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Cerca de 40% dos acidentes de trabalho na PB não são notificados

Dados do novo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – revelam que aproximadamente 6 mil acidentes de trabalho ocorreram na Paraíba em 2018, uma média de 16 casos por dia. No entanto, 1,7 mil deixaram de ser notificados. Isso representa um índice de subnotificação de 39,9%.

Em média, segundo o MPT, estima-se que na Paraíba, a cada 10 acidentes, quatro não são notificados. “Os acidentes geram prejuízos para as vítimas, famílias, empresas e toda a sociedade. No Brasil, um trabalhador morre a cada três horas, vítima de acidente laboral. No final de cada dia, pelo menos oito trabalhadores não retornam para as suas casas”, diz texto do órgão encaminhado à imprensa.

De acordo com os números levantados pelo MPT, entre 2000 e 2018, mais de 33,7 mil benefícios previdenciários foram concedidos somente na Paraíba devido a acidentes de trabalho. Nesse mesmo período, 1,6 mil aposentadorias por invalidez foram concedidas no estado.

Para conscientizar empresas e sociedade em geral sobre a necessidade de reduzir esses dados, será lançado nesta segunda-feira (2), às 16h, o Edital do Abril Verde 2020, movimento nacional pela saúde e segurança no trabalho. O lançamento acontecerá na sede local do MPT, no Centro de João Pessoa, juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e órgãos parceiros.

O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho é uma ferramenta pública. Esses e outros dados podem ser acessados neste link.

Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)

1,8 mil casos notificados na Paraíba de 2007 a 2018.

Acidente com morte na Paraíba

No ano de 2018, foram registrados 18 acidentes com óbito na Paraíba.

 

portalcorreio

 

 

Quase 1,3 mil acidentes com eletricidade em dias chuvosos já foram registrados na Paraíba só este ano

Chuva, raios e trovões. Em janeiro deste ano, um jovem de 19 anos morreu após ser atingido por um raio, em Massaranduba, no Agreste da Paraíba. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima trabalhava em uma fazenda quando foi atingido pela cerga elétrica.

Menos de um mês depois, um homem de 22 anos e um adolescente de 16 anos morreram após serem atingidos por um raio na zona rural de Cubati, no Seridó da Paraíba. De acordo com os familiares, as vítimas eram primos. Os jovens estavam debaixo de uma árvore, no Sítio Malhada do Angico, quando foram atingidos pelo raio.

Pelo menos 1.229 acidentes com eletricidade causados pela chuva foram registrados na Paraíba em 2020. O dado faz parte de um levantamento feito pela Energisa do dia 1º de janeiro ao 13 fevereiro deste ano. O balanço, divulgado essa semana, aponta que em 2019, 9.320 casos foram notificados.

De acordo com a concessionária, a água é um condutor natural de energia elétrica e, em contato com a eletricidade, pode causar choques e outros acidentes. A empresa ressalta ainda que as chuvas podem estar acompanhadas de ventos fortes e raios, que também podem danificar a rede de energia de casas e estabelecimentos.

A concessionária de energia elétrica, apresentou algumas dicas para evitar acidentes com eletricidade. É recomendável, evitar encostar em grades ou ficar debaixo de árvores quando estiver em ambientes externos enquanto estiver chovendo; verificar as instalações elétricas internas com regularidade; nas casas onde moram crianças, é preciso instalar protetores nas tomadas e não as deixar ligar ou desligar aparelhos eletrônicos; e evitar manusear aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou pés descalços para prevenir o risco de choque; bem como, desligar o disjuntor da casa se ela estiver alagada.

Os raios são causados por uma descarga elétrica entre nuvens (normalmente cúmulo-nimbo) ou, em casos mais raros, entre uma nuvem e o solo, ocasionando relâmpagos e estrondosos trovões que podem assustar

A localização geográfica do Brasil confere ao país o título de campeão mundial de raios, já que ela permite a formação de nuvens convectivas em grande parte do ano.

De acordo com uma pesquisa, 50 milhões de raios caem sobre o país todos os anos, sendo que as estações com maior incidência são a primavera e o verão, pois, nesses períodos, o ar esquenta e fica mais úmido – e essa é uma combinação essencial para a formação das nuvens convectivas.

Severino Lopes

PB Agora

 

 

Número de mortes em acidentes de trânsito no carnaval 2020 na PB é o menor em quatro anos

O número de mortes em acidentes de trânsito durante o carnaval 2020 é o menor registrado em rodovias federais da Paraíba em quatro anos. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal nesta quinta-feira (27) e apontam que a PRF notificou uma morte em 2017, quatro em 2018, duas em 2019 e nenhuma neste ano.

A Operação Carnaval, realizada no período de 21 a 26 de fevereiro, registrou 33 acidentes, com 44 pessoas feridas. Ao todo, foram realizados 2.380 testes de etilômetro em condutores. Pelo menos 82 pessoas foram flagradas dirigindo sob efeito de álcool.

Na mesma ação, 5.765 veículos foram inspecionados, 6.223 pessoas foram abordadas, 2.371 infrações de trânsito foram registradas e 216 carros foram recolhidos aos pátios da PRF por irregularidades.

Entre as principais infrações de trânsito registradas estão a falta de cinto de segurança dos condutores e passageiros, as ultrapassagens indevidas, ausência de uso de capacete e não possuir carteira nacional de habilitação (CNH).

G1

 

PB já registrou 1.229 acidentes com eletricidade em dias de chuva

A Paraíba já registrou 1.229 acidentes com eletricidade em dias de chuva entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pela Energisa. Em 2019, foram 9.320 ocorrências. A concessionária explica a água é um condutor natural de energia elétrica e, em contato com a eletricidade, pode causar choques e outros acidentes. Além disso, as chuvas muitas vezes vêm acompanhadas de ventos fortes e raios, que podem inclusive danificar a rede de energia.

Para evitar acidentes com eletricidade em dias chuvosos, é possível se proteger com hábitos simples. Ter mais atenção garante segurança. Confira dicas da Energisa para períodos de chuva:

Precauções em áreas externas

Quando estiver na rua, fique atento para não pisar em fios caídos. Evite encostar em grades, principalmente durante eventos abertos, como shows. Ficar em lugares descampados ou embaixo de árvores na chuva também é perigoso por conta do risco de descargas elétricas naturais, como raios. Se observar algum galho ou árvore arremessada na rede elétrica, não chegue perto e ligue para Energisa imediatamente.

Verifique as instalações elétricas

É importante verificar as instalações elétricas internas com regularidade. Qualquer desgaste nos fios e tomadas pode desencadear acidentes. O ideal é contratar um profissional para checar se há fios expostos, desencapados, danificados ou com emendas. As caixas, quadros, antenas e interruptores também precisam ser verificados para evitar mau contato e choques.

Para quem tem crianças em casa, a atenção tem que ser redobrada, pois elas não têm a maturidade para manusear corretamente, com os devidos cuidados. O ideal é instalar protetores nas tomadas e não as deixar ligar ou desligar aparelhos.

Cuidado com aparelhos

Evite manusear aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou pés descalços, prevenindo o risco de choque. Ao retirar eletrônicos da tomada, não toque em partes metálicas. Essas dicas são válidas para qualquer período do ano, mas, quando está chovendo, os cuidados devem ser redobrados.

Além disso, aparelhos eletrônicos sensíveis estão mais propensos a serem danificados em períodos chuvosos, por conta de uma possível instabilidade na rede elétrica provocada por condições climáticas não esperadas. O ideal é desligar e retirar da tomada computadores, por exemplo, e demais eletrônicos.

Medidas de emergência

Se estiver chovendo muito e a casa estiver alagando, desligue imediatamente o disjuntor.  Em caso de curto-circuito, contate um eletricista. E, se houver princípio de incêndio, não tente apagar com água, já que o líquido é um condutor elétrico. Por isso, o recomendado é desligar a energia e ligar para o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

A Energisa está sempre à disposição para orientar e tirar suas dúvidas, de modo a evitar acidentes e perdas materiais. Se houver algum problema na rede elétrica, ligue gratuitamente para 0800 083 0196. A população também pode entrar em contato pelo aplicativo Energisa On, disponível para smartphone, ou acessar o site da concessionária de energia elétrica.

 

portalcorreio

 

 

Vítimas de acidentes com moto lideram entradas no Trauma-CG no Carnaval

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, na cidade de Campina Grande, atendeu 887 pessoas durante o período carnavalesco. Nesses dias, foram realizadas 68 cirurgias. O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora do sábado (22) até as primeiras horas desta quarta-feira (26).

Os casos envolvendo acidentes de moto lideraram as entradas nos plantões durante o período. No total, 118 pacientes foram atendidos devido aos acidentes com motocicleta, cinco vítimas de projéteis de arma de fogo, três de arma branca, 12 vítimas de acidente de carro, cinco vitimas de acidente de bicicleta, três vitimas de atropelamento e 24 por agressão física. Os demais atendimentos foram na clínica médica e na pediatria.
Em 2019, o Trauma-CG atendeu no período do carnaval 867 pessoas entre urgências e emergências.

A unidade de saúde disponibiliza 298 leitos, 301 médicos, sendo 64 em regime de plantão presencial 24 horas. O hospital dispõe de seis salas no bloco cirúrgico e é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

PB  Agora

 

 

Pediatra alerta: ‘desafio da rasteira’ ou ‘quebra-crânio’ pode causar acidentes irreversíveis

Dra. Loretta Campos comenta sobre perigos em brincadeira que está sendo feita por crianças e adolescentes

Está ocorrendo entre crianças e adolescentes um desafio que viralizou na internet, é o tipo de brincadeira que pode trazer consequências graves, ocasionando em mortes como já foi registrado na última semana. O ‘desafio da rasteira’ ou ‘desafio quebra-crânio’ consiste em duas pessoas derrubando uma terceira, enquanto uma pula os outros dois tentam o derrubar, que por sua vez, cai no chão batendo a cabeça.

Na última quarta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) publicou alerta para pais e educadores em redes sociais contra a prática “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”.

A pediatra Dra. Loretta Campos, alerta aos pais e jovens sobre os perigos e consequências que o desafio pode causar: “Traumatismo cranioencefálico com hemorragia cerebral e morte. Além disso, existe risco de fratura de vértebras que podem levar a paralisia dos membros e fratura de vértebra cervical com comprometimento da medula espinhal cervical levando a óbito imediato e tetraplegia.”

Mas o que há por trás desses desafios? A pediatra explica: “A adolescência é uma fase de autoconhecimento e de busca constante por autonomia. Eles são inconsequentes por natureza e se não for maduro isso se torna ainda pior. Existe também o comportamento de grupo e que os levam a atitudes perigosas sem pensar nas consequências. Às vezes como forma de autoafirmação perante os colegas e de romper limites.”

É importante ter uma relação de confiança com o adolescente para que esse jovem se sinta conectado à sua família e a escute. A escola tem o papel de orientar e monitorar brincadeiras arriscadas, a comunicação com a família é de extrema importância para o controle do processo.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Redes Sociais:

Instagram: @dralorettacampos

https://www.instagram.com/dralorettapediatra/

Facebook: @dralorettaoediatra

https://www.facebook.com/dralorettapediatra/

 

Cerca de 80% dos acidentes de CG envolveram motos em 2019

Quase 80% dos acidentes de trânsito registrados em Campina Grande no ano de 2019 envolveram motos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP).

Os números apontam que o ano fechou com 2.573 acidentes ocorridos em 2019, sendo 2.047 com o envolvimento de motocicletas, o que corresponde a 79,5%. Desse número, em 1.631 casos eram homens quem pilotavam os veículos, um total de 79,7% das ocorrências.

Dentre os homens, aqueles com idades entre 21 e 29 anos somam 40% dos casos, que são mais comuns nas sextas-feiras entre 18h e 21h. Os cinco corredores da cidade com maior incidência de acidentes com motos são Alça Sudoeste, avenidas Floriano Peixoto, Almirante Barroso, Assis Chateubriand e Almeida Barreto.

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, prestou no mês de janeiro 8.240 atendimentos no setor de emergência e realizou 769 cirurgias.

Desse total de janeiro, foram registrados 692 atendimentos a vítimas em acidentes de motos, o que corresponde a 8,4%. Em 2019, no mesmo período foram realizadas 744 cirurgias e atendidas 8.294 pessoas sendo registrados 757 atendimentos a vítimas em acidentes de motos.

Alerta

O superintendente da STTP, Félix Neto, orienta que os condutores de moto devem utilizar os equipamentos de segurança, respeitar limites de velocidade, fazer cursos para pilotar os veículos e manter a consciência sobre as leis de trânsito para evitar imprudência.

Casos com motos em outras cidades

Em João Pessoa, acidentes com motos são a segunda maior causa de atendimentos no Hospital de Trauma da Capital, perdendo apenas para quedas. Em janeiro deste ano, 96 dos 581 atendimentos foram provenientes de acidentes com motos, um total de 16,5%.

Em Patos, no Sertão do estado, dos 305 casos registrados em janeiro deste ano no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, 268 envolveram acidentes com motos, o que corresponde a 87,86%.

Brasil

O percentual de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito no Brasil subiu de 8,3% em 2000 para 24,8% em 2008, ano da implantação da Lei Seca, e continuou subindo, mais lentamente, até 33,4% em 2017, segundo o Boletim Proadess (Projeto de Avaliação de Desempenho do Sistema de Saúde), elaborado pelo Laboratório de Informação em Saúde (ICICT) da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados são os mais recentes sobre essas informações, divulgados em outubro de 2019.

Segundo o levantamento, as regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores taxas de mortes em acidentes em 2017, 44,5% e 43,4%, respectivamente.  Em 2000, esses índices alcançavam 13,6% e 12,1% em cada região.

O médico Josué Laguardia, pesquisador do ICICT e responsável pelo estudo, disse na época em que a pesquisa foi divulgada que vários fatores influenciam em um maior risco de morte em acidentes com motocicletas. São veículos que apresentam menor proteção para o motorista e o passageiro, do que um veículo automotor, como carro, caminhão ou ônibus, “que oferecem mais proteção do que uma moto, na qual o motorista tem maior exposição”. Segundo Laguardia, isso piora se ele não está usando capacete, luvas, botas, jaqueta adequada. “Tudo isso pode agravar o risco de um acidente ser fatal”, disse.

Laguardia acrescentou que uma via em que falta sinalização coloca em risco tanto motoristas como pedestres. A questão da velocidade e da qualidade da infraestrutura também influenciam em termos de maior risco de acidente e de lesão grave ou óbito. “É um conjunto de fatores que, inter-relacionados, pode aumentar o risco de acidente. E, no caso do motociclista, esse acidente pode ser mais grave por ele estar menos protegido. Assim como ocorre com o pedestre também”.

Gastos do SUS

A elevação da taxa de mortes em acidentes com motociclistas repercute também em termos de aumento de gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Josué Laguardia disse que além de ter profissionais para assistência no local do acidente e para fazer o atendimento adequado às vítimas no estabelecimento hospitalar, bem como no período de internação, os acidentados exigem muitas vezes uma equipe de profissionais para fazer sua reabilitação.

“A maior gravidade das lesões vai demandar tempo de internação, cirurgias ortopédicas com colocação de órteses ou próteses, a questão da reabilitação. Tudo isso vai demandar recursos muitas vezes públicos para esses acidentados”.

O Boletim Proadess revela que dos R$ 260 milhões gastos pelo SUS em 2017 com internações por acidentes de trânsito, em torno de 63% foram destinados a motociclistas. O percentual mais elevado está no Nordeste (75,8%) e o menor na Região Sul (50,4%). Os motociclistas representavam 40% das pessoas internadas por acidentes em 2008 e passaram a representar mais de 50% em 2017. Laguardia disse que esses gastos excluem atendimento pré internação e pós-internação.

 

 Agência Brasil

 

Acidentes com motos lideram atendimentos no Trauma de Campina Grande

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, atendeu 436 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o fim de semana. O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora do sábado (1) até as primeiras horas desta segunda-feira (3). Os casos envolvendo acidentes com motos lideraram as entradas nos plantões, durante o período.

De acordo com os dados do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, dos 436 atendimentos, 61 foram vítimas de acidentes de moto, e os outros foram vítimas de acidente de automóvel (08), agressão física (13), vítimas de projéteis de arma de fogo (00) e arma branca (03),atropelamentos (03) e acidentes com bicicleta (04). Os demais atendimentos médicos foram na clínica médica e na pediatria.

Conforme o relatório, o município de Campina Grande registrou 26 acidentes de motos nesse fim de semana, seguido por Boqueirão (três), Alagoa Nova (dois), Serra Branca (dois) e Taquaritinga do Norte-PE (dois).

A unidade de saúde disponibiliza 298 leitos, 301 médicos, sendo 64 em regime de plantão presencial 24 horas. O hospital dispõe de seis salas no bloco cirúrgico.

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes de Campina Grande é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns municípios do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

MaisPB

 

 

Motos na PB são 45% da frota de veículos e estão envolvidas em 75% dos acidentes de trânsito

A frota de veículos na Paraíba saltou de 257.279 veículos para 1.362.383, entre 2000 e 2019, segundo dados do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB). Um número cinco vezes maior, que preocupa cada vez mais as autoridades de trânsito e que começa a ser tratado como uma questão de saúde pública, principalmente por causa do aumento alarmante no número de motos que circulam no estado. Na maioria dos municípios com menos de sete mil habitantes, por sinal, a quantidade de motos já supera a soma dos demais veículos.

As motos respondiam por apenas 20,1% da frota em 2000, já que naquele ano só existiam 51.862 delas circulando na Paraíba. Em 2019, contudo, as motos já eram 45,19% da frota, visto que passaram a ser 615.696 delas. Uma realidade que resulta em acidentes, mortes, hospitais superlotados, milhões e milhões de reais investidos em saúde pública.

Segundo dados apresentados pelo superintendente do Detran-PB, Agamenon Viera, os acidentes de motos respondem atualmente a 75% dos acidentes de trânsito e a grande maioria dos leitos ocupados em hospitais de emergência e trauma do estado. “Cerca de 70% das ocupações nos hospitais são de pessoas acidentadas. E, desses, a grande maioria é de acidentes de motos”, pontuou.

Agamenon Vieira, superintendente do Detran-PB — Foto: Divulgação / Secom-PB

Agamenon Vieira, superintendente do Detran-PB — Foto: Divulgação / Secom-PB

Ele sugeriu se visitar os hospitais de traumas de João Pessoa e de Campina Grande num fim de semana para se certificar do número de vítimas de acidentes de moto que dão entrada nas duas unidades hospitalares a cada dia.

“O cenário é de praça de guerra. Morre uma pessoa. Não tem leito para todo mundo. O médico corre para ver quem está mais grave, quem dá para salvar. É assim a noite inteira”, descreveu Agamenon Vieira.

O superintendente do Detran-PB apresenta um outro dado preocupante. Segundo ele, 94% de todos os acidentes de moto são decorrentes de falhas humanas, enquanto que apenas 6% são de falhas mecânicas. “A absoluta maioria dos acidentes poderiam ser evitada, mas é provocada por excesso de velocidade, pilotagem sob efeito de álcool e desrespeito à legislação de trânsito”.

Acidentados de trânsito superlotam hospitais e sobrecarregam o Samu — Foto: Walter Paparazzo/G1

Acidentados de trânsito superlotam hospitais e sobrecarregam o Samu — Foto: Walter Paparazzo/G1

Problema nas pequenas e nas grandes cidades

O superintendente do Detran-PB, Agamenon Vieira, explica também que o aumento exagerado no número de motos na frota paraibana é um fenômeno tanto das pequenas cidades, como das grandes cidades. Nas pequenas, o veículo de duas rodas substituiu a força animal no trabalho do campo.

“Na maioria das pequenas cidades paraibanas com menos de sete mil habitantes, o número de motos já supera a soma dos outros veículos”, explica. “Mulas, jegues, cavalos, vacas foram sendo substituídos pela moto em cidades que, muitas vezes, o próprio prefeito defende uma fiscalização menos rígida”, completou.

Acidente de moto na área rural de Conceição: nas pequenas cidades, as motos estão substituindo os animais e ajudando a aumentar as estatísticas — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Acidente de moto na área rural de Conceição: nas pequenas cidades, as motos estão substituindo os animais e ajudando a aumentar as estatísticas — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Já com relação às cidades maiores, são os serviços de entrega à domicílio que provocaram o aumento das motos. “Hoje em dia se entrega em casa de tudo. Do remédio à autopeça, passando por pedidos em restaurantes. É uma disputa para chegar primeiro, para entregar mais rápido. E as pessoas acabam morrendo”, lamentou.

Agamenon explica ainda que essa realidade não é restrita à Paraíba, ainda que o estado também sofra demasiadamente com a questão. “Em todo o Brasil, são bilhões e bilhões de reais gastos todos os meses para tratar esses acidentados. Um dinheiro que poderia ser investido em outras áreas, como a educação, e que acaba sendo destinado a cuidar de um número cada vez maior de pessoas feridas”, destacou.

O problema das motos na Paraíba

A Paraíba tem hoje: 615.696 motos
Isso representa: 45,19% de toda a frota
Os acidentes de trânsito: 75% deles envolvem motos
A origem dos acidentes: 94% deles são provocados por falha humana
Os hospitais de trauma: 70% dos leitos são ocupados por acidentados

Em busca de uma solução

Em novembro de 2019, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou uma lei que obriga os hospitais da Paraíba a notificar ao Detran da Paraíba os acidentados de trânsito que apresentem sinas de embriaguez ou de uso de drogas. A ideia é fazer um novo mapeamento sobre o problema e definir novas estratégias para combater a alta incidência de acidentes.

Agamenon Vieira explica que esses dados vão ser processados pelo Departamento de Estatísticas do órgão. Identificando onde o problema é maior, as campanhas de fiscalização e de conscientização poderão se concentrar onde realmente elas serão mais efetivas.

Hospitais como o de Trauma de João Pessoa precisam notificar o Estado sobre acidentados que deem entrada com sinais de embriaguez ou uso de drogas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Hospitais como o de Trauma de João Pessoa precisam notificar o Estado sobre acidentados que deem entrada com sinais de embriaguez ou uso de drogas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Ainda assim, o superintendente do Detran-PB é sincero ao dizer que não acredita em nenhuma melhora efetiva se não houver uma mobilização de toda a sociedade.

“Ou nós partimos para uma campanha envolvendo toda a sociedade civil, ou seguiremos vivendo nesta guerra, nesta epidemia. São 55 mil acidentados de trânsito no Brasil todos os anos. Quantos não morrem? Quantos não ficam em cadeiras de rodas, encostados pelo INSS? Quantos bilhões não estão sendo gastos em tudo isso?”, questiona.

Ele defende, como verdadeira solução, que a educação no trânsito vire disciplina escolar. Que seja tratado de forma séria desde a infância. “Precisamos colocar no imaginário da população, desde criança, um cuidado maior no trânsito para que as pessoas parem de morrer”.

G1

 

Acidentes de moto e quedas lideram motivos de atendimento no Trauma de JP

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, realizou durante o final de semana 463 atendimentos, dos quais 139 foram considerados casos graves ou gravíssimos. Foram realizadas 26 cirurgias, sendo 15 emergenciais e 11 eletivas. O balanço tem como base as entradas realizadas a partir da zero hora da sexta-feira (03) até as primeiras horas desta segunda- feira (06).

Durante o final de semana, as ocorrências envolvendo quedas lideraram as entradas da emergência, com 100 casos, superando motocicletas (62). Outros casos de emergência registrados na unidade de saúde foram de corpo estranho (57), trauma (21), atropelamento (07), queimadura (09), agressão física (08), arma branca (03), acidente de bicicleta (07), corte (07), arma de fogo (02), pancada (12) e acidente de automóvel (11). As demais ocorrências foram clínicas com destaques para Acidente Vascular Cerebral (07) e Acidente Vascular (03).

Perfil – O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena atende casos de urgência e emergência, contudo, muitos procuram a instituição para atendimentos clínicos, não levando em consideração o tipo de assistência prestada pela unidade de saúde, voltado para situações de média e alta complexidade, a exemplo de vítimas de trauma (acidentes e desastres), violência, queimadura, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e hemorragias digestivas.

MOTIVO NÚMEROS03/01 à 06/01
QUEDA 100
ACIDENTE DE MOTO 62
CORPO ESTRANHO 57
TRAUMA 21
PANCADA 12
ACIDENTE DE AUTOMOVEL 11
QUEIMADURA 09
AGRESSÃO FÍSICA 08
AVC 07
ATROPELAMENTO 07
ACIDENTE DE BICICLETA 07
ACIDENTE VASCULAR 03
ARMA BRANCA 03
PEDRADA 03
ARMA DE FOGO 02
CHOQUE 01
OUTROS CASOS 143
TOTAL 463

Secom-PB