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Estudo médico adverte para sinais ignorados antes de ataques cardíacos

coraçãoOs primeiros sinais de alerta podem ter sido ignorados nos casos de uma em cada seis pessoas que morreram de ataque cardíaco em hospitais ingleses, aponta um estudo.

Todos os ataques cardíacos e mortes entre 2006 e 2010 foram analisados pelos cientistas.

Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram que 16% das pessoas que morreram tinham sido internadas nos 28 dias anteriores. Alguns tinham sinais de alerta como dor no peito.

Diante desses resultados, os autores do estudo dizem que mais pesquisas são “urgentemente necessárias”.

Sou enfermeira e não percebi

Alison Fillingham, 49, estava no trabalho quando sentiu uma dor profunda em seu pescoço e clavícula.

Ela continuou seu plantão de homecare – atendimento na casa dos pacientes – antes de telefonar para um colega e pedir conselhos após a persistência da dor.

Uma ambulância foi chamada e um ataque de pânico foi diagnosticado. Mas exames de sangue feitos mais tarde no hospital mostraram que Alison tinha tido um ataque cardíaco.

“Eu fui enfermeira por 24 anos, mas eu não achava que era algo relacionado com meu coração. Meus sintomas não eram típicos. Você espera sentir uma dor no peito. Você pensa em pessoas agarrando seu próprio peito, mas não foi nada daquilo.”

Ela conta que não houve nenhuma urgência nos socorros que recebeu da equipe de resgate. “Se meu ataque cardíaco não tivesse sido diagnosticado no hospital, minha artéria teria bloqueado completamente e eu não estaria aqui agora.”

No ano passado, Alison fez um cateterismo e agora está se sentindo “ótima” após tirar alguns meses de repouso antes de voltar ao trabalho.

Ela diz: “Eu era uma pessoa saudável e ativa. E nadava, caminhava e fazia ioga três vezes por semana – e agora estou correndo de novo”.

Sem registro

A pesquisa, publicada na publicação científica Lancet, analisou os registros hospitalares de todas as 135.950 mortes causadas por ataques cardíacos na Inglaterra durante quatro anos.

Os registros mostraram se a pessoa tinha dado entrada no hospital nas últimas quatro semanas e se os sinais de um ataque cardíaco foram registrados como a principal razão para a admissão hospitalar, uma razão secundária ou se não houve registro.

Thinkstock

Transpiração, falta de ar e tosse são alguns dos sintomas de um ataque cardíaco

Os dados mostraram que 21.677 desses pacientes não tinham registros de sintomas de cardíaco em seus registros hospitalares.

“Médicos são muito bons em tratar ataques cardíacos quando eles são a principal causa, mas não tratamos muito bem ataques cardíacos secundários ou sinais sutis que podem apontar para um ataque cardíaco que termine em morte num futuro próximo”, disse o médico e autor principal do estudo, Perviz Asaria.

Os autores do relatório dizem que sintomas como desmaio, falta de ar e dor no peito ficaram aparentes até um mês antes da morte em alguns pacientes.

Mas eles apontam que médicos podem não ter ficado em alerta para a possibilidade de que esses eram sinais da aproximação de um ataque cardíaco fatal porque não havia danos claros no coração na época.

“Nós ainda não podemos dizer por que esses sinais estão sendo descartados, razão pela qual uma pesquisa mais detalhada deve ser conduzida para recomendar mudanças nesse sentido”, disse o professor Majid Ezzati, que também trabalhou no estudo.

“Isso pode incluir orientações atualizadas para profissionais de saúde, mudanças na cultura das clínicas ou permitir que os médicos tenham mais tempo para examinar os pacientes e olhar seus registros anteriores.”

Para Jeremy Pearson, diretor médico associado ao Instituto Britânico do Coração, os números são importantes.

“Essa falha na detecção de sinais de alerta é preocupante. E esses resultados devem levar os médicos a serem mais vigilantes, reduzindo a chance dos sintomas se perderem e, em última análise, a salvar mais vidas.”

Um porta-voz do Royal College of Physicians disse que o tratamento contra ataques cardíacos é uma das histórias de sucesso da medicina moderna, “mas esse estudo é um lembrete importante de que ainda existem áreas que podemos melhorar”.

“Embora muitos ataques apresentem a clássica dor no peito em pessoas que fumam e têm outros fatores de risco para doenças cardíacas, muitos ataques cardíacos não se manifestam desta forma.”

“O desafio é diagnosticar com precisão e rapidez todos esses pacientes para que possam ser oferecidos melhores cuidados. A educação da sociedade, dos médicos de família, paramédicos e dos médicos de emergência é essencial se quisermos melhorar ainda mais o atendimento que oferecemos aos pacientes que têm um ataque cardíaco.”

Sintomas de ataque cardíaco

  • Dor torácica – sensação de pressão ou aperto no centro do peito
  • Dor em outras partes do corpo – pode ser sentida como se a dor estivesse viajando do peito para os braços (geralmente o braço esquerdo é afetado, mas pode atingir os dois), mandíbula, pescoço, costas e abdômen
  • Sensação de tontura
  • Transpiração
  • Falta de ar
  • Sentir-se enjoado (náuseas) ou vomitar
  • Sensação extrema de ansiedade (semelhante a um ataque de pânico)
  • Tosse ou chiado

Embora a dor no peito é frequentemente grave, algumas pessoas têm apenas uma dor menor, semelhante a uma indigestão. Em alguns casos, pode não haver qualquer dor no peito, principalmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.

Fonte: NHS (sistema de saúde britânico)

Uol

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Fernando Catão adverte gestores paraibanos sobre excesso de contratações no período vedado

FERNANDO-CATÃONeste ano eleitoral de 2016, o Tribunal do Contas do Estado tem ficado alerta às contratações realizadas pelos municípios durante o período vedado. O conselheiro Fernando Catão, por exemplo, lembrou que esse tipo de contratação não pode virar regra no serviço público e lembrou aos gestores das penalidades que podem ser aplicadas. Para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, os órgãos públicos só poderão efetuar contratação de pessoal por tempo determinado, nas condições e prazos previstos no art. 4º da Lei n. 8.745, de 9 de dezembro de 1993.

“A contratação excepcional só deve ocorrer quando realmente existir um assunto emergencial. A emergencialidade não pode se transformar numa permanência dos servidores temporários no serviço público”, destacou Catão. Neste ano, por exemplo, só foi permitido contratar servidores públicos de concursos homologados até 5 de julho, três meses antes do pleito.

A ressalva, entretanto, é que no período vedado pode haver nomeação ou contratação necessária a partir da instalação ou do funcionamento inadiável de serviços públicos considerados essenciais. Mesmo assim, essa prática deve ser vista com cautela pelos gestores, segundo o conselheiro. “Esse é um viés que precisa ser combatido porque as estruturas públicas têm que ser funcionais por servidores de carreira”, enfatiza Catão.

Segundo a legislação eleitoral, estas proibições têm por objetivo assegurar que todos os candidatos tenham as mesmas oportunidades durante o ano eleitoral. A intenção é impedir o abuso de poder proibindo atitudes dos agentes públicos que podem favorecer alguns candidatos e partidos, e prejudicar outros.

blogdogordinho

 

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Câmara do TCE adverte gestores sobre acumulação de cargos e aplica multas a prefeitos

tceReflexos nas prestações de contas, responsabilização pelas despesas e multas são as conseqüências que podem sofrer os gestores que não cumprirem as determinações do Tribunal de Contas do Estado, no que diz respeito à acumulação de cargos, empregos e funções públicas. Na sessão desta terça-feira (5), a 2ª Câmara do TCE, em sessão ordinária, decidiu conceder novos prazos e aplicar multas – que variam entre 3 e 5 mil reais, aos prefeitos dos municípios de Amparo, Prata, Alhandra, Serraria e Imaculada, assim como a gestores da Cehap e Assembléia Legislativa. Após os prazos e não havendo regularização das acumulações, os processos serão anexados às contas anuais.

Os integrantes do órgão fracionário decidiram ainda pela irregularidade em processos de dispensa de licitação da Secretaria de Estado da Saúde, no exercício de 2012, referentes a procedimentos realizados no Hospital Regional de Monteiro e Arlinda Marques, em João Pessoa. Pela regularidade, depois de inspeção especial na Secretaria da Saúde, em convênios para aquisição de equipamentos para o Hospital e Maternidade Francisco Wanderley de Santa Cruz, bem como em relação ao processo que envolve o Centro Odontológico Cruz das Armas.

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A 2ª Câmara do TCE, órgão sob a presidência do conselheiro Arnóbio Viana, pautou 142 processos, a maior parte atinente a pedidos de registro de aposentadorias e pensões para servidores públicos ou seus dependentes, além de outros decorrentes da averiguação de práticas de transparências, denúncias, contratos, convites, tomadas de preço, pregões presenciais, inspeções, recursos e dispensas de licitação.

O colegiado funcionou com os conselheiros Arnóbio Viana (presidente), André Carlo Torres, Nominando Diniz e os substitutos, Antônio Cláudio Silva Santos e Oscar Mamede Santiago Melo. Pelo Ministério Público de Contas, a procuradora Isabella Barbosa Marinho Falcão.

Ascom

Agência russa adverte aos jovens que tirar selfies pode ‘espalhar piolhos’

selfieUma agência de notícias russa publicou uma reportagem afirmando que os jovens devem parar de tirar fotografias do tipo selfie a fim de não pegar piolhos.

A mania do selfie, na qual as pessoas posam muito perto umas das outras para uma delas possa esticar o braço e tirar a fotografia com o telefone celular, seria a principal razão da proliferação dos parasitas, segundo o departamento de Rospotrebnadzor, em Kursk, um órgão do governo que produz alertas ligados ao bem estar da população.

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“Tirar fotos tão próximo um do outro significaria que os piolhos podem pular de uma cabeça para outra”, diz o aviso.

Mas as decisões do Rospotrebnadzor já se provaram controversas no passado. Seu antigo chefe Gennady Onishchenko segeriu uma vez uma matança de gralhas, ao descrevê-las como “lobos emplumados” que seriam responsáveis por espalhar a gripe aviária.

O órgão também é associado a proibições da importação de comidas e bebidas de países que não têm de popularidade com o Kremlin.

O alerta da agência sobre os piolhos foi ridicularizado por usuários de mídias sociais na Rússia. “Eles estão sugerindo que a maioria dos jovens russos têm piolhos”, afirmou o internauta Georgy Klochkov no site Lenta.

Outro internauta afirmou: “Isso é maravilhoso! O trabalho de Onishchenko ainda floresce, quanto mais maluca a razão, melhor.”

180 graus

Procon-JP adverte para chupetas defeituosas e mistura em pó com glúten

chupetaA Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) chama a atenção dos consumidores paraibanos para a campanha de chamamento de duas empresas nacionais.

O primeiro produto é da empresa Plastiago Indústria e Comércio de Produtos Infantis Ltda e se trata das chupetas borboleta bico de silicone, da marca Pinpon, referência 283. O defeito verificado pode provocar sérios danos, porque a criança costuma segurar a chupeta com os dentes e puxar pela argola, forçando a retirada do produto da boca, como uma brincadeira, ou para coçar as gengivas. Nesse processo, o bico pode se separar da armação e o bebê pode vir a engoli-lo, o que poderia causar asfixia.

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Fabricadas em 5 de fevereiro de 2014, foi constatada irregularidades no teste de elasticidade e fervura do produto. A campanha de chamamento, iniciada em 4 de setembro, abrange 2.291 unidades do produto colocado no mercado de consumo de todo país, e a numeração do lote é 321283.

Mistura em pó – A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) também alerta aos consumidores paraibanos para a campanha promovida pela empresa Prolev do Brasil Ltda para o não consumo e substituição dos produtos de mistura em pó Sutax-Bompreço, sabor chocolate, nas versões kids e adulto, fabricados entre os dias 20 de maio e 1º de agosto de 2014. Foi constatada a presença de glúten e o rótulo, erroneamente, informa que o produto não contém a substância.

Para as pessoas portadoras de doenças celíacas (também conhecida como enteropatia glúten-induzida é uma patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças), o glúten pode provocar reações adversas como diarréias, prisão de ventre, náuseas, entre outros sintomas próprios da doença. A campanha de chamamento, iniciada no final de agosto, abrange 228 produtos colocados no mercado de consumo paraibano, com numeração de lotes 3KC114A, 3C2114A, 3C2714A e 6KC2514A.

Segundo informações da empresa Prolev do Brasil Ltda, até o momento não há conhecimento de ocorrência de reações adversas provocadas pela mistura em pó Sutax-Bompreço, que contém traços de glúten.

Secom-JP

OMS adverte que depressão é a doença mais frequente na adolescência

adolescentesA depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

“A depressão é a causa predominante de doença entre os adolescentes”, afirma um documento da OMS, que destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade são “os acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio”.

Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo. Esta é a primeira vez que a OMS publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou os dados fornecidos por 109 países.

 

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Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência.

 

Para a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS, “o mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”.

 

Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS.

 

Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento.

O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.

AFP

Pagamento por produção adoece e mata cortadores de cana, adverte pesquisador

Além de obter maior ganho, o cortador trabalha demais para atingir as metas fixadas pela usina e assim garantir sua vaga na próxima safra (Foto: arquivo/MTE)
Além de obter maior ganho, o cortador trabalha demais para atingir as metas fixadas pela usina e assim garantir sua vaga na próxima safra (Foto: arquivo/MTE)

Os atestados de óbito de cortadores de cana geralmente declaram razões desconhecidas ou parada cardiorrespiratória, segundo a Pastoral do Migrante de Guariba, no interior de São Paulo. Mas alguns deles podem trazer como causa um acidente vascular cerebral (derrame), edema pulmonar ou hemorragia digestiva, entre outras. No entanto, para Francisco da Costa Alves, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as mortes são o desfecho da exaustão causada pelo trabalho excessivo exigido pelo sistema de pagamento por produção. Antes de matar, o sistema provocou problemas respiratórios, musculares, sérias lesões nas articulações pelo esforço repetitivo, entre outros. “Essa forma de remuneração, que leva o cortador a trabalhar mais e mais, em longas jornadas, com alimentação e hidratação inadequadas, está na raiz do adoecimento e morte desses trabalhadores”, disse.

Nesse sistema antigo, que já era criticado no final do século 18 por ser perverso e desumano, os trabalhadores recebem conforme produzem, tendo a responsabilidade pelo ritmo do seu trabalho. Ganham mais conforme a produção. Como trabalham pela subsistência, se submetem a esse ritmo cada vez mais intenso para melhorar suas condições de vida.

Conforme Francisco Alves, que há mais de 20 anos pesquisa a produção no setor canavieiro, o excesso de trabalho pode ser demonstrado pela rotina dos bóias frias. Para a produção diária de seis toneladas, eles têm de cortar a cana rente ao solo para desprender as raízes; cortar a parte onde estão as folhas verdes, que por não ter açúcar não servem para as usinas; carregar a cana cortada para a rua central e arrumá-la em montes. Segundo o pesquisador, tudo isso é feito rápida e repetidamente, a céu aberto, sob o sol e calor, na presença de fuligem, poeira e fumaça, por um período que varia entre 8 e 12 horas. Para isso, eles chegam a caminhar, ao longo do dia, uma distância de aproximadamente 4.400 metros, carregando nos braços feixes de 15 quilos por vez, além de despender cerca de 20 golpes de facão para cortar um feixe de cana. Isso equivale a aproximadamente 67 mil golpes por dia. Isso tudo se a cana for de primeiro corte, ereta, e não caída, enrolada. Do segundo corte em diante, há mais esforço.

O gasto energético ao andar, golpear, agachar e carregar peso torna-se ainda maior devido à vestimenta com botina de biqueira de aço, perneiras de couro até o joelho, calças de brim, camisa de manga comprida com mangote de brim, luvas de raspa de couro, lenço no rosto e pescoço e chapéu, ou boné, quase sempre sob sol forte. Com isso, eles suam abundantemente, perdendo muita água e sais minerais. A desidratação provoca câimbras frequentes, que começam pelas mãos e pés, avançando pelas pernas até chegar ao tórax – as chamadas birolas. Provocam fortes dores e convulsões. Para tentar evitar o problema e garantir maior produção, algumas usinas distribuem soro fisiológico e, em alguns casos, suplementos energéticos. E há casos em que os próprios trabalhadores procuram um hospital na cidade, onde recebem soro na veia.

“Ademais, o excesso de trabalho não é realizado apenas para alcançar esse salário, mas também para atingir as próprias metas fixadas pela usina (cerca de 10 a 15 toneladas diárias), a fim de garantir ao trabalhador que lhe seja oferecido a vaga na próxima safra. E, para que o trabalhador possa atingir essa meta, é obrigado a trabalhar invariavelmente cerca de 10 horas diárias, senão mais”, escreveu o juiz Renato da Fonseca Janon, da Vara do Trabalho de Matão, em sua sentença do final do ano passado que proibiu a Usina Santa Fé S.A., de Nova Europa, na região de Araraquara, a remunerar seus empregados do corte de cana por unidade de produção. A decisão, inédita, baseou-se em pesquisas coordenadas por Francisco Alves, além de outros pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para complicar, esse sistema de pagamento impede a adoção da norma regulamentadora (NR) 31, considerada um avanço para a segurança e saúde dos trabalhadores rurais por obrigar o uso de equipamentos de proteção individual. É o caso de óculos de proteção contra as cortantes folhas da cana, que causam muitos ferimentos nos olhos. Só que para serem limpos da poeira e da fuligem, exigem a interrupção da produção.

Para Alves, a mudança do pagamento por produção para um salário fixo depende de um longo processo de discussão e reflexão da situação. Enquanto o fim do pagamento associado à produção representa saúde, envelhecimento digno e mais vida, muitos trabalhadores o entendem como redução dos ganhos. No entanto, cortadores mais velhos, que já não têm o mesmo vigor dos mais jovens, e mulheres, que têm outra jornada de trabalho em casa, aceitam ganhar um salário fixo mesmo que seja inferior ao que ganhariam por produção.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, os valores da tonelada de cana cortada variam entre R$ 3,80 e R$ 4. E o piso salarial mensal, regional, varia entre R$ 775 e R$ 840 para uma jornada semanal de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h20. “Para se sustentar e à sua família, o cortador de cana deveria ter um piso correspondente a pelo menos três salários mínimos (R$ 2.034)”, disse Roberto dos Santos, secretário geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp). De acordo com o dirigente, não há no momento nenhuma opção que permita ao trabalhador ganhar o suficiente. “É claro que seria mais vantajoso um piso salarial superior ao que se ganha por produção, mas essa forma de pagamento ainda é a que permite ganho maior e por isso os trabalhadores sempre se manifestam favoráveis a esse sistema.”

Os patrões propõem a mecanização do corte da cana, que elimina o problema, mas também acaba com os empregos. Estima-se que só em São Paulo sejam 200 mil os que perderão o trabalho. Por isso, Alves defende políticas de curto prazo, elaboradas pelo conjunto da sociedade, para a qualificação desses trabalhadores que ocuparão parte dos empregos na agricultura mecanizada. Só que não haverá vagas para todos: uma colheitadeira faz o serviço de 80 trabalhadores. Ele estimam ainda que, com a mecanização, 20% da terra hoje tomada pela cana em São Paulo não poderá mais ser usada com essa finalidade. “Uma alternativa é que os municípios, que têm o direito constitucional de decidir o que fazer com suas terras, decidam com seus moradores se vão destiná-las à produção de alimentos ou recompor florestas nativas, que permitem a recomposição de mananciais”, disse. “Outra é a reforma agrária, política pública mais barata, capaz de proporcionar trabalho e renda para esses trabalhadores da cana.”

 

 

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Não existe filtro solar que ofereça 100% de proteção à pele, adverte dermatologista

Nenhum dos protetores disponíveis no mercado protege totalmente a pele contra os efeitos nocivos dos raios solares, como queimaduras, envelhecimento precoce e o aparecimento do câncer. A advertência é da dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, para uma proteção completa esses produtos deveriam conter agentes contra os raios UVA e UVB, além de outras características como estabilidade do produto ao sol e calor e serem à prova d’água e da transpiração.[bb]

“Por isso os fabricantes agora são obrigados a incluir na fórmula, além de agentes anti-UVB,  agentes para bloquear a passagem dos raios UVA”, disse Meire Brasil.

A radiação UVA penetra profundamente na pele, sendo o principal responsável pelo envelhecimento,  algumas formas de câncer e catarata. Até bem pouco tempo esses efeitos nocivos eram desconhecidos. Já os raios UVB têm penetração mais superficial, causando queimaduras e alterações que também provocam câncer. O câncer de pele o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

No final de novembro, a Proteste Associação de Consumidores divulgou teste com as marcas L´Oreal, La Roche-Posay, O Boticário, Coppertone, Cenoura & Bronze, Sundown, Avon, Nívea Sun, Banana Boat, Red Apple, para uso adulto, com fator FPS (Fator de Proteção Solar) 30. Das amostras, sete tinham FPS inferior ao informado no rótulo; dois não protegiam contra raios UVA e cinco se mostraram incapazes de manter a eficácia durante uma hora de exposição ao sol. Os testes com versões infantis incluíram cinco marcas, mas não detectaram problemas.

O teste avaliou ainda a clareza com que a informação é colocada no rótulo, a composição, a estabilidade do produto à radiação solar, a resistência à água, hidratação, tolerância da pele ao produto e consistência, entre outros aspectos.  Na época, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refutou os dados, argumentando, entre outras coisas, que esses fabricantes seguem rígida regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para Meire Brasil, a proteção pode ser maior se a aplicação do produto for repetida a cada duas horas, em quantidades generosas. Ou seja, a cada aplicação em todo o corpo requer  o correspondente a uma xícara de café cheia do produto. “Só respeitando a frequência de aplicação e quantidade a cada duas horas é que se pode dizer que há proteção”, disse. Segundo ela, o mais comum é uma leve aplicação do protetor minutos antes da exposição ao sol, sem a reaplicação necessária ao longo da exposição.

Outra recomendação – que não substitui o uso do protetor – é evitar o sol entre as 10 e 16 horas e entre as 9 e 17 horas no horário de verão. E procurar abrigo na sombra de uma tenda ou guarda-sol, além de usar bonés, chapéus, viseiras e óculos escuros. “Uma medida não substitui a outra’, ressaltou.

Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução que aprova o Regulamento Técnico Mercosul sobre protetores solares em cosméticos. A medida atualiza métodos, padroniza a proteção UVA e determina informações que devem estar nos rótulos.

“São inúmeros os produtos expostos no mercado para proteção solar, mas é preciso que as pessoas sejam orientadas sobre como usá-los”, disse Sérgio Schalka, especialista em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo ele, uma das principais determinações da resolução, que dá dois anos para os fabricantes se adequarem, é que o Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo passe de 2 para 6. “Para dar mais proteção, o mínimo FPS deve ser 30”, disse. “Produtos que não tenham um FPS mínimo de 6 não podem ser declarado como protetores solares. A prevenção adequada ao câncer de pele depende de produtos com FPS cada vez maiores”.

A resolução da Anvisa estabelece ainda que protetores solares destinados ao uso em atividades recreacionais devem ser resistentes à água e ao suor, e que a rotulagem não induza o consumidor à falsa impressão de proteção total e proibe termos como “100% de proteção”.

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