música do paraibano Gabriel Diniz

Sucesso ‘Jenifer’ é uma das mais tocadas do país e chama atenção de produtor americano Diplo

Publicado em quinta-feira, janeiro 10, 2019 ·

O cantor paraibano Gabriel Diniz, GD, emplacou em 2018 o sucesso “Jenifer” que é a música mais tocada atualmente no Spotify, no Youtube e na Apple Music no Brasil. O vídeo oficial acumula 70 milhões de visualizações no Youtube.

Um desses acessos foi do produtor americano Diplo, que está trabalhando com Anitta nos Estados Unidos. Ele postou uma foto com Anitta no Instagram e escreveu o seguinte na legenda: “o nome dela é Jennifer”.

“Jenifer” está crescendo tanto que está entre as 200 músicas mais ouvidas do mundo no Spotify. A faixa encontra-se em 185º lugar na parada global do serviço de streaming. A um mês do carnaval, a chegada de “Jenifer” ao 1º lugar a coloca na pole position da corrida para ser o grande hit da festa.

Ao contrário do personagem de “Jenifer”, Gabriel namora há dois anos e meio. Seu pai, que era bancário, hoje trabalha na administração de seu escritório. A mãe também cuida da sua carreira.

Ele é brincalhão ao comentar a música, mas sério ao falar de negócios. Diz que ainda vai avaliar os convites para shows e trabalhos no Rio e São Paulo. “O pessoal está pedindo, mas vamos estudar ainda como entrar. Não dá pra ir aleatoriamente”.

Conheça a história da música

O refrão sobre a tal Jenifer do Tinder, difícil de desgrudar da cabeça, veio de uma brincadeira de amigos. A diferença é que era um grupo de compositores de Goiânia, que soube transformar o papo em hit. “Jenifer” foi feita por oito compositores.

Na época, a turma de autores, que se autointitula Big Jhows, dividia uma casa em Goiânia. A união é comum no aquecido mercado musical goiano. Os membros dos “coletivos” de autores passam o dia fazendo músicas juntos e tentando vender para cantores famosos.

A ideia inicial de “Jenifer” foi de Junior Lobo, de 35 anos. Um dia, ele estava lanchando com amigos e, do nada, apareceu uma mulher e abraçou um deles. O amigo disse que tinha conhecido a mulher no Tinder.

A menção ao aplicativo de paquera acendeu uma luzinha na cabeça dele. “Veio na hora: isso é tema. A gente tem que botar Tinder numa música. Aí fui para outra dimensão. A gente lanchando lá e eu ‘matutando’ como ia ser a música”.

Mesmo inspirado, Lobo voltou para a casa e não falou nada com os colegas compositores. “Ele segurou, porque ele sabia que a gente não ia gostar muito. Estávamos numa ‘vibe’ de muita bachata e música romântica na época”, explica Léo.

 

Não eram só os compositores na casa que estavam nessa “vibe” em 2018. A suave bachata e as juras de amor pós-pegação dominam o sertanejo atual. Cantar sobre paquera no Tinder não cai tão bem entre muitos cantores de hoje.

O autor demorou dois dias para superar a hesitação e jogar a ideia na roda, no dia 4 de junho de 2018. Além de Léo, e Lobo, estavam na casa Thales Gui, Thawan Alves, Allef Rodrigues, João Palá, Fred Wilian e Junior Avelar. “Cada um vai falando uma bobagem e vai saindo a música”, descreve Léo.

De início, Lobo queria rimar Tinder com Cindy, mas a moça virou Jenifer. Encaixou melhor. De resto, os outros sete compositores seguiram a história que ele “matutou” para o personagem: “A mulher mandou ele embora, ele encontrou outra menina no Tinder, tava lá de boa com ela. A ex vê, se arrepende e chega lá xingando o cara. Ele dá a volta por cima”, resume Lobo.

Jenifer nasceu e foi apresentada ao mundo. Os compositores gravaram uma versão “demo” e mandaram a empresários e artistas. Lobo recebeu uma mensagem rápida no Instagram. Era Gusttavo Lima, que fechou com eles e pagou pelo direito exclusivo de gravar a música.

Era só esperar o lançamento. Mas não rolou. “Ele fechou com a gente em um dia, e no outro já até gravou. Mas não soltou a música. Ele pagou e desistiu”, lembra Léo.

Gusttavo chegou a cantar “Jenifer” no mega festival São João de Campina Grande, em 1º de julho. “Recebi uma música de um amigo meu há uma semana”, ele disse no palco. “Nunca gravei músicas assim com esse tema. Achei muito engraçada essa letra.” Ele ensinou os fãs a cantar verso por verso e ainda comentou no fim: “Tem cheiro de hit. ”

O vídeo se espalhou pelo YouTube já como “a música nova do Gusttavo Lima”. Léo especula sobre a desistência: “Talvez ele não tenha gostado muito do comentário dos fãs nesses vídeos”, ele diz, notando que ela foge da linha super romântica atual do cantor.

“Jenifer” foi salva da gaveta de Gusttavo Lima por Gabriel Diniz.

Os maiores sucessos anteriores dele eram “Acabou, acabou”, com o parceiro de escritório Wesley Safadão (62 milhões de views no YouTube desde novembro de 2017) e “Paraquedas”, com Jorge e Mateus (18 milhões desde março de 2017).

Assim como Gusttavo Lima, Gabriel já era amigo dos Big Jhows. “Eles estavam me mostrando músicas, mas aí quando chegou em ‘Jenifer’, eles falaram ‘essa não, já está com o Gusttavo’. Eu quis ouvir mesmo assim. ”

“Na mesma viagem, eu ia encontrar o Gusttavo”, diz o bem-relacionado GD. “Ele queria minha opinião sobre algumas músicas”, disse GD.

No fim, Gabriel conseguiu comprar de Gusttavo a exclusividade de “Jenifer”, pelo mesmo valor que ele tinha pago aos compositores (eles não revelam a quantia). Tudo de forma amigável.

Lançado em setembro, o clipe tem a atriz Mariana Xavier, a Marcelina de “Minha mãe é uma peça”, encarnando a Jenifer. A ex ciumenta é a ex-BBB Aline Gotschalg. A música “foi crescendo devagarinho”, pelo país conta Gabriel. Ele diz que a equipe não esperava o resultado.

“Ninguém achou que ia ser esse sucesso. Nem o pessoal do meu escritório, nem meu empresário. O Wesley [Safadão, um dos sócios do escritório] não acreditou, ninguém acreditou. Foi uma aposta minha, sozinho mesmo”, diz Gabriel Diniz.

G1

 

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS












INFORMA BREJO


INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627