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Papa Francisco doa 25 mil euros para o combate à fome na África

Papa Francisco em visita à FAO em 2014 (Foto: FAO/Alessandra Benedetti/Arquivo)

O Vaticano enviou uma carta ao diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, para informar uma doação à organização de 25 mil euros (R$ 91,3 mil) para o leste da África. A oferta, considerada sem precedentes, pretende ajudar as pessoas que  enfrentam insegurança alimentar e fome na região. A informação é da ONU News.

A carta foi redigida pelo observador permanente da Santa Sé junto à ONU em Roma, monsenhor Fernando Arellano. Nela, o papa afirma que a quantia era “uma contribuição simbólica para um programa da FAO que apoia as famílias afetadas por conflitos e secas em áreas rurais. A doação do papa é parte de uma promessa que ele fez durante uma mensagem a uma conferência da agência, que tem sede em Roma, no início desse mês.

O monsenhor Arellano explicou que o gesto “pretende encorajar os governos a contribuir com a FAO”. Cerca de 22 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar em seis países do leste africano que enfrentam crises de fome: Sudão do Sul, Etiópia, Quênia, Somália, Uganda e Tanzânia.

O papa Francisco tem feito da solidariedade um grande tema do seu pontificado. Ele deve visitar a sede da FAO em 16 de outubro próximo para marcar o Dia Mundial da Alimentação, que este ano  terá como tema Mude o futuro da migração. Invista em segurança alimentar e desenvolvimento rural.

Por ONU News

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Em discurso de Páscoa, Papa expressa preocupação com conflitos no Iêmen e Síria e diz que reza pela paz na África

papaDurante a bênção de Páscoa, o papa Francisco elogiou neste domingo (5) o acordo nuclear com o Irã e expressou sua profunda preocupação com os conflitos no Iêmen, Síria, Iraque, Nigéria e em outras localidades da África.

Em discurso da Praça de São Pedro, logo após a realização de uma missa, o líder da Igreja Católica fez seu primeiro comentário sobre o recente acordo firmado na Suíça, que visa garantir que o Irã não produzirá armas nucleares.

Segundo ele, esse pode ter sido um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraternal.

O pontífice falou ainda no “derramamento de sangue absurdo” e de todos os atos bárbaros de violência na Líbia e desejou a paz no Iêmen, assolado pela guerra civil.

O papa Francisco disse que reza pelo fim dos conflitos na Síria e Iraque e para que a paz tome conta da África — Nigéria, Sudão do Sul e Congo.

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Na missa de vigília pascal, ele administrou o sacramento a uma menina cambojana de 13 anos de idade e a nove adultos, incluindo uma mulher de 66 anos do Quênia, país onde os militantes islâmicos do al Shabaab mataram 148 pessoas em uma universidade, aparentemente destacando cristãos e deixando alguns muçulmanos escaparem.

O significado Páscoa

Em sua homilia, Francisco orientou os católicos a aprender a “entrar no mistério” da Páscoa, a comemoração da crença cristã de que Jesus ressuscitou dos mortos três dias depois de sua crucificação.

“Entrar no mistério significa ir além de nossa zona de conforto, para além da preguiça e indiferença que nos seguram, e sair em busca da verdade, da beleza e do amor”, disse o papa.

“É a busca por um significado mais profundo, uma resposta — que não é fácil — para as questões que desafiam a nossa fé, a nossa fidelidade e nossa própria existência”, completou.

(Com informações da Reuters e da Associated Press)

Brasil Post

Tráfico de pele motiva caça a albinos na África

traficoÉ crescente na Tanzânia o número de ataques a albinos desde agosto deste ano. A prática violenta é fruto de uma relação entre preconceito e magia negra. Isso porque existe no país um intenso mercado negro de tráfico de pele albina, motivado principalmente pela crença de que partes do corpo de pessoas com albinismo possuem benefícios místicos e mágicos. As informações são da Vice.

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Dois casos específicos chamaram mais atenção em agosto. No dia 5, três homens armados com facões arrancaram o braço de uma garota albina de apenas 15 anos. A família não teve reação, pois foi ameaçada de morte. Entre os três estava um curandeiro local que informou que o braço valeria até US$ 600 no mercado negro. Já no dia 14, um jovem albino foi encontrado totalmente mutilado, com boa parte de sua pele removida do torso.

“Na África Subsaariana existe uma crença significativa em bruxaria, que geralmente envolve partes de corpos humanos. Esse é o caso na região há muito tempo, bem antes da colonização. É parte de uma prática cultural, histórica e espiritual profundamente arraigada. Esses curandeiros são influentes há muito tempo nas comunidades, mas agora eles querem ganhar dinheiro, não apenas ser profissionais idosos e respeitados”, afirmou Peter Ash, chefe de um grupo de direitos albinos, à Vice.

Para resolver o problema, escancarado para o mundo em 2008 em relatório feito pela BBC, a ONU aposta em educação da população. Aos poucos, crianças albinas são introduzidas em escolas e são mais aceitas em hospitais. A situação, porém, está longe de ser resolvida. Parentes de albinos, por exemplo, ainda são adeptos de diversas práticas de proteção aos seus familiares. Por exemplo, enterram os albinos em covas sem marcação com medo de que os corpos sejam removidos em busca da pele.

Yahoo

Mais de 120 profissionais de saúde já morreram vítimas de ebola na África

Foto divulgada pelo Instituto de Doenças Tropicais da Antuérpia, Bélgica, mostra vírus ebola visto pelo telescópio (Foto: Antwerp Institute of Tropical Medicine/AP)
Foto divulgada pelo Instituto de Doenças Tropicais da Antuérpia, Bélgica, mostra vírus ebola visto pelo telescópio (Foto: Antwerp Institute of Tropical Medicine/AP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira (25) que até o momento, mais de 120 profissionais da área de saúde morreram após contraírem o vírus do ebola na Guiné, Nigéria, Libéria e em Serra Leoa. Além dos mortos, mais de 240 teriam sido contaminados pela doença. O surto, considerado o mais grave desde que o vírus foi descoberto em 1974, tem feito um número sem precedentes de médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde infectados.

Entre os fatores que explicariam a proporção elevada de infecção entre a comunidade médica estaria a falta de equipamentos de proteção pessoal, como luvas e máscaras, que não estariam disponíveis em quantidade suficiente a suportar a demanda de médicos em atividade na região – inclusive em enfermarias dedicadas ao tratamento de ebola. Além disso, a situação estaria fazendo com que diversos profissionais da área de saúde estejam trabalhando muito além do número de horas considerado seguro nesse caso.

Mas também não é só a escassez de equipamento que aumenta a transmissão. A OMS explica que os equipamentos de proteção individual são em geral quentes e pesados, limitando consideravelmente o tempo que os médicos e enfermeiros poderiam trabalhar em uma ala de isolamento, principalmente em uma localidade de clima tropical.

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A diretora-geral da OMS Margaret Chan declarou na última semana é preciso intensificar os esforços na luta contra o ebola. “O nível desse surto de ebola e a ameaça persistente que a doença representa requer outro nível de resposta da OMS e dos países atingidos. E isso vai exigir mais recursos, perícia médica, preparação regional e coordenação. Os países têm identificado o que eles precisam, e a OMS está fazendo a ponte com a comunidade internacional para impulsionar um plano de resposta”, afirmou.

Os índices de mortalidade na comunidade médica também estariam dificultando a OMS de garantir uma entrada suficiente de médicos vindos de outros países. A OMS apontou também que o impacto sobre os profissionais de saúde neste surto tem uma série de consequências negativas para o combate ao ebola. Em primeiro lugar, estaria a perda de médicos em um lugar onde já existe um déficit muito grande: A OMS estima que, nos três países mais atingidos, exista apenas um ou dois médicos para cada 100 mil pessoas. Além disso, existe o próprio medo dos profissionais de saúde, que passariam a temer pela vida e deixariam de ir para os hospitais – impossibilitando a abertura de centros de saúde. Por fim, teria o próprio impacto na sociedade, gerando mais insegurança e medo ao ver que até mesmo os médicos estariam desprotegidos do vírus.

Margaret Chan já havia dito anteriormente que o surto de ebola ainda pode durar muitos meses. “Ninguém está falando tão cedo sobre um fim para o surto. Os países mais atingidos estão entre os mais pobres do mundo. Além disso, só recentemente emergiram de anos de conflito e de guerra civil que deixaram seus sistemas de saúde, em grande parte, destruídos ou pelo menos deficientes”, apontou Chan ao New England Journal of Medicine.

O atual surto de ebola

Segundo os últimos dados da OMS, mais de 1,3 mil pessoas já morreram em decorrência da atual epidemia de ebola e, desde o início dela, mais de 2,4 mil casos da doença já foram identificados. O vírus do ebola foi descoberto no ano de 1976, e já fez milhares de vítimas em outros surtos epidêmicos.

A OMS diz que esse surto difere em outros fatores de outras epidemias de ebola mais recentes. Nos últimos surtos de ebola, os casos costumavam acontecer em áreas mais remotas, com uma propagação e contaminação mais controlável. Dessa vez, tanto as capitais quanto as áreas mais rurais tem sido afetadas – e isso faria com que as possibilidades de que alguém não diagnosticado entrasse em contato com a equipe médica aumentassem.

Além disso, diversas outras doenças endêmicas – malária e febre tifóide, por exemplo – possuem sintomas iniciais semelhantes ao ebola, dificultando um cuidado emergencial mais rápido. A OMS aponta também que casos de infecção na comunidade médica aconteceram em momentos que médicos desprotegidos precisaram agir instantaneamente para auxiliar pacientes muito debilitados.

JB 

O medo do ebola alimenta a expansão do vírus na África; Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria já foram afetados

medicos-ebola-africaA epidemia de ebola que atinge a África Ocidental desde o começo do ano e que já provocou ao menos 672 mortes tem um perigoso efeito colateral: o medo, que, alimentado pela falta de informação, contribui em boa medida para que o surto esteja sendo tão difícil de controlar. Frente a uma situação que não melhora, seus sintomas pioram: os mais recentes são um ataque ao pessoal dos Médicos sem Fronteiras (MSF) e o fechamento das fronteiras da Libéria.

Não é algo novo. Em abril, um centro dos MSF em Macenta, no sul da Guiné, foi atacado a pedradas por uma multidão enfurecida. Há alguns dias, no vilarejo de Kolo Bengou, onde se acredita que haja várias pessoas infectadas, um grupo de jovens armados com pedras e facas bloqueava a passagem dos agentes sanitários, segundo informa o jornal The New York Times. “Por todos os lugares onde essas pessoas passaram a comunidade se viu afetada pela doença”, garantia um deles, culpando precisamente pelo surto aqueles que vieram socorrê-los.

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Em Serra Leoa, o segundo país em vítimas mortais depois da Guiné, a situação não é muito melhor. No fim de semana passado aconteceram distúrbios diante do hospital de Kenema depois de que se espalhasse o rumor de que uma enfermeira havia dito que “o ebola não existe e foi inventado para ocultar rituais canibais nos hospitais”. Neste fim de semana morreu Saudatu Koroma, a primeira paciente infectada na capital, Freetown, que fugiu do hospital em pleno tratamento com a ajuda da família. Aqui, o médico chefe responsável pela luta contra a doença, Umar Khan, está em isolamento depois de ter sido contagiado.

Por seu lado, na Libéria, o terceiro país mais afetado pela epidemia, que já se tornou a mais mortal e a de maior amplitude de toda a história, o Governo continuou com o fechamento das fronteiras iniciado no domingo. Salvo o aeroporto, onde foram implementadas medidas especiais de detecção da doença mediante a aferição da temperatura corporal e de outros sintomas, praticamente todos os pontos fronteiriços foram afetados por essa medida, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselhar estas medidas fronteiriças porque, garante, são ineficazes em uma doença com um período de incubação que pode ser de até 21 dias.

Cerca de 15 agentes sanitários, entre eles o conhecido médico Samuo Brisbane, e o ugandês San Mutooru Muhumuza, especializado na enfermidade, morreram por causa da doença na Libéria há poucos dias. Nas últimas horas foi divulgado que há dois norte-americanos infectados pelo ebola nesse país. Trata-se da missionária Nancy Writebol e do médico Kent Brantly, também em quarentena na capital liberiana. Pela primeira vez, dois cidadãos ocidentais foram afetados diretamente pela epidemia, o que fez aumentar a preocupação fora da África.

A Nigéria reagiu com rapidez ao surgimento do primeiro caso em seu território, na terça-feira da semana passada. Depois de se confirmar que o liberiano Patrick Sawyer havia morrido de ebola, o Governo decidiu fechar o hospital de Lagos onde ele foi internado e isolar o pessoal sanitário que esteve em contato com ele antes de seu falecimento, assim como os que viajaram com ele da Libéria até Lagos, com escala no Togo. A maior companhia aérea da Nigéria, Arik Air, decidiu suspender todos os voos para a Libéria e Serra Leoa como medida de prevenção frente ao ebola.

 

 

El País

Mortes em epidemia de ebola na África chegam a 467, diz OMS

ebolaO número de mortes atribuídas a uma epidemia do vírus ebola na Guiné, Libéria e Serra Leoa chegou a 467, de um total de 759 casos conhecidos, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (1º).

O número inclui casos confirmados, prováveis e suspeitos. Um balanço anterior da OMS divulgado em 23 de junho falava em 399 mortes de um total de 635 casos desde o início da epidemia.

A OMS começou a reportar novos casos de ebola na África Ocidental em março deste ano, após notificação do governo da Guiné de que 29 pessoas haviam morrido da doença.

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A OMS convocou para esta quarta (2) e quinta-feira (3) uma reunião com ministros da Saúde de 11 países africanos para tratar da epidemia.

Segundo a organização, a atual epidemia de ebola é a mais grave já registrada pelo número de casos e de mortes constatadas, e também por sua propagação geográfica.

Na sexta-feira, a OMS já tinha advertido para o risco de propagação da epidemia de ebola para os países vizinhos às nações afetadas, mas considera contraproducentes as restrições de deslocamento.

Na grande maioria dos casos registrados, o vírus é transmitido por contato nos serviços médicos, mas também nos funerais, pois o vírus se mantém presente nos cadáveres.

O epicentro da epidemia está nos arredores da cidade de Gueckedou, no sul da Guiné. Dali se espalhou para Serra Leoa e Libéria, pois muitos doentes viajam até Conakry ou Monróvia para receber cuidados médicos, segundo a OMS.

Descoberto em 1976, na atual República Democrática do Congo (RDC), o vírus do ebola é muito contagioso e o índice de mortalidade pode atingir 90% dos casos, ainda de acordo com a organização.

A doença é transmitida para o homem através de animais selvagens e também entre seres humanos.

Não existe uma vacina homologada contra a febre do ebola, que se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia.

G1

Na África do Sul, camisinhas são usadas para aliviar dores nos joelhos

camisinha coloridaO governo da África do Sul tem incrementado os esforços para conter o alastramento da Aids no país. Um deles é a ampliação da distribuição gratuita de preservativos.

Só que muitas das camisinhas distribuídas à população estão sendo usadas para outro fim: combater as dores decorrentes de artrite nos joelhos.

De acordo com Candith Mashego-Dlamini, chefe de saúde de Mpumalanga, os idosos estão esfregando os preservativos nos joelhos a fim de aliviar o sofrimento causado pela doença crônica. As pessoas acreditam que o lubrificante pode lhes trazer benefícios.

“Não é a cura para a minha artrite, mas faz a dor diminuir”, disse uma idosa da Cidade do Cabo, segundo os site “Times Live”.

Além de “remédio” para artrite, as camisinhas também estão sendo usadas no país africano para limpar CDs e dar bilho em sapatos.

180 Graus

Rainhas da África viram alternativa às Barbies na Nigéria

O nigeriano Taofick Okoya ficou perplexo quando descobriu, há alguns anos, que não era possível encontrar uma boneca negra para sua sobrinha. A partir de sua constatação, criou seu próprio negócio e, com peças encomendadas da China, passou a fabricar bonecas com um toque local — trajes típicos desta região da África.

 

Bonecas nasceram da vontade de Okoya de presentear sua sobrinha| Foto: Reuters

Sete anos depois, Okoya vende entre 6 mil e 9 mil unidades mensais das “Rainhas da África” e “Princesas Naija” e domina entre 10 e 15% do mercado local de bonecas.

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Okoya agora planeja lançar bonecas alusivas a outros grupos étnicos africanos, e negocia com a rede sul-africana Game, subsidiária do Wal-Mart, para colocar seu produto em 70 lojas do continente.

Como as Barbies, as bonecas de Okoya são esbeltas, um padrão de beleza ocidental que é abominado pela maioria dos africanos adultos. Ele, no entanto, ainda espera mudar isso: “Por enquanto, precisamos nos esconder atrás da boneca ‘normal’. Quando tivermos construído a marca, poderemos fazer bonecas com corpos maiores.”

 

Portal Vermelho

Leões caminham para extinção na África Ocidental, diz pesquisa

leoesO número de leões na África Ocidental sofreu um “colapso catastrófico”, diz uma pesquisa recém-publicada, que calcula que restem apenas 400 animais na região.

 

E teme-se que a população inteira esteja à beira da extinção, já que haveria menos de 250 leões em idade de acasalamento.

 

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A pesquisa, realizada pela ONG Panthera e publicada no periódico científico PLOS One, foi realizada em 17 países oeste-africanos, incluindo Senegal e Nigéria, por mais de seis anos.

 

Em 2005, estimava-se que havia leões em 21 áreas protegidas na África Ocidental; agora, aparentemente eles estão restritos a quatro dessas áreas – ou a apenas 1,1% de seu território original.

 

A maioria de seu habitat natural foi convertida em área agrícola (sobretudo grandes plantações de algodão e alimentos), diz Philipp Henschel, coautor da pesquisa.

 

“Os resultados são chocantes – a maioria das áreas que pesquisamos eram parques apenas no papel, sem orçamento gerencial, patrulhas. Perderam todos os seus leões e outros grandes mamíferos”, afirma Henschel à BBC.

 

A Panthera quer que o leão seja listado como espécie ameaçada na África Ocidental.

 

Ainda segundo a pesquisa, esse leão é atualmente encontrado em apenas cinco países: Senegal, Nigéria, Benin, Níger e Burkina-Faso (os três últimos países compartilham apenas uma população de leões, que habita uma parte da tríplice fronteira).

 

Pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, dizem que os leões tem chances de sobrevivência bem maiores em outras partes da África, graças à criação de reservas em parques nacionais – nenhuma delas na África Ocidental.

 

Especialistas estimam que a população total de leões na África hoje é composta de aproximadamente 32 mil animais.

 

Há 50 anos eram 100 mil, e a queda é creditada à drástica redução, pela ação humana, da área de savana natural, o habitat natural do leão.

 

Genética única

Os leões da região ocidental da África têm um sequenciamento genético único, não encontrado em outras espécies (incluindo as que vivem em zoológicos ou outras forma de cativeiro).

 

A diminuição da espécie ameaça, assim, uma população já geneticamente adaptada a condições específicas.

 

Além da redução de seu habitat, eles são fortemente ameaçados pela caça ilegal, que abastece mercados locais.

 

“Em algumas áreas, testemunhamos pastores de gado e cabra matando leões, após entrarem ilegalmente em áreas protegidas”, prossegue Henschel.

 

Também contribuem para o cenário a falta de verbas para esforços de conservação, o aumento da população humana nas áreas onde vivem os animais e a pobreza econômica.

 

“São alguns dos países mais pobres do mundo, cujos governos têm prioridades maiores do que proteger leões”, diz o pesquisador.

 

Símbolo de orgulho

Mas os leões oeste-africanos têm um significado especial na cultura da região: são um símbolo de orgulho para governos e cidadãos e figuram em brasões de diversos países.

 

A União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) diz que será necessária ajuda internacional para salvar os animais.

 

Ao mesmo tempo, Benin e Senegal estão elaborando um plano de ação para identificar formas de salvar seus leões.

 

BBC Brasil

África: leão mata mulher que fazia sexo ao ar livre com o namorado

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa

Uma mulher foi morta por um leão na cidade de Kariba, no Zimbábue, enquanto fazia sexo ao ar livre com o namorado. As informações são do site IOL.

 

O casal estava em um local isolado do centro urbano do município. O homem conseguiu escapar e ativou um alarme em uma reserva florestal próxima, mas, quando os guardas chegaram ao local, a namorada já estava morta.

 

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Segundo autoridades do município, o leão é provavelmente o mesmo que matou um homem que voltava de uma casa noturna na região no último final de semana.

 

Terra