SES inicia preparativos para a primeira etapa da campanha contra a Pólio na PB

Publicado em sábado, maio 28, 2011 ·

vacinacaoA Secretaria de Estado da Saúde (SES) inicia na próxima semana os preparativos para a primeira etapa da Campanha de Vacinação Contra a Pólio. Na segunda-feira, (30), a SES estará enviando 440 mil doses da vacina para as 12 regionais de saúde. O dia D da primeira etapa será no dia 18 de junho. Na Paraíba, a meta é imunizar 320.140 menores de cinco anos de idade. No ano passado foram vacinadas, na primeira etapa, 306.895 crianças, o que representa 95,86% da população estimada pelo Ministério da Saúde (MS) para o Estado.

Este é o 31º ano da Campanha Nacional de Vacinação contra a pólio e o 22º sem a doença no país. A coordenadora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Missania Moreira explicou que a poliomielite (paralisia infantil) é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que pode provocar sequelas permanentes ou levar à morte. O único reservatório da poliomielite é o homem. Ela disse que o vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e logo pode apresentar viremia, com a invasão do sistema nervoso central e ataque às células motoras.

As duas primeiras etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite aconteceram em 1980 e no ano seguinte, observou-se uma redução drástica no número de casos da doença. “Já tendo conquistado índices satisfatórios de coberturas vacinais contra a poliomielite na rotina da rede pública, o nosso desafio, agora, é lutar pela homogeneidade de coberturas adequadas em todo o país. Assim sendo, a meta agora é que todos os municípios brasileiros alcancem, de forma homogênea, coberturas mínimas de 95%”, disse Missania Moreira.

A poliomielite é uma doença causada pelo poliovírus que geralmente ataca as crianças. A principal forma de transmissão acontece através das fezes infectadas. Em alguns casos raros, o contágio também pode acontecer pelo ar. O vírus da pólio se desenvolve na garganta ou no intestino e é disseminado pela corrente sangüínea e provoca a paralisia dos membros inferiores e superiores.

Apesar do Brasil não registrar casos há mais de vinte anos, a doença ainda é comum em outras partes do mundo. A imunização previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram casos da doença, principalmente dos que têm relações comerciais ou registram um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de alguns países africanos e asiáticos.

De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos de poliomielite. Desses quatro são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 22 países têm registro de casos importados: Tajiquistão, Angola, Chade, Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, Libéria, Serra Leoa, Mauritânia, Senegal, República Centro Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Nepal, Guiné, Camarões e Burundi.

Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Pelo calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Porém, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

A vacina não apresenta contra-indicações. Porém, recomenda-se que as crianças que estejam com febre acima de 38º ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como pacientes de câncer e aids ou de outras doenças que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo).

Paraíba.com

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