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Atendimentos por acidentes de trânsito caem durante quarentena

Os números de acidentes de trânsito no estado da Paraíba diminuíram desde o início da quarentena causada pelo novo coronavírus, que começou na segunda metade de março. Dados recolhidos pelos principais hospitais de referência a esses atendimentos no estado mostram que, ainda assim, a Paraíba registra números altos de vítimas envolvendo acidentes com motocicletas.

Hospital de Trauma João Pessoa

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, registrou redução nos números gerais de atendimento aos acidentados de trânsito. No mês de março, essa redução foi de 12%.

De acordo com o setor de estatística, foram registrados 776 atendimentos, do dia 1º ao dia 31 de março de 2020, número 12,6% menor que o registrado no ano anterior, com 888 entradas. A diminuição também foi sentida em relação às vítimas de acidentes de motocicletas, sendo um pouco menor. Em 2020 foram 629 usuários, enquanto no ano passado 699, representando uma queda de 10%.

No mês de abril, o isolamento social estava com medidas mais rigorosas e os atendimentos diminuíram 25% em comparação ao mês de março. Foram registradas 585 vítimas do trânsito na Capital, sendo acidente com motocicletas (452), acidente de carro (49), acidente com bicicletas (32) e atropelamento (52).

Para o diretor-geral da instituição, Laércio Bragança, essa diminuição é um ponto positivo da medida de contenção, que obrigou a população a ficar em casa. “Com relação aos números de acidentes com motociclistas, se deve pelo fato das pessoas estarem mais em suas residências, consequentemente, aumentarem os pedidos delivery (entrega em casa)”, ressaltou.

Ortotrauma de João Pessoa

O Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) realizou 3,5 mil atendimentos e aproximadamente 400 cirurgias durante o mês de abril. O número de pacientes que chegaram ao hospital reduziu em relação aos três primeiros meses do ano.

De acordo com a diretora geral do Ortotrauma, Fabiana Araújo, observa-se redução no número absoluto de atendimentos, sem necessidade de internação, entretanto casos graves de vítimas de acidente de trânsito ainda apresentam um fluxo elevado. “O isolamento social serviu como um indicador que a redução do trânsito contribuiu como parâmetro para menos vidas em risco por acidente de trânsito, podendo servir como um alerta para a sociedade”, afirmou.

A unidade hospitalar já realizou 24,8 mil atendimentos este ano, sendo 7,8 mil atendimentos em janeiro; 7 mil em fevereiro; 6,4 mil em março e 3,5 mil em abril. “A situação de pandemia com toda essa situação de vulnerabilidade social, física, psicológica permitiu um estado de reflexão de possibilidade de resgate ao cuidado a si e ao próximo. Em que medidas básicas como higienizar as mãos e etiqueta respiratória podem salvar vidas, assim também obediência às leis de trânsito”, destacou Fabiana Araújo.

Hospital de Trauma Campina Grande

No Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes em Campina Grande, foram registrados 832 atendimentos relacionados ao trânsito, com entradas realizadas a partir do dia 1º ao dia 31 de março de 2020. Sendo eles 680 vítimas de acidente de moto, 49 de acidentes de carro, 52 de acidente com bicicletas e 51 vítimas de atropelamento. A diminuição em relação ao ano anterior foi de 23%, já que em 2019 tiveram 1.094 atendimentos do mesmo tipo.

No mês de abril deste ano, foram realizados 613 atendimentos com vítimas de acidente de trânsito. Sendo 66 por acidentes com bicicletas, 30 envolvendo acidentes de carro, 35 por atropelamento e 482 vítimas de acidente de moto. Número 35% menor que o de 2019, onde foram atendidas 946 pessoas.

Hospital de Patos

O relatório de atendimentos do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, Sertão da Paraíba, constata que o número de atendimentos na urgência e emergência da unidade de vítimas de acidentes de trânsito, referente ao período de 1º a 31 de março, também diminuiu consideravelmente.

Em março, foram registrados 266 atendimentos de vítimas de acidente de trânsito, uma redução de 22% comparando ao mês de fevereiro, que, mesmo com dois dias a menos no calendário, contabilizou 342 ocorrências. Essa redução coincide com a adoção das medidas de isolamento social adotadas na Paraíba em função da pandemia da Covid-19.

Outro dado relevante é que, embora tenha havido redução dos acidentes, o número de ocorrências na urgência envolvendo motociclistas se manteve alto. Dos 266 pacientes atendidos, 233 estavam em motos. Os demais casos foram de vítimas de acidentes com bicicletas (19), seguidos de automóveis (7), atropelamentos (6) e ainda uma ocorrência com veículo de tração animal.

Em outra análise, no período de 31 de março a 5 de abril, já contabilizava mais 49 atendimentos de vítimas de acidentes, dos quais 42 envolveram motos, 5 foram com automóveis, um com bicicleta e um atropelamento. Os dados completos do mês de abril de 2020 ainda não foram divulgados.

 

portalcorreio

 

 

Atendimentos em vítimas de acidentes de trânsito reduzem 12% em março, no Hospital de Trauma de João Pessoa

O número de atendimentos de vítimas de trânsito reduziu cerca de 12% no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Conforme o setor de estatística do hospital, foram registrados 776 atendimentos entre os dias 1º e 31 de março deste ano, número 12,6% menor que o registrado no ano anterior, com 888 entradas.

De acordo com a unidade de saúde, a queda na quantidade de atendimentos aconteceu após a efetivação do isolamento social adotado durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo o diretor geral da instituição, Laercio Bragança, o perfil das vítimas também mudou. A maioria dos pacientes sofreu acidentes em BRs e não em centros urbanos, como geralmente acontecia.

G1

 

Cerca de 40% dos acidentes de trabalho na PB não são notificados

Dados do novo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – revelam que aproximadamente 6 mil acidentes de trabalho ocorreram na Paraíba em 2018, uma média de 16 casos por dia. No entanto, 1,7 mil deixaram de ser notificados. Isso representa um índice de subnotificação de 39,9%.

Em média, segundo o MPT, estima-se que na Paraíba, a cada 10 acidentes, quatro não são notificados. “Os acidentes geram prejuízos para as vítimas, famílias, empresas e toda a sociedade. No Brasil, um trabalhador morre a cada três horas, vítima de acidente laboral. No final de cada dia, pelo menos oito trabalhadores não retornam para as suas casas”, diz texto do órgão encaminhado à imprensa.

De acordo com os números levantados pelo MPT, entre 2000 e 2018, mais de 33,7 mil benefícios previdenciários foram concedidos somente na Paraíba devido a acidentes de trabalho. Nesse mesmo período, 1,6 mil aposentadorias por invalidez foram concedidas no estado.

Para conscientizar empresas e sociedade em geral sobre a necessidade de reduzir esses dados, será lançado nesta segunda-feira (2), às 16h, o Edital do Abril Verde 2020, movimento nacional pela saúde e segurança no trabalho. O lançamento acontecerá na sede local do MPT, no Centro de João Pessoa, juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e órgãos parceiros.

O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho é uma ferramenta pública. Esses e outros dados podem ser acessados neste link.

Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)

1,8 mil casos notificados na Paraíba de 2007 a 2018.

Acidente com morte na Paraíba

No ano de 2018, foram registrados 18 acidentes com óbito na Paraíba.

 

portalcorreio

 

 

Quase 1,3 mil acidentes com eletricidade em dias chuvosos já foram registrados na Paraíba só este ano

Chuva, raios e trovões. Em janeiro deste ano, um jovem de 19 anos morreu após ser atingido por um raio, em Massaranduba, no Agreste da Paraíba. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima trabalhava em uma fazenda quando foi atingido pela cerga elétrica.

Menos de um mês depois, um homem de 22 anos e um adolescente de 16 anos morreram após serem atingidos por um raio na zona rural de Cubati, no Seridó da Paraíba. De acordo com os familiares, as vítimas eram primos. Os jovens estavam debaixo de uma árvore, no Sítio Malhada do Angico, quando foram atingidos pelo raio.

Pelo menos 1.229 acidentes com eletricidade causados pela chuva foram registrados na Paraíba em 2020. O dado faz parte de um levantamento feito pela Energisa do dia 1º de janeiro ao 13 fevereiro deste ano. O balanço, divulgado essa semana, aponta que em 2019, 9.320 casos foram notificados.

De acordo com a concessionária, a água é um condutor natural de energia elétrica e, em contato com a eletricidade, pode causar choques e outros acidentes. A empresa ressalta ainda que as chuvas podem estar acompanhadas de ventos fortes e raios, que também podem danificar a rede de energia de casas e estabelecimentos.

A concessionária de energia elétrica, apresentou algumas dicas para evitar acidentes com eletricidade. É recomendável, evitar encostar em grades ou ficar debaixo de árvores quando estiver em ambientes externos enquanto estiver chovendo; verificar as instalações elétricas internas com regularidade; nas casas onde moram crianças, é preciso instalar protetores nas tomadas e não as deixar ligar ou desligar aparelhos eletrônicos; e evitar manusear aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou pés descalços para prevenir o risco de choque; bem como, desligar o disjuntor da casa se ela estiver alagada.

Os raios são causados por uma descarga elétrica entre nuvens (normalmente cúmulo-nimbo) ou, em casos mais raros, entre uma nuvem e o solo, ocasionando relâmpagos e estrondosos trovões que podem assustar

A localização geográfica do Brasil confere ao país o título de campeão mundial de raios, já que ela permite a formação de nuvens convectivas em grande parte do ano.

De acordo com uma pesquisa, 50 milhões de raios caem sobre o país todos os anos, sendo que as estações com maior incidência são a primavera e o verão, pois, nesses períodos, o ar esquenta e fica mais úmido – e essa é uma combinação essencial para a formação das nuvens convectivas.

Severino Lopes

PB Agora

 

 

Número de mortes em acidentes de trânsito no carnaval 2020 na PB é o menor em quatro anos

O número de mortes em acidentes de trânsito durante o carnaval 2020 é o menor registrado em rodovias federais da Paraíba em quatro anos. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal nesta quinta-feira (27) e apontam que a PRF notificou uma morte em 2017, quatro em 2018, duas em 2019 e nenhuma neste ano.

A Operação Carnaval, realizada no período de 21 a 26 de fevereiro, registrou 33 acidentes, com 44 pessoas feridas. Ao todo, foram realizados 2.380 testes de etilômetro em condutores. Pelo menos 82 pessoas foram flagradas dirigindo sob efeito de álcool.

Na mesma ação, 5.765 veículos foram inspecionados, 6.223 pessoas foram abordadas, 2.371 infrações de trânsito foram registradas e 216 carros foram recolhidos aos pátios da PRF por irregularidades.

Entre as principais infrações de trânsito registradas estão a falta de cinto de segurança dos condutores e passageiros, as ultrapassagens indevidas, ausência de uso de capacete e não possuir carteira nacional de habilitação (CNH).

G1

 

PB já registrou 1.229 acidentes com eletricidade em dias de chuva

A Paraíba já registrou 1.229 acidentes com eletricidade em dias de chuva entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pela Energisa. Em 2019, foram 9.320 ocorrências. A concessionária explica a água é um condutor natural de energia elétrica e, em contato com a eletricidade, pode causar choques e outros acidentes. Além disso, as chuvas muitas vezes vêm acompanhadas de ventos fortes e raios, que podem inclusive danificar a rede de energia.

Para evitar acidentes com eletricidade em dias chuvosos, é possível se proteger com hábitos simples. Ter mais atenção garante segurança. Confira dicas da Energisa para períodos de chuva:

Precauções em áreas externas

Quando estiver na rua, fique atento para não pisar em fios caídos. Evite encostar em grades, principalmente durante eventos abertos, como shows. Ficar em lugares descampados ou embaixo de árvores na chuva também é perigoso por conta do risco de descargas elétricas naturais, como raios. Se observar algum galho ou árvore arremessada na rede elétrica, não chegue perto e ligue para Energisa imediatamente.

Verifique as instalações elétricas

É importante verificar as instalações elétricas internas com regularidade. Qualquer desgaste nos fios e tomadas pode desencadear acidentes. O ideal é contratar um profissional para checar se há fios expostos, desencapados, danificados ou com emendas. As caixas, quadros, antenas e interruptores também precisam ser verificados para evitar mau contato e choques.

Para quem tem crianças em casa, a atenção tem que ser redobrada, pois elas não têm a maturidade para manusear corretamente, com os devidos cuidados. O ideal é instalar protetores nas tomadas e não as deixar ligar ou desligar aparelhos.

Cuidado com aparelhos

Evite manusear aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou pés descalços, prevenindo o risco de choque. Ao retirar eletrônicos da tomada, não toque em partes metálicas. Essas dicas são válidas para qualquer período do ano, mas, quando está chovendo, os cuidados devem ser redobrados.

Além disso, aparelhos eletrônicos sensíveis estão mais propensos a serem danificados em períodos chuvosos, por conta de uma possível instabilidade na rede elétrica provocada por condições climáticas não esperadas. O ideal é desligar e retirar da tomada computadores, por exemplo, e demais eletrônicos.

Medidas de emergência

Se estiver chovendo muito e a casa estiver alagando, desligue imediatamente o disjuntor.  Em caso de curto-circuito, contate um eletricista. E, se houver princípio de incêndio, não tente apagar com água, já que o líquido é um condutor elétrico. Por isso, o recomendado é desligar a energia e ligar para o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

A Energisa está sempre à disposição para orientar e tirar suas dúvidas, de modo a evitar acidentes e perdas materiais. Se houver algum problema na rede elétrica, ligue gratuitamente para 0800 083 0196. A população também pode entrar em contato pelo aplicativo Energisa On, disponível para smartphone, ou acessar o site da concessionária de energia elétrica.

 

portalcorreio

 

 

Vítimas de acidentes com moto lideram entradas no Trauma-CG no Carnaval

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, na cidade de Campina Grande, atendeu 887 pessoas durante o período carnavalesco. Nesses dias, foram realizadas 68 cirurgias. O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora do sábado (22) até as primeiras horas desta quarta-feira (26).

Os casos envolvendo acidentes de moto lideraram as entradas nos plantões durante o período. No total, 118 pacientes foram atendidos devido aos acidentes com motocicleta, cinco vítimas de projéteis de arma de fogo, três de arma branca, 12 vítimas de acidente de carro, cinco vitimas de acidente de bicicleta, três vitimas de atropelamento e 24 por agressão física. Os demais atendimentos foram na clínica médica e na pediatria.
Em 2019, o Trauma-CG atendeu no período do carnaval 867 pessoas entre urgências e emergências.

A unidade de saúde disponibiliza 298 leitos, 301 médicos, sendo 64 em regime de plantão presencial 24 horas. O hospital dispõe de seis salas no bloco cirúrgico e é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

PB  Agora

 

 

Pediatra alerta: ‘desafio da rasteira’ ou ‘quebra-crânio’ pode causar acidentes irreversíveis

Dra. Loretta Campos comenta sobre perigos em brincadeira que está sendo feita por crianças e adolescentes

Está ocorrendo entre crianças e adolescentes um desafio que viralizou na internet, é o tipo de brincadeira que pode trazer consequências graves, ocasionando em mortes como já foi registrado na última semana. O ‘desafio da rasteira’ ou ‘desafio quebra-crânio’ consiste em duas pessoas derrubando uma terceira, enquanto uma pula os outros dois tentam o derrubar, que por sua vez, cai no chão batendo a cabeça.

Na última quarta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) publicou alerta para pais e educadores em redes sociais contra a prática “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”.

A pediatra Dra. Loretta Campos, alerta aos pais e jovens sobre os perigos e consequências que o desafio pode causar: “Traumatismo cranioencefálico com hemorragia cerebral e morte. Além disso, existe risco de fratura de vértebras que podem levar a paralisia dos membros e fratura de vértebra cervical com comprometimento da medula espinhal cervical levando a óbito imediato e tetraplegia.”

Mas o que há por trás desses desafios? A pediatra explica: “A adolescência é uma fase de autoconhecimento e de busca constante por autonomia. Eles são inconsequentes por natureza e se não for maduro isso se torna ainda pior. Existe também o comportamento de grupo e que os levam a atitudes perigosas sem pensar nas consequências. Às vezes como forma de autoafirmação perante os colegas e de romper limites.”

É importante ter uma relação de confiança com o adolescente para que esse jovem se sinta conectado à sua família e a escute. A escola tem o papel de orientar e monitorar brincadeiras arriscadas, a comunicação com a família é de extrema importância para o controle do processo.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Redes Sociais:

Instagram: @dralorettacampos

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Facebook: @dralorettaoediatra

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Cerca de 80% dos acidentes de CG envolveram motos em 2019

Quase 80% dos acidentes de trânsito registrados em Campina Grande no ano de 2019 envolveram motos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP).

Os números apontam que o ano fechou com 2.573 acidentes ocorridos em 2019, sendo 2.047 com o envolvimento de motocicletas, o que corresponde a 79,5%. Desse número, em 1.631 casos eram homens quem pilotavam os veículos, um total de 79,7% das ocorrências.

Dentre os homens, aqueles com idades entre 21 e 29 anos somam 40% dos casos, que são mais comuns nas sextas-feiras entre 18h e 21h. Os cinco corredores da cidade com maior incidência de acidentes com motos são Alça Sudoeste, avenidas Floriano Peixoto, Almirante Barroso, Assis Chateubriand e Almeida Barreto.

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, prestou no mês de janeiro 8.240 atendimentos no setor de emergência e realizou 769 cirurgias.

Desse total de janeiro, foram registrados 692 atendimentos a vítimas em acidentes de motos, o que corresponde a 8,4%. Em 2019, no mesmo período foram realizadas 744 cirurgias e atendidas 8.294 pessoas sendo registrados 757 atendimentos a vítimas em acidentes de motos.

Alerta

O superintendente da STTP, Félix Neto, orienta que os condutores de moto devem utilizar os equipamentos de segurança, respeitar limites de velocidade, fazer cursos para pilotar os veículos e manter a consciência sobre as leis de trânsito para evitar imprudência.

Casos com motos em outras cidades

Em João Pessoa, acidentes com motos são a segunda maior causa de atendimentos no Hospital de Trauma da Capital, perdendo apenas para quedas. Em janeiro deste ano, 96 dos 581 atendimentos foram provenientes de acidentes com motos, um total de 16,5%.

Em Patos, no Sertão do estado, dos 305 casos registrados em janeiro deste ano no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, 268 envolveram acidentes com motos, o que corresponde a 87,86%.

Brasil

O percentual de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito no Brasil subiu de 8,3% em 2000 para 24,8% em 2008, ano da implantação da Lei Seca, e continuou subindo, mais lentamente, até 33,4% em 2017, segundo o Boletim Proadess (Projeto de Avaliação de Desempenho do Sistema de Saúde), elaborado pelo Laboratório de Informação em Saúde (ICICT) da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados são os mais recentes sobre essas informações, divulgados em outubro de 2019.

Segundo o levantamento, as regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores taxas de mortes em acidentes em 2017, 44,5% e 43,4%, respectivamente.  Em 2000, esses índices alcançavam 13,6% e 12,1% em cada região.

O médico Josué Laguardia, pesquisador do ICICT e responsável pelo estudo, disse na época em que a pesquisa foi divulgada que vários fatores influenciam em um maior risco de morte em acidentes com motocicletas. São veículos que apresentam menor proteção para o motorista e o passageiro, do que um veículo automotor, como carro, caminhão ou ônibus, “que oferecem mais proteção do que uma moto, na qual o motorista tem maior exposição”. Segundo Laguardia, isso piora se ele não está usando capacete, luvas, botas, jaqueta adequada. “Tudo isso pode agravar o risco de um acidente ser fatal”, disse.

Laguardia acrescentou que uma via em que falta sinalização coloca em risco tanto motoristas como pedestres. A questão da velocidade e da qualidade da infraestrutura também influenciam em termos de maior risco de acidente e de lesão grave ou óbito. “É um conjunto de fatores que, inter-relacionados, pode aumentar o risco de acidente. E, no caso do motociclista, esse acidente pode ser mais grave por ele estar menos protegido. Assim como ocorre com o pedestre também”.

Gastos do SUS

A elevação da taxa de mortes em acidentes com motociclistas repercute também em termos de aumento de gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Josué Laguardia disse que além de ter profissionais para assistência no local do acidente e para fazer o atendimento adequado às vítimas no estabelecimento hospitalar, bem como no período de internação, os acidentados exigem muitas vezes uma equipe de profissionais para fazer sua reabilitação.

“A maior gravidade das lesões vai demandar tempo de internação, cirurgias ortopédicas com colocação de órteses ou próteses, a questão da reabilitação. Tudo isso vai demandar recursos muitas vezes públicos para esses acidentados”.

O Boletim Proadess revela que dos R$ 260 milhões gastos pelo SUS em 2017 com internações por acidentes de trânsito, em torno de 63% foram destinados a motociclistas. O percentual mais elevado está no Nordeste (75,8%) e o menor na Região Sul (50,4%). Os motociclistas representavam 40% das pessoas internadas por acidentes em 2008 e passaram a representar mais de 50% em 2017. Laguardia disse que esses gastos excluem atendimento pré internação e pós-internação.

 

 Agência Brasil

 

Acidentes com motos lideram atendimentos no Trauma de Campina Grande

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, atendeu 436 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o fim de semana. O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora do sábado (1) até as primeiras horas desta segunda-feira (3). Os casos envolvendo acidentes com motos lideraram as entradas nos plantões, durante o período.

De acordo com os dados do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, dos 436 atendimentos, 61 foram vítimas de acidentes de moto, e os outros foram vítimas de acidente de automóvel (08), agressão física (13), vítimas de projéteis de arma de fogo (00) e arma branca (03),atropelamentos (03) e acidentes com bicicleta (04). Os demais atendimentos médicos foram na clínica médica e na pediatria.

Conforme o relatório, o município de Campina Grande registrou 26 acidentes de motos nesse fim de semana, seguido por Boqueirão (três), Alagoa Nova (dois), Serra Branca (dois) e Taquaritinga do Norte-PE (dois).

A unidade de saúde disponibiliza 298 leitos, 301 médicos, sendo 64 em regime de plantão presencial 24 horas. O hospital dispõe de seis salas no bloco cirúrgico.

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes de Campina Grande é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns municípios do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

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