foi dada pela diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Adele Benzaken, durante a 21ª Conferência Internacional de Aids, na África do Sul, e confirmada pelo órgão federal.

Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), mas mais conhecido como truvada — seu nome comercial —, o medicamento diminui as chances de contaminação pelo vírus da Aids quando tomado continuamente, mas pode trazer efeitos colaterais, como leves disfunções gastrointestinais e renais. A pílula de ingestão diária combina dois tipos de antirretrovirais (tenofovir e emtricitabitina) e é indicada para a população não infectada, mas que tem maior chance de contágio. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o remédio diminui em até 92% o risco de o vírus entrar nas células.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que 10 mil pessoas tenham acesso ao medicamento no primeiro ano. “O remédio deverá ser ofertado em serviços especializados do SUS para populações com risco acrescido, como travestis, homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo”, disse a pasta, em nota.

Em julho de 2014, a OMS divulgou diretriz recomendando que homens homossexuais utilizassem a PrEP como forma adicional de prevenção à infecção por HIV, além do preservativo. “As taxas de infecção por HIV entre homens que fazem sexo com homens continuam altas em quase todos os lugares do mundo e novas opções de prevenção são necessárias com urgência”, declarou a organização, em informe na época.

 Segundo o ministério, o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais já prepara um protocolo clínico de PrEP para ser encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS, órgão que define quais medicamentos, terapias e tratamentos são incluídos na rede pública. Como a maioria dos integrantes da comissão pertence a órgãos do ministério, o antirretroviral não deverá enfrentar dificuldade para ter sua incorporação aprovada.

Aval

Para dar base à decisão de incluir o antirretroviral em sua lista de medicamentos gratuitos, o ministério financiou dois estudos de PrEP no Brasil, que estão sendo conduzidos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Oswaldo Cruz. Para Zarifa Khoury, infectologista do Instituto Emílio Ribas, a medida anunciada pelo ministério é positiva e necessária. “Até hoje, a camisinha sempre foi a única forma de prevenção, mas, claramente, não atende a todos. Tanto não atende que a epidemia não parou de se alastrar. Há algumas pessoas que não conseguem usar o preservativo em 100% das situações e, para eles, a PrEP é necessária. A ideia é que ela seja associada ao uso da camisinha.”

R7

 

 

Vacina contra aids mostra resultados promissores em macacos

aidsUma vacina experimental contra o HIV, o vírus responsável pela aids, mostrou resultados promissores em macacos, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science.

Esta vacina “duplo viral”, que primeiro prepara o sistema imunitário com um outro agente patogênico e em seguida, impulsiona uma proteína encontrada em torno do invólucro do HIV, pode ser a melhor estratégia para proteger contra a infecção por este vírus em seres humanos, como pesquisadores.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Primeiro eles injetaram nos macacos uma vacina contra um adenovírus – vírus ligados a muitas infecções humanas – para alertar o sistema imunológico. Numa segunda fase, foi injetada uma espécie de lembrete, desta vez com uma proteína purificada que forma o envelope do HIV, o que provocou uma forte reação das células imunitárias.

Um tal sistema, que visa multiplicar tanto a magnitude da resposta imune como alargar a proteção contra ataques virais subsequentes, foi utilizado com a vacina contra o Ebola.

No caso da vacina experimental contra a aids, os cientistas foram capazes de proteger totalmente metade de doze macacos contra a infecção do vírus de imunodeficiência símia (VIS), semelhante ao HIV que ataca os seres humanos.

“Nos sentimos encorajados pelos resultados deste estudo pré-clínico, que abre o caminho para a avaliação de uma vacina que poderia servir aos seres humanos”, afirmou o virologista Dan Barouch, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e um dos os principais autores da pesquisa.

Já está em curso um estudo clínico de fase 1 com voluntários saudáveis, para avaliar a segurança da vacina experimental.

AFP

Pesquisadores extraem de soja transgênica composto contra a aids

Foto: Agência Brasil O pesquisador da Embrapa Elíbio Rech fala sobre a pesquisa por meio da qual se conseguiu extrair uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano
Foto: Agência Brasil
O pesquisador da Embrapa Elíbio Rech fala sobre a pesquisa por meio da qual se conseguiu extrair uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano

A biotecnologia está, a cada dia, propondo novos rumos para a indústria farmacêutica. A novidade é que pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram extrair e purificar a cianovirina, cultivada em soja transgênica, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano.

A pesquisa foi publicada pela revista científica Science e comprova que as sementes de soja geneticamente modificadas constituem, até o momento, a biofábrica mais eficiente e uma opção viável para a produção em larga escala da proteína. “Estamos trabalhando para atingir esta etapa há cinco ou seis anos. Pudemos acumular grande quantidade de cianovirina dentro da soja e conseguimos purificá-la”, explicou o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Elíbio Rech.

Desenvolvida desde 2005, a pesquisa com biofábricas para a cianovirina é feita em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e a Universidade de Londres. O objetivo é produzir um gel, com propriedades viricidas, para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O pesquisador ressalta que o gel não é uma vacina contra a aids e nem um substituto ao preservativo, mas um coadjuvante importante no sistema. “O nosso foco é principalmente a África, onde grande parte das mulheres são contaminadas com HIV pelos parceiros. Na cultura de muitos países o uso do preservativo não é respeitado. Com esse produto a mulher não precisa da opção do homem em querer usar ou não, ela mesmo pode se prevenir”, disse o pesquisador.

Segundo a Embrapa, se a soja transgênica for plantada em uma estufa menor do que um campo de beisebol (97,54 metros) é possível fornecer cianovirina suficiente para proteger uma mulher por 90 anos.

Os biofármacos, ou medicamentos biológicos, são obtidos por fontes ou processos biológicos, a partir do emprego industrial de microrganismos ou células modificadas geneticamente. A técnica consiste em inserir genes de interesse em genomas de plantas que possam assimilar suas propriedades e, a partir daí, produzir proteínas modificadas em larga escala, idênticas às originais.

Segundo Rech, a origem do trabalho foi voltada para a agricultura. “Então começamos a avaliar o uso da soja e do tabaco não só para o agronegócio, mas dele indo para o setor farmacêutico e para o setor industrial”, revelou Elibio, que também trabalha com biofábricas de tabaco.

Para ele, as pesquisas com biofármacos fomentam o mercado farmacêutico, fazendo com que os medicamentos cheguem ao consumidor com menor custo, e valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que agrega valor às plantas.

Rech ressalta que a função da Embrapa foi cumprida, a produção do ativo tecnológico. Essa tecnologia será agora enviada a laboratórios e institutos parceiros para testes clínicos e, posteriormente, repassada ao setor industrial.

No caso do gel viricida, durante as próximas fases de desenvolvimento, os cientistas contarão também com a colaboração do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul. Segundo a Embrapa, países em desenvolvimento com altos índices de infestação da aids terão licença de produção e uso interno livre do pagamento de royalties.

A Embrapa, em conjunto com outras instituições, estuda ainda biofábricas para produção do fator IX, utilizado para tratamento da hemofilia tipo B, uma doença hemorrágica de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente.

Os pesquisadores também desenvolvem uma soja que produzirá o hormônio do crescimento humano (hGH), utilizado por pessoas com distúrbios do crescimento, e ainda trabalham com o isolamento de genes de aranhas da biodiversidade brasileira, com o objetivo de desenvolver fibras sintéticas como as da teia de aranha: flexíveis e resistentes. Para explicar os possíveis usos dessa fibra, Rech faz sua comparação com o plástico, ou seja, serve para quase tudo.

O trabalho intenso com soja tem uma razão para o pesquisador. Além da planta possuir um sistema de produção consolidado no Brasil, biologicamente é excelente, pois 40% da semente é proteína e o restante é óleo. “A soja é uma planta maravilhosa, e nós temos a possibilidade de fazer a engenharia dela, conhecemos seu genoma completo, então fazemos a manipulação que quisermos”, explicou Elíbio Rech.

Agência Brasil

Falta de preservativos na Venezuela afeta programas de prevenção à aids

camisinhasA escassez de preservativos afeta os programas de prevenção à aids na Venezuela e poderá comprometer as Metas do Milênio de combate à epidemia e à gravidez precoce, alertou hoje (6) o presidente da organização não governamental StopVIH, Jonhatan Rodríguez.

“Sem um preservativo, não podemos fazer nada. A Venezuela apresentou o terceiro maior índice de infeções de HIV por habitante da América do Sul, segundo dados da Organização das Nações Unidas em relatório correspondente a 2013. O país também tem uma das mais altas taxas de gravidez em adolescentes do continente”, disse.

De acordo com Jonhatan Rodríguez, a falta de preservativos afeta as campanhas oficiais e privadas de prevenção ao contágio da doença, porque impedem que seja colocada em prática uma das recomendações mais importantes, a prevenção.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Para ajudar jovens a saber mais sobre o vírus da aids e prevenir novas infeções, a StopVIH trabalha na elaboração de um aplicativo para smartphones, que estará disponível em breve e gratuitamente para os sistemas Android, RIM (Blackberry) e Windows.

“O aplicativo permitirá que nossa contribuição à sociedade continue crescendo”, informou Rodríguez. Ele acrescentou que o aplicativo é desenvolvido pela própria ONG, com ajuda de profissionais de informática.

Os preservativos desapareceram das prateleiras de farmácias e demais estabelecimentos comerciais do país desde o fim de 2014. A principal queixa das empresas é a dificuldade de acesso a dólares para procedimentos de importação.

O problema é consequência do sistema de controle cambial em vigor, que impede a livre compra de moeda estrangeira no país, sendo necessário recorrer ao Estado para obter as autorizações.

Diante da situação, a StopVIH apelou ao Ministério de Saúde venezuelano para agilizar os procedimentos, de modo que as empresas consigam importar preservativos e “abastecer urgentemente as farmácias e os programas de prevenção de infeções por transmissão sexual”.

Na Venezuela, é cada vez mais difícil conseguir produtos essenciais como alguns medicamentos, leite, óleo, café, açúcar, margarina, papel higiênico ou outros produtos básicos de higiene. Diariamente, os supermercados registram filas de clientes à procura de produtos, que, muitas vezes, são levados antes de chegar às prateleiras.

Alguns cidadãos recorrem frequentemente a aplicativos de smartphones para saber aonde chegam produtos escassos e para avisar amigos de sua existência em determinado local. Para consegui-los, os venezuelanos perdem horas em filas de diferentes estabelecimentos comerciais.

 

Agência Lusa 

 

 

Paraíba notifica 322 novos casos de AIDS em 11 meses de 2014, diz Saúde

AidsDe janeiro a novembro de 2014, foram registrados 322 novos casos de Aids na Paraíba. O maior número de notificações é entre os homens, com 231 casos, enquanto 91 mulheres foram diagnosticadas com o vírus. A cidade com o maior número de casos é João Pessoa, segundo  dados da Secretaria Estadual de Saúde.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Segundo a coordenadora de DST/AIDS e Hepatite Virais da Paraíba, Ivoneide Lucena, o número é alto, mas mostra uma redução em relação a 2013, quando foram registrados 329 casos. “Hoje nós oferecemos o teste rápido na Unidades Básicas de Saúde da Família, o que facilita o diagnóstico precoce. O resultado sai na hora, e, se der positivo, encaminhamos o paciente para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas”, afirma a coordenadora.

Na Paraíba, 95 Unidades oferecem o teste. Os diagnosticados têm direito ao coquetel de remédios retrovirais que impedem o avanço do vírus. Ivoneide Lucena ressalta que o uso da camisinha é fundamental. Ela ainda diz que a busca de informações e a conversa entre o casal é essencial para evitar a contaminação.

 

Do G1 PB

Para alertar jovens gays sobre aids, governo vai utilizar redes sociais

bandeira-gayA intensificação das campanhas de prevenção da aids nas redes sociais e em aplicativos de encontros para celulares será a estratégia do Ministério da Saúde para reverter a tendência de aumento dos casos da doença entre jovens do sexo masculino.

A informação foi dada neste sábado (6) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que participou, no Rio de Janeiro, juntamente com o ministro Arthur Chioro, do Dia D de mobilização contra a dengue e a febre chikungunya.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Temos que agir de forma contundente, principalmente junto à população de jovens de 15 a 24 anos, do sexo masculino, particularmente os jovens gays, porque entre eles a velocidade de transmissão do HIV [vírus da imunodeficiência humana] é muito maior do que entre a população em geral”, disse o secretário. “São muitas as explicações para esse aumento, mas independente das causas, a realidade é que tivemos um aumento de 68% nos casos entre meninos de 15 a 24 anos, enquanto que entre as meninas a redução foi de 12%, no período de uma década”, destacou Jarbas Barbosa.

De acordo com dados divulgados pelo ministério, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Aids (1º de dezembro), entre os jovens dessa faixa de idade a incidência tem aumentado, passando de 9,6 casos por 100 mil habitantes, em 2004, para 12,7 casos por 100 mil habitantes em 2013. Ao todo, 4.414 novos jovens foram detectados com o vírus em 2013, enquanto em 2004 eram 3.453.

Para o secretário, além de alertar os jovens gays para a prática do sexo seguro, com o uso do preservativo, é fundamental ressaltar a importância do teste do HIV, para que o portador assintomático comece a tomar a medicação gratuita, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O tratamento precoce também serve como prevenção, fazendo com que a gente tenha cada vez menos [casos] de pessoas que não sabem que são portadoras do vírus da aids, e que, por isso, estão transmitindo para outras pessoas”, disse.

Segundo Jarbas Barbosa, atualmente 60 organizações não governamentais, parceiras do ministério, fazem mais de mil testes rápidos de HIV por mês nas populações mais vulneráveis, na porta de bares e boates gays e nas calçadas onde atuam os profissionais do sexo, sejam travestis, homens ou mulheres. Ao longo do ano, tanto os testes como a campanha nas redes sociais serão intensificados por ocasião de festas populares, como o carnaval.

Fonte: Agência Brasil