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Grandes bancos fecharão ainda este ano centenas de agências

Bradesco, Itaú e Banco do Brasil vão fechar cerca de 1.200 agências até o final de 2020, em um esforço que atribuem à transformação da demanda dos clientes.

A medida, acompanhada de PDVs (programas de demissão voluntária), serve para reduzir custos em um período em que as receitas dos bancos podem ser afetadas pela queda dos juros às taxas mínimas históricas.

Os grandes bancos começam a manifestar, também, preocupação com a concorrência das fintechs (empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros) e começam a ajustar suas gigantescas estruturas e custos a essa nova realidade.

Assim, a diminuição da presença física dos três maiores bancos do país vem acompanhada de volumes mais altos de despesas e investimentos mais fortes em tecnologia da informação e nos canais digitais.

O fechamento de agências é puxado pelos dois maiores bancos privados do país, que deixarão de atender em 800 pontos entre este e o próximo ano. O Banco do Brasil, que não tem uma projeção específica sobre o fechamento de agências, já encerrou 417 instalações apenas neste ano.

Até o terceiro trimestre deste ano, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil já fecharam 749 agências em comparação há um ano atrás.

Essa redução foi mais visível no BB, que diminuiu em 11% suas estruturas tradicionais no período, para 3.684 agências. Já o número de instalações que considera digitais e especializadas ficou praticamente estável.

Bradesco e Itaú, por sua vez, diminuíram em 1,8% e 5,7%, respectivamente, o número de agências físicas disponíveis aos seus clientes no período.

Entre os grandes que têm ações negociadas em Bolsa, apenas o Santander seguiu na contramão e teve uma alta de 1,8% no número de instalações.

Em termos gerais, agências especializadas são voltadas para o atendimento de segmentos específicos, como o corporativo de pequeno ou grande porte. Já as digitais são agências físicas com horário de atendimento ampliado, mais atendimento pessoal, mas também com ferramentas e serviços automatizados. Também têm permitem o contato com o gerente da conta ou com especialistas de investimentos por videoconferência, por exemplo.

Para Vitor França, economista do SCPC Boa Vista (Serviço Central de Proteção ao Crédito), não são todas as regiões do país que conseguem receber bem essas mudanças. Ele diz que, ao cruzar informações de renda e acesso à internet com o fechamento de instalações, é possível notar que esse movimento acontece de forma intensa em áreas mais ricas.

“Muita gente de regiões com menor acesso à internet ou renda mais baixa ainda são extremamente dependentes de agências físicas. O limite para o encerramento de agências é exatamente o fato de que essas instituições são grandes e chegam a lugares que essas novas concorrentes não chegam”, acrescenta.

De acordo com o diretor sênior de instituições financeiras da Fitch Ratings, Claudio Gallina, mesmo que o ambiente das fintechs ainda seja algo relativamente novo no sistema financeiro, já é possível ver impactos em alguns segmentos -como o de maquininhas de cartões e meios de pagamentos–, bem como um esforço significativo dos grandes bancos em não ficar para trás.

“Apesar de vermos reduções de agências e de pessoal, também observamos altos investimentos em TI [tecnologia da informação] e gastos decorrentes de toda essa movimentação. Há aquisições de novas companhias tecnológicas, aportes de dinheiro para modernização de sistemas e os custos recorrentes da decisão de enxugamento das estruturas”, afirma Gallina.

No Itaú, as despesas com pessoal cresceram 4,2%, em parte por causa do PDV avberto no meio do ano. No Bradesco, que iniciou o PDV em agosto, a alta foi de 12,9%.

 

FOLHAPRESS

 

 

Agências da Caixa na PB abrem duas horas mais cedo para saques de até R$ 500 de contas do FGTS

As 42 agências da Caixa Econômica Federal na Paraíba abriram duas horas mais cedo, a partir das 8h, nesta sexta-feira (13), para atendimento exclusivo aos beneficiários do saque de até R$ 500 de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Nessa etapa, serão contemplados correntistas do banco, nascidos de janeiro a abril.

No sábado (14), também haverá mudanças e as agências funcionarão das 9h às 15h. Já na segunda (16) e terça-feira (17), os estabelecimentos também abrirão duas horas mais cedo. Essa liberação não tem relação com o saque-aniversário, que só começará a ser pago em abril de 2020.

A liberação abrange contas ativas, ou seja, que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual, assim como aquelas chamadas inativas, referentes a empregos anteriores. O limite é de R$ 500 por conta detida pelo trabalhador. No caso das pessoas que têm conta poupança individual Caixa, o depósito será feito automaticamente.

Os beneficiários com conta corrente na Caixa tiveram até o dia 25 de agosto para autorizar o depósito automático do dinheiro. Se não o fizeram, deverão seguir o calendário de quem não tem conta no banco.

Inicialmente, o cronograma de saques é voltado para aqueles que têm conta no banco e, depois, para quem não é correntista. O trabalhador que desejar sacar o dinheiro deve seguir o calendário conforme a data de aniversário. O prazo limite para a retirada é 31 de março de 2020.

Quando começam os saques?

Calendário para quem tem conta poupança na Caixa:

  • Aniversário em janeiro, fevereiro, março e abril: crédito em conta a partir de 13/09/2019
  • Aniversário em maio, junho, julho e agosto: crédito em conta a partir de 27/09/2019
  • Aniversário em setembro, outubro, novembro e dezembro: crédito em conta a partir de 09/10/2019

Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa:

  • Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019
  • Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019
  • Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019
  • Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019
  • Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019
  • Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019
  • Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020
  • Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020
  • Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020
  • Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020
  • Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020
  • Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020

 

G1

 

 

PF cumpre mandados contra suspeito de assaltos a agências dos Correios na Paraíba

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (10) três mandados de prisão contra um mesmo suspeito de integrar uma quadrilha dedicada a assaltar agências da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). O alvo da operação, identificado com “japa”, é acusado de assaltar seis agências do Correios somente em 2018.

Segundo a PF, a operação deflagrada para cumprimento dos três mandados de prisão preventiva contra o alvo tinham também o objetivo de desarticular a organização criminosa dedicada aos assaltos aos Correios. Durante as investigações, a polícia descobriu que “japa” chegou a praticar dois assaltos no mesmo dia no ano passado.

Lista de assaltos praticados pelo alvo

  • Bayeux no dia 21/09/2018,
  • João Pessoa em 27/09/2018,
  • Esperança em 12/07/2018,
  • Jacaraú em 20/07/2018,
  • Picuí em 27/07/2018,
  • Juripiranga e João Pessoa (sem data informada)

Ainda de acordo com a Polícia Federal, “japa” têm um histórico criminal que envolve outros assaltos e até mesmo homicídios. Ele é suspeito de envolvimento no assassinato do comerciante Antônio José Tavares Neto, conhecido como Tony Tavares na cidade de Sapé, a 42 km de João Pessoa, em 2015.

Como o alvo da operação já estava preso desde novembro de 2018, os mandados de prisão preventiva cumpridos nesta quarta-feira implica a possibilidade de novas penas contra o preso.

O investigado vai responer pelo crime de roubo à mão armada, previsto no Art. 157, §2º-A, I, do Código Penal Brasileiro, cuja pena máxima é de até 10 anos, aumentada em até 2/3 em razão da especificidade dos casos. A operação, batizada de Yakuza II, é uma alusão aos mafiosos japoneses (Yakuza) e faz menção direta ao suspeito que tem feições orientais e é conhecido por “japa”.

G1

 

Agências reguladoras regulam o quê?

TUDO CRIADO PELO HOMEM TEM UMA FUNÇÃO REPRESENTATIVA DE UM OBJETIVO DESEJADO. FUNÇÕES REGULATÓRIAS SÃO INSUFICIENTES PARA DESENVOLVER AÇÕES OTIMIZANTES.

Para disciplinar as relações entre usuários e os fornecedores de serviços, foram criadas as Agências Reguladoras Federais, que deveriam regular a qualidade dos serviços prestados, bem como a satisfação dos usuários pelos atendimentos fornecidos pelos empresários.

Altíssimos índices de reclamações referentes à qualidade e ao atendimento das empresas ligadas aos setores de saúde, telefonia, vigilância sanitária, aeroportos, energia elétrica, entre os muitos outros setores, são sintomas que levam o Povo a acreditar que faltam eficácias e competências nas tais agências chamadas de reguladoras.

A falta de comprometimento das operadoras, deve ser alvo de agências federais que possuam todas as competências necessárias para exigir um processo contínuo que possa gerar melhorias nos atendimentos prestados aos clientes

Nada disso é visto ou sentido, quando se analisam os procedimentos enganosos dessas empresas, que costumam veicular campanhas publicitárias onde as pessoas de boa-fé são prejudicadas por enganosas promoções.

Além das falsas promessas, as operadoras abarrotam os aparelhos móveis e os computadores, com avalanches de promoções que levam os usuários a acionar uma tecla aceitando algo que não desejam.

Quando o usuário percebe que o seu saldo sofreu uma redução, e por isso ligou para a operadora, a atendente lhe informa que foi gerado um protocolo correspondente a um tal serviço solicitado pelo usuário no momento em que, por engano, acionou aquela famigerada tecla-cola-pegadinha.

Mesmo que o reclamante não tenha usado o serviço, o máximo que a empresa operadora faz é cancelar as renovações futuras, pois o valor debitado por ela não será devolvido porque existe um protocolo que impede os estornos de valores debitados dos saldos dos usuários da operadora.

DIANTE DESSE E DE TANTOS OUTROS CASOS E ERROS DAS OPERADORAS, AS POPULAÇÕES INDEFESAS PERGUNTAM:

* Por que a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) não proíbe esta prática?

* As operadoras já podem funcionar em desacordo com a Lei do Consumidor-usuário?

* O IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) está em férias coletivas, ou foi extinto?

TUDO CRIADO PELO HOMEM TEM UMA FUNÇÃO REPRESENTATIVA DE UM OBJETIVO DESEJADO. FUNÇÕES REGULATÓRIAS SÃO INSUFICIENTES PARA DESENVOLVER AÇÕES OTIMIZANTES.

 

 

 

Supermercados e agências bancárias devem disponibilizar banheiros e bebedouros aos clientes

A Associação dos Supermercados da Paraíba foi notificada nesta segunda-feira (15) pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor para que certifique seus associados e providenciem a disponibilização de banheiros e bebedouros com água potável aos clientes e usuários.

A lei 1.576/1998, prevê que os supermercados, assim como bancos e lojas de departamento, ofereçam pelo menos um bebedouro e banheiros para uso feminino e masculino, separadamente, ao consumidor.

No último dia 11, um supermercado instalado no Parque da Lagoa foi autuado porque estava com os banheiros destinados ao publico, sem funcionar.

Segundo informou Maristela Viana, secretária-adjunta do Procon-JP, os banheiros devem ser utilizados por quem tiver necessidade e não apenas mediante prova de que consumiu algo no local. “Os consumidores deve ter livre acessos aos banheiros do estabelecimento, independente se vai consumir ou não. Estamos alertando para esta legislação porque já houve casos em que tivemos que intervir em um shopping sobre esse direito de escolha do consumidor. O estabelecimento pediu uma nota fiscal para liberar o uso do equipamento, e isso não pode ocorrer”.

 

clickpb

 

 

Comissão da ALPB vai intermediar reabertura de agências bancárias no interior do estado

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) criou uma comissão para intermediar junto à Superintendência do Banco do Brasil a reabertura de agências bancários em municípios paraibanos. A sugestão foi do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), nesta terça-feira (11), após receber solicitação de lideranças.

Tovar se reuniu com o vereador de Ingá Elias Balbino nesta terça-feira. Ele relatou que a agência do Banco do Brasil do município se encontra fechada há um ano e meio e contou que para piorar a situação o Pague Fácil e os Correios suspenderam as atividades. “Nosso comércio pode decretar falência e os aposentados e servidores precisam se deslocar mais 40 km para sacar dinheiro, o que representa um grande risco de assalto”, destacou.

Segundo Elias, os moradores de Juarez Távora, Mogeiro, Serra Redonda e Itatuba também utilizavam os correspondentes bancários em Ingá. São cerca de 60 mil habitantes em todos esses municípios que estão prejudicados e precisam se deslocar até Campina Grande.

 

Além de Tovar, a comissão será composta pelos seguintes deputados: Edmilson Soares (PSB), Frei Anastácio (PT), Hervázio Bezerra (PSB) e João Gonçalves (Podemos). “Muitos municípios estão prejudicados. As agências são explodidas uma, duas e até três vezes e os bancos acabam não reabrindo. Esta Casa precisa atuar para minimizar esse problema”, disse Tovar.

De 2011 a 2017, um total de 698 bancos foi alvo de violência em nosso Estado. Ao todo, foram 367 explosões. Muitas dessas agências acabaram não sendo reaberta, causando sérios problemas para a população local.

Blog do Gordinho

 

Agências de turismo online se encantam com roteiro do brejo paraibano

Missão técnica com as OTAs foi realizada dentro da programação do TechTur, realizado este mês em Campina Grande. Destino é considerado vendável por agentes de turismo.

Entrar na rota de destinos nacionais é importante para os locais que estão começando a integrar rotas turísticas regionais ou que já integram há algum tempo e querem expandir seus horizontes. Pensando nisso, as agências regionais do Sebrae Paraíba em Guarabira e Campina Grande realizaram uma missão técnica ao brejo paraibano, organizada dentro da programação do TechTur 2018, e levaram representantes de agências de turismo online (OTAs) para conhecer o município de Areia, escolhido por causa do seu patrimônio cultural e belezas naturais.

De acordo com a gerente da agência regional de Guarabira, Jacy Viana, a missão levou representantes do Hotel Urbano e Decolar.com, além de representantes de startups de soluções inteligentes para o turismo, como a Paytour, Midiaplin e MVarandas. “Foram reunidas as OTAs para conhecerem a oferta turística do brejo paraibano, assim como as estratégias para desenvolvimento de um turismo inteligente na região, conectado com as principais soluções em tecnologia, governança, sustentabilidade e experiência”, explicou.

O coordenador executivo Norte e Nordeste do Hotel Urbano, Márcio Filipy, relata ter se encantado não apenas com as belezas naturais da cidade, mas também com a qualificação da mão de obra local e estrutura dos estabelecimentos. “Areia me deixou maravilhado. As pousadas são bonitas e os restaurantes têm atendimento impecável. Ela está mais do que pronta para receber o turista, mas precisa fazer um trabalho de divulgação do destino para que seja colocado em visibilidade”, destacou.

Por outro lado, o coordenador executivo do Hotel Urbano sugere que alguns detalhes sejam melhor trabalhados na cidade. “A cidade é bastante zelada, tem ruas limpas e é bem pavimentada. Mas a qualificação dos hoteleiros precisa ser um pouco mais trabalhada para ter um pouco mais de atenção aos detalhes. Conhecer a cidade foi uma boa surpresa para mim e ela tem bastante potencial de divulgação nas mídias sociais e em blogs de turismo. É importante divulgar para atingir público maior e trazer mais renda para a cidade”, afirmou.

A executiva de contas do Decolar.com, Nyedja Cavalcanti, também afirma ter tido uma ótima impressão do lugar. “Na verdade, até superou as minhas expectativas, pois nunca tinha escutado falar do brejo paraibano. Achei o pessoal super preparado para receber os turistas, muito receptivo”, disse. O TechTur foi realizado pela primeira vez no estado, em Campina Grande, e objetivou aliar turismo e tecnologia com o tema “Soluções para Destinos Turísticos Inteligentes”, além de aproximar os empreendedores que operam na cadeia produtiva do turismo e as empresas de tecnologia, startups e agências de viagem online que atuam no setor no mundo digital.

Sebrae

Agências dos Correios poderão emitir carteira profissional sem custo

O Ministério do Trabalho e Emprego pretende ampliar os pontos de emissão da carteira de trabalho em todo o país, sem custos para os cidadãos. A ampliação seria possível por meio de um acordo em discussão com os Correios, que têm agências nos 5.570 municípios brasileiros.

A emissão do documento continuará gratuita. De acordo com o ministério, a taxa de entrega da carteira expedida pelos Correios seria custeada pela pasta. O custo do serviço ainda está sendo avaliado.

Em julho deste ano, foi anunciado que um acordo de cooperação técnica seria assinado entre o Ministério do Trabalho e os Correios e um projeto-piloto teria início no estado de São Paulo.

O objetivo do acordo é permitir que todos os trabalhadores brasileiros, em especial os que vivem nos municípios mais distantes dos grandes centros, tenham acesso ao documento.

A pasta informou que a expedição da carteira de trabalho continuará ocorrendo normalmente em toda a rede de atendimento como postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine), gerências regionais e superintendências do Trabalho nos estados.

A carteira de trabalho é obrigatória para toda pessoa prestar algum tipo de serviço, seja na indústria, no comércio, na agricultura, na pecuária ou de natureza doméstica.

Os registros das atividades do trabalhador feitos no documento garantem o acesso a alguns dos principais direitos trabalhistas, como seguro-desemprego, benefícios previdenciários e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Agência Brasil

Presidente dos Correios defende fechamento de agências para modernizar empresa

(Foto: Divulgação/Core-RS)

O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, disse à Coluna que a decisão de fechar agências próximas umas das outras está mantida, mas que ainda analisa quais terão as atividades encerradas. No sábado, a Coluna revelou que a diretoria da empresa aprovou em fevereiro, em reunião sigilosa, proposta de fechamento de 513 agências e demissão de servidores. Fortner nega que o número esteja fechado. Diz que pode aumentar ou diminuir a depender do estudo que ele mandou fazer e que pode ficar pronto nesta semana. Ele quer analisar uma a uma as agências que estão na lista da degola.

“Não é cabível numa empresa que quer ser modernizada, que quer se atualizar, que quer estar saudável, ter uma agência a 50 metros uma da outra, gastando com dois imóveis e assim por diante…Copacabana (RJ) tem agências a um quarteirão da outra. Não faz o menor sentido isso”, diz. Sobre demissões, ele afirma: “Evidentemente que o fechamento da agência, no limite, vai implicar sim em liberação de excedente de mão de obra.” Filiado ao PSD, mesmo partido do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, Fortner diz não saber quando será efetivado no cargo.

A diretoria dos Correios e o conselho de administração aprovaram proposta de fechamento de agências e demissões dos servidores no início do ano. O senhor era um dos vice-presidentes que aprovou a proposta. Quando as agências começam a ser fechadas? O documento fala a partir de maio.

Vou avaliar uma por uma ainda. Estarei recebendo nesta semana as fichas de cada uma dessas agências. Nós vamos avaliar todas elas. Ao final, tudo isso será repassado para o Ministério das Comunicações e para o Ministério do Planejamento também. Terá uma apresentação ao TCU. Esse prazo de maio que está indicado é um cronograma tentativo. Para mim, é algo que ficará só a partir do segundo semestre.

Quantas agências serão fechadas? O documento fala em 513.

Quando foi apresentado a primeira tabela  aprovou-se um número de 513. Originalmente eram 752. Depois abaixou. Eu pedi um aprofundamento para a área responsável. Quero que me convençam de uma a uma. Hoje estamos revisando todo o estudo para se chegar a uma planilha conclusiva. Ainda não temos essa planilha. É algo que não deveria ter sido vazado. Vamos abrir uma sindicância interna para apurar o vazamento [a Coluna divulgou cópia da proposta aprovada].

O senhor pediu o reestudo para quem?

Para a área técnica. É um ato discricionário meu e foi informado aos vice-presidentes. As agências que tivermos dúvidas quanto à rentabilidade ou o impacto que o fechamento pode causar na região sairão da lista.

O senhor vai revogar a decisão que foi tomada?

Não. O que eu vou fazer é analisar agência por agência. Não houve naquele momento apresentação da lista [de agências].

Houve sim. O documento aprovado indica as agências num anexo, define cronograma a partir de maio para iniciar o fechamento delas e fala em demissões.

Sem dúvida. A diretoria da área fechou o estudo das 513 agências. Nós validamos o estudo (na reunião de diretoria e depois pelo conselho de administração) e, a partir dali, eu entendi que era necessário conhecer agência por agência.

Qual o critério para fechar as agências?

Eu tenho agência que está espalhada a 50 metros uma da outra. Não é cabível numa empresa que quer ser modernizada, que quer se atualizar, que quer estar saudável, ter uma agência a 50 metros uma da outra, gastando com dois imóveis e assim por diante. Eu pedi que, a partir da lista, que ainda está sendo validada, nem sei se serão 500, talvez termine com 400 agências, não sei, vou avaliar uma por uma ainda.

Haverá etapas?

Pedi para separar em fases. A primeira é agência própria que sombreia [está próxima de] agência própria que funciona em imóvel alugado. Eu não vou manter com dinheiro público uma agência que sombreia a outra em cima de um imóvel alugado. Eu devolvo o imóvel e ainda corto custo. Não tem demissão nenhuma nessa etapa. Absorvo essas pessoas em outra agência. Nos lugares em que eu tenho agências com pouco movimento e tenha outra próxima que possa permitir o deslocamento aceitável das pessoas não tem porque manter a agência aberta.

No documento aprovado, inclusive pelo senhor, fala-se em demissão sem a qual não teria rentabilidade para os Correios.

De fato não consegue. Evidentemente que o fechamento da agência, no limite, vai implicar sim em liberação de excedente de mão de obra. É inevitável. Quanto é o excedente hoje? Esse número de 5 mil pessoas é para todo o universo de 752 agências, o primeiro número [proposto pela consultoria]. Tudo isso ainda tem tanto a amadurecer. Eu mesmo pedi para separar por Estado, quero saber os dados do município, qual a agência mais próxima.  Quero saber quantos quilômetros leva para a pessoa se deslocar de uma agência que será fechada para outra.

O senhor vai revogar a decisão da diretoria de fechar as agências?

No momento em que eu assumi a presidência [ele ocupa o cargo interinamente desde abril] eu solicitei o reestudo do trabalho todo. Não é uma questão de revogar o trabalho. O fechamento de agências sombreadas é uma decisão que vai ser tomada, sim. Se é agora, no segundo semestre ou daqui a um ano faz parte de um projeto para que se possa ter uma empresa saudável. Não adianta eu ter uma agência perto da outra. Copacabana (RJ) tem agências a um quarteirão da outra. Não faz o menor sentido isso.

Em Minas está incluído na lista de fechamento a agência central de Belo Horizonte.

Eu não tenho essa definição. Esse cronograma que está definido a partir de maio é um erro da área técnica que fez isso.  Tá errado. Vou dividir isso em fases. Vamos fazer por Estado, por fases. A primeira fase é agência própria sombreada por agência própria em imóvel alugado. Num segundo momento é agência própria sombreada por agência própria num imóvel próprio. Num terceiro momento são agências próprias sombreadas por agência franqueada.

Quando sai a lista definitiva das agências que serão fechadas?

Dei prazo para finalizarem esse trabalho que já venceu duas vezes. Paciência. Tá dando prejuízo? Tá dando. Mas eu vou tomar a decisão ciente, tranquilo de que a tomada (sobre quais fechar) foi correta.

O senhor tem um limitador da lei eleitoral e não pode fazer demissões depois de junho.

Se eu não conseguir fazer agora eu vou respeitar a lei eleitoral. O que eu posso fazer? Não é uma empresa privada. O vazamento estraga o projeto. É um trabalho que estava sendo feito com todo cuidado.

Por que não foi feito audiência pública para ouvir a sociedade?

Não tem isso. É um ato discricionário do gestor.  Imagina se cada decisão que eu for fazer eu tenho que chamar audiência publica. Isso não existe. Vai ser conversado com os prefeitos onde vai haver fechamento. Uma coisa é eu ver o mapa do Google. É diferente do município me dizer. Há necessidade de uma sensibilidade maior na definição das agências. Existe um projeto de redesenho da rede de atendimento aonde esse projeto vai ser implementado sim. Agora vamos ver agência por agência, entender o impacto qualitativo em cada uma delas.

A medida vai favorecer os franqueados?

Não há favorecimento aos franqueados. Em alguns casos pode até ser que a agência seja absorvida por uma dessas. As franqueadas prestam um bom serviço ao parceiro. Fazem parte da rede de atendimento.

O senhor diz que a decisão do fechamento das agências está tomada, foi o que publicamos. O que vocês estão avaliando é quais são as agencias que serão fechadas a partir de uma nova lista. É isso?

Não. Ela está baseada na lista [aprovada em fevereiro pela diretoria], sim. Pode ser que dessa lista saiam agências ou entrem agências. Por que está baseada nessa lista? Porque ela foi levantada a partir dos estudos da consultoria. No projeto de reestruturação da empresa já estava previsto a remodelagem. Não é novidade.

A novidade é que vocês aprovaram o fechamento a partir de maio.

Nós estamos fazendo isso com cuidado. Não é uma decisão simplesmente de caráter econômico. Vamos revisar agência por agência. Teremos dia 8 uma reunião na Secretaria de Planejamento onde esse tema tem sido recorrente. Estou sendo cobrado. Mas fazer o que? Não ficou maduro para maio. Não vou fechar agência a torto e direito.

Pela reavaliação que o senhor diz estar fazendo. Quantas agências serão fechadas?

Não sei ainda. Se eu falo cria uma expectativa. A gente está identificando que cabem outras agências que não estão na lista [de 513]. Podem ser mais, podem ser menos.

O senhor disse que numa primeira etapa não haverá demissões.

Tem uma série de etapas antes de chegar na demissão motivada, onde se oferece ao atendente a oportunidade de ele trabalhar em outra áreas. Na primeira etapa (fechar agência sombreada que funcionada em prédio alugado próxima de outra) não tem demissão. Pelo estudo ainda preliminar são umas 60.

O documento que vocês aprovaram não fala de etapas. Diz que sem demissão não tem rentabilidade.

No limite é exatamente isso. Mas se o pessoal se dispuser em trabalhar em outra área a gente aproveita.

Por Andreza Matais do Estadão

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Bancários de agências de banco privado em João Pessoa paralisam atividades

(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Oito agências do banco Santander em João Pessoa estão com os atendimentos paralisados nesta quarta-feira (20), segundo o Sindicato dos Bancários da Paraíba. De acordo com os grevistas, a paralisação é contra as medidas tomadas pelo banco de maneira unilateral que descumprem o acordo coletivo, em vigor até o dia 31 de agosto de 2018.

Em nota, o Banco Santander confirmou que uma manifestação sindical realizada esta manhã, tendo como pauta a reforma trabalhista e que essa paralisação “impediu a abertura de algumas agências e áreas administrativas do Banco. A instituição acrescenta que a situação está sendo normalizada”.

A partir das 8h (horário local), os bancários do Santander em João Pessoa realizaram uma concentração na superintendência do banco, na agência localizada na avenida Epitácio Pessoa, no Bairro dos Estados, na capital paraibana.

“Dentre as medidas prejudiciais à categoria bancária estão: o banco de horas ilimitado, a mudança na data de pagamento dos bancários do dia 20 para o dia 30, a partir de março de 2018 e também a alteração do pagamento do décimo terceiro salário”, informou o sindicato em nota.

G1

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