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O que pode causar inflamação abdominal? Como tratar?

estomagoTodos nós queremos ter um abdômen plano e que seja bonito de se mostrar. O ponto é que, além de parecer esteticamente ruim, ter o abdômen inflamado pode ser sinal de que algo não anda bem no organismo. É provável que a saúde esteja comprometida, e é por isso que o abdômen reage com a inflamação.

inflamação abdominal pode causar mal-estar, como também outros sintomas mais graves como, por exemplo, a síndrome do intestino irritável. Segundo os especialistas, é muito importante conhecer as causas e, principalmente, como prevenir.

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A seguir, mostraremos algumas das causas mais frequentes que originam inflamação abdominal. Também contaremos como deve ser o tratamento e, se for o seu caso, como evitar a aparição do problema para prevenir riscos maiores em sua saúde.

Prisão de ventre

A prisão de ventre é uma das causas principais do abdômen inflamado. Uma dieta pobre em fibras, líquidos e pouca atividade física, farão com que seu organismo sofra constipação. Assim que se previna comendo mais frutas, verduras, legumes e sementes. Beba também muito líquido e pratique algum esporte cardiovascular por no mínimo 30 minutos diariamente.

Alergias

Existem muitas pessoas que possuem alergias a diferentes tipos de alimento. Algumas destas alergias podem causar inflamação abdominal. A intolerância à lactose, por exemplo, pode ser uma das causas mais comuns de inchaço, pois provoca a acumulação de gases, por isso, se você for alérgico a lactose, é melhor evitar alimentos que a contenham. Substitua-os por iogurtes, queijos e leites sem lactose e com pouca gordura.

Velocidade nas refeições

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Alguns maus hábitos como, por exemplo, mastigar o alimento muito rápido também causará a inflamação abdominal. Isto ocorre, pois seu organismo pode sofrer uma indigestão com o excesso de ar absorvido ao comer muito rápido. Por isso recomendamos comer mais devagar, o que proporciona um maior desfrute do alimento, e ao mesmo tempo você se saciará mais rápido, o que levará a menor ingestão de comida.

Existe outra razão que pode provocar inchaço no abdômen, e que é muitas vezes confundida com outro tipo de condição, a gravidez. Se este é o seu caso ou talvez esteja com dúvidas, faça um teste de gravidez.  No caso de teste positivo, comece a utilizar os controles normais de gravidez, para prevenir futuros problemas na gestação ou no bebê.

Retenção de líquidos

A retenção de líquidos também causará inflamação no abdômen. É recomendado consultar um médico, pois isto pode ser grave.

Alimentos processados

Hamburguesa

Os alimentos processados é outra das causas de inflamação abdominal. Muitos especialistas gastroenterólogos afirmam que algumas pessoas apresentam excesso de ar no estômago e isto acontece devido ao excesso no consumo de alimentos adoçados artificialmente.

Em geral, este tipo de alimento apresenta altos níveis de sódio e baixos níveis de fibras, duas substâncias que participam ativamente nas causas da inflamação. Por isso, os especialistas recomendam que na hora de comprar os alimentos procure levar com você os produtos que sejam baixos ou livres de sódio.

Doenças

As doenças também podem provocar inflamação no abdômen.Algumas delas são: problemas cardiovasculares e tumores, cirrose, apendicite, úlcera gástrica, diverticulite, pancreatite, entre outras. Se você estiver sofrendo alguma destas condições ou qualquer outra, é necessário prestar bastante atenção a ela e visitar um médico. O ideal é que por meio do diagnóstico você retire todas as suas dúvidas e comece a ter hábitos mais saudáveis em relação à alimentação, rotina de exercícios etc.

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Finalmente, saiba que geralmente a inflamação abdominal é causada por uma alimentação inadequada, ou hábitos de vida ruins. Recomendamos consumir alimentos ricos em fibras, seu estômago agradecerá. As frutas e hortaliças também ajudarão a melhorar a digestão, o que se traduzirá em um abdômen mais plano.

 

 

melhorcomsaude

Seis segredos para o abdominal perfeito

Getty Images
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iG Saúde consultou dois experts em exercícios físicos e nutrição para desvendar os segredos do abdominal perfeito, aquele que garante a barriga chapada.

 

Vinicius Zacarias, fisioterapeuta e instrutor de pilates do Zahra Spa & Estética, e Ricardo Zanuto (nutricionista, educador físico, especializado em fisiologia humana e proprietário da clínica Zanuto Saúde e Bem-Estar), revelam seis lições para não perder tempo com abdominais errados e ainda turbinar os efeitos no fortalecimento de dorso, costas e barriga.

1) Associe os abdominais à aeróbica

Segundo Vinícius Zavariais, o abdome perfeito é resultado entre abdominal e exercícios aeróbicos, como corridas e caminhadas.

“Os exercícios abdominais, na verdade, vão apenas enrijecer a musculatura, enquanto os aeróbicos, por sua vez, são responsáveis por queimar a gordura localizada nesta região”, explica o especialista.

 

2) Cautela nos abdominais com as pernas levantadas

“Deixar as pernas elevadas ao fazer abdominais, para quem não tem os músculos desta região tão fortalecidos, poderá gerar maior sobrecarga nos músculos da coxa, e da lombar, deixando de favorecer os músculos abdominais”, explica Zanuto. “Assim como posicionar as mãos atrás da cabeça para auxiliar no movimento pode acarretar sobrecarga da coluna cervical e possível lesão”, complementa ele.

3) Faça a postura perfeita e não esqueça da respiração, que turbina o fortalecimento

“A respiração e a postura, quando não executadas de forma harmoniosa durante o abdominal, podem comprometer a eficácia do exercício e causar dores em diversas regiões do corpo, como lombar, costas e pescoço”, alerta Vinicius.

“Por isso, quando for realizar o abdominal, fique atento: os pés devem se manter afastados e alinhados com o quadril, os cotovelos devem ficar bem abertos e o queixo afastado do peito e alinhado à coluna. Sempre expire no momento de mais força e inspire nas ocasiões mais relaxadas.”

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4) Não espere emagrecer para só então começar os abdominais

Normalmente, as pessoas que estão acima do peso tendem a acumular gordura na região abdominal, o que sobrecarrega a lombar e também causa dores. Com o abdome fortalecido, a postura melhora e deixa as costas protegidas, desde que os exercícios sejam bem executados”, afirma Vinicius.

5) Escolha os alimentos certos e acelere os efeitos para chapar a barriga

“A principal dica para quem quer ter uma abdome definido é consumir carboidratos com baixo índice glicêmico, aumentar o consumo de proteínas e evitar o consumo de refrigerantes, doces e alimentos gordurosos”, indica Zanuto. Legumes e verduras, em especial as mais verdes, têm baixo índice glicêmico. Já as carnes e os derivados de leite com pouca gordura são as proteínas mais indicadas.

 

6) Faça séries curtas, com 30 repetições

Não existe um número limite de abdominais e o ideal é que o exercício não provoque dor. Apesar disso, Vinicius Zacarias orienta uma quantidade ideal para quem está em busca da barriga perfeita.

“O ideal é que se faça 3 séries de 30 repetições para cada grupo muscular (reto, oblíquo e inferior), sempre respeitando o tempo de descanso do músculo, que é de 48 horas”, orienta.

“Caso contrário você poderá acarretar um stress no músculo podendo causar lesões”, ensina o professor.

 

iG

Excesso de gordura abdominal pode provocar disfunções sexuais

O ganho de peso, especialmente em função da gordura que fica acumulada no abdome, pode não só desencadear doenças cardíacas e problemas metabólicos, mas também aumentar as chances de um homem sofrer disfunções sexuais e urinárias. Estudo realizado pelo Hospital Presbiteriano de Nova York, nos Estados Unidos sugere, pela primeira vez, que emagrecer pode ajudar a evitar complicações como micção frequente e disfunção erétil.

De acordo com os resultados, publicados na edição do mês de agosto do periódico British Journal of Urology International (BJUI), reduzir a medida da circunferência abdominal em seis centímetros já melhora de maneira significativa a incidência desses problemas entre o sexo masculino.

A pesquisa se baseou em dados de 409 homens de 40 a 91 anos de idade que haviam apresentado algum sintoma no trato urinário inferior (STUI) — por exemplo, dificuldade em urinar e incontinência urinária, que são problemas comuns entre homens mais velhos.

De acordo com os autores, uma maior circunferência abdominal foi associada a um maior número de vezes em que um individuo urina no dia: 39% dos homens com as maiores medidas do abdome urinavam oito vezes em um período de 24 horas e 44% precisavam ir ao banheiro ao menos duas vezes durante a noite. Esses índices foram de 16% e 15%, respectivamente, entre aqueles com as menores circunferências abdominais.

Problemas no sexo

Em relação a complicações de ordem sexual, 75% dos homens do grupo com as maiores medidas do abdome apresentavam disfunção erétil e 65% sofriam problemas de ejaculação precoce. Já entre os participantes com as menores cinturas, essas porcentagens foram de 32% e 21%, respectivamente.

“Os resultados demonstram que a obesidade entre homens afeta o bem-estar deles de maneira profunda”, diz Steven Kaplan, coordenador do estudo. De acordo com o pesquisador, não é possível afirmar que a obesidade provoca diretamente problemas de ordem sexual e urinária, mas sim que as alterações hormonais e de fluxo sanguíneo provocadas pelo excesso de peso contribuem para essas complicações.

“Essas evidências contribuem para a recomendação de que os homens devem manter um peso saudável para garantir uma boa saúde em geral”, sentencia.

Veja

Risco de impotência e perda de desejo sexual aumenta junto com a circunferência abdominal

O homem brasileiro está barrigudo, sedentário, acima do peso e, além de tudo, desatento. A maioria não sabe que a famosa barriga de chope pode trazer uma consequência para lá de infeliz: a falta de ereção. Uma pesquisa comportamental feita com cinco mil homens pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) faz um raio-X da saúde masculina e mostra que 51% estão acima ou muito acima do peso, 64% nunca realizaram um exame para medir os níveis de testosterona, 38% não costumam ir ao médico com frequência, 23% relacionam a obesidade ao envelhecimento. E 37% admitem o uso de remédio para ereção – no Rio este percentual chega a 60%.

O risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anos. Essa gordura chamada visceral gera estrogênio, cortisol e leptina, substâncias que diminuem a produção de testosterona, um dos principais combustíveis sexuais masculinos. Segundo o endocrinologista João Eduardo Salles, professor da Santa Casa de São Paulo, 40% dos obesos têm baixos níveis de testosterona no corpo.

– Uma das principais partes do organismo afetadas pela obesidade é a hipófise, o que acarreta uma menor produção de hormônios que estimulam os testículos a produzirem a testosterona – detalha Salles.

O hormônio em baixa dosagem causa alteração de humor, problemas de ereção e sonolência, aumenta a gordura abdominal e diminui a libido, explica o urologista Archimedes Nardozza Junior, diretor do Núcleo de Pesquisa da SBU e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

– Os homens só batem na porta do médico quando ocorrem problemas na próstata e de questão sexual, muitas vezes levados pelas mulheres. A maioria desconhece a ação da testosterona, que começa a diminuir a partir dos 40 anos, de forma lenta e gradativa, mas com grande impacto no organismo – afirma Nardozza Júnior.

Mais testosterona, menos barriga

Resultados de um estudo do endocrinologista alemão Farid Saad, da área científica do laboratório Bayer na Alemanha, mostram que os homens podem emagrecer e diminuir a circunferência abdominal com a reposição hormonal.

A pesquisa, apresentada durante um encontro da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, acompanhou por cinco anos 115 homens com baixos índices de testosterona. Com a reposição hormonal, dieta e exercícios, eles perderam, em média, 16kg e a circunferência abdominal reduziu de 107 para 98 centímetros. Outro grupo com 255 homens e idade média de 60 anos colocou os níveis de testosterona em ordem e teve uma melhora no problema da disfunção erétil. Além da perda de peso, em cinco anos eles reduziram 8,8cm na medida de circunferência abdominal.

– É muito difícil comparar todos os estudos, já que são diferentes em muitos aspectos. Mas sabemos que os homens não relacionam o aumento de peso, o tamanho da barriga, a dificuldade em ter ereção e a baixa testosterona. Eles pensam nessas condições como fenômenos independentes. Grandes estudos epidemiológicos têm analisado estas condições juntas – diz o endocrinologista alemão, em entrevista ao GLOBO.

Dados mundiais apontam que cerca de 20% da população masculina têm algum sinal de síndrome metabólica: obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol ruim elevado, fatores que também prejudicam a ereção. Isto somado ao tabagismo aumenta ainda mais o risco para doenças coronarianas.

– Cada fator aumenta um pouco o risco. O cigarro eleva em uma vez e meia as chances de doenças coronarianas. O colesterol e a glicemia alterados mais que dobram os riscos – diz Nardozza Júnior.

No Rio, a pesquisa da SBU constatou que 69% dos homens acima de 40 anos não fazem dieta e 52% também não praticam atividade física. Resultado: 47% estão acima ou muito acima do peso ideal. Os principais sinais de envelhecimento apontados pelos entrevistados são pressão alta e cansaço (32% ); perda de libido e de força muscular (26%); perda da força muscular e calvície (16%); obesidade e diabetes (17%). Quanto à vida sexual, 48% dos homens se dizem 100% satisfeitos.

Bom humor e menos cansaço

Uma revisão de tudo o que foi publicado até hoje na literatura médica sobre os efeitos da testosterona na composição corporal, divulgada no periódico “Current Diabetes Reviews”, mostra que os níveis de testosterona em dia contribuem também para a melhora do humor e a redução da fadiga. Mas a reposição hormonal só deve ser feita com indicação e acompanhamento médicos, como exames de controle a cada três meses.

Entre os efeitos colaterais, a reposição pode levar a um aumento de glóbulos vermelhos, além disso, quem ronca por apneia do sono pode ter uma piora no quadro. Daí a importância das consultas e exames de sangue regulares para um eventual ajuste da dose.

– Só recomendamos a reposição quando o indivíduo tem nível inferior a 300ng/dL – nanogramas por decilitro. Hoje, já existe uma dose única, injetável, para três meses. Não é recomendada a reposição para homens que ainda pretendem ter filhos porque inibe a fertilidade. Há jovens que usam o hormônio como anabolizante, o que é um erro – orienta o endocrinologista Farid Saad.

O Globo