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Temer deve acabar com abono salarial para compensar recuos na reforma da Previdência

temerO presidente Michel Temer (PMDB) deve compensar os recuos na reforma da Previdência com a extinção do abono salarial. A informação é do jornal O Globo.

Temer cedeu às pressões da sua base no Congresso e autorizou, ontem, a mudança em cinco pontos da proposta de reforma, o que vai reduzir em pelo menos 17% a economia que o governo pretendia nos gastos com o INSS nos próximos dez anos. Isso corresponderia a cerda de R$ 115 bilhões, conforme estima a Casa Civil.

A economia com a proposta original era de aproximadamente R$ 678 bilhões em uma década.

Segundo O Globo, uma fonte da área econômica afirmou que esses pontos retirados da proposta original terão que ser compensados, e uma das medidas seria o fim do abono salarial, que equivale a um salário mínimo por ano a quem ganha até dois salários mínimos. Esse benefício consome em torno de R$ 18 bilhões por ano e contempla 22 milhões de trabalhadores.

A vice-presidente do PT na Paraíba, Giucélia Figueiredo, disse nesta sexta-feira (07) que os movimentos sociais, sindicais e os partidos de esquerda como PT, PCdoB, Psol continuam se mobilizando contra a retirada de direitos da classe trabalhadora. “Desse governo ilegítimo de Micel Temer pode se esperdar tudo em relação à retirada de direitos dos trabalhadores. Por isso que estamos mobilizados nas ruas, para reagir à altura com as pressões necessárias para que esse ataque não venha a se concretizar”, disse.

“Nós vamos reagir à altura conjuntamente com os partidos de esquerda, até mesmo partidos da base aliada do ilegítimo Michel Temer que estão se rebelando contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora”, disse Giucélia, destacando o compromisso com o Brasil desses partidos, das organizações sociais,do movimento sindical, da Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, denunciando e reagindo porque “entendem que essa luta é em defesa de direitos trabalhistas duramente conquistados pela classe trabalhadora”.

O Globo

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Saiba como acabar com a herpes labial em até um dia

bocaA herpes labial é um problema que afeta muitas pessoas. As feridas na boca incomodam e até inflama, causando um mal-estar. Mas você sabia que é possível acabar com esse problema em um dia? Confira as nossas dicas para entender melhor:

1. Óleo de menta

O óleo de menta é conhecido há muito tempo por ter propriedades antivirais que vão além de desobstruir suas vias aéreas. Aplique uma pequena quantidade desse óleo diretamente na ferida três vezes ao dia. Um efeito agradável: você vai ficar sentindo cheiro de menta o dia inteiro.

2. Leite

Muitas pessoas não acreditam nesta dica, mas faça essa tentativa. Deixe um copo de leite na geladeira durante a noite. Quando acordar, deixe um algodão mergulhado no leite por vários minutos e aplique um pouco diretamente na ferida durante todo o dia. Como você não deve lavar o leite, é melhor fazer isso em um dia em que você não precise deixar o conforto do seu lar.

3. Alho

Você já deve ter ouvido isso antes: alho é bom para a saúde. Mesmo que às vezes o fedor seja considerável, poucos discutem os seus benefícios. O alho tem incríveis propriedades antibacterianas que também podem ter efeito positivo no herpes. Moa um pouco de alho e aplique diretamente na ferida, mesmo que você precise de um tempo para se acostumar com o cheiro.

4. Extrato de baunilha

Outra substância boa para combater o herpes pode ser encontrada na prateleira da cozinha: extrato de baunilha. Como o líquido contém álcool, ele cria um ambiente inabitável para a sobrevivência de vírus e bactérias. Qualquer início de ferida deve ser logo reduzido depois da aplicação. Coloque uma pequena quantidade do extrato na ferida e repita 4-5 vezes ao dia até que ela suma.

5. Gelo

Gelo? Parece simples demais, mas realmente funciona. Mesmo que a água congelada não tenha propriedades antibacterianas tão boas quanto as outras dicas do post, um cubo de gelo saído diretamente do congelador pode evitar que o herpes se espalhe ou piore. Quando você notar os primeiros sinais dela, você deve colocar gelo no local imediatamente para evitar o inchaço, a dor, e evitar que você cutuque a ferida o dia inteiro.

6. Óleo de árvore do chá

O óleo de árvore do chá tem inúmeras utilidades benéficas. Ele é também uma ótima maneira de secar feridas de herpes e fazê-las desaparecerem em um dia. Aplique um pouquinho do óleo nas feridas durante todo o dia. A aplicação constante é o que dá mais resultado. Você pode comprar o óleo de árvore do chá aqui.

7. Alcaçuz

Não é para todo mundo: alguns juram por tudo que há de mais sagrado, outros correm com nojo do gosto, mas poucos se dão conta de que o alcaçuz é um ótimo jeito de tratar a herpes. A raiz do alcaçuz é rica em glicirrizina. Este ácido evita que o vírus causador do herpes se espalhe. Qual é a forma mais eficiente desta substância? Misture pó de alcaçuz com água e aplique diretamente na ferida.

Fonte: Não Acredito

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7 sinais que mostram que seu relacionamento vai acabar

casalO relacionamento é algo muito importante na vida de um casal. Mas você sabe quando ele está prestes a acabar? Listamos alguns sinais que você precisa conferir.

1. Quando vocês ficam incomodados se não há nada para fazer

É mais do que natural que, de vez em quando, o casal não tenha assunto ou que um dos dois esteja a fim de ficar em silêncio, assistir ao jornal ou ler um livro. Se o outro se sente incomodado com isso, eis um mau sinal, afinal relacionamentos são também feitos de momentos de silêncio, e, quando há intimidade de verdade, não tem por que transformar isso em um momento constrangedor.

2. Conversas chatas

Quando as conversas não têm muita empolgação ou conteúdo, é um sinal grande de alerta. Ainda que programas como ir ao cinema ou passear no parque sejam divertidos, é importante que o casal consiga conversar de uma forma profunda, divertida, íntima e agradável.

3. Joguinhos de culpa

Todo casal discute e isso deveria ser uma coisa saudável. Por que não é? Porque as pessoas discutem da forma errada e, em vez de assumir suas falhas e se propor a melhorar alguns aspectos, acabam colocando a culpa sempre no parceiro ou em algum fator externo.

4. Muitas observações negativas

É óbvio que nem tudo o que você faz vai agradar à outra pessoa e vice-versa. É natural, inclusive, que a outra pessoa diga isso de vez em quando, mas se tudo o que ela faz é criticar as suas atitudes, aí a coisa complica mesmo. Em termos estatísticos, ainda que seja difícil calcular, o legal é que, para cada coisa negativa que seu parceiro diga a seu respeito, ele diga cinco coisas positivas. Aí tudo se equilibra.

5. Insegurança

Se você vive se perguntando se deveria mesmo se casar ou entrar de cabeça no relacionamento é porque não se sente totalmente à vontade e confiante. Nesse caso, se você ainda não tem certeza se deve ou não casar, é sinal de que algo não está certo.

6. Incompatibilidade com familiares e amigos

Contra estatísticas, não há argumentos: 18,9% dos relacionamentos terminam porque um dos parceiros não consegue se relacionar com os amigos ou familiares do outro. A dica aqui não é forçar ninguém a conviver com quem não gosta, mas manter certa independência: se o parceiro não suporta seus amigos, tudo bem, contanto que, de vez em quando, você vá, ainda que sem a companhia dele, encontrar a galera.

7. Se o namoro/casamento é mais feliz nas redes sociais do que na vida real

A quantidade de publicações sobre o relacionamento é um forte indicativo de como vai a vida amorosa do casal. Quanto mais forte for a sua relação, menos você precisa divulgá-la, até mesmo porque quem precisa aproveitar a dor e a delícia do relacionamento é o casal e não um monte de gente aleatória. Lógico que é possível postar fotos e fazer declarações de amor de vez em quando – o problema é sempre o excesso.

Fonte: Mega Curioso

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11 formas de acabar com a dor de cabeça sem remédios

dor de cabeçaA dor de cabeça é um problema que afeta várias pessoas no mundo inteiro. Mas você sabia que existem forma de acabar com esse problema sem usar remédios? Listamos alguns desses truques para você. Porém, se a dor persistir, o ideal é buscar ajuda especializada. Confira:

1. Salmão

Um bom pedaço de salmão também pode ser bastante eficaz na hora de acabar com a dor de cabeça sem remédios. Esse alimento é rico em niacina, ou vitamina B3, que ajuda no tratamento de dores de cabeça e enxaquecas.

2. Água

Muitas vezes dores de cabeça são causadas por desidratação. Nesse caso, é possível acabar com a dor de cabeça sem remédios, apenas bebendo água. Para conseguir um bom resultado, você só precisa tomar um bom copo de água quando a dor aparecer e ir tomando outros goles de tempos em tempos.

3. Gengibre

Alguns medicamentos como a aspirina inibe a síntese das prostaglandinas, assim como as substâncias naturais encontradas no gengibre. Essa raiz é capaz de fazer nosso corpo interromper o reconhecimento da dor e, assim, interrompê-la. Você só tem que mastigar um pedacinho do gengibre ou beber um pouco de chá da raiz para se sentir melhor.

4. Pressão com as mãos

Quando você começar a sentir dor de cabeça, faça um pouco de pressão com as mãos no sistema craniossacral. Para isso, você precisa pressionar os dedos em pontos específicos da enxaqueca, como na testa e logo atrás do pescoço. Isso ajuda a relaxar e a aliviar a pressão causada pela dor de cabeça.

5. Acupuntura

Parece doloroso, mas ter agulhas fininhas enfiadas na pele pode ajudar bastante a reduzir a tensão e a acabar com a dor de cabeça sem remédios. Isso porque a acupuntura, um método tradicional da medicina chinesa, tem o poder de realinhar o fluxo de energia no corpo.

6. Massagem

Outra forma de tratar as dores de cabeça sem remédio é por meio de passagens na cabeça. Um estudo apontou que pessoas que sofriam com enxaqueca e receberam 6 sessões de massagens semanais, durante três meses, passaram a dormir melhor e a sentir menos dores. O ideal é que as massagens sejam focadas nas têmporas, no pescoço, nas costas, no topo da cabeça e nos ombros.

7. Alongamentos

Alongar áreas específicas do corpo também podem ajudar a acabar com a dor de cabeça sem remédios, já que ajudam a relaxar. Comece alongando a cervical, o pescoço e movendo os ombros lentamente. Melhores resultados podem ser alcançados se você se alongar duas vezes por dia, durante 20 minutos por vez.

8. Meditação

Claro que ela não vai funcionar instantaneamente, é preciso criar o hábito de meditar para ver os benefícios dessa prática aparecer em seu dia-a-dia.

9. Escuridão

Ficar no escuro por algum tempo pode ajudar a acabar com a dor de cabeça sem remédios ou, pelo menos, reduzir a intensidade do incômodo. Óculos escuros também podem ajudar.

10. Hortelã

As propriedades calmantes da hortelã podem ajudar a acabar com a dor de cabeça sem remédios. É por isso que sua avó está certa quando manda você tomar um chazinho de hortelã todas as vezes que você está nervoso ou sofrendo dores.

11. Compressas frias ou quentes

Outra forma de acabar com a dor de cabeça sem remédios e usando uma compressa fria. Isso é bastante eficiente no caso de dores causadas por sinusite. Se você não tiver uma bolsa térmica, envolva alguns cubos de gelo em uma toalha fina e coloque essa compressa improvisada sobre a área dolorida.

Fonte: Segredos do Mundo

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TJPB oferece reajuste de 10% e greve dos servidores pode acabar nesta quarta

Reprodução/ TJPB
Reprodução/ TJPB

A greve dos servidores dos servidores do Judiciário paraibano, que começou na terça-feira (10), pode acabar nesta quarta-feira (11), após uma nova assembleia geral da categoria que vai analisar a proposta de reajuste salarial de 10% feito pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

A proposta de reajuste foi apresentada na tarde da segunda-feira (9), durante uma reunião da categoria grevista com o presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti.

Segundo a proposta, os servidores teriam um aumento de 8,5% em janeiro de 2016 e de 1,5% em novembro de 2016; os servidores teriam um aumento de 11,1% no auxílio alimentação, com efeito retroativo a fevereiro deste ano; e os oficiais de Justiça teriam um incremento de 20% sobre o valor de gratificação de indenização de transporte, a partir de maio de 2016.

Segundo o presidente da Associação dos Técnicos e Analistas Judiciários da Paraíba (Astaj), Camilo de Sousa Amaral, a principal pauta de reivindicação da categoria é que as perdas da inflação em 2015 sejam repostas no aumento.

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“Temos como principal reivindicação a reposição da inflação deste ano, que deve ficar em torno de 9,5%. Pedimos também o pagamento de 2,5% de reajuste deste ano que o Tribunal não pagou, já que o acertado foi de 8,5%, mas só foi dado 6%. Vamos fazer uma nova assembleia e discutir junto a categoria essa proposta dada pelo TJ e decidir se aceitamos e paramos a greve, ou se continuamos com ela”, disse Camilo Amaral.

A assembleia foi marcada para às 14h30 e vai ser realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB).

 

 

portalcorreio

O grande salto tecnológico que pode acabar com a sede no mundo

Foto:Getty Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU
Foto:Getty
Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU

Em tempos de escassez de água em diversos Estados do Brasil, a solução para o problema poderia ser óbvia: aproveitar a abundância da água do mar para o uso comum por meio da dessalinização.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água do planeta.

Mas a energia necessária para esse processo era muito custosa e, com isso, inviabilizava o uso da água do mar para esses fins.

Recentemente, porém, graças às novas tecnologias, os custos foram reduzidos à metade e enormes usinas de dessalinização estão sendo abertas ao redor do mundo.

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Usinas

A maior usina dessalinizadora do planeta está em Tel Aviv (Israel) e já está sendo ampliada para alcançar seus limites máximos de produção.

Isso significa 624 milhões de litros diários de água potável. E ela pode vender mil litros (que é o consumo semanal médio de uma pessoa) por US$ 0,70 (cerca de R$ 2,71).

Outra usina de dessalinização, que fica em Ras al-Khair, na Arábia Saudita, alcançará sua produção plena em dezembro.

Image copyrightPOYVRY
Image captionA usina que será a maior do mundo, na Arábia Saudita, poderia produzir 1 bilhão de litros por dia

Instalada no leste da Península Arábica, ela será maior do que a de Israel e abastecerá Riad – cuja população está crescendo rapidamente – com 1 bilhão de litros por dia.

Uma usina de energia elétrica vinculada a ela pode produzir até 2,4 milhões de watts de eletricidade.

Da mesma forma, será instalada em San Diego a maior usina dessalinizadora dos Estados Unidos, que estará operando a partir de novembro.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão disse no início deste ano que está analisando a possibilidade de construir uma usina dessalinizadora para abastecer até 1 milhão de pessoas no Estado.

Em São Paulo, após o agravamento da crise hídrica recente, o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que houve um estudo sobre o uso da dessalinização como fonte alternativa de água potável, mas que o custo inviabilizaria o processo.

A técnica já é usada na região semiárida do Brasil e em outros 150 países.

Tecnologia

O método tradicional de transformar água do mar em água potável é aquecê-la e depois recolher a água evaporada como um destilado puro.

Isso demanda uma grande quantidade de energia, mas torna-se algo factível se combinado com usinas industriais que produzem calor em seu funcionamento normal.

As novas dessalinizadoras da Arábia Saudita estão sendo construídas juntamente com usinas de energia exatamente por esse motivo.

Essa osmose reversa utiliza menos energia e deu uma nova oportunidade a uma tecnologia que existe desde os anos 1960.

Basicamente, o sistema consiste em empurrar a água salgada através de uma membrana de polímero que contém furos minúsculos, do tamanho de um quinto de nanômetro.

Esses orifícios são suficientemente pequenos para bloquear as moléculas de sal e suficientemente grandes para permitir a passagem das moléculas de água.

“Esta membrana remove completamente os sais minerais da água”, explica o professor Nidal Hilal, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

Dessalinização

Mas essas membranas poderiam entupir facilmente, o que prejudicaria muito o desempenho do processo.

Agora, porém, existe uma tecnologia mais avançada de materiais e técnicas de tratamento prévio que fazem com que essas membranas funcionem com maior eficiência por mais tempo.

E em Israel, os designers de Sorek conseguiram poupar energia usando vasos de pressão com o dobro do tamanho.

Image copyrightGETTY
Image captionMais de dois quintos de 800 milhões de pessoas da África vivem em regiões de “estresse hídrico”

Tecnologia alternativa

A osmose direta é uma forma alternativa de eliminar sal da água do mar, segundo o professor Nick Hankins, engenheiro químico da Universidade de Oxford.

Em vez de empurrar a água através da membrana, uma solução concentrada é utilizada para extrair o sal.

Depois, essa solução é eliminada restando apenas a água pura. “É possível separar a água do sal usando bem pouca energia”, assegura o professor.

Outro método possível é a chamada dessalinização capacitiva que, basicamente, significaria ter um ímã para atrair o sal.

“Deveríamos ser capazes de dessalinizar a água usando algo entre a metade e a quinta parte da energia usada para a osmose reversa”, diz Michael Stadermann, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia.

Essa técnica ainda está em fase de testes.

E o sal que sobra?

Um problema gerado pela dessalinização da água do mar é justamente o que fazer com o sal que sobra.

A água no Golfo Pérsico historicamente tem 35 mil partículas de sal por milhão (ppm). Mas segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Água, algumas áreas próximas às usinas chegam a ter 50 mil ppm.

“É preciso garantir que a água muito salgada seja deslocada para um local suficientemente longe do mar para que não haja recirculação dessa água, porque, se isso acontecer, ela voltará ainda mais salgada”, disse Floris van Straaten, da empresa de engenharia suíça Pöyry, que supervisiona a construção do projeto Ras al-Khair.

Image copyrightThinkstock
Image captionOs oceanos ocupam 70% da Terra e contêm 97% da água do planeta

“Nossa usina está sendo instalada ao lado de uma usina de energia que usa a água do mar para refrigeração”, diz Jessica Jones, da Poseidon Water, empresa que está construindo a usina de Carlsbad na Califórnia.

“Nosso descarregamento é misturado, mas, no momento em que ele entra no oceano, o sal já está dispersado.”

Nos Estados Unidos, porém, grupos ecologistas têm lutado nos tribunais contra a construção de novas usinas de dessalinização, dizendo que as consequências da reintrodução da salmoura no mar ainda não foram estudadas o suficiente.

“E quando a água está sendo extraída do oceano, ela traz peixes e outros organismos. Isso tem um impacto ambiental e econômico”, explica Wenonah Hauter, diretor da Food And Water Watch em Washington.

Preço da água

A dessalinização pode se tornar cada vez mais barata, ainda que ela seja muito cara para os países pobres – dos quais muitos sofrem com escassez de água.

Mais de dois quintos da população de 800 milhões do continente africano vivem em regiões de “estresse hídrico”, o que significa viver com o fornecimento de menos de 1.700 metros cúbicos de água por pessoa.

A ONU prevê que, em 10 anos, quase 2 bilhões de pessoas viverão em regiões com escassez de água, vivendo com menos de mil metros cúbicos de água cada uma.

Tudo o que essas regiões mais precisam é de um dispositivo de dessalinização que possa abastecer cada 100 ou 200 pessoas.

A dessalinização capacitiva é uma solução em potencial, da mesma forma que a dessalinização com energia solar, cujos custos já reduziram o triplo em 15 anos.

Assim, enquanto a dessalinização já avançou enormemente nos países ricos, também é necessário que chegue às regiões pobres, que são as que mais sofrem com a falta de água.

BBC Brasil

INSS faz nova negociação com governo federal e pode acabar greve nesta segunda

inss-greveA greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode acabar nesta segunda-feira (14). Uma nova rodada de negociações ocorre com o governo federal para acabar a paralisação que prejudica mais de 7 mil pessoas só na Paraíba. No estado, 38 agências estão fechadas. A situação se agravou com a greve dos peritos.

Na reunião de terça-feira (8), o Ministério do Planejamento ofereceu um reajuste de 10,8% em dois anos, sendo 5,5% em 2016 e 5% em 2017. Os servidores pedem, inicialmente, 27,6% de aumento salarial, em parcela única.

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A Pasta manteve a oferta de reajuste dos benefícios conforme a inflação do período em que ficaram congelados.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) se reúne novamente com o governo federal para negociar nesta segunda.

Agência Brasil

Greve do INSS pode acabar nesta segunda-feira após nova negociação

Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil

Em greve há mais 60 dias, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e representantes do Ministério do Planejamento devem se reunir na próxima segunda-feira (14) para tentar pôr fim à paralisação. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e confirmada pelo governo federal.

Na reunião anterior, realizada na última terça-feira (8), as negociações não avançaram. A proposta mais recente do Ministério do Planejamento prevê um reajuste de 10,8% em dois anos, sendo 5,5% em 2016 e 5% em 2017. Os servidores pediam, inicialmente, 27,6% de aumento salarial, em parcela única. A pasta manteve a oferta de reajuste dos benefícios conforme a inflação do período em que ficaram congelados.

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Em entrevista coletiva, o representante da Fenasps, José Campos, disse que os servidores estão cumprindo todos os dispositivos legais previstos e que a greve é justa. Segundo Campos, o governo precisa realizar concursos públicos para repor o quadro de funcionários do INSS, além de melhorar as condições de trabalho da categoria.

“As condições não são adequadas para reconhecer os direitos da população brasileira. A demanda cresce, e os servidores caem, os sistemas não são adequados”, disse o representante dos servidores. “Nosso objetivo, com a greve, é melhorar o INSS e garantir o atendimento.”

Por Agência Brasil

Requião: ‘Projeto de Serra para pré-sal é perda total. Querem acabar com a Petrobras’

MOREIRA MORIZ/AGÊNCIA SENADO/FOTOS PÚBLICAS
MOREIRA MORIZ/AGÊNCIA SENADO/FOTOS PÚBLICAS

Crítico ácido do governo da presidenta Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, da oposição, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) tem se destacado como um dos parlamentares que mais tem contribuído para combater o Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, de José Serra (PSDB-SP). O tucano pretende mudar a Lei de Partilha do Pré-sal, aprovada em 2010, para acabar com o papel da Petrobras como operadora exclusiva do pré-sal, e sua participação mínima, de 30%, nos leilões de exploração de petróleo, o que em última instância tem sido percebido pelas centrais sindicais como um ataque destruidor à soberania do país.

“Estão fazendo com a Petrobras o que fizeram com a Sabesp em São Paulo e a Sanepar em Curitiba. Isso significa que estão diminuindo os investimentos em extração e em projetos de médio e longo prazos, mudando o cronograma de investimentos da empresa, e aumentando os preços para aumentar o lucro dos acionistas. A Petrobras está engasgada pelo tipo de administração que tem e pela orientação da Fazenda”, afirma Requião.

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Irônico em sua abordagem da realidade, o que reflete sua indignação com os ditames neoliberalistas na política e economia, o senador é do tipo de político que não tem papas na língua e gosta de uma polêmica. Nesta entrevista, ao comentar os episódios recentes da Operação Lava Jato, que investiga a tomada da Petrobras por meio de propinas a empresas prestadoras de serviço, ele ironiza as tarjas pretas que protegeram nomes da oposição nos vazamentos seletivos e a ilação que tenta associar a palavra ‘vaca’ a João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT preso pela operação. “Agora, se um daqueles nomes traduzidos por letra era uma vaca, seguramente o JS era o bezerro. Não é José Serra, é o filho da vaca”, afirma provocando risos.

Requião considera que reforma política que não elimina financiamento empresarial e coligações é “tapeação”, porque o dinheiro de empresas “manda no Congresso” transforma partidos em bancadas financiadas. Sobre o comportamento da imprensa, defende a legalização do direito de resposta. “Se o Jornal Nacional chamar o José das Couves de ladrão, estelionatário, desonesto, improbo e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, ele perde a credibilidade e importância. O direito ao contraditório é fundamental e ele não existe na mídia brasileira.”

Há um debate acalorado, polêmico, por conta do projeto de lei do Senador José Serra. O que é importante para a população entender sobre o projeto, para que se possa fazer a defesa da Petrobras?

O Wikileaks dizia que o Serra (senador José Serra) tinha um compromisso de acabar com o pré-sal e entregá-lo sob o regime de concessão a empresas estrangeiras, notadamente a Chevron. O Serra negou isso durante meu discurso no plenário, mas não é o que demonstra o projeto que ele fez. O projeto mantém a legislação de partilha, mas entrega o comando do processo todo, que é o controle dos custos, o fornecimento de máquinas e insumos fora do Brasil, o controle da vazão. Ou seja, eles tiram o que quiserem e quando quiserem, e vão tentar tirar a quantidade máxima de petróleo de custo baixo, e entregam isso às concessionárias com o pretexto que a Petrobras não tem condição de explorar o pré-sal.

Isso é uma falácia mas, na verdade, o Serra não deixa de ter razão, porque o ministro Joaquim Levy (da Fazenda) proibiu o BNDES de fazer empréstimo à Petrobras, e a presidenta Dilma nomeou uma diretoria de mercado no comando da empresa, um conselho de administração de mercado. Então, estão fazendo com a Petrobras o que fizeram com a Sabesp em São Paulo e a Sanepar em Curitiba. Isso significa que estão diminuindo os investimentos em extração e em projetos de médio e longo prazos, mudando o cronograma de investimentos da empresa, e aumentando os preços para aumentar o lucro dos acionistas. A Petrobras está engasgada pelo tipo de administração que tem e pela orientação da Fazenda.

“Você acha que o Serra facilitaria para o governo da Dilma, para que ela venda alguns poços de Libra e do pré-sal para fechar seu superávit primário? Isso é descartado por qualquer raciocínio inteligente”

O sr. considera isso um choque de neoliberalismo?

Não é só um choque. É o neoliberalismo funcionando sem limites na condução da economia brasileira, e de uma forma absolutamente errada. Não estou comparando o Brasil com a Grécia, os gregos produzem azeite e turismo, mas é o mesmo projeto que levou a Grécia à falência de hoje. Quando isso começou na Grécia, em 2010, a dívida era de 104% do PIB, e hoje, cinco anos depois, com desnacionalizações, arrocho salarial, diminuição de direitos trabalhistas e privatizações, o déficit da Grécia é de 180% do PIB. Ela está sendo submetida de uma forma vil aos interesses da banca do mercado que comanda a política europeia.

Por que acontece isso?

A Dilma cedeu à pressão do mercado, cedeu às exigências do capital. Colocou o Levy para fazer esse tipo de política que ela diz concordar, mas só uma ressalva, ela, ainda por não ser uma liberal puro sangue, está mantendo as politicas compensatórias, as bolsas (programas sociais, como o Bolsa Família).

Mas eu vejo que essa política fracassou de forma completa. O governo não reduziu o déficit, ele reconheceu que essa política de arrocho e recessão havia diminuído a receita fiscal e que era impossível cumprir a meta. Eles simplesmente disseram oficialmente que não vão cumprir a meta.

Ontem (28) tivemos em São Paulo e Brasília manifestações contra a reunião do Copom…

Tem um artigo do Serra na Folha que é um ‘encanto’. Ele considera o Copom uma reunião de vestares, que provavelmente estão em um templo de adoração à deusa Vesta, completamente isolados do mundo e agindo tecnicamente. Ele faz um protesto porque um membro do Copom adiantou à Folha a sua opinião, que deveria aumentar os juros, o que é uma estupidez. O Serra diz que não foi para isso que ele e o FHC criaram o Copom, porque o comitê não pode discutir nada por antecipação. O comitê se reúne diante das explicações colocadas pelo Banco Central, ele toma uma posição que é imediatamente anunciada pela Secom (Secretaria de Comunicação do governo), ou seja, ele estabelece o predomínio celestial dos técnicos em finanças sobre os interesses da democracia e da população. É a política que vige hoje no mundo hoje, de reação ao estado social, do trabalho e dos executivos e da prevalência da suposta capacidade técnica dos gestores do mercado. É a submissão do país aos interesses do capital financeiro.

Existe alguma projeção, algum numero que dá uma dimensão do prejuízo que viria com o projeto do Serra sobre o pré-sal?

Perda total. Perderíamos o controle do preço, o controle da vazão, que influencia no preço, e eles teriam o controle dos custos, comprando insumos fora do Brasil, faturando como quisessem, como faz toda multinacional.

O projeto educacional com verbas do pré-sal estaria acabado?

Dança! Porque aumentam os custos, eles vão aumentar o custo de produção, vai diminuir isso tudo, será reduzir a uma expressão muito simples, ditada pelo interesse do capital investidor.

Por que o governo Dilma, que é um governo popular, estaria cedendo à pressão?

Cedeu porque cedeu, cedeu à pressão do capital e dos bancos.

O resultado das eleições no ano passado, que mostrou o país divido, não contribui?

O que diferencia a política da Dilma da política do Aécio é que ela ainda mantém a política social.

Qual seria o caminho para recuperar a Petrobras?

O primeiro caminho é demitir essa direção e colocar uma direção que tenha uma visão nacional, e não uma visão imediatista do mercado financeiro, a mesma que quebrou os Estado Unidos em 2008. Essa visão é a que esquece o planejamento de médio e longo prazos, o investimento na inovação e tecnologia, e se dedica apenas a obter o lucro dos acionistas no momento.

Como se viabiliza a Petrobras hoje? A ideia que desenvolvemos no Senado, com alguns companheiros, é a emissão de letras do Tesouro, que seriam repassadas ao BNDES e a Petrobras tomaria esse volume de recursos através de debêntures, e imediatamente ela punha para funcionar o seu planejamento anterior, eliminando os ladrões, os desvios, o superfaturamento, com uma direção limpa e nacionalista.

Mas para isso a Petrobras precisa de uma capacidade de endividamento…

A Petrobras tem a maior capacidade de endividamento do planeta, ela não pode ser analisada pelo seu valor de mercado hoje, não tem nada a ver com seu valor patrimonial. O valor patrimonial da Petrobras é um valor estratégico para o Brasil, é o valor do nosso futuro e das nossas reservas de petróleo no território nacional. Não tem limite isso, não é quantificável. O endividamento da Petrobras hoje é muito menos devido ao roubo diante dos investimentos que foram feitos e do retorno desses investimentos.

O sr. acredita que há um ataque orquestrado à Petrobras?

Sim, por parte do Levy, por parte das medidas tomadas pelo nosso governo e por parte do Serra e de alguns parlamentares. É evidente que estão tentando acabar com a Petrobras, ou você acha que o Serra, de uma hora para outra, tentaria facilitar o governo da Dilma, viabilizando que ela venda alguns poços de Libra e do pré-sal para fechar seu superávit primário?! Isso é totalmente descartado por qualquer raciocínio moderadamente inteligente.

E como o sr. vê a atuação da Operação Lava Jato nesse contexto?

Eu vejo, do ponto de vista do garantismo jurídico do qual eu sou um adepto, grandes furos. Mas do ponto de vista nacional, muito bom. Estão expondo o que não seria exposto. É claro que existem verdadeiras esdruxularias, por exemplo, hoje descobri que o procurador da República Deltan Dallagnol vai a uma igreja e diz (não com todas as letras, mas se pode inferir) que a Lava Jato é a maior operação policial. É um culto, é uma obra de Deus. É uma estupidez isso. Ele é uma espécie de novo jihadista, um cruzadista, está sendo dirigido pelo Senhor. É uma bobagem monumental. Por outro lado, tem outras bobagens, você descobre que a vaca citada não é o Vaccari, é uma vaca (um animal) premiada. Mas uma vaca premiada adquirida por R$ 2,2 milhões seguramente é uma lavagem de dinheiro, muito comum nos leilões de gado, onde as empresas e os bancos compram por preços altíssimos, pagam com o dinheiro comunitário, o dinheiro empresarial, e recebem de volta na pessoa física, como caixa dois. É evidente isso e conhecido no Brasil inteiro.

“A legalização do direito de resposta é mais importante que qualquer controle da mídia. Se oJornal Nacional chamar o Zé das Couves de ladrão, e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, perde credibilidade. O direito ao contraditório é fundamental e não existe na mídia brasileira”

A lavagem de dinheiro em países em desenvolvimento como o Brasil não está minando a democracia?

Veja os leilões de obras de arte. De repente, o banco compra um quadro por R$ 15 milhões. Na verdade, ele paga R$ 500 mil para o dono e fica com R$ 14,5 milhões. Mas o banco saiu, os acionistas perderam e alguém da direção que decidiu a compra ficou no caixa dois. Agora, se um daqueles nomes traduzidos por letra era uma vaca, seguramente o JS era o bezerro. Não é José Serra, é o filho da vaca (risos).

Por conta desse contexto da Operação Lava Jato, e dos incansáveis vazamentos seletivos, o sr. acredita que é preciso discutir a regulação da mídia?

A minha proposta é a legalização do direito de resposta. Isso é muito mais importante do que qualquer espécie de suposto controle da mídia. Se o Jornal Nacional chamar o José das Couves de ladrão, estelionatário, desonesto, improbo e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, ele perde a credibilidade e importância. O direito ao contraditório é fundamental e ele não existe na mídia brasileira.

Mas com essa finalidade teve um projeto que o sr. aprovou recentemente?

Aprovei por unanimidade no Senado e está engavetado por Eduardo Cunha (presidente da Câmara, do PMDB-RJ) na Câmara. Nem em regime de urgência é votado. Provavelmente, o Cunha está esperando um parecer do círculo religioso para saber se pode ou não pode pôr em votação. Um culto estranho…

Como vê a questão da tarja preta?

Tarja preta foi uma estupidez, uma burrice monumental de um agente ou de um delegado. Provavelmente aecista mesmo, ou foi para colocar o Serra em evidência, o que seria imaginar muita inteligência por parte dele, porque não tem justificativa. Lá estavam também detentores de foro privilegiado, como Alckmin (Geraldo Alckmin, governador de São Paulo), e outros que apareceram na integralidade dos seus nomes.

Ele põe tarja preta no JS, que hoje já se sabe que é o bezerro da vaca, e não coloca tarja preta nos outros, e não coloca tarja preta no escritório da secretária do bezerro e nem nos números de telefone.

Como o sr. está vendo a gestão do Beto Richa, a questão inclui principalmente…

Você está falando no que não existe, não é?! Não existe gestão no Paraná.

Principalmente na questão dos professores…

Não, na questão da administração dos recursos públicos. Pelo que a gente vê hoje, tem uma quadrilha comandando o estado do Paraná.

Voltando à Lava Jato…

Você veja, 13 ou 14 anos atrás houve a primeira delação premiada do Youssef (Alberto Youssef, doleiro). Se quiser, procure “delação premiada”, entra ali na pesquisa. Você vai ver que ele denunciou o governo do PSDB e do DEM inteirinho. Mas, como os fatos eram estaduais, não foi ele que levou à frente. Até hoje, as pessoas não foram nem sequer citadas, passados 14 anos. Jaime Lerner, o presidente do Tribunal de Contas, aquele pessoal todinho, com pacotes e pacotes de dinheiro, e nada aconteceu em relação a isso. Então, isso deu esta complacência, teve continuidade no governo… Deu continuidade na administração do Beto Richa.

Agora, no histórico jurídico, digamos assim, da delação premiada, a lei mais recente é da presidenta Dilma…

Veja bem, a delação premiada é corriqueira, ela tem de ser confirmada por fatos processuais.

Mas o sr. vê nesse aparato jurídico que garante a delação premiada, inclusive nesta lei mais recente, algum problema, algum buraco que deixou espaço para os vazamentos seletivos?

Existem críticas à condução policial do Ministério Público e do próprio juiz nas ações. Mas esta crítica garantista não pode se transformar na garantia da impunidade desse bando de ladrões.

Esses vazamentos seletivos tão falados deveriam estar previstos na lei?

Não, o Serra não acredita nisso, ele acha que no Banco Central nunca houve. Só não haveria vazamento seletivo se a Polícia Federal e o Ministério público fossem compostos por querubins e versais. Claro que o vazamento seletivo acaba sendo uma derivação da natureza humana das pessoas múltiplas que conduzem um processo desses. Veja, estão protestando hoje contra o vazamento do depoimento do Júlio Camargo em relação ao Eduardo Cunha. Não existe vazamento. Porque o Eduardo Cunha não era réu. Ele era testemunha em uma ação, e seu depoimento foi público. Ele já tinha sido ouvido pelo Supremo (Tribunal Federal) e dito a mesma coisa. Neste caso não era nem delação premiada, ele era testemunha dos processos. Então, a rigor, o Supremo Tribunal Federal deve considerar absolutamente correto o depoimento.

Qual a perspectiva que o sr. tem para este segundo semestre nos trabalhos do Senado?

O Senado está trabalhando sob comando. Tem relatores únicos. O relator exclusivo do Senado agora é o Romero Jucá (PMDB-RR). A gente, eu, por exemplo, me considero completamente marginalizado das decisões do Senado. Eles indicam o Vital (do Rêgo, PMDB-PB) ministro do Tribunal de Contas e você só sabe disso no dia da votação. Então, os senadores como eu não participam de nada no Senado.

Agora, vai ser uma chapa quente no Congresso inteiro. Temos um projeto que estabelece que as relatorias sejam distribuídas conforme o Judiciário distribui processos. Por um computador que funciona com algorítimo. Eu apresentei esse projeto com 60 assinaturas ou mais dos 81 senadores. Está engavetado.

“Olha, reforma política é proibir coligação e proibir doação de pessoa jurídica. O resto é tapeação. Hoje o dinheiro da pessoa jurídica manda no Congresso. Nós não temos mais partidos, praticamente, temos bancadas financiadas”

O que se pode esperar do Senado na questão da redução da maioridade penal?

Eu espero que ele rejeite isso. Você não pode admitir mais a impunidade de um menino de 17 anos e 9 meses que matou quatro pessoas. Mas você não pode admitir esses tipos de condenações. Crimes de tipo aberto, o que existe na França. Na França, quem decide a periculosidade do crime é o juiz e o promotor. Então, se eles brigaram com a mulher de manhã cedo, ou estão irritados por alguma coisa, eles pegam teu filho que roubou uma maçã no bar da esquina, e condenam.

Aqui inventaram, para atenuar, essa do crime hediondo, que é uma estupidez, ninguém sabe exatamente o que é isso. Eu acho que tem de haver uma solução. Tentaram essa solução do José Serra, que não tem muita ligação com a realidade, que é aumentar o período de segregação nestas escolas disciplinares, estes reformatórios.

Então, está muito mal conduzido isso. Pode ser que tenham de estabelecer alguns tipos que levariam à condenação do menor. A reincidência e o tipo de crime. Mas isso muito bem definido por lei, para não ficar ao visto de juízes e promotores.

A redução pura e simples é um retrocesso bobo. Você vê, Nova York discute hoje a volta da responsabilidade criminal para 18 anos.

Em relação à reforma política, seria importante mudar o financiamento de campanha?

Olha, reforma política é proibir coligação e proibir doação de pessoa jurídica. O resto é tapeação. O dinheiro de empresas manda no Congresso. Nós não temos mais partidos, praticamente, temos bancadas financiadas.

E chegamos a isso também por conta da jurisprudência sobre as eleições, que também veio evoluindo nesse sentido?

Não. É evidente que os tribunais estão legislando. Mas o fundamental é o financiamento privado. Se forma a bancada, aí entra na questão do liberalismo mesmo. O povo não tem mais influência. É precarização do trabalho, precarização do Congresso por meio do financiamento de pessoa jurídica e precarização do Executivo através do domínio absoluto da economia pelo Banco Central.

Isso é cada vez mais comum no mundo hoje. Se você quer uma crítica, tem um livro de um alemão, que chama-se Wolfgang Streeck. Como não leio alemão, li em uma edição em português do livro. Muito interessante, chama-se Tempo Comprado.

O que esperar do futuro?

Só tenho um desejo. Que essa crise seja curta. Para o Brasil voltar a ser reconstruído do ponto de vista nacional, democrático e popular. Agora, o risco é que a crise leve a uma solução, por exemplo, como a eleição do Berlusconi na Itália.

redebrasilatual

PSDB quer acabar reeleição, suplente de senador e prega eleição geral no Brasil

ReformaO presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o líder do partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), apresentaram, nesta quinta-feira (16), na Comissão Especial de Reforma Política, na Câmara dos Deputados, as principais propostas do partido para a reforma política.

O PSDB defende sete mudanças básicas, a saber:

1) Adoção do sistema distrital misto;

2) Fim das coligações proporcionais;

3) Retorno da cláusula de desempenho (ou de barreira);

4) Fim da reeleição, com mandato de 5 anos; com coincidência de todas eleições num mesmo ano ou eleições municipais e estaduais num ano e nacionais no ano seguinte;

5) Tempo de TV proporcional às bancadas eleitas apenas dos partidos do titular e do vice;

6) Financiamento misto de campanha (público e privado) com delimitações de doações de pessoas físicas (para candidatos e partidos) e empresas (apenas para partidos);

7) Definição de regras na produção do programa eleitoral de rádio de TV, simplificando o formato, barateando custos e priorizando apresentação de propostas.

Cássio e Aécio defendem a “descriminalização do debate político”, para que a manifestação possa ser feita “em qualquer tempo, como ocorre em outros países.

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 O PSDB também sugere mudança na legislação para proibir institutos de pesquisa que trabalhem para o governo e candidatos realizarem pesquisas para veículos de comunicação, conforme o PLS 498/2013, do senador Cássio Cunha Lima, que justifica.

Outro ponto, defendido pelo senador Aécio Neves é acabar com a possibilidade do suplente de senador ser contemplado com o mandato do titular.

De acordo com o tucano, apenas um suplente será eleito e não dois como prega a atual legislação, sendo que este assumirá o cargo de forma temporária em caso de vacância.

Segundo a proposta do PSDB, quando houver vacância permanente, será realizado um novo pleito para que o eleito termine o mandato.

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