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Cinzas de ex-goleiro do Náutico são depositadas no gramado dos Aflitos

O Náutico imortalizou um de seus ídolos na manhã deste sábado. O ex-goleiro Djalma faleceu em agosto de 2012, mas fez um último pedido. Queria que suas cinzas fossem depositadas em uma das barras do estádio dos Aflitos. Ao saber do pedido, o presidente do clube, Paulo Wanderley, não pensou duas vezes e pediu que a cerimônia fosse organizada.

Djalma só ganhou um título com a camisa do Náutico, mas suas atuações enchem de orgulho não apenas quem o viu jogar. Quem não viu, guarda as histórias com carinho. Com ele, o Náutico conquistou o Campeonato Pernambucano de 1939, o segundo título do Timbu até aquele momento.

Djalma Cinzas Náutico  (Foto: Lucas Liausu)Família de ex-goleiro Djalma acompanhou a cerimônia sob uma das barras dos Aflitos (Foto: Lucas Liausu)

Apesar de não ter visto Djalma jogar, Paulo Wanderley se emociona quando fala do arqueiro.

– Tive pouco contato com Djalma, mas pelo que ouvi e conheci era um cara de um caráter extraordinário. Um atleta excepcional. Foi um dos poucos que nunca recebeu salário aqui, mas que fazia questão de defender essas cores. Só temos a agradecer a ele por tudo que representou ao Náutico.

Outro alvirrubro que fala com propriedade sobre Djalma é o ex-presidente Gustavo Krause, que tornou-se amigo do ídolo apesar de serem de gerações completamente diferentes. O pai de Krause, o ex-atacante Bidu Krause, foi companheiro do ex-goleiro com a camisa alvirrubra.

– A amizade com ele que foi herdada do meu pai. Costumo dizer que o nosso afeto grudou. Ele era um cavalheiro. Tinha uma paixão pelo Náutico e sempre ligava para saber os resultados dos jogos quando morava fora do Recife. Conversávamos muito relembrando os tempos do futebol romântico, e agora ele dá uma demonstração de que a paixão pode acontecer mesmo depois da morte.

Emocionados, os familiares de Djalma não sabiam como agradecer ao Náutico pela homenagem. Um dos filhos do ex-goleiro alvirrubro, Osvaldo Guimarães falou da satisfação pelo clube atender a um pedido do pai.

– Hoje é um momento de muita alegria e alívio. Temos um sentimento de dever cumprido, já que o pedido dele está sendo atendido. Gostaria de agradecer a ajuda de todos os amigos, direção executiva e do conselho deliberativo do Náutico pela homenagem.

Além de jogarem as cinzas, ainda foi fixada uma placa em uma das traves com os seguintes dizeres. “Aqui foram depositadas as cinzas do goleiro alvirrubro Djalma Cristiano Gomes, Campeão Pernambucano de 1939”.

 

 

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Náutico vence por 1 a 0 nos Aflitos e decreta queda do Sport para a Série B

A tarde foi de festa para os torcedores do Náutico. No encerramento do Brasileirão 2012, neste domingo, os alvirrubros viram a equipe vencer o Sport por 1 a 0, nos Aflitos, e decretar a queda do arquirrival para a Série B em 2013. Araújo fez o gol único do clássico, aos 19 minutos do segundo tempo, e antes mesmo do apito final não faltaram provocações nas arquibancadas com a situação dos rubro-negros. O público da partida foi de R$ 20.100 torcedores (recorde no estádio este ano) para uma renda de R$ 534.310,00.

O Timbu só marcou depois que o goleiro Saulo deixou o campo lesionado. O camisa 87 pegou um pênalti batido pelo artilheiro Kieza e fez grandes defesas, mas sentiu cãimbras e precisou ser substituído. Aos 16 minutos da etapa final, ele deu lugar a Mateus, terceiro goleiro rubro-negro. O jovem atleta não foi páreo para o chute de Araújo, que esteve na reserva nas últimas rodadas e voltou a ser titular no clássico.

– Fizemos um grande trabalho e conseguimos os nossos objetivos – disse o autor do gol, resumindo a alegria alvirrubra.

– Foi feita a vontade de Deus – disse o lateral do Sport Cicinho, tentando palavras de consolo.

A vitória levou o Náutico a 49 pontos, e o Timbu está na faixa de classificação que permitirá ao clube escolher entre a Taça Sul-Americana e a Copa do Brasil em 2013. Já o Sport, que brigou até o último minuto contra a degola, caiu após aparecer 21 rodadas na zona de rebaixamento. O Leão terminou a competição na 17ª colocação, com 41 pontos, a quatro da Portuguesa (16º).


Curiosamente, Waldemar Lemos, técnico que levou o Náutico para a Série A em 2011 e dirigiu o Sport neste Brasileirão, acompanhou o jogo nos Aflitos na torcida do Timbu. O treinador foi bastante festejado na área das cadeiras alvirrubras.

Náutico e Sport agora só voltam a campo em janeiro. O Timbu estreará no Campeonato Pernambucano no dia 23, contra o Chã Grande, no estádio Barbosão, na cidade de Chã Grande. O Leão está fora do primeiro turno do estadual e joga no dia 20 de janeiro contra o Sousa, na Ilha do Retiro, em partida válida pela primeira rodada da Copa do Nordeste.

náutico x sport araújo tobi (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Araújo marcou e fez a festa da torcida do Náutico nos Aflitos (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Náutico na pressão

O Sport começou o jogo “rebaixado”. Com 41 pontos, a equipe abria o Z-4 na 17ª colocação. Precisava vencer e também torcer por derrota de Bahia ou Potuguesa – o Tricolor baiano enfrentava o Atlético-GO, e a Lusa, a Ponte Preta. Pressionado pela tabela de classificação, os rubro-negros iniciaram a partida com três atacantes – Gilberto, Gilsinho e Felipe Azevedo -, mas o primeiro chute a gol foi dos alvirrubros. Com um minuto, o lateral Patric tentou cruzar e mandou as bolas nas mãos do goleiro Saulo.

A resposta do Sport ocorreu dois minutos depois. Em uma bela triangulação com Hugo, Gilberto recebeu a bola livre de marcação e arriscou. O chute, no entanto, passou muito longe do gol do Náutico. Aos seis, os visitantes tomaram um susto quando Cicinho recuou a bola para Saulo e o meia-atacante Rhayer quase se aproveita da jogada.

O Náutico voltou a ter outra boa chance aos nove. Após cobrança de falta de Souza, a bola sobrou na área. Kieza chutou, e Saulo deu rebote para Alemão tentar e isolar a bola no chute. O troco do Sport surgiu aos 11, com Reinaldo. Ele arriscou de fora da área para fora. Um minuto depois o Timbu revidou com Rogério, que se livrou do marcador e chutou rasteiro pela linha de fundo.

Empurrado pela torcida, o Náutico pressionou o Sport na primeira metade do primeiro tempo e deu poucos espaços para o Leão atacar. Mas em uma dessas poucas chances, Gilsinho rolou para Reinaldo chutar a gol. Não demorou e os visitantes sofreram o contra-ataque num lance no qual Rhayner quase surpreendeu o goleiro Saulo.

Sport quase marca, e Timbu perde pênalti

Aos poucos, o Sport equilibrou o jogo. Aos 26, Felipe Azevedo chutou, e Felipe deixou a bola escapar pelas mãos. Ela deslizou rasteira pela linha de fundo, para sorte do camisa 1 alvirrubro. Logo em seguida, Reinado cobrou falta com perigo e fez os torcedores do Timbu prenderem a respiração novamente. Aos 36, foi a vez de Felipe Azevedo assustar mais uma vez.

As ações ofensivas do Náutico reapareceram no fim do segundo tempo, com Rhayner e Rogério. Aos 43, no entanto, o Sport voltou a assustar. Gilberto desviou cruzamento e só não marcou para os visitantes porque o o lateral-esquerdo Douglas Santos tirou a bola em cima da linha. Na sequência, Rogério foi para o contra-ataque e se chocou com o zagueiro Diego Ivo. O juiz marcou pênalti. Kieza chutou fraco e permitiu a defesa de Saulo, para delírio dos rubro-negros presentes nos Aflitos.

Saulo deixa o campo, e Náutico marca

O segundo tempo começou emocionante. Aos dois minutos, Saulo salvou o Sport ao defender chute de Araújo. O goleiro se esticou todo, e a bola ainda tocou na trave antes de ir para fora. A resposta do Sport veio aos oito, com Gilsinho. Ele invadiu a área e acertou um chute rente à trave do goleiro Felipe.

Aos 11, o drama do Sport começou a se desenhar. Saulo se machuco e ficou caído no gramado. Ele se levantou, tentou jogar, mas não aguentou a dor e pediu para ser substituído. Mateus, terceiro goleiro do Leão, entrou em campo aos 16 e foi castigado três minutos depois.

Em cobrança da falta, Souza mandou a bola na área do Sport. O atacante Araújo aproveitou o vacilo da defesa e abriu o placar para o Timbu. Festa dos alvirrubros nos Aflitos, com o rebaixamento batendo à porta do arquirrival. O técnico Sérgio Guedes fez logo duas substituições, colocando o Leão mais ofensivo ao sacar Cicinho e Gilsinho para as entradas de Willians e Henrique, respectivamente.

Mais ofensivo, o Sport tentou atacar, porém foi para cima de maneira desarticulada. Melhor para o Náutico, que passou a cadenciar o jogo e ditar o ritmo do clássico. Aos 36, o Timbu quase ampliou. O lateral Patric tabelou com Rogério, e o atacante perdeu uma chance e tanto. Aos 39, foi a vez de Kieza ficar cara a cara com o goleiro Mateus. Antes do arremate, ele foi desarmado pelo zagueiro Ailson.

O rebaixamento do Sport foi decretado antes mesmo de o juiz terminar o jogo. No Canindé, a Portuguesa empatou sem gols com a Ponte Preta, e no Serra Dourada o Bahia comemorava a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO. Nem mesmo a virada salvaria o Leão, e os minutos finais do clássico nos Aflitos foram de tristeza rubro-negra e alegria alvirrubra.

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Flamengo vence Náutico nos Aflitos e está livre do rebaixamento

O Flamengo não corre mais risco algum de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A garantia matemática veio neste domingo, com vitória de 1 a 0 sobre o Náutico nos Aflitos. Renato Abreu, em cobrança de um pênalti duvidoso, no segundo tempo, fez o gol da vitória rubro-negra.

O Náutico, de campanha muito forte em casa, largou melhor no primeiro tempo. Poderia ter pulado na frente, mas não conseguiu – e, assim, permitiu que o rival crescesse na etapa final.

Com a vitória, o Flamengo ultrapassou a equipe pernambucana na tabela. Os cariocas subiram para o nono posto, com 47 pontos. O alvirrubro, com 45, é o 13º – ainda precisa pontuar para se livrar da queda, já que tem oito pontos a mais do que o Sport, primeiro do Z-4, e restam nove em disputa.

Felipe Dias flamengo náutico (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)Flamengo, de Felipe Dias, está livre do risco de queda (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

O Náutico volta a campo no domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. No mesmo dia, o Flamengo recebe o Palmeiras em Volta Redonda.

Náutico melhor no primeiro tempo

A força do Náutico como mandante neste Brasileiro foi confirmada pelo rendimento do time no primeiro tempo. Embora não tenha alcançado o gol, o Timbu foi bastante superior ao Flamengo. O goleiro Paulo Victor foi decisivo para evitar que o placar se movimentasse.

O time pernambucano teve pelo menos três chances vivas de gol. Pancada de Rhayner, após boa jogada de Rogério, só não vazou os rubro-negros porque a bola desviou em Ibson no meio do caminho. Depois, foi o goleiro quem salvou. Paulo Victor teve que usar o extremo de sua agilidade em cabeceio à queima-roupa de Kieza. Ele voltaria a trabalhar mais tarde, em chute forte de Douglas Santos.

O Flamengo foi menos incisivo. Equilibrou o duelo com o Náutico em posse de bola e até em chegadas ao ataque. Mas a diferença é que não conseguiu criar oportunidades reais de gol. Chute de fora da área de Ibson, por cima, e tabela entre Amaral e Cleber Santana renderam os lances de maior esperança para os visitantes.

O Flamengo errou muito na saída para o ataque. O meio-campo não funcionou. Resultado: Vagner Love e Hernane pouco puderam fazer.

Flamengo melhora e vence o jogo

O intervalo fez bem ao Flamengo. O time de Dorival Júnior voltou mais equilibrado para o segundo tempo: ao mesmo tempo em que amenizou a força ofensiva do rival, ganhou espaço para criação.

Houve até momentos de pressão, que resultaram em grande chance para Hernane aos 17 minutos. Ele chutou prensado com Alison, zagueiro do Náutico, e não conseguiu marcar. O Timbu, acuado, tentava escapulir ao ataque, mas os cariocas não permitiam. Era outro jogo.

Quando o Náutico conseguiu respirar, como no caso de uma boa jogada de Rogério pela direita, Paulo Victor esteve presente para evitar o pior. Preocupado, Alexandre Gallo sacou Dadá e Rogério e colocou Araújo e Dimba. A dupla logo tramou boa jogada, mas o chute do primeiro foi para fora.

No Flamengo, Dorival preferiu não esperar que Love entrasse no clima do jogo. Ele sacou o atacante, que deu lugar a Paulo Sérgio. Mas o panorama do jogo não mudou. Os visitantes seguiram tentando chegar à frente com ímpeto menor que o do oponente, que voltou a ameaçar com chute cruzado de Souza.

O jogo tinha pinta de 0 a 0. Mas um pênalti mudou tudo. Aos 35 minutos, Wellington Bruno, que entrara no lugar de Cleber Santana, driblou Jean Rolt e se chocou com o braço dele. A arbitragem viu irregularidade no lance. Renato Abreu bateu e fez o gol da vitória do Flamengo.

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Náutico para Ronaldinho Gaúcho e Galo nos Aflitos e vence por 1 a 0

O Náutico conseguiu anular os principais pontos do candidato ao título Atlético-MG e arrancou uma importante vitória por 1 a 0, na tarde deste domingo, no estádio dos Aflitos, no Recife. O time da casa superou o Galo, que jogava para retornar à liderança do Brasileirão, graças à derrota do Fluminense para o Atlético-GO por 2 a 1, na noite de sábado, em Volta Redonda. E o gol foi em uma jogada feita no estilo do principal jogador atleticano, Ronaldinho Gaúcho: em cobrança de falta, Souza bateu quase rasteiro, no meio da barreira alvinegra, que pulou. O goleiro Victor ainda defendeu um pênalti cobrado por Araújo na etapa final, evitando um resultado mais elástico.

Com o resultado, a equipe pernambucana voltou a vencer após dois jogos e ficou ainda mais longe do Z-4, com 31 pontos, enquanto o time mineiro – que vinha de duas boas vitórias – fincou o pé na segunda colocação, com 51 e um jogo a menos – contra o Flamengo, marcado para o próximo dia 26, no Engenhão.

As duas equipes voltam a jogar no fim de semana que vem. No sábado, o Náutico encara o líder Fluminense no Rio, e o Atlético-MG recebe o Grêmio no domingo.

Náutico x Atlético-MG (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Jogadores do Náutico comemoram com Souza o gol da vitória sobre o Atlético-MG
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

O jogo começou com susto provocado pelos donos da casa logo aos 15 segundos: Rogério fez o cruzamento, a bola passou por Araújo e encostou em Rhayner, que chegou assustado, mas a mandou próxima ao travessão de Victor. Delírio dos alvirrubros nos Aflitos. O Atlético-MG tentou dar o troco em seguida com uma jogada rápida pela esquerda, em tabelinha de Bernard e Ronaldinho Gaúcho, que até pouco antes da partida eram dúvidas por conta de problemas musculares.

Douglas teve mais duas boas chances na sequência, ambas pelo lado esquerdo. Primeiro, após belo drible na entrada da área. No rebote, chutou cruzado, e a bola passou ente à trave esquerda do goleiro atleticano. Mais empolgação dos torcedores do Timbu.

O Náutico, que chegava com mais facilidade à área atleticana, teve outra oportunidade perigosa aos 16 minutos, com Souza, que apareceu livre na esquerda e, na entrada da área, chutou em cima de Victor. O Galo ficava sempre do seu lado do campo, esperando o Timbu perder a posse da bola para, então, partir para o contra-ataque.

Praticamente restrito à defesa, o Galo pouco criava e, quando tentava, errava no último toque. O Timbu sempre que chegava ao campo atleticano rendia o balanço de desaprovação da cabeça do técnico Cuca.

Aos 41 minutos, um lance curioso. Josa, que em uma jogada havia recebido uma cabeçada, ficou caído na grande área. O Galo partiu para o contra-ataque, alheio ao adversário. Quando recuperou a posse, o Náutico também preferiu tentar partir para cima e abrir o marcador com Souza, ao invés de mandar a bola para fora. Apenas quando ela saiu pela intermediária de Victor é que o jogador do Timbu foi atendido. E assim terminou a etapa inicial nos Aflitos, sem a bola ter encontrado o fundo de nenhuma das redes.

Cobrança à la Ronaldinho Gaúcho

A exemplo da etapa inicial, o Náutico partiu para cima no segundo tempo. Antes de o relógio completar o terceiro minuto de jogo, Elicarlos driblou os marcadores e, assim que entrava na área de Victor, Junior Cesar o interrompeu. Por pouco não foi pênalti. O lateral-esquerdo foi amarelado.

Na cobrança de falta, Souza na bola. A barreira estava posta, assim como Victor. Cobrança autorizada, e o jogador do Náutico, com categoria, chutou quase rasteiro, ao melhor estilo de R49, e achou um espaço entre os atleticanos, mandando a bola para o fundo das redes. Alegria e delírio alvirrubro nos Aflitos.

O gol foi a senha para Cuca mandar imediatamente os reservas atleticanos para o aquecimento. Poucos minutos depois, Escudero entrou no lugar de Danilinho. Ainda sem conseguir chegar ao gol de Gideão, o atleticano fez outra mexida, em uma tentativa de dar mais velocidade ao ataque. Saiu Leonardo, que pouco fez, para a entrada de Neto Berola.

Mas a noite, definitivamente, não era do Galo. Em uma boa jogada de contra-ataque, Rogério deu ótimo lançamento para Araújo que, sozinho, fez a finta em Victor. O atleticano deixou o braço, e o atacante caiu na área. O árbitro apitou pênalti. O camisa 83 poderia ter sido expulso, mas foi apenas advertido com o amarelo. Aos 23, o próprio Araújo foi para a cobrança e bateu no lado esquerdo, mas Victor defendeu. Pela primeira vez na partida, a animada torcida atleticana nos Aflitos vibrou.

O Náutico não se deu por satisfeito com o resultado. Continuou chegando com força, ciente de que, se ficasse só na retranca, a pressão atleticana poderia ser maior. Já aos 40 minutos, Rogério perdeu uma chance para matar o jogo. Após excelente enfiada, ele correu, teve a chance de driblar Victor, mas chutou em cima do goleiro. Vitória merecida em casa para o Timbu, e melhor ainda para os 15.013 torcedores nos Aflitos. Aos 47, o Náutico perdeu Josa, que levou um vermelho direto depois de chutar o rosto de Marcos Rocha, mas já não dava mais tempo para o Atlético-MG se aproveitar de estar com um a mais.

Náutico x Atlético-MG (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Ronaldinho para na marcação do Timbu nos Aflitos (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
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Com golaço de Martinez, Náutico vence o Bahia por 1 a 0 nos Aflitos

O Náutico fez mais uma vítima no “caldeirão dos Aflitos” ao vencer o Bahia por 1 a 0 em casa na noite deste sábado. O Timbu não mostrou o mesmo futebol arrasador do último jogo, quando venceu fácil o São Paulo diante do torcedor alvirrubro, mas teve gás suficiente para garantir outra vitória e passar de 20 para 23 pontos no Brasileirão. A vitória pernambucana ocorreu graças ao volante Martinez, que arriscou de fora da área e surpreendeu o goleiro Marcelo Lomba no fim da partida. Um golaço.

O Bahia bem que tentou aproveitar o fato de o Náutico jogar desfalcado de cinco jogadores para conseguir, pela primeira vez, duas vitórias seguidas, mas foi impedido. Com a derrota, segue com 16 pontos e pode cair para a zona de rebaixamento no complemento da 18ª rodada neste domingo. A equipe atualmente está na 15ª colocação. O público presente foi de 14.358 pessoas.

– Estava com dor e ia sair, mas escutar a torcida gritando o nosso nome não tem preço – disse Martinez, autor do gol alvirrubro.

Na próxima rodada, o Náutico jogará fora de casa, mas não sairá do Recife. Encara o Sport na Ilha do Retiro no domingo, dia 26, às 18h30m (de Brasília). Pela frente, os alvirrubros terão o rival comandado pela primeira vez pelo técnico Waldemar Lemos, que dirigiu o Náutico no Pernambucano. O Bahia volta ao estádio Pituaçu. Também no domingo às 18h30m, recebe o Atlético-GO, vice-lanterna com 12 pontos.

Martinez - Náutico (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Martinez vibra com seu golaço (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Jogo equilibrado nos Aflitos

Náutico e Bahia entraram em campo com desfalques. O Timbu pisou no gramado dos Aflitos sem cinco jogadores considerados titulares (Kieza, Souza, Elicarlos, Patric e Ronaldo Alves) e promoveu a estreia de dois reforços: Dadá e Rogerinho. O Bahia estava sem Zé Roberto e o técnico Caio Júnior (suspenso) no banco de reservas. Comandado pelo auxiliar Eduardo Barroca, começou a partida fechado e sem dar muitas opções de ataque aos donos da casa.

O ferrolho montado pelo Bahia deu certo e, até os seis minutos, mesmo com o apoio da torcida, o Náutico ainda não havia chegado ao ataque. O primeiro chute a gol foi dos visitantes com Hélder, mas a bola passou longe do gol de Gideão. Pouco depois foi o estreante Rogerinho, em cobrança de falta, que obrigou o goleiro Marcelo Lomba a afastar o perigo com um soco na bola.

Após os dez minutos, o jogo caiu de qualidade. Os principais lances saíram de cobranças de falta. Os chutes, no entanto, não chegaram nem perto de assustar os goleiros. O Bahia voltou a assustar aos 25 minutos, com Gabriel. O volante Martinez falhou na saída de bola, o camisa 8 do Tricolor de Aço aproveitou o vacilo pelo lado esquerdo, avançou para ficar cara a cara com Gideão e finalizou errado. Foi a chance de gol mais clara. O troco do Náutico veio com Rhayner aos 30 minutos. Ele pegou a bola no meio-campo, saiu costurando os adversários e arriscou, mas o chute esbarrou no goleiro Marcelo Lomba.

Aproveitando-se dos erros na saída de bola do Náutico, o Bahia rondou a área adversária com perigo. Em um dos lances, já perto do apito final, o goleiro Gideão precisou sair da área e ir até à intermediária para evitar que Souza aproveitasse uma sobra e abrisse o placar. O Timbu respondia com alguns contra-ataques. Mas, até o intervalo o placar seguiu inalterado.

Prêmio pela ousadia

A segunda etapa começou com o Náutico com a mesma formação. O Bahia tirou Hélder para a entrada do meia Lulinha, procurando uma postura mais ofensiva. A alteração quase surtiu efeito logo aos dois minutos quando o Tricolor assustou o Timbu em uma cobrança de falta que Fahel desviou de cabeça e só não terminou em gol graças a uma excelente defesa de Gideão.

O goleiro do Náutico voltaria a aparecer bem. Aos seis minutos, precisou sair novamente da área e trocar as mãos pelos pés para afastar o perigo. O técnico Alexandre Gallo sentiu o bom momento do Bahia e promoveu mudanças no time para tentar ajustar os setores defensivo e de ataque. Rogerinho deu lugar a Lúcio e Kim saiu para a entrada de Rico.

O Náutico ganhou em velocidade, mas não conseguia chegar de maneira organizada ao ataque. O Bahia seguia nos contra-ataques e dando calafrios à torcida alvirrubra. Aos 34 minutos, no entanto, quase os donos da casa abriram o placar em uma jogada inusitada. Victor Lemos tentou tirar a bola da área, ela resvalou em Rhayner e encobriu o goleiro Marcelo Lomba, já “vendido” no lance. Para sorte dos baianos, a bola morreu nas redes, mas pelo lado de fora.

Aos 39 minutos, o Náutico fez uma blitz na área do Bahia e teve diversas chances de abrir o placar com Araújo, Rhayner, Martinez. Apesar do vacilo da zaga baiana, faltou objetividade aos alvirrubros. Até que, aos 42 minutos, Martinez resolveu arriscar de fora da área e foi recompensado pela ousadia. O chute venceu o goleiro Marcelo Lomba e alcançou o ângulo do tricolor baiano para alegria dos cerca de 14 mil torcedores que foram aos Aflitos. Um golaço que fez o Timbu subir duas posições na tabela.

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