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Grêmio marca no fim, vence, afunda Fluminense e diminui diferença para o Corinthians

Pedro H. Tesch/Agência Eleven/Gazeta

O Grêmio segue vivo na briga pelo título brasileiro. Neste domingo, o time de Renato Gaúcho recebeu a visita do Fluminense em Porto Alegre e conquistou a vitória pelo placar de 1 a 0, graças a um gol de Beto da Silva aos 40 do segundo tempo.

O resultado leva o Grêmio a 46 pontos e o mantém em terceiro lugar, um ponto atrás do Santos. Mas a boa notícia para o clube é que a distância para o Corinthians, líder do campeonato, caiu para nove pontos, depois de o time paulista empatar com o Cruzeiro na rodada.

Já o Fluminense segue em baixa no Brasileiro, alcança o quinto jogo sem vitória e segue com 31 pontos. Só um acima da zona de rebaixamento.

Domínio gremista

Além de ficar mais com a bola nos pés, o Grêmio soube ser perigoso quando a teve sob controle no primeiro tempo e exigiu bastante da defesa do Fluminense. Não foi coincidência Diego Cavalieri ter sido o principal jogador em campo nos 45 minutos iniciais.

Logo no começo, aos 14 minutos, ele fez duas grandes defesas em finalizações de Everton dentro da área, após um escanteio do Grêmio, e salvou sua equipe. Ainda antes do intervalo, o goleiro apareceu de novo com brilho ao voar para defender um cabeceio de Patrick que tinha endereço.

Gol, mas não valeu

O Grêmio balançou as redes aos 35 do primeiro tempo. Patrick acertou um chute colocado de primeira depois de receber um toque de calcanhar de Léo Moura, mas o auxiliar marcou impedimento do lateral no momento do passe e o gol foi anulado.

Segundo tempo

Finalmente o Fluminense apareceu para ameaçar Marcelo Grohe, depois de abusar dos erros de finalização na primeira metade. Depois de uma boa jogada de Douglas, Henrique Dourado deu um chute rasteiro cruzado, mas o goleiro do Grêmio se esticou para tocar na bola com a ponta dos dedos e mandar para escanteio.

Em seguida, Gustavo Scarpa tentou um gol olímpico e exigiu mais uma boa ação de Grohe.

O jogo ganhou em emoção. Se de um lado o Fluminense acordou, do outro o Grêmio continuou criando e ameaçando. Tanto que Everton perdeu duas boas chances dentro da área quando o jogo ainda estava empatado sem gols.

O gol da vitória

Quando parecia que o jogo ficaria no empate, o Grêmio fez o gol. O lance aconteceu aos 40 do segundo tempo. Everton cruzou para a área e viu a bola desviar no meio do caminho. Na sobra, Beto da Silva conseguiu alcançar e mandou para o fundo das redes.

Próximos compromissos

Os dois times voltam a entrar em campo só no meio da outra semana, por causa da pausa no Brasileiro para as Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo. O Grêmio joga no dia 11 (quarta-feira), em casa, contra o Cruzeiro. Já o Fluminense terá pela frente o clássico com o Flamengo no dia seguinte.

 

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Com direito a “olé” e gol 50 de Neymar, Brasil faz 3×0 e afunda a Argentina

Um espetáculo canarinho. Nesta quinta-feira (10), num Mineirão pulsante, o Brasil fez 3 a 0 sobre a Argentina com direito a “olé” pela 11ª rodada das Eliminatórias da Copa da Rússia. Philippe Coutinho, com golaço, Neymar e Paulinho definiram a vitória da seleção brasileira, que segue na liderança da competição, com 24 pontos.

No retorno da seleção brasileira ao palco do maior vexame de sua história, 7 a 1 para a Alemanha, foi a Argentina que viu fantasma. Com a derrota, a seleção albiceleste permanece com 16 pontos, na sexta posição das Eliminatórias, fora até mesmo da zona de repescagem para a Rússia.

O clássico no Mineirão também ficou marcado, além do show de bola, pela bela festa da torcida mineira, que não parou de provocar Messi e Maradona em cantos

Em 1º tempo truncado, Coutinho, Jesus e Neymar decidem

EVARISTO SA/AFP

Com dez minutos, Brasil x Argentina no Mineirão tinha oito faltas marcadas. Jogo tenso, brigado, muito disputado no meio de campo. Com início de primeiro tempo irregular, as duas equipes tiveram dificuldades para criar oportunidades e levar perigo à meta rival. A primeira boa chance de gol veio em chute de fora da área de Biglia, que parou em ótima defesa de Alison. Logo depois, no entanto, quem chegou foi o Brasil – e para abrir o placar.

Escalado pela meia direita, Philippe Coutinho inverteu de lado, confundiu a marcação argentina e marcou um golaço. Arrancou da meia esquerda, cortou para o meio e fuzilou no ângulo. Após Coutinho desafogar o clássico, Neymar ampliou para o Brasil em grande jogada de Gabriel Jesus, que estava apagado até então no jogo. O atacante do Palmeiras recebeu de costas, girou sobre Zabaleta e enfiou bola perfeita para Neymar – que só deslocou Romero.

‘O campeão voltou’

Leo Correa/AP

“Ohhh, o campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltou…” Assim a torcida embalou a seleção brasileira no segundo tempo de show no Mineirão. Coma vantagem de 2 a 0 no placar, Tite chamou Bauza para o jogo. O treinador tirou o meia Pérez e lançou o atacante Agüero. Deu espaços e o Brasil passeou. Primeiro, Paulinho driblou o goleiro, mas teve chute cortado em cima da linha.

Na segunda chance não teve jeito. Ele aproveitou bola cruzada na área por Renato Augusto e completou as redes, para levar à loucura Tite – que saiu do banco de reservas e foi abraçar os jogadores. A partir daí, foi um show no Mineirão com direito a olé e festival de dribles de Neymar. Se não tivesse desperdiçado pelo menos duas boas chances, com Jesus e Firmino, o Brasil ainda poderia ter aplicado um goleada história no Mineirão, mas parou no 3 a 0.

Messi amarela Fernandinho com chapéus…

EVARISTO SA/AFP

Dois chapéus em cinco minutos de jogo. Foi o suficiente para Lionel Messi amarelar Fernandinho, velho conhecido dos confrontos entre Barcelona e Manchester City. O brasileiro costuma sofrer com o talento do argentino nas partidas pelo futebol europeu. Os dois, inclusive, já chegaram a se estranhar em campo no Velho Continente. Após uma das faltas sofridas, aliás, Messi ficou caído no chão e com a boca sangrando. Ainda no primeiro tempo, com medo da expulsão de Fernandinho, Tite colocou Paulinho para perseguir “La Pulga”.

… e pede pênalti de Neymar

REUTERS/Ricardo Moraes

Quando o Brasil vencia a partida por 1 a 0, Messi sofreu falta de Miranda na entrada da área. O próprio argentino cobrou a falta, buscando o canto do goleiro Alison, mas a bola ficou na barreira. Mais especificamente, no braço de Neymar, que estava colado ao corpo. Polêmica! O camisa 10 argentino pediu pênalti do companheiro de Barcelona, mas o juiz ignorou. Segue o jogo!

Amigos, amigos, negócios à parte

Leo Correa/AP

Antes do clássico no Mineirão, Messi e Neymar se abraçaram e beijaram com carinho na entrada de campo. Logo que o jogo começou, no entanto, deixaram as carícias de lado. Num lance com poucos minutos de jogo, o argentino perseguiu o brasileiro por alguns metros com marcação dura no setor defensivo da seleção argentina. Mas apesar do bom início de Messi, quem brilhou foi Neymar. Além de fazer o segundo gol e participar taticamente do primeiro, Neymar regeu a orquestra no espetáculo.

Mosaico incompleto não atrapalha espetáculo da torcida 

Pedro Ivo Almeida/UOL

A CBF contratou designer gráfico, investiu, mobilizou profissionais, mas não viu a festa perfeita que queria na entrada dos times em campo no Mineirão. Por conta dos lugares vazios na parte superior central das arquibancadas, o inédito mosaico em jogos da seleção ficou incompleto. Apesar disso, a torcida fez uma bela festa nas cadeiras do Gigante da Pampulha. Os torcedores brasileiros cantaram muito, principalmente com provocações a Messi e Maradona.

Bauza, freguês de Tite, fica na berlinda

AFP PHOTO / VANDERLEI ALMEIDA

Em três confronto até então, Tite tinha duas vitórias e um empate contra Edgardo Bauza. Agora, com nova derrota contra o professor Adenor, o ex-técnico do São Paulo virou freguês de vez. Para completar, a derrota da Argentina coloca Bauza de vez na berlinda. Em cinco jogos, venceu apenas um, contra o Uruguai. Empatou contra Peru e Venezuela e perdeu de Paraguai e Brasil. “Olê, olê, olê, olê, Tite, Tite”, cantou a torcida no Mineirão.

BRASIL 3 x 0 ARGENTINA

Data e hora: 10 de novembro de 2016, às 21h45 (horário de Brasília)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Julio Bascuñam (Chile)
Auxiliares: Christian Schiemann e Marcelo Barraza (ambos do Chile)
Público: 53.490
Renda: R$ 12.726.250,00
Gols: Philippe Coutinho, 26′, e Neymar, 46′ do 1º tempo; Paulinho, 15′ do 2º tempo

Brasil
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda (Thiago Silva) e Marcelo; Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho (Douglas Costa) e Neymar; Gabriel Jesus (Roberto Firmino).
Técnico: Tite

Argentina
Romero; Zabaleta, Otamendi, Funes Mori e Más; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Kun Agüero) e Di María (Ángel Correa); Messi e Higuaín
Técnico: Edgardo Bauza

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Botafogo joga bem, afunda Corinthians e alimenta sonho por Libertadores

A atuação dominante do Botafogo no Estádio Luso-Brasileiro, neste sábado (01), resultou em vitória por 2 a 0 sobre um desorganizado Corinthians. Com gols de Neilton e Diogo na 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time carioca alimenta em seu torcedor o sonho com algo que antes parecia impensável: uma vaga na Copa Libertadores.

Faltando dez rodadas para o final do torneio, o Botafogo tem 41 pontos – sete a menos que o Santos (quarto) e cinco a menos que o Fluminense (quinto). O Corinthians tem a mesma pontuação, acumula cinco rodadas sem vencer, e tem como próximo adversário o Atlético-MG, nesta quarta-feira (05). O Botafogo pega o Figueirense no domingo que vem (09).

Quem foi bem: Neilton

Principal criador de jogadas do Botafogo, o atacante bagunçou a marcação e deu muito trabalho. Foi dele a jogada e o chute para o primeiro gol, e a atuação só não foi mais expressiva porque Vinicius Tanque desperdiçou dois ótimos passes em profundidade do companheiro. Depois de ter praticamente resolvido a partida, Neilton caiu de produção na metade final e acabou substituído.

Quem foi mal: Fagner

O capitão corintiano rendeu pouquíssimo e ainda cometeu erro infantil que culminou no segundo gol adversário. Nem parecia o mesmo lateral que chegou a ser a principal arma ofensiva do Corinthians em certo momento desta temporada. Ainda tomou cartão amarelo por reclamação.

Botafogo controla primeiro tempo e constrói vantagem

Fernando Soutello/AGIF

Mesmo sem conseguir impor grande pressão, o Botafogo tomou a bola para si no primeiro tempo. Chegou a ter 72% de posse, volume que possibilitou controlar as ações e frequentar a intermediária adversária. O gol saiu aos 25 minutos, e a partir daí a equipe carioca abriu mão da bola, mas ainda conseguiu ampliar após falha da zaga rival.

Nervoso e sem confiança, Corinthians não cria

Dominado no primeiro terço da partida, o Alvinegro só viu a cor da bola depois de tomar o primeiro gol e ainda sofreu o segundo antes de mostrar qualquer reação. Faltou uma estratégia plausível para atacar com efetividade: foram 12 lançamentos e nove cruzamentos errados só no primeiro tempo. Somada à ineficiência, a marcação frouxa permitiu ao Botafogo transitar sem muito trabalho pela intermediária. A equipe melhorou na etapa final porque o Botafogo recuou, mas a confiança, que já era pouca, diminuiu ainda mais quando Marquinhos Gabriel perdeu pênalti.

Dividida em gol botafoguense gera polêmica

O primeiro gol do jogo resultou em muita reclamação do Corinthians. O lance foi gerado por uma dividida de Neilton com Yago, depois da qual a bola sobrou para Vinicius Tanque, que estava impedido dentro da área. O árbitro interpretou que o toque para trás foi do zagueiro corintiano, mas Yago na verdade apenas desviou o passe de Neilton, o que segundo a regra não anula o impedimento.

Pênalti perdido impede reação corintiana

O Corinthians voltou do intervalo menos desorganizado e com uma boa chance de se animar no jogo. A bola bateu na mão de Emerson e a arbitragem, após certa demora, marcou o pênalti. Mas Sidão defendeu a cobrança de Marquinhos Gabriel e impediu a reação dos visitantes. Daí em diante a partida mergulhou em monotonia, que só foi abalada por duas confusões entre os jogadores.

Jair Ventura dá liberdade a Neilton e colhe frutos

Toda a armação de jogadas do Botafogo passa por Neilton. O camisa 7 tem como posição de origem o lado direito, mas não raro aparece do outro lado para puxar contra-ataques. Sempre que fez a inversão, o atacante encontrou pouca resistência ao jogar às costas de Fagner. Mas Neilton foi mais efetivo quando apareceu pelo meio, entre as linhas do Corinthians, onde Willians deu espaços – foi daquela região que nasceu o primeiro gol.

Carille sofre com desfalques e não encontra alternativas

Os suspensos Rodriguinho e Giovanni Augusto fizeram falta ao Corinthians porque o miolo do meio-campo, com Willians, Marciel e Camacho, teve peças distantes e foi pouco combativo. A transição para o contra-ataque foi fraca, assim como a saída de bola pelo centro. O técnico trocou Marciel por Lucca no intervalo, e por alguns minutos o time jogou relativamente melhor, mas sem forças para buscar a reação.

Ficha Técnica

Botafogo 2 x 0 Corinthians
Data: 01/10/2016
Local: Estádio Luso-Brasileiro (Arena Botafogo), Rio de Janeiro-RJ
Hora: 16h30 (de Brasília)
Público: 9.123 presentes (8.375 pagantes)
Renda: R$ 245.440,00
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Assistentes: Flavio Gomes Barroca (RN) e Vinicius Melo de Lima (RN)
Cartões Amarelos: Joel Carli, Victor Luis, Bruno Silva e Dudu Cearense (Botafogo); Fagner, Romero, Lucca e Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Cartão Vermelho: não houve

Gols: Neilton aos 23′ e Diogo aos 38 minutos do primeiro tempo

Botafogo: Sidão, Alemão, Joel Carli, Emerson e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Diogo (Rodrigo Pimpão), Neilton (Dudu Cearense) e Camilo; Vinícius Tanque (Luís Henrique). Treinador: Jair Ventura.

Corinthians: Walter, Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Willians, Marciel (Lucca), Camacho, Marquinhos Gabriel (Rildo) e Marlone; Romero (Gustavo).Treinador: Fábio Carille.

Uol

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Palmeiras vence de virada e afunda São Paulo na crise

A saída foi pelo alto e o Palmeiras derrotou o São Paulo por 2 a 1, de virada, no Allianz Parque, na noite dessa quarta (7) e manteve a vantagem de três pontos na liderança do Brasileiro. Os zagueiros Yerry Mina e Vitor Hugo, com cabeceios precisos, deram o quarto resultado positivo nos últimos cinco jogos para o time do técnico Cuca. Chávez descontou para os são-paulinos.

A primeira vitória do treinador sobre o São Paulo resulta em uma tranquilidade para o Palmeiras na tabela. A equipe alviverde alcançou os 46 pontos e segue três de vantagem sobre o Flamengo, vice-líder da competição ao bater a Ponte Preta por 2 a 1.

O São Paulo, em contrapartida, segue em decadência no Campeonato Brasileiro. Sem vencer há cinco jogos, o time comandado por Ricardo Gomes caiu para a 13ª posição ao permanecer com 28 pontos, apenas dois a mais do que o Vitória, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.

Rubens Cavallari/Folhapress

Mina comemora gol sobre o São Paulo

Para comprovar o bom momento em uma fase decisiva da Série A, o Palmeiras encara no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), o Grêmio, na Arena em Porto Alegre. No mesmo dia, o São Paulo, depois de mais um revés, tenta a recuperação contra o Figueirense, no Morumbi, a partir das 11h.

Quem foi bem: Dudu

A faixa de capitão fez bem ao meia-atacante palmeirense. Dudu assumiu a responsabilidade, incendiou o time com jogadas individuais e ainda foi decisivo para vitória no clássico desta quarta-feira. Saiu dos pés do camisa 7 a assistência para Vitor Hugo decidir o confronto.

Quem foi mal: Lyanco

O jovem zagueiro são-paulino entrou ainda no primeiro tempo na vaga do lesionado Rodrigo Caio e pecou nas duas jogadas de gol do Palmeiras. Tanto Yerry Mina quanto Vitor Hugo superaram o defensor para anotarem os gols responsáveis pelo triunfo verde.

Pelo alto e avante

O Palmeiras pode atribuir o resultado positivo à eficiência na bola parada. Apesar de crescer na segunda etapa com a entrada de Gabriel Jesus, os dois gols da equipe saíram pelo alto, e com os dois zagueiros. Yerry Mina (aos 10min) e Vitor Hugo (25min) deram a vitória ao líder do Campeonato Brasileiro.

Rubens Cavallari/Folhapress

Vitor Hugo comemora o gol da virada e ganha abraço de Mina

Gabriel Jesus mostra fôlego e dá trabalho

Menos de 24h após deixar o gramado da Arena Amazônia aos 40min do segundo tempo da vitória por 2 a 1 do Brasil sobre a Colômbia, Gabriel Jesus entrou em campo para defender o Palmeiras. Aos 19 anos, o atacante mostrou preparo físico e mudou a cara do clássico. Com ele em campo, o improvisado Wesley não teve sossego na lateral direita.

Palmeiras ganha nova cara com Gabriel Jesus

A dificuldade na criação tornou o Palmeiras preso ao sistema defensivo implantado por Ricardo Gomes no clássico. A insistência nas tabelas pelo meio, setor bem resguardado por Hudson, João Schmidt e Thiago Mendes, tornou o time de Cuca previsível. O tom de imprevisibilidade estava no banco: Gabriel Jesus. Com o atacante, a equipe se abriu, explorou a ponta esquerda e, enfim, incomodou o rival tricolor.

São Paulo se retrai e vira dependente de Kelvin

Escalado com três volantes, o São Paulo povoou o setor de meio-campo e neutralizou as investidas do Palmeiras na base das tabelas. A postura defensiva, no entanto, limitava a equipe do outro lado do campo – o abuso dos ‘chutões’ refletia a dificuldade tricolor em propor o jogo. Somente Kelvin, pela ponta esquerda, surgira como boa opção; a jogada do gol nasceu dos pés do camisa 30.

Cuca aposta em Allione e se decepciona

Os treinamentos indicavam uma possível mudança na escalação palmeirense. Allione, que subiu de rendimento nas últimas rodadas, ganhou uma oportunidade como titular, mas não aproveitou. Tanto que Cuca recorreu a Gabriel Jesus com apenas 8min do segundo tempo.

Ricardo Gomes é atrapalhado pelas lesões

Eduardo Knapp/Folhapress

O técnico são-paulino acabou prejudicado na partida desta quarta-feira pelas condições físicas do próprio elenco. Ainda no primeiro tempo, Rodrigo Caio (corte no rosto) e Carlinhos deixaram o gramado lesionados. Desta forma, Ricardo Gomes possuiu apenas uma opção para mudar taticamente o clube tricolor durante a etapa final de jogo.

Presença ilustre

Vencedor do Prêmio Puskas, de gol mais bonito anotado no ano passado, Wendell Lira compareceu ao Allianz Parque na noite desta quarta-feira.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 7 de setembro de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Público: 39.944 torcedores
Renda: R$ 2.742.012,60
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC)
Assistentes: Nadine Schramm Camara Bastos (Fifa-SC) e Helton Nunes (Fifa-SC)
Gols: Yerry Mina (10’/2T) e Vitor Hugo (25’/2T), para o Palmeiras; Chávez (2’/2T), para o São Paulo
Cartões amarelos: Gabriel, Jean e Yerry Mina, para o Palmeiras; Chávez e Mena, para o São Paulo

PALMEIRAS: Jailson; Jean, Yerry Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê e Gabriel; Allione (Gabriel Jesus), Moisés e Dudu; Rafael Marques. Técnico: Cuca

SÃO PAULO: Denis; Wesley, Maicon, Rodrigo Caio (Lyanco) e Carlinhos (Mena); Hudson, Thiago Mendes, João Schmidt; Luiz Araújo (Daniel), Kelvin e Chavez. Técnico: Ricardo Gomes

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Corinthians afunda o Inter no Beira-Rio e pressiona o Palmeiras

Depois de dois empates seguidos dentro de casa, o Corinthians enfim voltou a vencer. Neste domingo, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe comandada por Cristóvão Borges não apresentou um futebol de encher os olhos dos torcedores, mas fez o necessário para aumentar a crise no Internacional e assumir provisoriamente a liderança da competição, pressionando o arquirrival Palmeiras. Elias, titular pela primeira vez após se recuperar de uma fratura na costela, garantiu o triunfo por 1 a 0 no Beira-Rio.

Com a vitória, o Corinthians assume a liderança provisória do Campeonato Brasileiro, já que soma 33 pontos, um a mais que o Palmeiras, mas que ainda entra em campo neste domingo para enfrentar o Botafogo, no Rio de Janeiro, às 18h30. Já o Internacional despenca para a 13ª posição, com apenas 21 pontos somados e, agora, com nove jogos sem saber o que é vencer na competição.

Quem foi bem: Elias, titular e decisivo

Ricardo Duarte/SC Internacional

Elias voltou ao time titular do Corinthians neste domingo

Depois de ficar afastado por mais de 40 dias após sofrer uma fratura na costela, Elias voltou ao time titular do Corinthians neste domingo. Recuperado há duas semanas da contusão, ele ficou no banco contra Figueirense e São Paulo para recuperar ritmo de jogo e voltou a ganhar uma chance na equipe inicial de Cristóvão Borges. Apesar de não demonstrar um bom volume de jogo, apareceu na hora decisiva, marcando o gol da equipe no primeiro tempo.

Quem foi mal: Ariel, desperdiçou bons ataques

Mais famoso pela presença de área do que por uma movimentação constante no ataque, Ariel pouco contribuiu para evitar um tropeço do Internacional neste domingo. Apesar da pouca criatividade do setor ofensivo colorado, o atacante argentino teve boas chances de gol, mas ou pecava no domínio, ou errava no tempo de finalização. O lance mais claro aconteceu no primeiro minuto da etapa final, quando ele aproveitou um vacilo de Balbuena, mas se enrolou e desperdiçou uma ótima chance na frente de Cássio.

Tensão, erros e pouca criatividade

Internacional e Corinthians demonstraram muita tensão nos primeiros 20 minutos de bola rolando. Com muitos erros de passe, o jogo ficava travado na marcação no meio de campo e pouco evoluía no setor ofensivo. Apesar do clube paulista ter mais posse de bola, foram os donos da casa que chegaram com perigo pela primeira vez. Ariel tentou dominar a bola dentro da grande área e a bola sobrou para Valdívia, que bateu para uma defesa estranha (de manchete) de Cássio. Já os visitantes tiveram uma oportunidade com André, que desperdiçou um ótimo cruzamento com um cabeceio sem direção.

Vacilo colorado e oportunismo alvinegro

Quando a etapa inicial parecia que terminaria empatada por 0 a 0, um simples lance de lateral, somado a uma desatenção da zaga do Internacional, resultou no gol corintiano. Uendel cobrou o lateral, Giovanni Augusto recebeu na área e deixou para Romero, que serviu Elias para abrir o placar no Beira-Rio. Com categoria, o camisa 7 bateu chapado no canto do goleiro, sem chance para Marcelo Lomba.

Inter melhora, mas não consegue empatar

Logo na volta do intervalo, Falcão promoveu as entradas de Sasha e do estreante Nico López, nos lugares de Vitinho e Valdívia, respectivamente. As alterações até que melhoraram o futebol apresentado pelo Internacional, que ficou mais com a bola e chegou com mais perigo ao gol defendido por Cássio. No entanto, a maioria delas terminava no pé de Ariel, que não teve uma tarde feliz e desperdiçou boas oportunidades.

Jejum de vitórias

O Internacional não sabe o que é vencer há nove rodadas, sendo dois empates (Coritiba e Ponte Preta) e sete derrotas (Figueirense, Botafogo, Flamengo, Grêmio, Santa Cruz, Palmeiras e Corinthians). O último triunfo aconteceu no longínquo 16 de junho, contra o Atlético-MG, então oitava rodada. Na época, os três pontos davam aos gaúchos a liderança da competição. Hoje, a equipe comandada por Falcão, que assumiu após a demissão de Argel, ocupa apenas a 13ª posição.

Agenda

Na próxima rodada, o Corinthians visita o Atlético-PR, quarta-feira (3), às 21h45 (de Brasília), na Arena da Baixada. Já o Internacional vai ao Independência enfrentar o Cruzeiro, quinta-feira, às 21h, pela penúltima rodada do primeiro turno da competição.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 0 X 1 CORINTHIANS
Data: domingo, 31 de julho de 2016
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Cartões amarelos: André e Yago (Corinthians); Ariel e Paulão (Inter)
Gol: Elias (Corinthians)
INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Ernando, Paulão, Leandro Almeida e Artur; Anselmo (Jair), Fabinho, Seijas e Valdívia (Nico López); Vitinho (Sasha) e Ariel
Técnico: Paulo Roberto Falcão
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Yago, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Elias (Rodriguinho), Romero, Giovanni Augusto (Danilo) e Marquinhos Gabriel; André (Luciano)
Técnico: Cristóvão Borges
Uol

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Lucas faz três, acaba com jejum, e São Paulo afunda Sport no Z-4

Lucas não fazia gols há dez jogos, contando Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. Eram dois meses de jejum, desde a vitória por 4 a 0 sobre o Botafogo, no dia 30 de agosto. Suas últimas atuações haviam sido abaixo da média. Alguns já apontavam o cansaço do jovem, escalado à exaustão no São Paulo e convocado sempre por Mano Menezes para a seleção brasileira. Erro grave duvidar de um jogador como ele.

Lucas se cansou, sim. Mas de passar em branco. Foram três gols, fato inédito na carreira, para decretar a vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre o Sport. Uma vitória que valeu muito. Valeu a vantagem de sete pontos sobre o quinto colocado, agora o Internacional, na luta pela vaga na Libertadores. Valeu a volta de Luis Fabiano, que participou de três gols em ótima atuação no retorno ao time. Valeu a certeza de opções no banco, já que Maicon e Douglas substituíram bem os titulares Jadson, suspenso, e Osvaldo, lesionado. E valeu até mesmo a aproximação do terceiro colocado, Grêmio, que empatou e tem agora dois pontos a mais.

E também causou a tristeza de 31.599 torcedores fanáticos pelo Sport. Esperançosos após dois triunfos consecutivos, eles lotaram a Ilha do Retiro e até se animaram com o gol de Gilberto, logo no início, e com as chegadas rápidas pelas laterais. Mas a precisão de Lucas, a falha incrível de Saulo, que soltou a bola nos pés do atacante são-paulino, e erros imperdoáveis do time ainda no primeiro tempo fizeram a esperança virar desespero. A apatia no segundo tempo não era de quem precisava vencer a qualquer custo.

O Sport só volta aos gramados no outro domingo, em São Januário, contra o Vasco. Mais um confronto difícil na luta para ficar na Série A, apesar da queda livre dos cariocas. O Leão é o 17º colocado, quatro pontos atrás do Bahia, primeiro fora da zona de rebaixamento. Já o São Paulo não terá uma semana de folga. Na quarta-feira, a equipe entrará em campo pela Copa Sul-Americana, em Santiago, contra a Universidad de Chile. E no Brasileirão, o próximo confronto será contra ninguém menos que o líder Fluminense, também no domingo, no Morumbi.

lucas sport x são paulo (Foto: RUBENS CHIRI/PERSPECTIVA/Agência Estado)Lucas posa para fotos dos parceiros após primeiro gol (Foto: RUBENS CHIRI/PERSPECTIVA/Agência Estado)

Tudo errado para Saulo, tudo certo para Lucas

Saulo entrou em campo ovacionado pela torcida do Leão, ainda emocionada com as lágrimas derramadas pelo goleiro após defender pênalti contra o Atlético-GO, na rodada anterior. Lágrimas de alegria que virariam de dor e vergonha na semana seguinte.

O goleiro deve ter se animado com seu início, ao espalmar chute forte de Rafael Toloi, e outro bem colocado por Douglas. E também com o início do Sport. Nos cumprimentos, Rogério Ceni havia dito a Cicinho, companheiro de tantos títulos em 2005, que era um prazer revê-lo. Prazer que virou incômodo nas bolas paradas do lateral-direito, agora no Leão. Ele bateu escanteio na cabeça de Gilberto, que abriu o placar. Logo em seguida, a parceria se repetiu em cobrança de falta, mas Ceni conseguiu espalmar com o pé.

Atrás no placar, o Tricolor melhorou. Maicon foi centralizado e Douglas passou a ser o “novo Osvaldo”, aberto pela esquerda. O time se acertou e a maré de Saulo começou a mudar quando Lucas acertou um chute improvável, de longe. Um golaço! Só não tão improvável quanto seu segundo gol. No cruzamento de Luis Fabiano, a bola parecia dominada nas mãos do goleiro, mas escapou. E escapou nos pés de Lucas. Festa da minoria na Ilha. Desespero da maioria, principalmente de Saulo, que voltou a fazer cara de choro ao se desculpar com as arquibancadas.

Como se não bastasse, até quem estava a favor resolveu jogar contra. Após boa tabela de Cortez e Luis Fabiano, muito participativo, Rivaldo tentou cortar e encobriu o próprio goleiro, marcando contra o terceiro gol são-paulino. O nervosismo do Sport era nítido. O São Paulo parou de dar espaços e os anfitriões não chegaram mais pelas laterais, onde Cicinho e Renê deram muito trabalho nos minutos iniciais.

Rogério Ceni Saulo (Foto: Reprodução)Rogério Ceni consola Saulo após falha do goleiro
do Sport no primeiro tempo (Foto: Reprodução)

Vitória que só não virou goleada ainda no primeiro tempo porque Douglas perdeu chance incrível. De bom mesmo para Saulo, só o abraço consolador de Rogério Ceni antes de irem para o vestiário. E a compreensão dos torcedores.

Hat-trick e tranquilidade

Rivaldo, que era vaiado a cada toque na bola depois do gol contra, nem voltou. Entrou Marquinhos Gabriel. Mas não mudou a apatia do Sport, que já entrou em campo derrotado no segundo tempo. Para quem precisava fazer dois gols para empatar e amenizar a desesperadora situação da tabela, a equipe não teve o menor poder de reação. Hugo, pela esquerda, esbravejou com os parceiros. Não adiantou nada.

Maicon, que dava a cadência ao meio-campo do São Paulo, teve de sair, lesionado. Ney Franco optou por Ademilson, demonstração clara de que apostava no contra-ataque para ampliar a vantagem. Aposta certeira!

Não com Ademilson, mas com a dupla de craques que pode levar a equipe à Libertadores do ano que vem. Lucas, pelo meio após a mudança, tabelou com Luis Fabiano e deslocou Saulo. Mais um do camisa 7 e tranquilidade para os visitantes.

O jogo, muito aberto desde o início, finalmente ganhou ritmo mais lento. Satisfeito com a vitória, o São Paulo tentou administrar e ainda teve uma ótima chance com Luis Fabiano. Ele poderia ter tocado para Rhodolfo, mas imagine como se sente um artilheiro nato quando seu time faz quatro gols e nenhum é dele. O Fabuloso tentou o cantinho, errou, e ouviu seu nome gritado pelos tricolores, como de costume.

No Sport, Hugo seguiu ditando o ritmo. Primeiro, recebeu na entrada da área, bateu com força e obrigou Rogério a fazer uma defesa impressionante. Depois, em cobrança de pênalti sofrido por Gilberto, marcou um merecido gol. Nem comemorou. Ou por já ter sido campeão pelo São Paulo, em 2007 e 2008, ou porque o time da casa não tinha muito a comemorar.

Sport x São Paulo (Foto: Antonio Carneiro/Pernambuco Press)Wellington tenta o desarme durante vitória do São Paulo na Ilha (Foto: Antonio Carneiro/Pernambuco Press)
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Serviço completo: Grêmio convence, vira vice-líder e afunda o Sport no Z-4

A maior graça do futebol é a falta de lógica. A imprevisibilidade. E a capacidade de um jogo surpreender todos os prognósticos. E estes ingredientes estavam presentes na noite desta quinta-feira na Ilha do Retiro, no Recife. Na zona de rebaixamento, o Sport planejava atacar em casa, mas foi o Grêmio quem partiu para cima. E se o Tricolor pretendia ganhar chutando de fora da área, coube ao Leão adotar tal prática. Entre as idas e vinda, melhor para o time gaúcho: 3 a 1 e o pulo à vice-liderança, deixando o time pernambucano em situação delicada na luta para escapar da queda à Série B do Brasileirão.

São, agora, 56 pontos do time de Vanderlei Luxemburgo, o mesmo desempenho do Atlético-MG, que caiu à terceira posição por ter uma vitória a menos (17 a 16). O líder Fluminense tem nove a mais. O Sport, do estreante Sérgio Guedes, que pela realidade da bola terá muito trabalho pela frente, amarga a 18ª posição, com 27 pontos – oito atrás do Bahia, primeiro time fora do Z-4.

Os dois times voltam a campo no domingo. Às 16h, o Sport desafia o Atlético-MG, no Independência, em Belo Horizonte. O Grêmio recebe o Botafogo, às 18h30m, no Olímpico.

Sport x Grêmio (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Jogadores do Grêmio comemora gol de Pico, que abriu goleada (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Gol da insistência

Planejar é o caminho mais curto, mas não garante o sucesso. A contradição resumiu o primeiro tempo. Enquanto o Sport pretendia atuar ofensivamente, tanto que entrou em campo com três atacantes, o Grêmio planejava adiantar a marcação para evitar a pressão de um adversário desesperado. O Tricolor se deu melhor.

Nem parecia que jogava fora de casa ou que tinha cinco desfalques. Com jogadores tranquilos e conscientes do que fazer em campo, comandou a etapa inicial. Criou três oportunidades além do gol, contra apenas uma da equipe local. A maioria delas na base da troca de passes e posterior lançamento a Leandro.

A primeira, porém, surgiu com Kleber. Ao receber de Anderson Pico, bateu cruzado para fora, aos quatro minutos. Dez mais tarde, Leandro recebeu grande passe de Souza, ganhou de Bruno Aguiar na corrida e, na saída de Magrão, chutou por cima. Uma cobrança de escanteio de Marquinhos ainda assustou os pernambucanos, assim como um chute violento de Felipe Azevedo obrigou Marcelo Grohe a trabalhar pela primeira vez na noite. Então, uma bola mal tirada pela defesa, um escorregão e um desvio depois de um chute originaram o gol. Pico aproveitou bobeira da defesa, teve a agilidade de se levantar rápido e chutou de fora da área: 1 a 0. Foi o começo, aos 43, do pulo na tabela: foram dez rodadas na terceira posição.

Quem não faz…

O segundo tempo começou com o Sport pressionando. Em três minutos, três chutes de fora da área com Gilberto, Hugo e Felipe Azevedo, este último obrigando Marcelo Grohe a fazer boa defesa. A pressão se revelou infrutífera. As conclusões de longe, sem jogadas tramadas no meio-campo, explica um pouco o porquê de o Leão ter o pior ataque da competição: 24 gols em 29 jogos.

Aproveitando-se do desespero rival, o Grêmio soube contragolpear. Léo Gao lançou Leandro, que desta vez fez tudo certo: arrancou e na saída do goleiro fez o segundo. Eram seis minutos. A torcida na Ilha do Retiro começava a reclamar e demonstrou toda a sua irritação aos 11, quando Marquinhos aproveitou rebote e bateu cruzado: 3 a 0.

Foi o suficiente para as vaias tomarem conta do estádio. Não contra o time. O protesto da torcida era contra o presidente Gustavo Dubeux. Cartazes e gritos eram direcionados ao dirigente. Quem sentiu, porém, foi o grupo de jogadores. Sem força, abusaram de cruzamentos para a área. O Grêmio não corria riscos, se deu ao luxo de sacar Kleber e apostar em André Lima. Ainda deu tempo para Hugo, aos 34, diminuir de pênalti. E ficou no 3 a 1.

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Coritiba vence em Araraquara e afunda o Palmeiras no Z-4

Não foi a final da Copa do Brasil, mas parecia. Um jogo recheado de componentes de tensão: rivalidade, catimba, e duas equipes que lutam pela sobrevivência na Série A do Brasileiro. Na repetição da decisão do torneio mata-mata, quem levou a melhor desta vez foi o Coritiba, que venceu o Palmeiras por 1 a 0, nesta quinta-feira, na Arena da Fonte, em Araraquara, pela 29ª rodada do campeonato nacional. Com o resultado, a equipe curitibana respira na luta contra o rebaixamento e afunda o rival paulista na zona de rebaixamento.

O Coritiba chegou a 35 pontos, nove a mais do que o Palmeiras, e ultrapassou Bahia e Flamengo, saindo de 16º para 14º lugar. Ainda em 18º, o Verdão permanece somando 26 na classificação, a nove do primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Tricolor de Salvador. A cada rodada que passa, o time do Palestra Itália vê a queda à Série B se tornar cada vez mais real.

Os dois times voltam a jogar no próximo domingo, às 16h (de Brasília). Enquanto o Palmeiras vai a Recife enfrentar o Náutico, nos Aflitos, o Coritiba recebe o Bahia no Couto Pereira, em novo duelo direto contra a degola.

Iniciativa com nervosismo

Mauricio Ramos do Palmeiras e Deivid do Coritiba (Foto: Denny Cesare / Ag. Estado)Mauricio Ramos protege a bola de Deivid (Foto: Denny Cesare / Ag. Estado)

A intenção de Gilson Kleina ao escalar um meio-campo mais criativo e um ataque mais forte fisicamente era das melhores. O técnico queria que o time repetisse a postura demonstrada nas duas primeiras vitórias sob o seu comando, contra Figueirense e Ponte Preta, quando o Palmeiras abriu o placar antes dos 15 minutos de jogo. Só que o Coritiba não é bobo. Sabendo que o Verdão iria para o abafa, a equipe paranaense passou o primeiro tempo inteiro recuada, à espera de um contra-ataque mortal.

O problema do Palmeiras era confundir rapidez com pressa. Assim, o passe não saía caprichado, fruto do nervosismo que tomou conta da equipe – algo que já havia acontecido no clássico contra o São Paulo, sábado passado. A euforia inicial da era Kleina deu lugar à mesma insegurança que pôde ser vista no resto do Campeonato Brasileiro. Foram 21 passes errados em 45 minutos, contra apenas 13 do rival paranaense.

Luan, inoperante, errava tudo. Marcos Assunção, no sacrifício, claramente mostrou dificuldades para correr. Só Maurício Ramos e João Denoni, que ganhou merecida vaga no meio-campo, tiveram destaque. Eles não deixaram o Coxa jogar.

O atacante Deivid, homem mais avançado da equipe paranaense, foi visto com frequência no círculo central, esperando para puxar uma jogada mais rápida que pudesse surpreender a defesa palmeirense. Lincoln, Rafinha e Everton Ribeiro, os três armadores do Coritiba, se preocuparam mais em cavar faltas e retardar a partida do em que buscar o gol.

A torcida palmeirense fez sua parte. Na Arena da Fonte, não se ouviu um chiado sequer – só gritos de apoio e vaias a Lincoln, ex-jogador do clube paulista, e ao árbitro Jailson Macedo Freitas. Para se livrar do rebaixamento, porém, não basta ter uma torcida atuante. É preciso jogar futebol. E isso, o Verdão fez mal.

Coxa marca dois, mas só um vale

Gilson Kleina não mudou as peças do Palmeiras para o segundo tempo, mas ao menos fez seu time entrar com outra atitude. Mais ligado no jogo, o dono da casa parou de errar passes bobos e passou a dar trabalho ao goleiro Vanderlei. Antes dos dez minutos, ele tomou um susto em chute de longe de Luan, e fez ótima defesa em arremate rasteiro de Correa, que poderia ter sido mais traiçoeiro, pois o campo estava molhado, já que foi irrigado meia hora antes do confronto.

A torcida em Araraquara começou a ficar impaciente, e a resposta veio com a troca de Luan por Maikon Leite. Acréscimo de qualidade e velocidade no Palmeiras. O resultado, porém, não foi o desejado. O Coxa passou a achar espaços na defesa rival e assustou por duas vezes, com Deivid. Nas duas, ele não finalizou por pouco.

O Palmeiras tinha controle do jogo, mas começou a apelar muito cedo para os chutões e bolas aéreas com Marcos Assunção. Aos 15 minutos, um lance emblemático: falta pouco depois da linha do meio-campo, e o volante corre para bater. Imediatamente, sete jogadores de verde invadem a área do Coxa. O lance não deu qualquer resultado e ainda gerou mais um contra-ataque perigoso para os paranaenses.

Sem opções no banco, Kleina teve de recorrer a Daniel Carvalho, um dos mais apáticos na derrota para o São Paulo. Henrique deixou o campo. Obina chegou a fazer um gol, mas estava impedido. Tiago Real, com o gol vazio, preferiu tocar por cobertura em vez de dar o passe. E o Coxa só esperando a chance de matar o jogo. Aos 26, Rafinha disparou pela direita e encontrou Lincoln na área, que só desviou. A bola bateu na trave, e Deivid não teve reflexo para aproveitar o rebote sozinho diante das redes.

Pouco depois, o camisa 9 aproveitou novo cruzamento e cabeceou para as redes, em posição legal. O Verdão se salvou porque o árbitro marcou impedimento. Aos 43, não teve jeito. Após falha de Correa no quique da bola, Everton Ribeiro pegou a sobra e foi derrubado por Maurício Ramos dentro da área. Deivid foi para cobrança e marcou, aliviando o Coritiba e aumentando a agonia do Palmeiras, que parece não ter fim.

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Palmeiras perde cabeça e clássico para o Timão e afunda na tabela

Mais que um jogo. Palmeiras x Corinthians costuma ser um campeonato à parte. O vencedor volta para casa com sabor de título na boca. O perdedor quer sumir. E, neste domingo, o Timão deixou o Pacaembu com a sensação de ter empurrado ainda mais o Verdão na ladeira rumo à Segunda Divisão. Uma ladeira que parece cada vez mais íngreme. Difícil de subir…

A vitória por 2 a 0 foi técnica, tática, mas, principalmente, moral. O Corinthians, que nada quer no Campeonato Brasileiro, além de uma participação que honre o fato de ser o atual campeão, se comportava tranquilamente, mas foi instigado a vencer pela reação desequilibrada de Luan no gol de Romarinho, que comemorou em frente à torcida alviverde. Uma torcida que cantou e vibrou enquanto foi possível, mas depois sucumbiu e xingou no primeiro jogo após a demissão de Luiz Felipe Scolari. Se a permanência do interino Narciso dependia só do resultado, a diretoria terá de procurar um novo comandante.

Com um jogador a mais desde os 25 minutos do primeiro tempo, o Timão, que já é mais time, inegavelmente, não teve maiores dificuldades em somar mais uma vitória e chegar a 35 pontos, na nona colocação, e já pensando no Mundial de Clubes, em dezembro. E qual é o rumo do Verdão? Com 20 pontos, só não é o último colocado do Brasileirão porque tem uma vitória a mais que o Atlético-GO. É difícil imaginar o Palmeiras na Série A em 2013. O que foi apresentado nas 25 rodadas é pouquíssimo diante do que precisa ser feito nas 13 restantes.

No próximo sábado, o confronto do time que, por enquanto, é comandado por Narciso, será contra o Figueirense, rival na fuga do rebaixamento, no Orlando Scarpelli. Já o Corinthians, domingo, no Engenhão, joga contra o Botafogo, no Engenhão.

Douglas e Marcos Assunção, Palmeiras x Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Douglas sofre com a marcação de Marcos Assunção (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Tensão, confusão e Romarinho

Uma camisa linda, um bigode nem tão lindo assim no rosto de Valdivia, um técnico novo com óculos de grau no lugar dos habituais óculos de sol. O Palmeiras apostou em vida nova, com tudo diferente após a saída de Luiz Felipe Scolari. Só o futebol não era novo. E o que dizer dos nervos? Tudo parecia sob controle, com a equipe trocando bolas e até chegando ao gol de Cássio, apesar de nenhuma jogada assim tão perigosa.

Perigo mesmo levou o Corinthians com a cabeçada de Paulinho após cruzamento de Danilo, pasmem, com o pé direito! O ritmo do Timão era mais lento, mas o que será que tem esse Romarinho? O cara que havia acabado de chegar quando enfrentou o Palmeiras no primeiro turno e fez dois gols. O cara que foi à Bombonera dar o primeiro passo para o título da Libertadores. O cara que estava há oito jogos sem marcar… Que estrela!

Após belo passe de Douglas para Martínez, Maurício Ramos conseguiu o desarme, mas Juninho não se deu conta de que estava num campeonato à parte. Tentou sair da área de cabeça baixa e, quando olhou para frente, Romarinho já havia roubado a bola e feito o gol. Já devia estar comemorando em frente à torcida… do Palmeiras! Ele jura que se confundiu, pois normalmente quem fica ali no Pacaembu são os corintianos. Verdade ou não, a reação descabida de Luan e companhia provocou o cartão amarelo ao autor do gol.

Foi um dos atos de Marcelo Aparecido de Souza, árbitro que fez jus ao nome. Ele não deu cartão amarelo a Luan por causar uma confusão generalizada, mas já havia dado antes por achar que o atacante do Palmeiras tentou simular um pênalti. Logo em seguida, quando Narciso já preparava Maikon Leite para substituir o jogador, visivelmente nervoso, o árbitro disse que viu um chute de Luan em Guilherme Andrade e o expulsou.

Na sequência, um chute perigoso de Barcos e cartões a rodo: o Pirata, Martínez, Cássio, Artur… E o fim de 45 minutos em que a tensão exalou no Pacaembu com a promessa de Valdivia para Romarinho:

– Ele vai ver depois…

Romarinho comemoração, Palmeiras x Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Romarinho comemora, e Luan (camisa 11) vai tomar satisfações ( Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Nocaute corintiano

– Vou entrar para jogar bola, não para tirar alguém.

Jorge Henrique, famoso provocador, eleito jogador mais chato do Campeonato Brasileiro pelos atletas em pesquisa realizada pelo GLOBOESPORTE.COM em parceria com a revista “Monet”, ouviu de Tite a instrução para pensar apenas em futebol. E com três minutos já obedeceu: de calcanhar, deixou Romarinho na cara do gol, mas o carrasco isolou.

Com um jogador a mais e muito mais organizado, o Corinthians resolveu marcar no campo de ataque, uma de suas principais características. Não demorou muito para que Danilo roubasse de João Vitor e iniciasse o contra-ataque que passou por Romarinho, pelo pé direito de Douglas e pela cabeça de Paulinho antes de terminar na rede de Bruno. Um gol que levou a torcida alviverde ao desespero.

A imagem de São Marcos e do gerente de futebol César Sampaio nas tribunas dizia muito sobre a situação do Verdão. Ídolos que tanto fizeram pelo clube dentro de campo, agora impotentes diante de uma equipe nervosa e que vê o fundo do poço cada vez mais próximo.

Palmeiras x Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Palmeirense Artur se desespera com chance perdida (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

A sensação de que o placar era irreversível diminuiu o nervosismo, apesar de lances como a voadora de Juninho em Romarinho e a dura entrada de Danilo no tenso Maurício Ramos. O Corinthians diminuiu novamente o ritmo, pareceu querer evitar problemas. O Palmeiras melhorou com as entradas de Obina e, principalmente, Tiago Real. O meia, que veio do Joinville, deu um banho de lucidez e qualidade nos companheiros que já estavam em campo.

Foi seu, por exemplo, o lançamento para Artur, que ajeitou de cabeça para Valdivia. O chileno, titular, badalado, perdeu um gol incrível. Seria o seu primeiro no Brasileirão… Antes, ele havia exigido de Cássio a defesa mais difícil da partida em chute de longe.

Os cartões continuaram a aparecer. Guilherme Andrade, Obina e Fábio Santos, que ganhou a faixa de capitão como presente pelo aniversário de 27 anos, foram os agraciados da vez. A arbitragem também continuou a aparecer. Mal. O assistente Rogério Zanardo marcou falta de Obina em Paulo André, mas logo abaixou a bandeira e o árbitro deixou seguir o lance até a conclusão de Valdivia para o gol. A torcida chegou a comemorar antes que Aparecido consultasse o parceiro, voltasse atrás e marcasse a falta.

Já o futebol parou de aparecer, de ambos os lados. O “título” do dia é alvinegro. O desespero é alviverde. Neste e nos próximos domingos.

Paulinho, Comemoração, Palmeiras x Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinhon comemora o segundo gol do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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Na estreia de Deivid, Coritiba dá baile no Flamengo e afunda o rival na crise

Coritiba e Flamengo fizeram na noite deste sábado um jogo em que ambos precisavam da vitória para iniciar uma reabilitação no Campeonato Brasileiro. Melhor para o Coxa, que aproveitou noite pavorosa da defesa rubro-negra, venceu por 3 a 0 no Couto Pereira e começou com vitória uma nova fase. A partida marcou as estreias do técnico Marquinhos Santos e do atacante Deivid na equipe paranaense. O ex-flamenguista teve boa atuação e deu o passe para um dos gols do Coritiba no jogo. Lincoln, Rafinha e Everton Ribeiro foram os artilheiros da noite.

Com o resultado, o Coritiba manteve uma escrita viva: nos últimos nove jogos que fez contra o Flamengo no Couto Pereira, o Coxa venceu todos. Agora com 25 pontos em 23 rodadas, a equipe alviverde aparece na 15ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro. Com 27 pontos, o Flamengo, que não vence há cinco jogos (dois empates e derrotas nas três últimas partidas), segue em 13º.

– Entregamos praticamente os três gols para o Coritiba. Não adianta culpar ninguém, está todo mundo no mesmo barco. Temos mais 16 jogos para sair dessa situação – disse o goleiro Felipe após o apito final.

Na próxima rodada, o Rubro-Negro, que no fim do jogo chegou a ouvir gritos de olé, encara o Santos, na Vila Belmiro. A partida está marcada para quarta-feira. No mesmo dia, o Coxa visita o Atlético-GO, no Serra Dourada.

– Dentro de casa a gente vinha fazendo bons jogos e se dedicando. Hoje o time não sofreu gols e conseguimos uma vitória importante – avaliou Rafinha, autor do segundo gol da partida.

Lincoln gol Coritiba (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)Lincoln (direita) celebra seu gol, o primeiro do jogo (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)

Coxa tem menos a bola, mas vai bem nos contragolpes

No Coritiba, o técnico Marquinhos Santos optou por um esquema de cinco homens no meio-campo e Deivid como único atacante. Everton Ribeiro e Rafinha atuaram abertos pelas pontas, enquanto Lincoln trabalhou como homem de ligação. Marquinhos lançou ainda na equipe atletas que não vinham sendo titulares, como o zagueiro Bonfim e o volante Gil.

No lado do Flamengo, Dorival Júnior escalou como titular o zagueiro Frauches, cria das categorias de base, pela primeira vez neste Brasileirão. O time jogou no 4-4-2, como Muralha e Ibson formando uma linha mais atrás e Luiz Antonio e Bottinelli jogando mais à frente. No ataque, Negueba e Love.

O jogo começou com o Rubro-Negro tomando mais a iniciativa. O time teve sua melhor chance do primeiro tempo logo aos dois minutos, quando Negueba recebeu livre na entrada da área, mas o atacante chutou fraquinho, nas mãos do goleiro Vanderlei.

Com mais posse de bola, o Flamengo, porém, não conseguiu ser incisivo. Magal, substituto do suspenso Ramon na lateral esquerda, apresentou-se muito no apoio, mas quase sempre pecava na hora de passar a bola ou de cruzar na área.

O Coritiba, apesar de jogar em casa, optou por esperar o Flamengo para tentar surpreender o rival. E foi assim que o Coxa abriu o placar, aos 16. Rafinha recebeu perto da linha divisória do gramado e fez lançamento para Lincoln, livre do lado direito. O camisa 10 penetrou na área e não teve trabalho para driblar o afoito Frauches, que passou lotado no lance. Cara a cara com Felipe, Lincoln bateu rasteiro e pôs o Coritiba em vantagem.

Se já não ia muito bem antes de levar o gol, o Flamengo tornou-se ainda pior quando ficou atrás no placar. O time teve 63% da posse de bola no primeiro tempo, mas não conseguiu assustar Vanderlei. Negueba pouco acertou o que tentou. Love manteve sua luta inglória entre os defensores do Coxa, sem conseguir grandes resultados.

Os donos da casa, embora até ali não fizessem uma grande partida, aproveitaram jogadas rápidas para assustar o Flamengo. Lincoln chegou a acertar uma bicicleta na trave, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento. O Coxa levou perigo também numa falta batida por Ayrton. Felipe se esticou para defender.

Deivid brilha para ajudar a fechar o caixão

Na volta para o segundo tempo, o técnico Dorival Júnior mexeu no time. Adryan entrou no lugar de Luiz Antonio. A equipe, assim, passou a ter o camisa 37 e Negueba abertos pelas pontas e Bottinelli como homem de ligação. No lado do Coritiba, uma troca simples, de um zagueiro pelo outro: Bonfim deu lugar a Luccas Claro.

Wellinton Flamengo e Deivid Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)Deivid domina a bola no peito, marcado de perto por Welinton (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)

O etapa final começou com uma engrossada de Welinton. Ao tentar despachar uma bola rente à linha de fundo, acabou carimbando a marcação e dando a posse de presente a Everton Ribeiro. O lance seguiu com um passe para Lincoln, que acabou por encontrar Gil na entrada da área. O volante bateu para o gol e Felipe defendeu.

O panorama para o Flamengo não mudou muito. O time seguiu mais com a bola nos pés, mas sem grande efetividade. O Rubro-Negro ainda conseguiu uma boa chance com Adryan, que arriscou de fora da área. Vanderlei defendeu com dificuldade.

Inoperante na parte ofensiva, o Flamengo viveu noite ainda pior na defesa. Aos 11, Welinton fez um corte com estilo, matando a bola no peito. O zagueiro, porém, não optou por afastar o perigo com um chutão, tentou driblar Rafinha e acabou perdendo a posse da bola, que foi parar nos pés de Lincoln. O camisa 10 passou para Rafinha, livre na área. O coxa-branca bateu na saída de Felipe, que ainda tocou na bola, e escreveu 2 a 0 no placar.

Dorival Júnior tentou uma nova cartada trocando Negueba por Thomás. Pouco depois, aos 18, Marquinhos Santos tratou de aumentar a velocidade de seu time, com a entrada de Robinho na vaga de Lincoln. O panorama ficou melhor para o Coxa. Os visitantes passaram a tentar o ataque de forma desordenada e abriram espaço para contragolpes.

Antes de levar o terceiro gol, Dorival ainda trocou Bottinelli por Camacho, aos 24. Mas a pá de cal aconteceu aos 26. Deivid deu lindo passe em elevação e achou Everton Ribeiro livre na área. O jogador soltou a bomba e estufou a rede de Felipe: 3 a 0.

Daí para o fim, o Flamengo sofreu com os contra-ataques do Coritiba. Uma goleada começou a se desenhar no Couto Pereira, tamanha a facilidade com que seus jogadores respondiam às tentativas de ataque dos rubro-negros, que reclamaram um pênalti de Eltinho, em lance em que a bola carimbou o braço do lateral. A arbitragem nada marcou.

Aos 34, o técnico Marquinhos Santos promoveu a estreia do atacante peruano Ruidíaz, que entrou na vaga do volante Gil. Pouco depois, porém, Rafinha, com muitas dores, não teve condições de seguir na partida. O Coritiba, então, jogou com dez até o apito final. Ainda assim, o Flamengo, a rigor, pouco incomodou. Thomás, numa bola que desviou na zaga, chegou a assustar. Mas a noite era coxa-branca, de cabo a rabo. Ainda deu tempo para a torcida gritar olé antes de a partida ser encerrada.

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