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Mãe e dois filhos adolescentes de Soledade sumiram há mais de um mês com fugitivo da Cadeia de Solânea

A moradora de Soledade, no Agreste da Paraíba, Ana Cristina de Oliveira, desapareceu no dia 18 de maio no próprio carro com dois filhos adolescentes. Ana está também com o namorado Allan Júnior Fernandes, um acusado de roubo e estelionato que se passou por delegado, construiu a relação com ela pelas redes sociais e desapareceu junto. O último contato que a motorista de transporte alternativo fez com a família foi no dia 5 de junho, por telefone.

A trama e as denúncias levou a Polícia Civil a investigar o caso. A suspeita é que Allan tenha induzido a namorada a realizar golpes com ele, ameaçando a vida dos filhos dela. Segundo a prima de Ana Cristina, Vilma Oliveira, ela falou com o pai e com uma amiga. Disse estar tudo bem, que estavam morando numa chácara em João Pessoa, mas que voltariam para casar no dia 31 de maio. Ela já tinha marcado a data do casamento.

Segundo a família de Ana, ela só soube que Allan era estelionatário e não delegado depois que sumiu com ele. Allan a conheceu nas redes sociais, curtia as fotos dela, comentava e se comunicava com ela pelo bate-papo. Disse à motorista que era delegado de Solânea, onde na verdade era preso por estelionato, mas com regalias de usar comunicação e sair à noite. Tudo está sendo investigado.

O caso – Segundo Vilma, Ana foi buscar Allan no dia 17 de maio na cadeia de Solânea, porque ele disse estar de férias. Chegaram de meia noite em Soledade. No dia seguinte, antes de viajar, Ana foi a uma loja de Soledade e comprou uma roupa para Allan. Ao saírem de viagem, disseram que iam para João Pessoa e que voltariam na segunda-feira (20 de maio). Eles ficaram 15 dias se comunicando, enviando vídeos.

“Outra coisa que Ana fazia era ficar mandando a família arrumar casamento. Antes da quinta (26 de maio), nós falamos com ela, perguntamos se eles não viriam se casar, mas já desconfiando de muita coisa. Ela disse que ia para Curitiba (PR) para um enterro de uma avó de Allan, que estava doente e tinha morrido. No contato seguinte, eles iriam para São Paulo para um enterro de um irmão dele que teria se acidentado. Nós já estávamos bem desconfiados de tanta morte”, contou.

Dinheiro – Durante o desaparecimento, Allan disse que ia depositar um dinheiro para as despesas com o casamento. Dias depois, caiu R$ 800 na conta de um parente de Ana. Mas no dia 31 não apareceram. “Dia 1º de junho ainda falamos com os adolescentes. Dia 5, falamos com o menino no bate-papo, pedimos para ele fazer um vídeo, porque já estávamos bem desconfiados. O garoto não quis, mas o tio dele, irmão de Ana, pediu para ele fazer um áudio. A comunicação foi interrompida”, contou a prima de Ana.

Depois, no mesmo dia, ela ligou, nervosa, defendendo o companheiro sem ninguém o acusar de nada, até o momento. Mas ela disse que só voltariam na segunda (3). A mãe de Ana foi a última a falar com ela, na quarta (5). Mesmo assim, com todas as tentativas, a família toda sumiu, deletando os perfis das redes sociais e não mais ligando para ninguém da família de Ana.

Polícia – O delegado de Esperança, Danilo, está nas buscas, investigando o caso. Ele disse a uma prima de Ana, identificada por Cida, que Allan não tem o perfil de homicida, mas de estelionatário. “O delegado explicou que, o que pode estar acontecendo é uma extorsão com ameças de morte. Ele pode estar usando os filhos de Ana para chantageá-la, para ficar dando golpes com a ajuda dela. Para os meninos sumirem, Allan pode estar ludibriando-os com presentes.

Ana foi visitar uma tia no Rio de Janeiro, logo quando saiu da Paraíba. A tia contou ao delegado que ela pediu R$ 5 mil emprestado, mas como a tia não tinha, todos saíram às pressas. Antes de sair, Ana abraçou a tia muito apertado, como um sinal de que algo estaria errado. Depois desse contato, o casal e os filhos de Ana podem estar em São Paulo, de acordo com a Polícia. Qualquer informação sobre o paradeiro deles, pode ser denunciado anonimamente pelo 181. Já na Paraíba, o disque denúncia é o 197.

 

Valdívia Costa/ PB Debate

 

 

PB tem 3 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes por dia

A cada dia, três crianças ou adolescentes sofrem violência sexual na Paraíba. De acordo com dados enviados ao Ministério Público (MPPB) pelos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) regionais e municipais, em 2018, foram registradas 5.822 violações de direitos contra o público infanto-juvenil, em todo o estado.

Desses, 1.044 (16%) foram casos de vítimas de abuso ou exploração sexual. Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Criança e do Adolescente, o promotor de Justiça Alley Escorel, os dados revelam a importância de debates sobre formas de enfrentamento e prevenção a uma das mais graves e perversas formas de violência contra crianças e adolescentes.

Na última sexta-feira (17), em alusão ao dia nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes’ (18 de maio), o MPPB participou de um evento promovido pelo Creas, no município de Bananeiras, para discutir o assunto junto com a rede de proteção, autoridades municipais, educadores da rede de ensino e alunos.

“Ministramos uma palestra, em que abordamos as situações que envolvem o abuso e a exploração sexual. Falamos sobre a diferença entre esses dois tipos de violência. Expusemos situações em que os educadores e outros profissionais podem identificar casos de risco e de violência sexual. Falamos sobre os sintomas apresentados pelas vítimas, orientamos quem deve ser acionado nessas situações e a quem as pessoas devem denunciar. Foi um trabalho bastante exitoso, com a participação de todos e mais uma oportunidade para que, enquanto Ministério Público, continuemos mobilizando toda a rede para que haja a proteção a crianças e adolescentes, principalmente, nas situações que envolvem violência sexual”, disse o promotor de Justiça.

Terceira maior violência

De acordo com dados dos Creas, o abuso e a exploração sexual de menores de 18 anos de idade são a terceira maior violência praticada contra crianças e adolescentes, na Paraíba, atrás da negligência (41%) e da violência psicológica (22%). Os dez municípios paraibanos que apresentam maior número de casos registrados são: Campina Grande, Ingá, Conde, Itabaiana, João Pessoa, Coremas, Sousa, Guarabira, Lagoa Seca e Cabedelo.

Conforme explicou o promotor de Justiça, dados do Disque 100 – o serviço nacional de denúncia de violência contra crianças e adolescentes, coordenado pelo Governo Federal -, em 70% dos casos de abusos e exploração sexual contra meninos e meninas registrados na Paraíba, no ano passado, os agressores foram o pai, o padrasto ou a mãe da vítima. “São pessoas muito próximas, com quem a vítima tem um grau de confiança e que, na verdade, deveriam proteger essa criança e esse adolescente”, lamentou.

Alley destacou a importância da participação das pessoas, no enfrentamento desse tipo de violência, sobretudo os profissionais da educação e da saúde, que lidam mais diretamente com crianças e adolescentes e que podem ter papel fundamental na identificação dos casos para encaminhamento aos serviços e órgãos competentes. “A simples suspeita pode ser encaminhada, anonimamente, por telefone, através do Disque 100 para que os órgãos investiguem e adotem as medidas necessárias em relação ao problema. Os casos também podem ser denunciados aos Conselhos Tutelares, que são a porta de entrada do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes e ao Ministério Público da Paraíba, nas promotorias de Justiça”, orientou.

 

portalcorreio

 

 

Polícia apreende seis adolescentes suspeitos de linchamento em Alagoa Grande

Uma operação policial integrada apreendeu na manhã desta quinta-feira (25), seis menores acusados de um linchamento ocorrido há poucos dias na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba. Foram expedidos sete mandados de apreensão, porém até o momento seis foram cumpridos.

A vítima que não teve identidade revelada foi socorrida para o Hospital de Trauma de Campina Grande. De acordo com informações, a vítima encontra-se em coma.

 

clickpb

 

 

Juiz condena quatro adolescentes após estupro de criança em escola particular de João Pessoa

Quatro adolescentes foram condenados pelo juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude em João Pessoa, Luiz Augusto Souto Cantalice, pelo ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável. Esses quatro adolescentes foram apreendidos na investigação do estupro de uma criança que ocorreu em uma escola particular da capital paraibana.

A sentença foi prolatada na noite desta quarta-feira (24). Os quatro adolescentes foram condenados à pena de internação, que prevê reanálise da necessidade da manutenção, no máximo, em 06 meses. O caso corre em segredo de justiça e por isso o teor total da sentença não está sendo divulgado.

A informação da condenação foi confirmada pelo advogado, Aécio Farias, que faz a defesa dos adolescentes. Ele considerou a sentença o “maior erro judicial do universo”.

“Não havia qualquer prova para condenação. Além do mais, o processo está cheio de nulidades e a maior delas, sem dúvida, foi a existência de assistentes de acusação, o que é extremamente proibido. Vamos recorrer ainda hoje”, disse o advogado na noite desta quarta-feira.

Entenda o caso

Os adolescentes foram apreendidos suspeitos de ato infracional semelhante ao crime de estupro praticado contra uma criança de oito anos dentro de uma escola particular, em João Pessoa. As apreensões aconteceram em decorrência de mandados judiciais após processo que tramita em segredo de justiça desde maio de 2018. Um ex-zelador suspeito de participar nos estupros também foi preso. Outros casos de estupro começaram a ser apurados ao longo da investigação.

Primeiro caso

A investigação começou em maio de 2018, com a denúncia da primeira vítima, uma criança de 8 anos, que disse ter sido estuprada dentro do banheiro do colégio Geo. O processo começou a tramitar em segredo de justiça desde o primeiro depoimento.

Os abusos vieram à tona após a mãe de uma das vítimas receber um aviso da escola que comunicava que o filho dela estava indo com muita frequência ao banheiro. Além disso, a criança também passou a ter um “comportamento agressivo e também choroso”. “Em conversa com a mãe, a vítima contou sobre os abusos e a investigação foi iniciada”, disse a delegada Joana D’arc Sampaio.

G1

 

Flagrados em JP 117 adolescentes desacompanhados em shows

Cento e dezessete adolescentes desacompanhados ou sem autorização dos responsáveis legais foram flagrados durante fiscalização realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), com o apoio da Polícia Militar, em shows promovidos no último fim de semana, em dois estabelecimentos localizados em João Pessoa. Todos foram retirados dos locais e orientados a voltarem para suas casas. Os proprietários dos estabelecimentos serão notificados pelo MPPB para comparecerem a uma audiência por descumprimento da portaria que trata sobre a entrada de menores de 18 anos em casas de shows, boates, bares e congêneres.

A fiscalização, feita pela equipe da Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, começou na noite do sábado (13) e durou até a madrugada do domingo (14). Conforme informou a psicóloga da promotoria, Mary Lopes, em uma granja localizada no bairro Altiplano, na Zona Leste da Capital, foram encontrados 94 adolescentes desacompanhados ou sem documentação com a autorização dos responsáveis legais. “O proprietário foi obrigado a encerrar as atividades. O local foi fechado. Alguns adolescentes até estavam acompanhados de um adulto, mas não tinham como provar que se tratava do responsável legal. Todos foram retirados do local e orientados a voltar para suas residências”, disse.

Já em uma casa de recepções localizada no bairro Colinas do Sul, na Zona Sul da cidade, foram encontrados 23 adolescentes na mesma situação. Eles também foram retirados do local e orientados sobre as exigências legais para participar desse tipo de evento.

Conforme destacou o promotor de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, Alley Escorel, as fiscalizações da promotoria com o apoio da PM são permanentes e visam proteger o bem-estar e a dignidade de crianças e adolescentes.

Além de averiguar se os estabelecimentos comerciais estão cumprindo a portaria que versa sobre a entrada e permanência de menores de 18 anos, a promotoria verifica se esses locais estão cumprindo a Lei 13.106/2015, que criminaliza a venda e o fornecimento, mesmo que gratuito, de bebidas alcoólicas e/ou outras substâncias que causem dependência a crianças e adolescentes. A lei estabelece pena de multa (que pode chegar a R$ 10 mil) e prisão para quem praticar esse crime.

O promotor de Justiça informou ainda que, na audiência que será realizada com os donos dos dois estabelecimentos, serão solicitados documentos que comprovem a autorização para promover shows e eventos festivos. Eles também serão advertidos quanto ao descumprimento da portaria que trata sobre a entrada e permanência de crianças e adolescentes e, em caso de reincidência, poderão ser responsabilizados judicialmente e ter os estabelecimentos fechados.

(Foto: Divulgação/MPPB)

portalcorreio

 

 

Os adolescentes preferem smartphones como o iPhone 7 Plus

É uma realidade: os adolescentes já não conseguem viver sem um smatphone! É o aparelho eletrônico mais utilizado por eles, pois através dele, estão conectados com o mundo todo. Com diversos aplicativos que facilitam a vida de todos, como os que possuem smartphones como o celular iPhone 7 Plus, os jovens conseguem usar estes aparelhos como pequenos computadores.

Os celulares são um objeto importante na vida de todos, mas principalmente dos adolescentes, que usam este aparelho de todas as formas possíveis. Provavelmente por causa disso é que tomam um cuidado especial, comprando capas especiais para protegê-los, fones de ouvido para poder curtir as músicas da moda e principalmente carregadores portáteis, para que a bateria não acabe na hora que mais o precisam. Sem dúvida, smartphones como o iPhone 7 Plus são muito especiais!

Na atualidade, o smartphone é muito utilizado pela juventude, não só para fazer telefonemas, mas também e principalmente, por causa das redes sociais e os aplicativos que permitem uma comunicação instantânea:

– Messenger e WhatsApp, aplicativos que permitem o envio de mensagens instantâneas, imagens, vídeos e telefonemas.

– Twitter, Facebook e Instagram, redes sociais que permitem a publicação de frases, fotos e vídeos.

Google, muito utilizado para pesquisas em internet.

Smartphones como o iPhone 7 Plus possuem diversas  funções

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Atualmente é possível até assistir programas de TV no smartphone, bem como ver um filme, ouvir música, tirar fotos, fazer vídeos e a te editá-los! Tudo vai depender do tipo de aparelho e dos aplicativos que este tenha e aqueles que podem ser encontrados e baixados da internet.

Inclusive, através de Bluetooth é possível a troca de imagens, por exemplo, entre dois aparelhos que estejam próximos. Mas uma das funções mais importantes e usadas pelos jovens é a câmera fotográfica. No caso do iPhone 7 Plus, a câmera é uma das funções mais admiradas, pois além de permitir tirar fotos excelentes, possui diversas opções para ‘brincar de profissional’!

Para poder tirar o maior proveito de uma câmera dessas, é necessário testar cada uma das funções. O manual do smartphone certamente dá diversas explicações, mas só testando, tirando fotos, mudando as funções a cada foto, será possível ir conhecendo o tipo de aparelho que se tem nas mãos. E os jovens sabem muito bem disso. Não é de se admirar as fotos que costumam publicar nas redes sociais!

A internet pode ser uma caixa de Pandora

Hoje em dia é cada vez mais fácil a comunicação com o mundo. É possível, via internet, entrar em contato com uma pessoa que esteja do outro lado do mundo num piscar de olhos. Mas assim como tem o lado bom, tem o lado ruim: o excesso de tecnologia pode ser negativo na vida dos adolescentes.

Existem muitos sites maliciosos que através de uma propagando ou promoção, incitam aos adolescentes a participarem enviando os seus dados pessoais. Isso, além de poder custar caro economicamente, pode acabar sendo uma armadilha para coletar dados que, futuramente, serão usados de uma forma duvidosa.

Por isso, os adultos devem informar sempre aos adolescentes sobre essas possibilidades, e adverti-los para não fornecerem endereço, número de telefone, conta bancaria ou sobrenome.

Evitar complicações com um bom uso

Um smartphone é hoje o aparelho de comunicação e contato imediato com familiares e amigos. Permite localizar ao adolescente com urgência através do GPS e vice versa, o adolescente pode se comunicar de imediato com os pais. Mas é necessário saber dar um bom uso:

Ter um smartphone pré-pago é o ideal quando o dono do aparelho é um adolescente. O uso indiscriminado dos dados elevará a conta da companhia telefônica se o smartphone não for usado com wifi. E na pressa, o adolescente pode esquecer-se de trocar nas configurações o uso entre wifi e dados.

Prestar atenção aos downloads de aplicativos, porque muitos podem anexar uma fraude ao gerar mensagens automáticas que não são gratuitas.

Explicar ao adolescente que não é legal tirar fotos e vídeos de qualquer pessoa para postar nas redes. Deve-se respeitar a imagem de terceiros e não postar fotos que não tenham sido autorizadas, para evitar futuras dores de cabeça. Existe na lei o ‘direito de imagem’. Portanto, cuidado!

 

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Caso Geo: Vara da Infância e Juventude marca para os dias 22 e 26 de abril audiências dos adolescentes

A linha de defesa do advogado criminalista Aécio Farias, que está à frente do caso que envolve adolescentes de classe alta de João Pessoa, cujas acusações recaem como suposto estupro praticado contra duas crianças, busca minimizar a seriedade dos fatos.  Já a Vara da Infância e Juventude marcou para os dias 22 e 26 de abril as audiências de julgamento dos quatro adolescente acusados de abuso sexual contra crianças, dentro do colégio GEO, em João Pessoa. Agora que o processo está com os acusados apreendidos, a Justiça passa a ter um prazo de 45 dias para concluir o processo e sentenciar os envolvidos.

Buscando uma celeridade no caso o Ministério Público pediu a condenação dos acusados, com aplicação da pena máxima que é o cumprimento de medida socioeducativa, por três anos. Já a defesa dos adolescentes diz que eles negam e que não há provas da autoria do crime. O ex-zelador do colégio, único adulto acusado de participar dos abusos, continua respondendo ao processo em liberdade.

Dois dos quatro adolescentes acusados de abuso sexual estão sendo assessorados juridicamente pelo advogado Aecio Farias, que disse a imprensa ontem ter certeza da inexistência de provas contra os clientes. “Os exames sexológicos foram feitos dias depois dos fatos e não depois de muito tempo, conforme foi falado na imprensa. Quando a mãe de uma das vítimas tomou conhecimento e levou o caso à polícia, os fatos estavam acontecendo. O resultado desses laudos deu negativo”, afirmou.  Na primeira audiência, marcada para o dia 22 serão ouvidas as testemunhas. No dia 26, serão ouvidas as vítimas e já deveremos conhecer a sentença”, explicou.

 

 

pbagora

 

 

60% das crianças e adolescentes são pobres no Brasil, diz Unicef

Seis em cada 10 crianças e adolescentes brasileiros vivem em situação de pobreza no Brasil, totalizando 32 milhões de jovens (ou 61% dos 53 milhões que formam a população brasileira com menos de 18 anos). É o que revela o estudo inédito “Pobreza na infância e na adolescência”, apresentado nesta terça-feira (14) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Para a elaboração da pesquisa, que tem por fonte dados oficiais da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2015, do IBGE, o Unicef considerou que a pobreza na infância e adolescência ultrapassa a falta de dinheiro e precisa levar necessariamente em conta outros fatores que influenciam para rebaixar a qualidade de vida. É o que em economia se chama de pobreza multidimensional.

Vive em pobreza monetária, segundo o fundo, a criança ou adolescente de família com renda inferior a R$ 346,00 por pessoa por mês na zona urbana e R$ 269,00 na zona rural.

O Unicef incluiu no estudo, por isso, a análise da qualidade do acesso, por meninas e meninos de até 17 anos, a seis direitos básicos: 1) educação, 2) informação (acesso à internet e também à TV), 3) água, 4) saneamento básico, 5) moradia e 6) proteção contra o trabalho infantil.

Então, conforme o Unicef, os 32 milhões de crianças e adolescentes em condição de pobreza estão assim porque são monetariamente pobres e/ou estão privados de um ou mais direitos básicos.

O órgão da ONU para a proteção da infância e da adolescência no mundo afirma que “a ausência de um ou mais desses seis direitos coloca meninas e meninos em uma situação de ‘privações múltiplas’ –uma vez que os direitos humanos não são divisíveis, têm de ser assegurados conjuntamente”.

O Unicef distingue dois tipos de privação: a intermediária e a extrema. A privação intermediária quer dizer “acesso ao direito de maneira limitada ou com má qualidade” e a privação extrema significa “sem nenhum acesso ao direito”.

Segundo o estudo, dos 61% de crianças e adolescentes brasileiros na pobreza, 49,8% (cerca de 27 milhões de jovens) enfrentam privações múltiplas. Em média, elas e eles tiveram 1,7 privação.

Há 14,7 milhões de meninas e meninos com apenas uma privação, 7,3 milhões com duas e 4,5 milhões com três ou mais privações, diz o Unicef.

Há ainda um grupo, com cerca de 14 mil crianças e adolescentes, que não tem acesso a nenhum dos direitos analisados, quer dizer, está à margem de políticas públicas.

Maior privação é de saneamento

A falta de saneamento básico adequado é a privação que afeta o maior número de crianças e adolescentes brasileiros (13,3 milhões), seguido por educação (8,8 milhões), água (7,6 milhões), informação (6,8 milhões), moradia (5,9 milhões) e proteção contra o trabalho infantil (2,5 milhões).

Em termos percentuais, a privação do direito à informação é a mais alta no Brasil, alcançando um quarto (25,7%) do total de jovens de 10 a 17 anos.

Cerca de 20% (10,2 milhões) dos jovens com menos de 18 anos sofrem ao menos uma privação extrema, segundo o Unicef. Saneamento (7%), água (6,7%), educação (6,4%) e moradia (4,1%) são os direitos com pior garantia de acesso.

Veja a seguir a síntese para as seis dimensões incluídas pelo Unicef na aferição do nível de pobreza de crianças e jovens brasileiros:

Educação: Segundo o fundo, 20,3% das crianças e adolescentes de 4 a 17 anos têm o direito à educação violado; 13,8% estão na escola, mas são analfabetos ou estão atrasados (privação intermediária). E 6,5% estão fora da escola (privação extrema).

O direito à educação varia por regiões, diz o Unicef: no Norte, a proporção de jovens privados de educação é o dobro da que se observa no Sudeste. E é pior entre negros: privação 56% maior do que entre brancos.

Informação: Entre meninas e meninos de 10 a 17 anos, 25,7% não tiveram acesso à internet nos últimos três meses antes da coleta da Pnad 2015 (privados de informação); 24,5% não acessaram a internet, mas têm TV em casa (privação intermediária); e 1,3% não acessou a rede e não tem TV em casa (privação extrema).

Crianças e adolescentes negros são 73% do total dos privados de informação, enquanto o índice de privados de informação no Norte é três vezes o do Sudeste.

Trabalho infantil: 6,2% estão sem proteção contra o trabalho infantil. Entre meninas e meninos de 5 a 17 anos, 4,7% (2,5 milhões) exercem trabalho infantil doméstico ou remunerado. Na faixa de 5 a 9 anos, em que trabalhar é ilegal, 3% (400 mil) trabalham. Entre 10 e 13 anos, continua sendo ilegal e são 7,6%. E de 14 a 17 anos, 8,4% (quase 1,2 milhão) trabalham mais de 20 horas semanais, acima do que determina a lei. A carga de trabalho é maior para meninas.

Moradia: Viver em uma casa com quatro ou mais pessoas por dormitório e cujas paredes e tetos são de material inadequado é a realidade de 11% dos brasileiros de até 17 anos (sem o direito a moradia garantido). Outros 6,8% vivem em casas de teto de madeira reaproveitada e quatro pessoas por quarto (privação intermediária). E 4,2% em casas com cinco ou mais por dormitórios e teto de palha (privação extrema), diz o Unicef.

Sete em cada 10 das crianças e dos adolescentes privados são negros.

Água: De acordo com o estudo, 14,3% das crianças e dos adolescentes não têm o direito à água garantido. Outros 7,5% têm água em casa, mas não filtrada ou procedente de fonte segura (privação intermediária). E 6,8% não contam com sistema de água dentro de suas casas (privação extrema).

Saneamento: 3,1% das crianças e adolescentes não têm sanitário em casa. E 21,9% das meninas e dos meninos vivem em domicílios com apenas fossas rudimentares, uma vala ou esgoto sem tratamento. No total, 24,8% das crianças e adolescentes estão em privação de saneamento, sendo que a ampla maioria é negra (70%).

“Só transferir renda não elimina pobreza”

Ao UOL, Mario Volpi, coordenador do programa de qualidade nas políticas públicas do Unicef Brasil, afirmou que o grande interesse de agora é influenciar o debate eleitoral de modo que se discuta o combate à pobreza para além da questão da renda, exclusivamente.

Em 7 de outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher seus novos representantes em eleições gerais, do futuro presidente da República ao deputado estadual.

“A renda é importante e sem ela não se pode avançar, mas só ela não elimina o ciclo de reprodução da pobreza. Com esse estudo, queremos mostrar que é preciso um conjunto de políticas que incida sobre as outras dimensões da pobreza, como as seis que apontamos no estudo, mas não só elas”, explica Volpi.

O coordenador do Unicef aponta também a dimensão da violência e sua influência sobre a pobreza, e vice-versa, que o estudo de agora não contempla, pois a Pnad não relaciona dados de homicídios, por exemplo.

“O impacto da violência sobre a pobreza, sobre as famílias, é muito grande e corrobora para reproduzir situações de pobreza, sem quebrar o ciclo.”

Para o Unicef, como consta das “Conclusões e recomendações” do estudo apresentado nesta terça-feira, “com esse olhar mais intersetorial, é possível entender onde estão os principais problemas e buscar caminhos para solucioná-los”.

Queda abrupta da renda

O economista Marcelo Côrtes Neri, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças, da FGV (Fundação Getulio Vargas), e diretor do FGV Social, elogia o fato de o Unicef utilizar a noção de pobreza multidimensional, indo além só da renda, em linha com outros estudos internacionais que se preocupam com a questão de forma complexa.

Neri, que é um dos principais estudiosos de emprego e renda do país, pontua que a pobreza em geral vinha caindo estruturalmente havia anos no Brasil em todas as faixas etárias, em especial entre os mais jovens, até 2014.

O economista cita o fato de que o país foi bem-sucedido no esforço de aumentar a presença das crianças nas escolas e a expectativa de vida da população. Entretanto, o esforço social, na sua visão, foi dissociado de sua contrapartida econômica obrigatória.

“As pessoas hoje vivem mais, mas não se fez a reforma da Previdência”, exemplifica. “Essa melhoria social é interessante, mas não foi conectada com a economia. Precisamos reconectar.”

Neri se mostra preocupado com o impacto da conjuntura econômica sobre a população a partir de 2014, quando o Brasil entrou num período de crise aguda, com desemprego e inflação elevados.

O problema aqui é mesmo de queda abrupta de renda, estando, para ele, na raiz do problema do aumento da mortalidade infantil no Brasil, em 2016, após décadas de quedas sucessivas. Menos renda, mais mortes de crianças, pela primeira vez desde 1990.

“[Os dados da Pnad 2015, base do estudo do Unicef] São uma fotografia preocupante estrutural da pobreza, mas o filme da pobreza, completado no ano seguinte, com o aumento da mortalidade infantil de 5% [0 a 5 anos] e da pobreza dos mais novos de 28,4%, é uma tragédia.”

Neri indica também o aumento geral da pobreza de 11%, de 2016 para 2017, segundo a pesquisa Pnad Contínua.

“O conjuntural pode matar e inviabilizar esse processo de melhorias estruturais de longa duração”, alerta. “O que vai provocar a redução da pobreza é a redução do desemprego. Vamos fazer as rodas da economia girarem e combater a pobreza, é bom para a economia. Mas seguindo pelo caminho do meio: nem só social, nem só economia, equilibrando.”

Uol

 

Dois adolescentes infratores são apreendidos por policiais do 4º BPM em Belém

Dois adolescentes infratores, ambos com 17 anos de idade, foram apreendidos durante esta sexta-feira (10), por policiais da 3ª Companhia do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) na cidade de Belém, um deles acusado de ato infracional semelhante a tentativa de homicídio e o outro, por porte de entorpecente.

O Copom foi informado que no Hospital Distrital da cidade havia chegado um jovem atingido por disparos de arma de fogo e, de imediato, a guarnição se dirigiu ao local e manteve contato com a vítima, que informou quem teria sido o autor dos disparos. Os policiais realizaram diligências e apreenderam o adolescente que, segundo informações, no momento da tentativa de homicídio estaria acompanhado por outros dois.

A mesma guarnição realizava rondas de rotina quando se deparou com um grupo de pessoas em atitudes suspeitas. Ao procederem a busca pessoal, com um deles os policiais encontraram uma pequena quantidade de uma substância semelhante à maconha. O adolescente foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais.

4º BPM

Dupla em moto rende adolescentes, espanca uma e estupra outra na PB

Duas adolescentes de 17 anos foram vítimas de uma barbaridade na noite desta sexta-feira (6). As meninas tinham acabado de sair do ensaio de uma banda escolar quando foram abordadas por dois homens em uma moto.

De acordo com as vítimas, o crime aconteceu por volta das 20h, no bairro do Heitel Santiago, na cidade de Santa Rita. A dupla se aproximou e, apontando armas, obrigou as meninas a entrarem em uma casa abandonada. No local, os suspeitos espancaram uma das vítimas e violentaram sexualmente a outra.

Após o crime, segundo o relato das adolescentes, a dupla subiu novamente em uma moto Honda Bros de cores branca e preta e fugiu. Feridas e bastante abaladas, as meninas pediram ajuda e foram conduzidas até a 6ª Delegacia Distrital, em Santa Rita.

A Polícia Militar também foi acionada, realizou buscas na área onde o caso ocorreu, mas nenhum suspeito foi preso.

PB Agora

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