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Avante confirma nome do advogado Bruno Deriu para disputar a Prefeitura de Guarabira

O presidente estadual do Avante, deputado Genival Matias, confirmou nesta segunda-feira (12) que o partido já tem um nome para disputar a prefeitura de Guarabira, que é o advogado guarabirense, Bruno Deriu.

Considerado um dos mais populares operadores do Direito da sociedade de Guarabira, Bruno Deriu (Avante) foi candidato a deputado federal nas eleições do ano passado e obteve expressiva votação, sendo o segundo mais votado da cidade.

Genival Matias agradeceu a confiança e afirmou que a executiva estadual do partido dará todo suporte necessário para eleger Bruno Deriu como prefeito de Guarabira em 2020. “Bruno é um excelente nome na disputa pelo cargo de prefeito com chances reais de vitória. O Avante dará todo apoio nesse novo desafio dessa grande liderança de Guarabira e região”, confirmou Genival.

O deputado ainda informou que as articulações já iniciaram e em breve estará na cidade de Guarabira ao lado do advogado participando de uma reunião com aliados para confirmar oficialmente a pré-candidatura.

“Só tenho que agradecer mais uma vez ao deputado Genival, ao deputado Tião Gomes e a toda executiva estadual do Avante por nos apoiar em mais esse desejo que nutrimos junto com alguns amigos guarabirenses que estarão ao meu lado nessa disputa”, disse Bruno.

 

portaldolitoralpb

 

 

Morre em João Pessoa o advogado e suplente de senador, Roosevelt Vita

O advogado e suplente de senador, Roosevelt Vita, morreu na noite desta quarta-feira (24) em João Pessoa, no Hospital Memorial São Francisco, vítima de parada cardíaca, aos 74 anos. Vitta lutava contra um câncer há alguns anos.

O advogado Raoni Vita, afilhado, lamentou a morte do homem a quem considerava um pai. “Aquele que me acolheu como pai, cuidou de mim e me ensinou tudo o que sei na minha profissão e na vida, meu eterno padrinho. Sem palavras para descrever esse momento de tanta dor e tristeza”, postou nas redes sociais.

Roosevelt Vitta era um advogado brilhante, considerado intelectual, e chegou a ocupar diversos cargos importantes no Estado da Paraíba nos governos de Ivan Bichara, Antônio Mariz e José Maranhão.

A família ainda não decidiu sobre o velório e sepultamento.

 

portalcorreio

 

 

Advogado ajuíza ação para suspender concurso público da prefeitura de Guarabira

O advogado Flávio Britto deu entrada em ação popular para a suspensão do concurso público a ser realizado, no dia 14 de junho desse ano, pela Prefeitura de Guarabira e a CPCON (Comissão Permanente de Concurso) da Universidade Estadual da Paraíba. A medida visa, especificamente, o cargo de Procurador Jurídico Municipal, segundo a petição.
Conforme o advogado e o que está explicito na petição, quando a CPCON realiza provas para Procurador em três municípios e no mesmo dia, se restringe a oportunidade de um mesmo candidato participar desses concursos, e isso fere e vai de encontro ao princípio constitucional.
Outro ponto exposto na ação, segundo Flávio Britto, diz respeito ao confronto de interesse privado da CPCON que, para diminuir seus custos, quer realizar 9 concursos e as provas num mesmo dia. Para o advogado, não há interesse público nisso.
Em contato com a editoria de Fato a Fato, o advogado explicou o seguinte: “Entendo que o concurso deve ser suspenso, pois no mesmo dia da realização da prova (14 de julho) a CPCON também estará organizando mais dois certames (Solânea e Nova Palmeira), também para o cargo de Procurador. Além do mais, a CPCON ainda está aplicando a prova, no mesmo dia 14, em mais 5 municípios. Ou seja, a CPCON está organizando 9 (nove) certames públicos ao mesmo tempo, cujas provas escritas estão marcadas para o mesmo dia, qual seja, 14 de julho de 2019. Verifica-se que 3 (três) concursos serão para provimento do cargo de Procurador Municipal”.
A ação foi impetrada na Comarca de Guarabira com obrigação de fazer, pedido de tutela antecipada e em caráter de urgência. A medida é contra a Prefeitura de Guarabira e a Comissão Permanente de Concurso da UEPB (CPCON).
 
Veja o que expõe, em sua petição, o advogado Flávio Britto:
“Sendo assim, requer a suspensão do concurso público, a fim de se estabelecer novo calendário quanto a realização da prova objetiva, em relação ao cargo de Procurador Municipal, oportunizando maior número de inscrição e, consequentemente, ampliação a eficiência administrativa em detrimento de supostos interesses privados da banca organizadora em diminuir eventuais custos operacionais dos 9 (nove) concursos públicos que pretende realizar no dia 14 de julho de 2019.
É sabido que há uma certeza resistência por parte dos Municípios em realizar concursos públicos para o cargo de Procurador Municipal. A prova é tanta que, não raras vezes, o concurso só se efetiva por ações civis públicas ou recomendação do Tribunal de Contas. Apesar da realização dos concursos, a remuneração é sempre incompatível com o rigor técnico que demanda a atuação do procurador, basta apenas comparar com a remuneração recebida pelos advogados comissionados. Enquanto o edital prevê a remuneração de R$ 2.550,00 (dois mil quinhentos e cinquenta reais), o procurador comissionado recebe, atualmente, R$ 5.343,00 (cinco mil trezentos e quarenta e três reais) (Anexo 12).
Sendo assim, não se mostra razoável que a mesma banca organizadora (CPCON) organize 3 (três) concursos públicos para o cargo de Procurador Municipal, cujos Municípios são quase que limítrofes e realize a prova objetiva no mesmo dia, impedindo que os candidatos possam se inscrever em todos os certames.
Aliás, tal conduta é incompatível com a moralidade e a eficiência administrativa. Isso porque, restringe a possibilidade de um maior número de inscrições para o cargo pleiteado, bem como abre margem para que o número reduzido de inscrições possa, em tese, beneficiar algum(ns) candidato(s).
Também é incompatível com a moralidade administrativa, a prevalência do interesse da banca CPCON, entidade privada, em organizar 9 (nove) certames públicos, no mesmo dia, possivelmente como medida para redução de gastos com pessoal e outras despesas, em detrimento do interesse público que é a contratação de melhores e mais qualificados candidatos.
É evidente que o ato da Presidência da Comissão do Concurso é flagrantemente ilegal e lesivo ao interesse público, devendo ser reparado pelo Poder Judiciário, conforme se explicitará a seguir. “
Da Redação/Fato a Fato 

 

 

Secretária de Administração da PB, Livânia Farias, é presa em João Pessoa, diz advogado

A secretária de administração do Estado, Livânia Farias, foi presa neste sábado (16), em João Pessoa, quando retornava de Belo Horizonte. Ela é acusada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de recebimento de propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul.

Segundo os advogados da secretária, Livânia foi presa pela Gaeco e Polícia Civil e encaminhada para a Acadepol, em João Pessoa. Além da prisão preventiva, autorizada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, o mandado também inclui o sequestro de dois bens da secretária, que seria um carro de luxo e uma casa no valor de R$400 mil, localizada na cidade de Sousa.

A secretária e o marido dela, Elvis Farias, além de familiares, servidores públicos e dirigentes do Hospital de Trauma de João Pessoa, são alvos da terceira etapa da Operação Calvário, desencadeada nesta quinta-feira (14). As informações têm como base depoimento do ex-assessor da pasta, Leandro Nunes de Azevedo, preso na segunda etapa da operação.

A operação investiga uma organização criminosa responsável por desvios de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, por meio de contratos firmados juntos às unidades de saúde da Paraíba, na ordem de R$ 1,1 bilhão.

Livânia foi levada para a Acadepol, na PB-008, em João Pessoa e depois encaminhada para a 6ª Companhia da Polícia Militar, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, onde está detida. A secretária chegou acompanhada dos advogados Solon Benevides e Sheyner Asfora.

G1

 

Delegada diz ter sido agredida por advogado dentro de delegacia na Paraíba

Jornal Correio da Paraíba
Jornal Correio da Paraíba

A delegada Maria Rodrigues, 66 anos, da Polícia Civil da Paraíba, disse que foi agredida nessa quinta-feira (22), durante expediente na 14ª Delegacia Distrital em Santa Rita, na Grande João Pessoa. O suspeito da agressão seria um advogado, conforme informou a vítima.

Rodrigues explicou que duas mulheres são investigadas em um inquérito policial e, segundo a delegada, o advogado delas estariam obstruindo a investigação. As suspeitas teriam sido notificadas, mas como não compareceram à delegacia para prestar depoimento, a Justiça expediu um mandado de condução coercitiva.

Nessa quinta, as mulheres foram prestar depoimento, momento em que o advogado teria agredido a delegada. “Ele colocou o dedo no meu rosto e me empurrou. Eu sou uma pessoa idosa, assim como uma das investigadas. Sou uma delegada imparcial e faço meu trabalho com bastante lisura. O advogado estava super agressivo e alterado. Ele se aproveitou da situação porque na hora só estavam mulheres no local”, desabafou a delegada.

O delegado Everaldo Medeiros, seccional da 5ª Delegacia de Santa Rita, disse que o caso é investigado e testemunhas já foram ouvidas. “Estamos em fase de levantamento das informações. Entretanto, vamos tomar todas as medidas cabíveis necessárias contra o fato”, adiantou.

O advogado não foi encontrado para falar sobre o assunto, até a publicação dessa reportagem.

portalcorreio

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Advogado repudia exposição de rapazes filmados em banheiro fazendo sexo no Espaço Cultural

videoNos últimos dias um vídeo viralizou nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, a partir da filmagem feita por um segurança da Fundação Espaço Cultural. Nele, dois rapazes são flagrados em ato sexual em um dos banheiros da Funesc. Os funcionários ameaçam chamar a polícia e dizem que não são homofóbicos, mas que o pai de uma criança os teria chamado, incomodado com a situação e citam que os jovens estariam cometendo “atentado ao pudor”.

O advogado José Neto, ex-presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB-PB, avaliou que a conduta dos seguranças foi correta ao reprimir o ato sexual no banheiro do prédio público, mas repudiou a exposição do vídeo, que viralizou nas redes sociais:

“Eles agiram de maneira correta ao impedir que se use o banheiro de um órgão público para um ato sexual. Mas, a filmagem dos rapazes foi uma violação da privacidade e uso desautorizado da imagem, com a finalidade clara de execração pública. Os dois rapazes tiveram uma conduta socialmente inapropriada, mas o que fizeram não foi crime, não é atentado ao pudor. Ao serem expostos nas redes sociais, eles ficam vulneráveis a um constrangimento muito grande”, disse o advogado.

O vídeo que viralizou está abaixo, desfocado, para não identificar os rapazes ou os seguranças responsáveis pela filmagem.

 

Fonte: http://www.parlamentopb.com.br

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Samuka Duarte defende atuação de advogado: “Machado, bote a cabeça no lugar”

samukaApresentador de programa de rádio e televisão do Sistema Correio de Comunicação, Samuka Duarte gravou áudio que está circulando nos grupos de WhatsApp, em que diz ser contra a atitude de seu colega Emerson Machado em criticar o advogado Bruno Deriu.

De Acordo com Samuka, o seu colega responde pelos seus atos e defendeu o advogado em atuar na defesa do cliente, independente do crime.

“O advogado está no papel dele, eu respeito o advogado e não sou a favou de tudo que Machado faz. Todo advogado estuda para defender o seu cliente, quando é contratado. Machado, bote a cabeça no lugar, vamos fazer o trabalho correto. Cada um no seu quadrado”, diz Samuka.

O caso

A OAB/PB emitiu uma nota no final da manhã desta quarta-feira (23), repudiando o tratamento dado pelo radialista Emerson Machado, conhecido por Mofi, ao advogado de defesa dos acusados da morte da vendedora Viviany Crislei, Bruno Augusto Deriu, durante apresentação na Central de Polícia, nesta terça-feira (22).

De acordo com a nota, o advogado foi alvo de achincalhes por parte do radialista, durante reportagem policial transmitida pela TV. A OAB ressalta a atitude preconceituosa do comunicador com o profissional no exercício da função e afirma que vai adotar medidas cabíveis para reparação do ato.

A nota é subscrita pela diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba, pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba e pela Comissão de Defesa das Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba.

portal25horas

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OAB-PB emite nota de repúdio a ‘Mofi’ por ‘achincalhar’ advogado

mofiA Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba (OAB-PB), emitiu, nesta quarta-feira (23), nota de repúdio ao comportamento do radialista Emerson Machado, que ontem teria achincalhado o advogado Bruno Deriu, quando o mesmo estava no exercício de sua profissão na Central de Polícia de João Pessoa.

“O tratamento dado pelo jornalista ao advogado manifesta uma visão preconceituosa e equivocada atualmente aplicada ao advogado criminalista, cujo mister é o de preservar as garantias constitucionais da defesa e do devido processo legal para as pessoas acusadas de crime”, diz a nota.

Confira a nota na integra abaixo: 

NOTA DE REPÚDIO

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba (OAB-PB), vem manifestar seu repúdio ao comportamento do radialista Emerson Machado, na data de ontem (22), para com o advogado Bruno Deriu, quando este, no exercício de sua profissão na Central de Polícia de João Pessoa, foi alvo de achincalhe e comentários desairosos por parte do mencionado profissional durante uma reportagem policial, sendo as imagens veiculadas por canal de televisão.

O tratamento dado pelo jornalista ao advogado manifesta uma visão preconceituosa e equivocada atualmente aplicada ao advogado criminalista, cujo mister é o de preservar as garantias constitucionais da defesa e do devido processo legal para as pessoas acusadas de crime.

A divulgação das imagens da reportagem em apreço aprofunda, infelizmente, a perspectiva equivocada da criminalização do advogado, em que este é confundido com o cliente acusado de conduta criminosa. Como cidadãos somos chamados a entender e respeitar o papel do advogado no tecido social, onde este desempenha, em ministério privado, uma função pública, que é a defesa dos direitos.

O advogado criminalista, por sua vez, assegura a observância de um dos maiores direitos conquistados pela humanidade e erigido a direito inalienável em todos os países: o direito de defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

A Ordem dos Advogados do Brasil não se calará diante de qualquer ato, venha de onde e de quem vier,  que atente contra as prerrogativas profissionais de seus integrantes, nem deixará de adotar as medidas cabíveis para a reparação destes atos.

Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba

Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba

Comissão de Defesa das Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba

MaisPB

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PF pede quebra de sigilos de ministros do TCU e advogado

tcuA Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e do ministro Raimundo Carreiro, em razão das suspeitas de corrupção envolvendo a atuação do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da corte.

Os indícios surgiram durante a investigação que apura tráfico de influência no TCU. Cedraz é acusado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, de ser o intermediário de repasses para o ministro Raimundo Carreiro. No total, Ricardo Pessoa diz em sua delação que pagou R$ 1 milhão a Cedraz, em parcelas de R$ 50 mil.

Com apenas 34 anos de idade, Cedraz chamou atenção nos bastidores de Brasília pela meteórica carreira na advocacia. Ele faz parte de um grupo de filho de autoridades que, apesar do curto tempo na advocacia, exibia uma vida de luxo. A PF descobriu despesas como R$ 500 mil na festa de casamento, além de quase R$ 3 milhões na compra de apartamento, reforma e material de obras. Ele ainda deu de presente para a esposa uma BMW de R$ 190 mil, de acordo com a PF.

A partir da delação de Pessoa, a PF mapeou as relações de Cedraz, realizou buscas e descobriu dezenas de e-mails e ligações consideradas suspeitas. Isso levou a Lava Jato a pedir a quebra dos sigilos do advogado e dos ministros Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro ao Supremo Tribunal Federal.

A quebra do sigilo telefônico do escritório de Tiago Cedraz mostra que sua relação no TCU extrapolava o fato de ser filho do presidente da corte, de acordo com a investigação. O escritório ligou 44 vezes para Carlos Maurício Lociks de Araújo, funcionário do gabinete do ministro Raimundo Carreiro e responsável pelo voto no processo de interesse da UTC. Chamou atenção ainda as ligações do escritório de Cedraz para o gabinete do pai. Isso porque o pai do advogado se declara impedido e não julga os casos que envolvem o filho. Para a PF, as ligações mostram que sua atuação extrapolava a relação de parentesco com o ministro Aroldo Cedraz. Foram 186 ligações para o gabinete do pai, sendo 115 para o chefe de gabinete, Sérgio Teixeira Albuquerque e outras para três servidoras.

Por outro lado, Cedraz fez 49 ligações para números da UTC, incluindo Ricardo Pessoa. Em quatro ligações, as datas coincidem com os repasses citados pelo empreiteiro. Há outros elementos que mostram a proximidade de Tiago Cedraz com Ricardo Pessoa. A PF descobriu uma contradição no depoimento de Luciano Araújo. Ele era sócio de Cedraz e, segundo Ricardo Pessoa, era quem recolhida o dinheiro na sede da UTC. Aos policiais, Luciano Araújo admitiu apenas um encontro com o empreiteiro. Mas a PF descobriu, a partir dos registros de entrada na sede UTC, que ele esteve no local sete vezes, entre 2013 e 2014.

Os documentos apreendidos, segundo a PF, mostram a influência de Tiago Cedraz. Quando Cedraz foi citado na delação, ele disse que “o escritório advogados nunca patrocinou nenhum caso do Grupo UTC perante o Tribunal de Contas da União”. Mas a PF pegou uma tabela na casa de Tiago Cedraz com o acompanhamento de processos da UTC no tribunal. Há ainda diversos e-mails entre Cedraz e advogados da UTC sobre processos no TCU. Um dos e-mails chamou atenção da PF. Era uma mensagem enviada por Antonio Carlos Miranda, executivo da UTC, a Bruno de Carvalho Galiano, sócio de Cedraz. De acordo com o relatório, na mensagem é citado um pedido de 5% feito por um ministro do TCU. A defesa do advogado nega e diz que houve uma interpretação equivocada de uma mensagem que tratava de uma cláusula de 5% para imprevistos em obras, conforme a jurisprudência do TCU.

O presidente do TCU, Aroldo Cedraz (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente do TCU, Aroldo Cedraz (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

 A Polícia Federal suspeita ainda que o advogado Tiago Cedra pode ter dinheiro no exterior. A PF apreendeu documentos de uma agência do Banco do Brasil informando que valores estavam disponíveis para remessa para fora do país. A PF cruzou a informação com as entradas e saídas de Tiago Cedraz no Brasil. Ele fez uma viagem de três dias para a Suíça em fevereiro de 2015. O voo de São Paulo a Zurique dura em média 12 horas.

Procurado, o advogo de Tiago Cedraz, Eduardo Toledo, disse que desde o início das investigações a defesa ofereceu os dados bancários, como forma de esclarecer os fatos. De acordo com o advogado, houve tratativas entre Cedraz e a UTC, mas não prosperaram. “Houve, sim, uma efetiva troca de e-mails na qual as partes negociaram de forma lítica, ética e transparente uma possível contratação para processos específicos e nominalmente listados, todos de interesse da UTC. Naquela ocasião, o escritório ressaltou que implicaria no impedimento do ministro Aroldo Cedraz, o que por essa razão acarretaria na impossibilidade de atuar nos processos do ministro. Diante da impossibilidade de assumir todos os processos no TCU, a UTC decidiu encerrar as tratativas e procurar outro advogado”. Toledo afirma que o escritório prestou serviço para analisar o edital da licitação da Eletronuclear, de interesse da UTC. O advogado afirma que foi feita uma análise dos possíveis custos trabalhistas e que foi citada ainda a “invocação da cláusula de imprevisibilidade dos contratos, admitida pela jurisprudência do TCU em até 5%”. “A análise jurídica se fez de forma lítica, atendendo a uma consulta da UTC e não se destinava a ministros do TCU. O teor dos e-mails não deixa margem a questionamentos sobre a conduta ética e lítica do escritório de advocacia”. A defesa nega que Cedraz tenha feito ligações para servidores ou que tenha influência nos gabinetes de Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro. Toledo afirma ainda que Tiago Cedraz não tem conta na Suíça e que todas as suas contas estão declaradas no imposto de renda.

O ministro Aroldo Cedraz nega que seja investigado. O ministro Raimundo Carreiro disse que, antecipadamente, já forneceu seu sigilo bancário, fiscal e telefônico. Ele disse ainda que “das investigações tornadas públicas, no que diz respeito ao seu gabinete e à sua pessoa, não consta nenhuma ligação telefônica com o referido advogado”.

Época

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Suspeito de matar família se entrega à polícia na Espanha, diz advogado

O jovem François Patrick Gouveia, suspeito de assassinar e esquartejar o tio, a esposa deste e os dois filhos do casal na Espanha, se entregou à Guarda Civil espanhola na manhã desta quarta-feira (19), segundo o advogado Eduardo de Araújo. De acordo com o advogado que defende o suspeito, Patrick saiu de João Pessoa na noite da terça-feira (18), e foi preso assim que desembarcou no aeroporto de Madri. A Guarda Civil espanhola divulgou em uma rede social o vídeo que mostra o desembarque do suspeito no aeroporto de Madri.

“Quando eu voltei da Espanha, conversei com a família e com ele, relatando o que eu vi do processo lá. Ele entendeu que seria melhor voltar para a Espanha e responder ao processo lá do que esperar abrir um aqui no Brasil. Inclusive, ele destaca que resolveu voltar para lá justamente para ver que ele não estava foragido, como as pessoas falavam”, disse Eduardo de Araújo.

Segundo o advogado, Patrick comprou a passagem e saiu da capital paraibana em um voo convencional, com escalas em Recife e São Paulo. Ele resolveu se entregar após acertar um acordo com a polícia espanhola. “Como ele não tinha nenhum mandado de prisão no Brasil, ele não precisou viajar com a polícia, e foi sozinho”, explicou Eduardo. O voo saiu de São Paulo às 22h (horário de brasília) e pousou na Espanha no início da manhã desta quarta-feira, no horário brasileiro.

marcos nogueira, espanha, esquartejar, esquartejamento, familia, sobrinho (Foto: Reprodução/TV Globo)Sobrinho suspeito de esquartejar casal e duas crianças em Pioz, na Espanha, se entregou à polícia espanhola (Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo)

Ordem de prisão

A Justiça espanhola tinha emitido uma ordem de prisão europeia e internacional contra François Patrick Gouveia, e até então o suspeito ainda não havia recebido nenhuma notificação sobre o mandado de prisão no Brasil. De acordo com Eduardo Cavalcanti, advogado da família de Patrick, ele prestou depoimento à Polícia Federal no dia 30 de setembro.

Fontes da investigação informaram à agência EFE que Patrick, que é sobrinho de Marcos Campos Nogueira, pai da da família assassinada, decidiu se entregar após conversas entre os investigadores espanhóis e seu advogado, que esteve na Espanha na semana passada.

O advogado afirmou também que Patrick “nega veemente a autoria do crime”.

A ordem foi emitida no dia 22 de setembro, mas o Superior Tribunal de Justiça da região de Castilla-La Mancha só divulgou uma nota sobe a ordem na terça-feira (4). À época, o ministro de Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, deu por “esclarecido” o quádruplo assassinato e descartou a possibilidade de que os crimes tenham relação com o tráfico de drogas ou o crime organizado. A Polícia Federal disse, no mesmo dia, que estava aguardando informações do Chefe da Interpol no Brasil.

O suspeito
Em 2013, François Patrick foi apreendido aos 16 anos por esfaquear um professor em sala de aula no estado do Pará e cumpriu 45 dias de medida socioeducativa. Em março deste ano, se mudou para a Europa para tentar a vida como jogador de futebol e foi morar com a família do tio na cidade de Torrejón, onde ficou por quatro meses.

Segundo o advogado da família de Patrick, a família de Marcos tinha o costume de mudar de endereço. “Ele disse que Marcos estava se mudando, o que era muito comum, ele mudar de residência. E disse também que Marcos falou que depois voltaria para buscá-lo. Patrick nem sabia o novo endereço dele”, explicou o advogado.

Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha (Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos em Pioz, na Espanha (Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)

Relembre o caso

Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro, na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês.

As autoridades foram alertadas por um vizinho “que percebeu o odor” procedente da residência, segundo a polícia. De acordo com a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. “A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada”, indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

“O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles”, afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil. “Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa”, acrescentou.

Os parentes das duas famílias viajaram para a Espanha no dia 26 de setembro para conseguir transportar os corpos ao Brasil.

G1 PB

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