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Postos de combustíveis na PB praticam preços acima da tabela recomendada pela Confaz

gasolinaO Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou na última sexta-feira, no Diário Oficial da União, a tabela dos preços médios a serem seguidos pelos Estados, para venda de combustíveis. Os preços divulgados pelo Confaz deverão servir de parâmetro para o comércio de combustíveis a partir do dia 1º de fevereiro, mas há cerca de 30 dias que os postos da Paraíba já praticam valores maiores que os que foram recomendados.

A gasolina comum, por exemplo, o Confaz sugere que seja vendida a R$ 3,74, enquanto há postos no Estado vendendo o combustível a R$ 3,92, de acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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A última alta de preços na Paraíba aconteceu no último dia 28 de dezembro, quando a gasolina comum chegou a ser vendida por R$ 4,15. Na época, os empresários do setor alegaram que a falta de combustível no Estado, provocada pelo atraso na chegada de um navio da Petrobrás, seria o motivo do aumento. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis na Paraíba (Sindpetro PB), Omar Hamad, chegou a dizer que se tratava de uma questão de oferta e procura, que por estar faltando combustível, os empresários teria liberdade para praticar o preço que quiserem.

Hamad disse ainda, em dezembro, que tão logo a distribuição de combustível fosse normalizada na Paraíba, os preços voltariam aos patamares anteriores, o que não aconteceu. Na época da disparada de preços na Paraíba, o Ministério Público Estadual chegou a instaurar inquérito para investigar o assunto, o Procon de João Pessoa notificou vários postos a apresentar notas fiscais que justificassem o aumento abusivo. Mas nem o inquérito do MPPB e nem as notificações do Procon fizeram os empresários recuarem para os valores praticados antes do desabastecimento.

pbagora

Financiamento Estudantil renova contratos com reajuste acima de 6,4%

sisfiesO Sistema do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies) começou a aceitar,nessa terça-feira (17), os dados das instituições que tiveram reajuste na mensalidade acima de 6,4% e têm alunos beneficiados pelo Fies.

Antes, o sistema travava quando o reajuste superava a porcentagem. Com isso, os estudantes que já têm contratos com o fundo conseguem fazer a renovação.

Até a última quinta-feira (12), segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 830 mil, de um total de 1,9 milhão de contratos firmados, haviam sido renovados, e a pasta comproteu-se com todos os aditamentos.

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os estudantes de instituições com reajustes acima de 6,4% – que correspondem à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 – não terão problemas na renovação, mas receberão aviso de que a instituição ainda deverá levar o pedido de reajuste para a autarquia.

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O aditamento deve ser feito até o dia 30 de abril, pela internet. Segundo o ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, o diálogo está aberto com as instituições, e poderá se estender para além dessa data.

As instituições poderão apresentar ao FNDE justificativas técnicas e planilhas com os investimentos feitos e outros gastos que mostrem as razões para reajustes acima da inflação. Os documentos serão analisados para que se chegue a uma “equação justa”, explica.

“Para o estudante é importante, porque isso é um financiamento. Ele tem que ter a segurança de que no futuro vai [poder] pagar”, acrescenta.

Costa diz ainda que o governo não abriu mão do limite de 6,4%. Para os novos contratos, além do reajuste, estão sendo priorizados os cursos com avaliação 5 – a máxima pelos critérios da pasta, em busca da qualidade dos financiamentos.

Sobre a oferta de novos financiamentos, o ministro interino diz que ao contrário de outros programas, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que têm número de vagas definido previamente, isso não ocorre com o Fies. “O que posso dizer é que vamos ter uma oferta significativa de vagas novas”, destacou.

Para os próximos processos de adesão ao Fies, Costa reforça que o governo pretende reformular o sistema, criando um banco de vagas no modelo dos sistemas do Sisu e do ProUni, mostrando a oferta por localidade e instituição.

Segundo ele, a partir da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o estudante busca a sua vaga. A nota mínima, é uma média de 450 pontos nas provas e acima de zero na redação.

“Não é uma limitação. Nenhuma universidade consegue atender a todos que buscam aquela universidade. Temos uma demanda por ensino superior maior que a oferta”, diz sobre o novo sistema.

Desde que foram publicadas alterações nas regras do Fies, no final do ano passado, o fundo teve várias restrições. Entre elas, o financiamento ofertado ao longo de todo o ano, passou a ter um período limite para adesão. Com o sistema congestionado, estudantes estão tendo problemas para acessar o site.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior informa que está tentando amenizar a situação para o aluno.

“Nesse processo todo, o que a gente pode dizer é que o maior prejudicado é o aluno, que está tendo sua expectativa frustrada, que participou do processo seletivo da instituição, tinha a expectativa de conseguir o financiamento e não está conseguindo acessar o programa”, diz o diretor executivo da entidade, Sólon Caldas.

“Assim como os alunos não têm claras [as normas], as instituições não têm claros os parâmetros que estão sendo usados pelo FNDE no SisFies”, acrescenta.

Fonte: Agência Brasil

Abstenção acima de 500 mil eleitores causa prejuízo de mais de R$ 1,8 mi aos cofres públicos

Mulher na urnaA abstenção nas eleições da Paraíba este ano chegou a 17,65%, ou seja, 500.260 dos 2.835.882 eleitores aptos a votar não compareceram às urnas nesse domingo (5). Esse número de faltosos representa um prejuízo de R$ 1.815.943,8 aos cofres públicos, com base no custo médio de cada eleitor de R$ 3,63, calculado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2010. O cálculo de 2014 ainda não foi divulgado pelo TSE e esse valor pode ser ainda maior.

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A quantia não considera os votos daqueles que foram às urnas e não escolheram nenhum candidato. Ao se contabilizar esses votos para o cargo de governador, que brancos foram 107.143 (4,59%) e nulos chegaram a 192.482 votos (8,25%), no cálculo do TSE, há um acréscimo de R$ 1.087.638,75 no custo total do pleito.

Comparado com as eleições passadas, o número de abstenções caiu 0,83%. Em 2010, 506.052 (18,48%) não votaram. Já no cenário nacional a abstenção saltou de 18,1% de 2010 para 19,39%, quando mais de 27,6 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas.

Nas eleições presidenciais de 2010, a Justiça Eleitoral gastou R$ 195,2 milhões a mais por causa dos eleitores que não compareceram às urnas. O levantamento apontou que o prejuízo foi de R$ 89,3 milhões, no primeiro turno, e de R$ 105 milhões, no segundo turno, quando 29 milhões de eleitores deixaram de votar.

 

portalcorreio

Brasil tem mais pessoas acima do peso que média mundial

gorduraMais da metade da população adulta brasileira está nessas categorias – 58% das mulheres e 52% dos homens.

Na média mundial, 37% dos homens e 38% das mulheres está acima do peso ou é obesa.

O resultado mundial é puxado para baixo por causa dos baixos índices da África Subsaariana e do sul e sudeste da Ásia. No caso da China, por exemplo, o índice é de 28% para ambos os sexos.

O resultado do Brasil, por outro lado, está na média da América do Sul e abaixo do resultado dos Estados Unidos, onde quase 70% da população adulta está com o peso muito alto.

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No mundo todo, há 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, um salto em relação a 1980, com o número chegava a 875 milhões. Segundo os pesquisadores, entre as razões desse aumento está o “sedentarismo em todos os níveis”.

Em números absolutos, o primeiro país no ranking é os Estados Unidos, seguido por China, Índia, Rússia e, finalmente, o Brasil, com 74 milhões.

Fracasso

Considerado um dos mais amplos estudos já publicados, a pesquisa foi liderada pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde (IHME), em Washington, e executada por pesquisadores de todo o mundo.

Para Ali Mokdad, do (IHME), nenhum país está vencendo a obesidade, já que ela é um problema relativamente novo. “Vai demorar um tempo para vermos histórias bem sucedidas nessa área”, disse.

Globalmente, a proporção de adultos acima do peso (ou seja, com índice de massa corporal de 25kg/m2 ou mais alto) cresceu de 28,8% para 36,9% em homens e de 29,8% para 38% em mulheres, de 1980 a 2013.

Um dos dados que mais chamaram a atenção dos cientistas foi o aumento da obesidade entre crianças e adolescente em países desenvolvidos: 23,8% dos meninos e 22,6% das meninas estavam acima do peso ou eram obesos no ano passado.

O mesmo ocorreu entre crianças e adolescentes de países em desenvolvimento: de 8,1% para 12,9% em 2013 no caso de meninos e de 8,4% para 13,4% para as meninas.

Desde 2006, o aumento da obesidade entre adultos em países desenvolvidos vem desacelerando, segundo o levantamento.

Consumismo

Na conclusão do estudo, os pesquisadores pedem uma “liderança global urgente” para combater fatores de risco como o consumo excessivo de calorias, o sedentarismo, e a “promoção ativa feita pela indústria, incentivando o consumo de comida”.

Segundo a pesquisa, há mais mulheres obesas do que homens em países em desenvolvimento. Segundo Mokdad, isso se deve ao fato de as mulheres nesses locais assumirem muitas funções – como trabalhar fora e cuidar da família -, as deixando sem tempo para controlar seu peso.

Nos países desenvolvidos, entretanto, há mais homens obesos do que mulheres. Moktad disse que isso se deve às longas horas gastas para ir do trabalho até a casa, além de fatores como um maior sedentarismo, usando computadores.

O professor Hermann Toplak, da Universidade de Graz (Áustria), disse que “nas últimas décadas, a modernização do nosso mundo, com toda a tecnologia que nos cerca, nos levou a um cenário de sedentarismo em todos os níveis”.

De acordo com ele, a falta de atividade física faz com que o autocontrole entre em uma espiral. Crianças e adultos, segundo ele, não estão construindo uma massa muscular funcional e “o comer clássico foi substituído por um consumo descontrolado de comida” ao longo do dia.

Os cientistas analisaram dados de pesquisas, como algumas feitas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), governos, e artigos científicos.

BBC Brasil

Ex-diretor da Petrobras preso tinha cargo em comitê de Pasadena acima do conselho da estatal, revela Graça Foster

graça FosterEu entendi que a presidenta e o conselho sentiram falta de mais informações. Esse é o ponto. O resumo executivo, que é um resumo para o executivo, ao ser elaborado, a gente deve colocar todos os pontos que são pontos de atenção do processo. E foi sentido falta de mais informações. Não fiquei chateada e não fiquei surpresa. Compreendo que, muitas vezes, a gente demanda mais informações. Foi dessa forma que compreendi a questão. No resumo executivo, não consta a cláusula Marlim, que trata da rentabilidade, e não consta o put option, que trata da saída da outra parte da companhia. Esses resumos executivos ficam anexados à ata. São documentos confidenciais.

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E isso seria normal?

Aí, depende do diretor que está elaborando o resumo e de quão relevante é. A cláusula Marlim é relevante, mas não teve a revamp (modernização) da refinaria. E, por isso, não teve efeito. A put option é absolutamente comum, mas distinta para cada ativo. Ela não é igual. É específica. E isso não fez parte do resumo executivo.

Foi uma falha em termos de informação?

Eu não era diretora na época (2006) e não sei quanto falta fez. Mas não pode tratar a put option de forma genérica.

Como é feito hoje?

Da mesma forma que antes. É impossível para a presidente da companhia, ao receber o resumo executivo que se prepara para encaminhar ao CA (conselho de administração), consiguir antever todos os elementos a estarem no resumo executivo. Cabe ao diretor da área tomar posição e colocar ali quais são os pontos relevantes para que o conselho possa se posicionar com conforto e que traga segurança para todos.

O que decidiu sobre Pasadena?

Ontem (segunda-feira), tomamos a decisão de abrir uma comissão de apuração interna na Petrobras sobre Pasadena. Fui eu que abri. Isso é extremamente importante para esse caso. Temos até 45 dias para poder nos manifestar em uma série de processos que já estávamos em avaliação de forma administrativa. Eu já vinha tratando disso, pois sou a diretora da área internacional e fiz várias mudanças na busca de melhorias. Essa comissão não foi aberta para saber se a cláusula devia ou não estar no resumo executivo. Entendo que a demanda do conselho de administração é correta e justa e precisa ter informações. Não é preciso fazer uma comissão de 45 dias para se chegar a conclusão sobre a importância de tê-las no resumo executivo. É muito importante que se saiba que a Petrobras tem comando. A Petrobras é uma empresa de 85 mil funcionários e tem uma presidente. Sou eu. Eu respondo pela Petrobras. Temos uma diretoria colegiada que trabalha pela busca da melhoria. E o que precisa ser investigado é investigado nessa empresa. Esse é o ponto fundamental. Aqui, tem normas, procedimentos e ela investiga.

Qual foi a gota d’água para essa decisão?

Foi um somatório de fatos. As últimas discussões sobre a relação eventual do diretor Paulo Roberto (Costa, ex-diretor) com Pasadena. Eu descobri ontem (segunda-feira), não sabia que existia um Comitê de proprietários de Pasadena no qual o Paulo Roberto era representante da Petrobras. Esse comitê era acima do board (conselho de administração). Depois que entramos em processo arbitral esse comitê deixou de existir.

Qual era a função desse comitê de proprietários?

Não sei ainda e esse é um ponto que a comissão está procurando, quais eram os estatutos, quais eram as atribuições, qual era o poder e onde estão as datas. Eu não sei nada.

Como a senhora reagiu à descoberta da existência desse Comitê de proprietários?

Fui surpreendida com essa informação. Eu tenho sim que buscar a informação.

Ter descoberto a existência desse comitê de proprietários, leva a alguma suspeita de irregularidade?

Nada quer dizer que possa ter havido qualquer ato falho, negativo, prejudical à companhia. Pelo fato de ter havido esse comitê e o Paulo (Roberto Costa) estar nesse comitê não significa que esse comitê não tenha executado as melhores práticas.

Como a senhora se sentiu ao descobrir esse comitê?

Eu não posso saber disso dois anos depois de estar na presidência da Petrobras. Eu não posso ser surpreendida com informações que me dão o desconforto necessário para que eu busque uma comissão para apuração.

Todas as informações da companhia são registradas?

Os processos da companhia são escritos e temos vindo num processo de melhoria sistemática. Eu tenho na Área Internacional, junto à área de Novos Negócios, um procedimento de rastreabilidade de documentação. São as lições aprendidas, é preciso tropeçar para poder cuidar. Na grande maioria, na totalidade da companhia.

Mas as cláusulas precisavam estar no resumo executivo?

Uma coisa importante é a segurança que o diretor e o presidente passa em relação àquelas pautas. No caso de Pasadena, houve outras questões a posteriori. Então, quando você volta e procura a documentação do resumo e não esta ali, isso causa o desconforto. Eu não estava nessa reunião de diretoria. A forma que nós passamos para o Conselho dá respaldo. É impossível detalhar no resumo dezenas de pontos. Às vezes centenas de observações ficariam algo não operacional.

O caso Pasadena já vinha sendo analisado de forma administrativa. O que mudou agora?

Quando assumi a diretoria internacional de fato, passei a tratar os procedimentos internos. Trouxemos o máximo de discussão para minha mesa e dos gerentes executivos. Mudamos gerências, buscamos informações em relação a Pasadena e trabalhamos o desinvestimento. Com os fatos recentes apresentados na imprensa, eu não posso conduzir mais administrativamente como diretora e com os gerentes executivos a questão. Foi preciso, à luz dos fatos recentes, que buscássemos a comissão para que apurasse internamente todos os pontos, documentais inclusive.

Em 2008, o conselho não recomendou comprar os 50% restantes e o caso foi para arbitragem…

O conselho remeteu o assunto para a diretoria executiva, que tomou a decisão de não aprovar e entrar na arbitragem. E entendo que foi uma decisão correta entrar na arbitragem. Eu tinha entrado na diretoria em setembro e essa decisão foi em outubro de 2008. Foi na sequência.

Mas Pasadena foi um erro?

Eu preciso da comissão de avaliação. Quando você faz uma fotografia da relação que se buscou com a Astra de parceria numa refinaria no Golfo e o que tenho de informação antes de fechar a comissão, espero poder continuar afirmando que foi um negócio potencialmente adequado para a companhia. Não tenho bola de cristal para saber como será a economia. Cláusulas contratuais precisam ser avaliadas sim e explicitadas em algum nível ao conselho. Quando se trata da aquisição de 50%, pois foi uma parceria entre Petrobras e Astra, com valores da época e projeções da margem da época, foi um negócio que se mostrava potencialmente atraente. Com a mudança da economia e das aplicações das fórmulas de put option, da negociação, dos valores que se apresentaram e com a queda absurda de margem, não seria um projeto que a gente repetiria.

Como viu a prisão de Paulo Roberto Costa, investigado por envolvimento com lavagem de dinheiro. E as suspeitas de superfaturamento em Abreu e Lima?

Tudo é surpreendente. E nos deixa muito reativos no sentido de que somos uma empresa de 85 mil empregados. De uma empresa que tem uma dedicação inquestionável às causas da companhia. E estamos em pé e trabalhando dedicadamente independentemente de questões que nos entristecem e que nos deixam tão apreensivos. Num caso desse que entendo que vai ser julgado, e não sei qual é a situação do ex-diretor, um caso desse não representa a Petrobras, definitivamente. Então, a gente espera como vai ser o desdobramento. O ex-diretor, quando julgado, não representa a Petrobras. Com certeza, me surpreendi. E tenho dito à companhia que estamos em pé trabalhando fortemente num ano de prosperidade da Petrobras, pois o ano de 2014 é o ano de prosperidade. Trabalhamos tanto para o aumento de produção, para que a Rnest (Refinaria Abreu e Lima) tenha os custos controlados. Há dois anos que a gente segura a Rnest para controlar os custos. No Comperj, fizemos dezenas de simplificações para que coloque o Comperj em pé. É algo que emociona.

Terá auditoria em Abreu e Lima?

Não fizemos auditoria na Rnest. Do que acompanhamos, temos respondido aos órgãos de controle. E não há materialidade hoje que justifique auditoria na Rnest. Há uma semana vínhamos conduzindo Pasadena administrativamente. E decidimos ontem criar uma comissão. Tenho que ter absoluta segurança no que falo. E, quando eu não tenho a segurança do que estou falando, eu não posso mais usar os processos que vinha usando.

Essas questões afetam o corpo técnico da companhia?

Há que se respeitar o corpo técnico da Petrobras. Tem que apurar tudo que é pratica que ocasiona questionamentos. É uma empresa que busca a verdade. E é isso que vemos nessa discussão toda nesse momento. E estamos disciplinadamente respondendo a todos e a tudo. Estamos falando de processos que estão sendo investigados. Quando a gente vê a presidenta Dilma e essa questão em relação a Pasadena, é um processo em que se fez o questionamento de uma documentação. Mas quantos processos adequados a companhia tem? Milhares de processos. Por isso há que se respeitar a Petrobras, há que se reconhecer a força da corporação e a sua organização.

Até o momento nada indica irregularidades em Pasadena?

Nada. Mas eu não posso não saber de alguma coisa nesse momento em relação a Pasadena. Eu não aceito, e daí vem minha indignação.

A senhora está indignada por descobrir desconhecer várias coisas no caso de Pasadena?

Eu sou a presidente da companhia em cima de um caso que é delicado. Não aceito descobrir que estou falando um número e o número correto é outro (valor pago nos 50% iniciais), e nem aceito tratar um assunto em que me venha um comitê, um board de representantes das partes (Petrobras e Astra) que eu não saiba. E eu não aceito isso de jeito nenhum. E não fica pedra sobre pedra, não fica. Mas não fica, não fica. Pode ficar incomodado.

Todas essas denúncias estão atrapalhando o dia a dia da companhia?

O dia a dia da empresa é de crescimento da produção. Estamos trabalhando para que a auto-estima esteja lá em cima. Mas sem fantasia, dentro da realidade da vida. Não fantasie porque o mundo é duro. Estamos trabalhando firmemente na empresa, tocando todas suas atividades. A gente trabalha loucamente. Mas meu grande propósito é que o corpo técnico da Petrobras saiba que nós estamos trabalhando fortemente para que eles tenham orgulho da nossa empresa. Eventos ruins não significam a empresa. E ainda mais estão sendo tratados, não tem nada adormecido.

A senhora acha que tantas denúncias têm algum fundo político?

Eu me abstenho disso. Não tenho elementos para dialogar sobre esse assunto. Leio sobre isso, mas eu não posso entrar num mundo que não é meu.

O momento é delicado?

Reconheço que é um momento delicado politicamente. Mas a Petrobras tem que se abstrair disso, ela precisa continuar sua luta diária para produzir mais óleo, mais derivados, para motivar a equipe, para viver no mundo real, para não falar o que não vai fazer.

 

Ramona Ordoñez

Bruno Rosa

Seis cidades paraibanas registram chuvas acima da média prevista para o mês

Centro de Guarabira
Centro de Guarabira

Em seis cidades paraibanas já choveu acima da média prevista para este mês. O município com maior volume acumulado é São João do Rio do Peixe, onde a média de chuvas em fevereiro é de 171,1 milímetros e até ontem, os pluviômetros marcaram 220 mm, um aumento de 28,6%. Na cidade, as chuvas, que vieram acompanhadas por raios e trovões, causaram inundações. Um bairro inteiro ficou alagado e mais de 10 casas foram danificadas.

A Defesa Civil do Estado explica que os problemas ocorrem porque as cidades não se preparam para enfrentar os desastres nos períodos chuvosos. Em Poço José de Moura, Mari, Triunfo, Mato Grosso e Guarabira, também choveu acima da média. A previsão da Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa) é que as precipitações continuem pelos próximos dias, com maior concentração no Sertão do Estado.

 

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Até a madrugada de ontem, a chuva que caiu em São João do Rio do Peixe, marcou 70 milímetros que, somada às chuvas ocorridas durante a semana, chegou ao acumulado de 220 mm. A precipitação se concentrou na zona urbana e o volume de água elevou o nível do Rio do Peixe, no trecho que fica na cidade.

De acordo com o secretário de Infraestrutura de São João do Rio do Peixe, Carlos Mangueira, as chuvas que caíram nos últimos três dias, foram o suficiente para alagar várias ruas, mas o bairro mais castigado foi o Adelino Pinto, onde praticamente todas as ruas ficaram intransitáveis.

“Muita água se acumulou e pelo menos 10 casas foram danificadas, mas sem grandes problemas. Não foi preciso remover nenhuma família de suas residências. Está sendo preciso usar máquinas retroescavadeiras para limpar a área e fazer serviços paliativos para evitar maiores danos. Se chover mais, tememos que a situação se agrave”, disse. Na última quarta-feira, o teto de um mercado de frutas desabou na cidade.

Por Jornal Correio da Paraíba/Daniel Motta

Segurados que ganham acima do mínimo receberão pagamento a partir desta quinta-feira

A partir desta quinta-feira (1º), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a depositar o pagamento dos benefícios referentes a outubro para os segurados que recebem acima de um salário mínimo. O calendário será interrompido na sexta (2), devido ao feriado do Dia de Finados, e retomado na segunda-feira (5).

Na quinta-feira (1º), recebem os benefícios aqueles segurados que ganham acima do salário mínimo e possuem cartão com final 1 e 6. Em ambos os casos, o último dígito do cartão deve ser desconsiderado. Aqueles que possuem cartão com final 2 e 7, desconsiderando-se o dígito, recebem seus benefícios no dia 5 de novembro.

Os depósitos da folha de outubro serão creditados até o dia 8 de novembro. Para os cartões com final 3 e 8, o pagamento será feito na próxima terça-feira (6). Para os com final 4 e 9, o depósito será no dia 7 de novembro (quarta-feira). Já para os beneficiários com cartão com final 5 e 0, o pagamento será no dia 8 de novembro (quinta-feira).

Até um salário

Os depósitos da folha de outubro começaram a última quinta-feira (25), quando receberam os benefícios aqueles segurados que ganham até um salário mínimo e possuem cartão com final 1, desconsiderando-se o dígito. Na próxima quinta-feira, entre os que ganham até um salário mínimo, receberá o benefícios aqueles com cartão com final 6, sem considerar o dígito.

O pagamento para os cartões com final 7, 8, 9 e 0 serão retomados na próxima segunda-feira (5), e seguirão até o dia 8 de novembro (quinta-feira), em que cada final receberá em um dia da semana. Qualquer dúvida em relação às datas pode ser esclarecida por meio da Central 135.

Cobertura

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2011 (Pnad), 82,1% dos idosos brasileiros estão protegidos pela Previdência Social. Essa porcentagem representa 19,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais – cerca de 1,6 milhão (81,73%) a mais do que o registrado na última Pnad, realizada em 2009.

Segundo a Pnad, 82,1% dos idosos brasileiros estão protegidos pela Previdência Social

Foi constatado pela Secretaria de Políticas de Previdência Social que no caso dos homens dessa faixa etária, a proteção chega a 86,7% (9,01 milhões) e para as mulheres idosas, o percentual de cobertura chega a 78,6% (10,3 milhões).

A maior parte dos idosos protegidos recebia aposentadoria, grupo em que preponderavam os homens, que também eram maioria entre os não beneficiários que contribuíam para a Previdência Social. Este fato foi explicado, principalmente, por se depararem com requisitos mais elevados de idade e tempo de contribuição para o requerimento de aposentadorias.

O estudo revela também que o pagamento de benefícios previdenciários impediu que mais de 23,7 milhões de brasileiros, de todas as faixas etárias, ficassem abaixo da linha da pobreza. Sem os repasses da Previdência, a quantidade de pobres seria de 74,97 milhões de pessoas – redução de 12,8 pontos percentuais na taxa de pobreza.

Fonte:
Ministério da Previdência Social
IBGE

Centrais querem punição para empresas que demitirem acima da média do setor

Sindicalistas apresentaram propostas de combate à rotatividade no mercado de trabalho

As seis maiores centrais sindicais do país lançaram nessa terça (18) campanha de combate à rotatividade no mercado de trabalho brasileiro, que segundo o Dieese chegou a 53,8% em 2010. Eles também contestam proposta do governo de mudança de regras para pagamento de benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial. “Retirada de direitos não foi eficaz em nenhum lugar do mundo. Queremos discutir alternativas com o governo”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, acrescentando que as centrais já pediram audiência com a presidenta Dilma Rousseff.

Para o cutista, alguns empresários usam a rotatividade apenas para diminuir custos. “Por isso, é preciso proteger o emprego e punir quem demite mais do que a média histórica do setor”, defendeu. Segundo ele, “é barato demitir no Brasil”.

No documento divulgado pelas centrais (além da CUT, assinam o texto CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT), as entidades afirmam que enfrentar a rotatividade “é o maior desafio da política pública voltada para o trabalho”. Mesmo descontados fatores como desligamentos decorrentes de transferência ou a pedido do trabalho, aposentadorias e mortes, as taxas seguem elevadas: 37,5% em 2008, 36% em 2009 e 37,3% em 2010. As consequências, sustentam, são instabilidade para o trabalhador, rebaixamento salarial e dificuldade de aprimoramento profissional, além de maior demanda de seguro-desemprego e do FGTS.

A situação se agrava quando a análise é feito por setor. Segundo o Dieese, na construção civil a taxa supera os 100% (108%, ou 86% descontados os fatores citados anteriormente) e na agricultura atinge 98% (74%). Chega a 58% no comércio (42%), 54% nos serviços (34%) e 50% na indústria de transformação (37%). Também mostra concentração: em 2010, apenas 126 mil estabelecimentos (5,8% do total) foram responsáveis por 14,4 milhões (63%) das demissões.

Entre as propostas apresentadas e que serão levadas ao governo, estão a criação de um programa nacional de estabilização e manutenção do emprego, que seria financiado por repasse do adicional de 10% na multa sobre o saldo do FGTS (inspirado em uma experiência alemã) e o incentivo à organização no local de trabalho, o estímulo à redução das taxas de rotatividade. Também poderia ser criada uma taxa imposta a empresas com rotatividade acima da média do setor. As centrais também defendem a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio da qual as empresas teriam de comunicar com a antecedência tanto trabalho como sindicato e justificar as razões da demissão.

Fonte: Rede Brasil Atual
Focando a Notícia

Quase metade da população está acima do peso, diz Saúde

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. De acordo com o estudo, o percentual passou de 42,7% em 2006, para 48,5% em 2011. No mesmo período, a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Os números são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

O levantamento, divulgado anualmente pelo ministério desde 2006, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. Em 2011 foram entrevistadas 54.144 pessoas de janeiro a dezembro.

O ministério da Saúde considera “acima do peso” as pessoas com um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto que 25, segundo a assessoria de imprensa. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Acima de 30 no IMC faz a pessoa ser considerada “obesa”.

“Existe uma tendência de aumento do peso e obesidade no país. Agora é a hora de virar o jogo para não chegarmos a países como os Estados Unidos, que tem mais de 20% de sua população obesa”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa.

Ele citou acordos feitos no ano passado entre o governo e a indústria de alimentos e escolas para a redução de sal e gordura na comida. O ministro defendeu ainda a criação de “espaços de saúde”, com máquinas para exercícios em áreas públicas.

O levantamento revela que o sobrepeso é maior entre a população masculina. Mais da metade dos homens – 52,6% – está acima do peso ideal, enquanto 44,7% das mulheres apresentam sobrepeso.

A pesquisa do Ministério da Saúde mostra ainda que o excesso de peso entre homens começa na juventude. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Na faixa etária entre 25 e 34, 55% da população masculina apresenta excesso de peso. A porcentagem sobre para 63% na faixa etária entre 34 e 25 anos.

Já entre mulheres jovens (entre 18 e 24 anos), 25,4% apresentam sobrepeso. A proporção aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e mais que dobra entre brasileiras de 45 a 54 anos (55,9).

“Uma parte dessa tendência do aumento de peso que é que temos mais pessoas entre 18 e 24 anos com excesso de peso e obesidade. Agir sobre as crianças e adolescentes é fundamental para prevenir uma população obesa”, afirmou o ministro.

Alimentação

Segundo Padilha, um dos fatores do aumento do excesso de peso e da obesidade no Brasil é o consumo de alimentos gordurosos. A pesquisa do Ministério da Saúde revela que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente.

Além disso, 29,8% dos brasileiros consomem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.

“Alimentar-se bem é o primeiro passo para ter uma qualidade de vida saudável. Temos que ter maior oferta de produtos industrializados saudáveis. No tocante aos supermercados, o objetivo é colocar produtos saudáveis mais visíveis, como o leite desnatado”, afirmou Padilha.

A pesquisa revela que as mulheres comem mais frutas e hortaliças, enquanto os homens comem mais carne com excesso de gordura. Quem tem mais de 12 anos de escolaridade tende consumir mais frutas e hortaliças, de acordo com o levantamento.

Apesar de “comer pior”, os homens se exercitam mais do que as mulheres. Segundo a pesquisa, 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade. Entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.

Capitais

Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Na outra ponta da lista, com a menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%).

São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

A capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).

Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%; no Rio de Janeiro o percentual é de 16,5%; e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.

Pontos positivos

Se, por um lado, o avanço da obesidade preocupa, por outro, a queda do tabagismo é vista como um ponto positivo pelo Ministério. No mesmo levantamento, a taxa de fumantes ficou em 14,8% – é a primeira vez que o número cai para menos de 15%. O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.

O governo também comemorou o crescimento do número de exames de mamografia feitos por mulheres com entre 50 e 69 anos de 2007 até agora.

“Na minha avaliação, tanto a questão do tabagismo quanto da mamografia mostram que o povo brasileiro adere sim às medidas de acesso à saúde”, apontou Padilha.

G1

SUPERSALÁRIOS: 13 ministros recebem acima do teto constitucional

Artifício largamente empregado em governos passados para proporcionar uma remuneração de mercado a integrantes do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios, os conselhos de administração e fiscal de estatais e empresas públicas continuam a ser usados para turbinar os salários de ministros de Estado.

Levantamento feito pelo Estado nos 38 ministérios do governo da presidente Dilma Rousseff aponta que um terço dos ministros integra hoje uma elite do funcionalismo com supersalários que ultrapassam o teto salarial de R$ 26.723,15. São 13 ministros que engordam seus rendimentos com jetons por participação em conselhos de empresas.

O campeão é o ministro da Defesa, Celso Amorim, que acumula seu salário com o pró-labore de R$ 19,4 mil pagos pela participação no Conselho de Administração da Itaipu Binacional. São R$ 46,1 mil mensais brutos de remuneração.

A renda do ministro poderia ainda ser maior, se não houvesse o abate teto, mecanismo que impede Amorim de acumular na integralidade seus vencimentos de ministro da Defesa com a aposentadoria do Itamaraty. Diplomata de carreira, Amorim é aposentado do Ministério das Relações Exteriores desde 2007.

No comando da área econômica do governo, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, estão empatados na segunda posição do ranking dos mais bem pagos da Esplanada, com renda mensal bruta de R$ 41,5 mil.

Ambos são conselheiros da Petrobrás e da BR Distribuidora, com jetons que alcançam quase R$ 15 mil mensais. Miriam Belchior poderia ganhar ainda mais: como titular da pasta do Planejamento, ela é obrigada a fazer parte do Conselho de Administração do BNDES mas, segundo sua assessoria, abriu mão de receber o pró-labore de R$ 6 mil por essa participação.

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) engorda o salário com jetons de dois conselhos: é presidente do Conselho de Administração do BNDES, onde ganha R$ 6 mil mensais brutos, e integra também o BNDESPar, recebendo R$ 5,3 mil.

Braço direito de Dilma, Pimentel usufrui de R$ 38,1 mil por mês de renda. O vencimento do ministro da Ciência e Tecnologia é inferior ao do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que acumula o salário de ministro com os jetons de duas empresas: BrasilPrev e BrasilCap, chegando a ganhar R$ 38,7 mil mensais.

Do Estadão