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PB tem 50 crianças e adolescentes à espera de adoção e 477 pretendentes na fila

Um total de 50 crianças e adolescentes está à espera de adoção na Paraíba, de acordo com a coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do estado (TJPB). Por outro lado, segundo dados levantados no Conselho Nacional de Justiça, há 477 pretendentes já habilitados para adotar na Paraíba.

De acordo com a coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), além das 50 crianças e adolescentes que estão disponíveis para serem adotadas, outras 26 já estão em processo de adoção. Das 50 que esperam serem adotadas, 18 estão vinculadas a pretendentes. Normalmente, os mais velhos ou que têm irmãos acabam não se encaixando nos perfis dos pretendentes e acabam “sobrando”.

O juiz Adhailton Lacet Correia Porto, coordenador da Infância, explicou que a questão da existência de um número maior de pretendentes à adoção do que crianças ou adolescentes disponíveis no sistema é exatamente pela possibilidade que as pessoas têm de traçarem o perfil desejado, de escolherem.

“Então você pode escolher crianças pela faixa etária, pelo gênero, pela cor da pele, com doença ou sem doença tratável, que pertença ou não a grupo de irmãos. Então tudo isso, essa possibilidade que o cadastro oferece aos pretendentes faz com que a maioria das pessoas idealizem o filho e o filho ideal nem sempre está disponível para a adoção”, pontuou.

Segundo o juiz, a maioria do casais quer crianças nos primeiros anos de vida, de 0 a 3 anos, de pele clara, de sexo feminino e sem nenhum tipo de doença, o que torna a adoção mais difícil.

Entre os casais que estão na fila para adotar uma criança estão Kaline e Enderson, que aguardam há dois anos. Desde criança, Kaline, que é de Campina Grande, sonha em ser mãe. Porém, a endometriose impediu que a professora gerasse filhos.

“Na infância eu sempre dizia que queria gerar um casal e adotar um criança. Mas o desejo de gerar filhos foi interrompido por uma infertilidade causada pela endometriose. Fizemos o tratamento de FIV (fertilização in vitro) porém não tivemos sucesso. No meio do tratamento decidimos entrar com o processo de adoção”, contou.

Kaline e Enderson aguardam na fila de adoção há dois anos, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson aguardam na fila de adoção há dois anos, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e o marido, Enderson, fizeram o cadastro na Vara da Infância em 2017 e em 2018 fizeram o curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção e desde então aguardam um filho.

Durante esse tempo, o casal recebeu uma ligação da Vara da Infância.

“Ano passado recebemos uma ligação da Vara de Infância, dizendo que tinha dois meninos para serem adotados. Fomos lá, conhecemos a história dessas crianças e vimos que, devido ao nosso estilo de vida, teria que ser mudado o nosso perfil”, conta Kaline.

Após perceberem que o perfil de irmãos de 2 a 3 anos não se encaixava na realidade deles, atualmente o casal aguarda a oportunidade de adotar um bebê de até 2 anos. Apesar da espera, Kaline e Enderson aguardam tranquilamente a chegada do filho.

“Procuramos focar em outras prioridades pois nossa parte já fizemos, agora é esperar. Estamos reformando nossos corações e nossa casa para recebermos esse filho tão esperado. Deus está preparando para nós”, diz Kaline.

Kaline e Enderson aguardam há dois anos na fila de adoção, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson aguardam há dois anos na fila de adoção, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson também fazem parte de um grupo de apoio à adoção, o Laços de Afeto. O grupo oferece uma rede apoio por famílias que estão adotando, já adotaram ou pensam em adotar.

“O principal objetivo do grupo é apoiar a causa da adoção, seja por meio da criação de uma rede de apoio às famílias formadas pela via afetiva, seja dando visibilidade às crianças e adolescentes que aguardam por uma família. O caminho até a chegada dos filhos nem sempre é curto, e precisamos usar este tempo a nosso favor, seja estudando, seja partilhando nossas vivências com outras famílias. Tudo isso contribui para a construção de uma adoção consciente”, conta Simone Aciole, co-fundadora e uma das coordenadoras do Laços de Afeto.

As atividades de adoção foram suspensas na Paraíba em março, logo que começaram a ser registrados os primeiros casos do novo coronavírus no estado. O juiz Adhailton Lacet conta que a partir do dia 20 deste mês o Tribunal de Justiça da Paraíba volta com as atividades de adoção.

“O retorno será gradual e voltaremos a fazer as visitas domiciliares para a realização do estudo psicossocial feito pela equipe interprofissional da Vara da Infância e Juventude, e depois as audiências de instrução e julgamento”.

O TJPB também irá promover cursos online sobre adoção para os pretendentes habilitados em adotar. Um dos cursos será disponível para todas as comarcas do estado mas ainda não foi divulgada a data.

Já a comarca de Campina Grande fará um curso nos dias 29, 30 e 31 de julho, para as pessoas que fazem parte da região polarizada por Campina. Os interessados devem solicitar as inscrições através do e-mail: equipe.campinagrande@tjpb.jus.br e é necessária a participação nos três dias de atividades, por meio da plataforma Zoom.

Para celebrar os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o TJPB também fará um webinário com palestras sobre o estatuto. O evento acontece na quarta-feira (15), a partir das 14h, pela plataforma Zoom e as palestras podem ser assistidas por até 200 pessoas através do link.

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O ECA completa 30 anos nesta segunda-feira (13). Assinada no dia 13 de julho de 1990, a Lei nº 8.069/1990 estabeleceu os direitos e deveres de crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos que gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral.

De acordo com o Ministério Público da Paraíba, o estatuto estabelece que a adoção se trata de medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa.

*Sob supervisão de Krys Carneiro

G1

 

Unicef aponta que 4,8 milhões de crianças e adolescentes não tem internet

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) constatou, em recente pesquisa, que 4,8 milhões de crianças e adolescentes, no Brasil, ainda não te acesso a internet. Os números correspondem a 17% de todos os brasileiros, na faixa de 9 a 17 anos.

Os números são da pesquisa TIC Kids Online 2019, que será lançada na íntegra em junho. Já o levantamento desses dados foram feitos pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

A Unicef foi quem requisitou a pesquisa para saber, em razão da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença da Covid-19, a quantidade de crianças e adolescentes que estão sem acesso a aulas online e a outros conteúdos da internet que possam dar continuidade ao aprendizado.

O chefe da Educação da Unicef, Ítalo Dutra, disse que esse momento de crise, aguda, em função da pandemia, vai ter um impacto na vida das crianças e adolescentes. Sobre a educação, ele ressaltou que o setor enfrenta uma questão séria: “o que é preciso fazer para que essas crianças e adolescentes tenham acesso a algum tipo de aprendizagem”.

paraiba.com.br

 

 

Crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV para evitar câncer

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou um alerta a pais e responsáveis sobre a importância da vacinação de crianças e adolescentes contra o papiloma vírus humano (HPV). O grupo de vírus infecta a pele e as mucosas do trato ano-genital e pode ocasionar o câncer de colo de útero, o terceiro tumor mais frequente na população feminina – atrás do câncer de mama e do colorretal – e a quarta principal causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. Nos casos em que a infecção persiste, a causa é um tipo viral oncogênico, ou seja, com potencial para causar câncer. O vírus pode ocasionar lesões precursoras que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. A vacina confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

“A vacinação é uma forma de proteger a criança e o adolescente dos riscos causados pelo vírus, antes mesmo do início da vida sexual, ou seja, antes do contato com o vírus. Para isso, precisamos do apoio dos pais e responsáveis para que levem seus filhos até as salas de vacinação e, dessa forma, contribuam para fechar o ciclo de circulação do vírus e reduzir a incidência do HPV”, explica o chefe da seção de imunização da SMS, Fernando Virgolino.

De olho no calendário vacinal, a adolescente Ana Luiza, de 14 anos, foi com a tia tomar a vacina do HPV. “Assim como todas as outras vacinas do calendário, essas doses da vacina que previnem contra o HPV é importante, pois podem reduzir consideravelmente o risco de lesões precursoras do câncer do colo de útero no futuro. Os pais ou responsáveis por esses adolescentes devem imunizar seus filhos e falar sobre sexualidade também. A vacina é tão importante quanto orientar sobre o uso do preservativo, quando iniciar a vida sexual”, disse Lílian da Silva, tia de Ana Luíza.

O uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das infecções sexualmente transmissíveis, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Imunização

Para evitar a infecção por alguns tipos de HPV mais cancerígenos, o Sistema Único de Saúde oferta a vacina a meninas de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias e meninos de 11 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal é de duas doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira.

De acordo com o chefe da Seção de Imunização da SMS, Fernando Virgolino, a vacina é administrada nesta faixa etária por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

A vacina também é ofertada aos que vivem com HIV. Para esse grupo, a faixa etária para tomar a vacina é mais ampla, de 9 a 26 anos, e o esquema vacinal é de três doses com o intervalo de zero, dois e seis meses. Os usuários com HIV precisam apresentar prescrição médica.

Existem dois tipos de vacina contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. Na rede pública de saúde, é ofertada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18, prevenindo lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens.

Além da imunização, é possível a prevenção do câncer de colo de útero por meio da realização periódica do exame de citológico, disponível em todas as Unidades de Saúde da Família. Por meio desse exame, é possível identificar precocemente as lesões intra-epiteliais que refletem a presença do vírus e o potencial de progressão para o câncer de colo de útero.

Na Capital, a vacina está disponível em todas as salas de vacinação localizadas nas Unidades de Saúde da Família (USF) e Centro Municipal de Imunização. Para ser vacinado, basta ir a um dos locais de vacinação com a caderneta de vacinação, documento de identidade e cartão SUS. A SMS também oferta os exames preventivos, o Papanicolau ou citopatológico, que detecta as lesões precursoras do câncer.

 

portalcorreio

 

 

Crianças e adolescentes da PB recebem kits de material escolar da LBV

A campanha mobilizou a sociedade apoiar a iniciativa em prol da educação

Nesta sexta-feira (6 de março), em dois horários às 9h30 e às 15h30, a entrega dos kits de material escolar para 158 alunos na faixa etária de 06 a 15 anos, oriundas de famílias em vulnerabilidade social atendidos pela Legião da Boa Vontade em João Pessoa/PB, em sua Unidade no Bairro de Jaguaribe.

A ação faz parte da campanha Criança Nota 10 — Proteger a infância é acreditar no futuro, promovida pela LBV em todo o Brasil, com o objetivo de apoiar as famílias que não tem recursos para a compra do material escolar e incentivar os estudantes a frequentar a escola e a continuar os estudos.

Em todo o país, a campanha entrega mais de 15 mil kits em 67 municípios brasileiros.

Os kits são compostos de estojo, lápis preto e de cor, canetas, apontador, borrachas, tesoura, tubos de cola, tinta guache, cadernos, mochila, régua, dicionário de português.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evasão escolar abrange, sobretudo, jovens que têm entre 15 e 17 anos de idade. Os dados indicam que, em 2018, 11,8% dos jovens nessa faixa etária estavam fora da escola, número equivalente a 1,1 milhão de pessoas.

A LBV

A Legião da Boa Vontade acredita que a educação iluminada por valores éticos, ecumênicos e espirituais transforma o ser humano para melhor, por isso, há 70 anos, ela atua ao lado das populações em situação de vulnerabilidade social. Em suas unidades que atendem crianças e adolescentes, a LBV oferece o apoio necessário às famílias para que os filhos tenham acesso à Educação e a garantia e proteção de seus direitos, além de outros benefícios como atividades socioeducativas, esportivas, culturais, artísticas, lúdicas e recreativas e projetos permanentes de incentivo à leitura.

 

Assessoria

 

 

Motorista de aplicativo é assaltada e tem carro roubado por adolescentes em JP

Uma mulher, que trabalha como motorista de aplicativo, teve o carro tomado por assalto na noite desse sábado (29), em João Pessoa.

De acordo com informações, os suspeitos solicitaram uma corrida e em seguida anunciaram o assalto. Eles estavam com uma faca.

A polícia foi acionada e iniciou uma intensa perseguição aos suspeitos utilizando-se de informações do rastreador do veículo da vítima.

O veículo foi interceptado próximo ao Corpo de Bombeiros de Marés e os suspeitos apreendidos.

paraiba.com.br

 

 

Policiais do 4º BPM realizam prisões e apreensões de adolescentes, droga, moto e celular roubados

Policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) intensificaram, nesse domingo (9), as operações que resultaram em várias prisões e apreensões em cidades da região. Em Guarabira, durante a Operação Cidade Segura, a guarnição de Rádio Patrulha comandada pelo cabo Abraão, ao realizar o patrulhamento nas proximidades do Detran, visualizou dois homens em uma moto em atitude suspeita e, ao perceberem a guarnição, eles empreenderam fuga pela PB-073 em direção ao município de Pirpirituba. Eles foram perseguidos e alcançados após o Memorial Frei Damião e, ao serem abordados, os policiais constataram se tratar de dois adolescentes, de 16 e 17 anos de idade. Ao realizarem a busca pessoal e consulta nos dados do veículo, os militares constataram que a moto de cor preta e placa OEG-9396 apresentava uma restrição de roubo/furto registrada no dia 4. A guarnição também fez a apreensão dois relógios, um cordão dourado e dois aparelhos de telefone celular, um deles que tinha sido roubado no dia 6.

No Sítio Umburana, zona rural do município de Caiçara, ainda durante a Operação Cidade Segura, um homem foi preso suspeito de posse de entorpecente quando a guarnição do Destacamento realizava o patrulhamento e se deparou com dois homens em uma moto, em atitudes suspeitas. Ao procederem a abordagem e busca pessoal, foram encontrados com o condutor da moto 12 papelotes de uma substância semelhante à maconha. Como ele não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação, a moto foi recolhida a pátio da CPTran e, após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Durante a operação, também foram realizadas as prisões de um foragido da Justiça e de um porte ilegal de arma de fogo, além da apreensão de um revólver.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

Adolescentes de 13 anos que estavam desaparecidos são encontrados mortos em Princesa Isabel

Dois adolescentes de 13 anos foram encontrados mortos, nesta segunda-feira (3), na cidade de Princesa Isabel, na Paraíba. A Polícia Civil informou que os adolescentes estavam desaparecidos desde a última sexta-feira (31).

Ainda de acordo com a polícia, os corpos apresentavam várias lesões, porém as investigações ainda não concluíram como o crime aconteceu.

Os jovens eram suspeitos de praticar furtos na cidade.

O corpo de uma das vítimas foi encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos e o outro para o Numol de Cajazeiras.

O caso segue sendo investigado.

 

clickpb

 

 

Relatório: 233 crianças e adolescentes são agredidos por dia no Brasil

Por dia, ao menos 233 crianças e adolescentes são agredidos, sofrem violência psicológica ou são vítimas de tortura no País. Mas esses dados se referem apenas aos casos notificados, de modo que o número de pessoas de 0 a 19 anos que são alvo de violência pode ser muito maior. A avaliação é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que pela primeira vez fez um levantamento sobre o tema a fim de alertar a sociedade e iniciar uma campanha de orientação para os pediatras.

O relatório tem como base dados coletados pelo Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, de 2009 a 2017, último ano com informações disponíveis e que contabilizou 85.293 registros. Em todo o período, foram 471.178 notificações.

“Precisamos ter mais conceitos desse conjunto e ir além dos números. A violência é uma doença crônica, epidêmica e contagiosa. Ela tem uma história, tem exames que comprovam, tem tratamento, tem orientação a se fazer. É uma condição que tem de ser tratada de forma multiprofissional. Outra característica é que ela acontece em todas as classes sociais e não tem relação com escolaridade”, explica Marco Antônio Chaves Gama, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP.

Segundo ele, a maioria dos casos ocorre em casa e é praticada pelos pais. “O nível de repetição é de 40%. A família da criança que é agredida tem de ser muito bem avaliada por multiprofissionais que tiveram treinamento sobre isso. Baseado nesse diagnóstico, é possível determinar se a família tem condição de se recuperar ou se a criança precisa ser abrigada.”

Presidente da sociedade, Luciana Rodrigues Silva afirma que, apesar da possível subnotificação, o número de casos tem crescido ano a ano. “Não só porque (as ocorrências) têm aumentado, mas porque as denúncias vêm crescendo. Há uma preocupação muito grande, porque temos, de forma incansável, de proteger cada criança e adolescente”, analisa.

A partir de janeiro, a SBP vai iniciar uma campanha com os pediatras para ajudá-los a reconhecer sinais de violência física e psicológica, além de orientações para notificação dos casos.

“É preciso que a população saiba que o pediatra cuida desde antes do nascimento até os 19 anos. O Brasil está aquém dessas questões de acompanhamento psicológico e familiar. Os pais devem ser orientados desde a primeira infância e é preciso que os gestores se voltem para essa questão. Vamos fazer a campanha com os profissionais e ampliar o levantamento. Precisamos aumentar a nossa percepção de que os problemas existem e não podemos nos omitir”, explica.

A entidade também quer evitar os casos de óbito por agressão. Um recorte de 2009 a 2014 feito pela SBP mostrou que ocorreram 35.855 encaminhamentos para hospitalização e 3.296 mortes no período. De acordo com a entidade, um grupo de trabalho formado por membros da SBP, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos tem se reunido para desenvolver estratégias que possam reverter essa situação.

Estadão

 

 

Vídeos de festas de adolescentes  

Todos tivemos festas quando éramos mais novos – mas nessa altura, os adolescentes não eram tão cruéis. Acha que gostava de saber o que os seus filhos fazem em festas?

É compreensível que esteja preocupado(a) com o bem-estar do seu filho.

Afinal de contas, é bastante fácil uma criança ser desviada por caminhos menos recomendáveis, quando é frequente o contacto com companhias igualmente pouco recomendáveis, e isso, em festas, acaba por ser a funcionalidade primária e mais fácil de concretizar.

Uma solução possível para estes males seria instalar um aplicativo de espião no smartphone do seu filho. Apesar desta possibilidade se encontrar num ramo de opções moralmente questionáveis, esta empreitada pode trazer-lhes muitas beneces como por exemplo:

  • Rastreamento GPS: Poderá saber exatamente onde o seu filho está, em todos os momentos, através de um localizador GPS no smartphone.
  • Partilha de mensagens e conversas WhatsApp e espião Facebook: estando a par de quem são as companhias do seu filho e o tipo de conversas que tem, você poderá estar ciente de quem realmente é o seu filho fora de portas, se existe algo que o está preocupando e que não lhe quer contar.

A verdade é que, fazendo isso, você poderá estar protegendo seu filho de ameaças que ele próprio desconhece. Por vezes, as crianças e adolescentes serão os últimos a reconhecer que podem ter um problema em mãos, que se sentem pouco à vontade de partilhar com você.

Este tipo de tecnologia permitir-lhe-á também ver as fotografias guardadas no smartphone, as mensagens SMS que trocou através do mesmo e os ficheiros de áudio trocados em conversas de WhatsApp.

Posto isto, é verdade que tomar a decisão de espiar o seu filho, é algo que está na área cinzenta da moralidade entre um pai/mãe e o seu filho ou filha, no entanto, você deverá considerar ao máximo os pros e os contras desta decisão. De facto é difícil reflectir acerca destas variantes sem considerar a possibilidade de ser apanhado em flagrante, no entanto, você pode estar descansado, uma vez que o aplicativo corre no background do smartphone alvo, completamente anonimo, sem ser detetado pelo seu utilizador.

Decida você o que acha valer mais a pena. A segurança do seu filho, as certezas que você pode ter antes de se deitar e sentir-se segura de que o seu filho está no bom caminho, sem sofrer de ameaças devido apenas ao sítio onde você vive.Se você se sentir curioso a experimentar um destes aplicativos, recomendamos o mSpy, um dos melhores aplicativos do género que encontrámos. Disponível para download fácil e instalação sem preocupações, que é compátivel tanto com Android como com iPhone.

Isto provar-se-á uma funcionalidade extremamente útil se você perder o seu telemóvel já que, o aplicativo continua a funcionar mesmo que o cartão SIM seja retirado do smartphone, mas também caso você queira atentar mais de perto a localização dos seus filhos, caso esteja preocupado(a) com a sua segurança.

 

Conteúdo especial

 

 

Organizadores de festa na Paraíba com suposta exploração sexual de adolescentes são identificados

Três pessoas foram identificadas nesta segunda-feira (21) como responsáveis pela festa que foi cancelada pela Vara da Infância e da Juventude por suspeita de exploração sexual de adolescentes no bairro do Bessa, em João Pessoa. De acordo com o juiz da infância e da juventude, Adhailton Lacet, afirmou que ainda vai ouvir os suspeitos e definir o que vai ser feito posteriormente aos depoimentos.

Agentes da 1ª Vara da Infância e da Juventude acabaram na noite de sábado (19) com uma festa que iria acontecer em uma casa no bairro do Bessa, em João Pessoa, por suspeita exploração sexual de adolescentes e consumo de bebida alcoólica. Os organizadores da festa fugiram do local com a chegada dos agentes.

A festa no bairro do Bessa cobrava R$ 15 de entrada e dava direito à bebida alcoólica, preservativo e quarto por 30 minutos, começando às 17h até meia-noite. Justiça encontrou mais de 100 adolescentes no local no momento da chegada dos agentes da infância e juventude.

“Ainda precisamos identificar se os responsáveis apontados são adolescentes ou adultos, se houve de fato algum tipo de exploração sexual de adolescentes. A apuração dos fatos pode levar o Ministério Público a oferecer denúncia”, comentou o juiz.

De acordo com o juiz, caso sejam identificados os crimes de exploração sexual de adolescente, os autores podem receber uma pena de 4 a 10 anos. Adhailton Lacet comentou que os pais de adolescentes precisam ficar vigilantes às festas que os filhos frequentam.

Um dos adolescentes que assumiu ter sido um dos organizadores da festa usou seu perfil em uma rede social para esclarecer que o dinheiro dado para realização da festa cancelada pela Vara da Infância e Juventude não seria devolvido. Ele conta que o grupo que organizou a festa arcou com muitas dívidas que ainda precisam ser pagas.

Um dos organizadores da festa postou no Instagram uma mensagem sobre a devolução do dinheiro — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Um dos organizadores da festa postou no Instagram uma mensagem sobre a devolução do dinheiro — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Outra festa

De acordo com informações enviadas para produção da TV Cabo Branco, uma segunda festa com o mesmo formato da fechada pela Justiça da Infância e Juventude aconteceu também no sábado e no bairro do Bessa. Nesta, a entrada custava R$ 10 e dava direito a tomar banho de piscina, quartos e bebidas liberados. Vídeos feitos na festa mostravam vários jovens, aparentemente adolescentes, na festa.

G1