Servidores do IFPB denunciam perseguição de gestão de Avenzoar Arruda a pedagoga

Publicado em sexta-feira, outubro 11, 2013 ·

avenzoarOs pedagogos, técnicos em Assuntos Educacionais, assistentes sociais e psicólogos do IFPB publicaram um manifesto em repúdio a atos de “perseguição” contra servidores do campus de Cabedelo gerido por Avenzoar Arruda.

 

No manifesto, as categorias denunciam a prática de “assédio moral”, segundo eles, praticado contra a pedagoga Maise Sousa, que teve a iniciativa de instalar um Fórum de Debates com a participação de alunos e professores para discutir as problemáticas enfrentadas no campus de Cabedelo.

 

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Ainda segundo o manifesto, a pedagoga chegou a tentar o suicídio numa manifestação de “seu sentimento de desamparo, de desesperança, de desapontamento, de tristeza e de falta de perspectiva de um modelo educacional consubstanciado por uma gestão efetivamente mais eficiente e mais humanizadora”.

 

Eles cobram a punição dos que se valem da perseguição para criar um clima de instabilidade no ambiente de trabalho.

 

A denúncia já foi encaminhada para o reitor do IFPB, João Batista de Oliveira Silva, de quem eles aguardam um posicionamento sobre o fato.

 

Confira o manifesto:

MANIFESTO

PEDAGOGOS, TÉCNICOS EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS, ASSISTENTES SOCIAIS E PSICÓLOGOS

Nós, PedagogosTécnicos em Assuntos EducacionaisAssistentes Sociais ePsicólogos vimos publicamente manifestar nosso repúdio a todo e qualquer ato discriminatório de perseguição, constrangimento e punição aos colegas, motivados pela incompreensão das atribuições já definidas na Descrição Sumária do Plano dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação – PCCTAE, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação.

O fenômeno do assédio moral atinge a todos indistintamente. Em médio e longo prazos acaba por comprometer a performance da própria instituição. Não é possível manter essa prática, sem que isso acarrete graves danos aos servidores, aqui, particularmente, à pedagoga Maize Sousa do Campus Cabedelo que na omissão e na ausência da gestão ou de gestores resolveu, juntamente com professores, abraçar as questões que incomodam aquele campus, mediando e servindo de canal interlocutor entre estudantes, servidores e Direção Geral e Direção de Ensino.

Esse espaço de escuta e de sentidos, até então negado aos servidores e estudantes, foi mal interpretado pelos gestores que tomaram a decisão de “calar”, de sufocar o presumível “motim”, de se impedir a instalação de um fórum de debates necessários ao bom andamento de um campus que há 03 (três) anos funciona sob a égide de uma “democracia” onde impera a vontade do poder instalado legalmente, mas não legitimado pela parceria e pela confiança da maioria de seus servidores. E foi exatamente a palavra confiança que selou o veredicto da pedagoga Maize, além de ter-lhe sido exigido que cumprisse, com a COPAE, a infame atribuição de afixar cartazes nas portas dos setores e, pasmem, de controlar os horários de professores, contrariando todas as atribuições determinadas no PCCTAE, distorcendo e desviando a real obrigação dos componentes da COPAE que é a de gerenciar as questões de natureza pedagógica no Campus.

Se retrocedêssemos ao passado poderíamos citar nomes de outras vítimas, em outros campi, de práticas não menos danosas que caíram no esquecimento, no “limbo” gerencial decorrentes de não posicionamentos capazes de coibir tais atos, bem como o desfalque nas equipes pedagógicas desviando seus membros para atividades outras que não condizem com as suas atribuições regimentais.

Indiscutivelmente, os prejuízos são imediatos e, alguns, de ordem irreparável; abrem “feridas” no corpo e na alma. O atentado da pedagoga Maize contra a própria vida é fato inconteste e evidencia o seu sentimento de desamparo, de desesperança, de desapontamento, de tristeza e de falta de perspectiva de um modelo educacional consubstanciado por uma gestão efetivamente mais eficiente e mais humanizadora, tão sonhada e tão trabalhada por ela e por todos(as) nós que acreditamos na educação como meio de transformação desse mundo desumanizado.

Qualquer prática de opressão precisa ser duramente denunciada e combatida no IFPB. O que aconteceu com a pedagoga Maize tipifica muito bem esse modelo gerencial. Após as ações empreendidas e respaldadas no fazer pedagógico, foi punida. Isso é inadmissível, não pela perda de uma função mal gratificada. Punir, sob o argumento dequebra de confiança ou deinsubordinação hierárquica, afirmando que se trata de ato de gestão, é mais grave ainda. Se a moda pega, todas as nossas relações de trabalho serão submetidas à instabilidade.

Jamais aceitaremos esse tipo de aviltamento. Clamamos por um basta nessa situação e exigimos que providências sejam tomadas no sentido de que o IFPB retome o seu papel social enquanto instituição secular pautada pela ética deixando de lado o sentido de ilha para assumir-se enquanto rede inter e multicampi com diretrizes e ações institucionais, não padronizadas, porém, uniformes no trato da coisa pública.

Reafirmamos nossa luta em defesa dos seguintes princípios:

Resgate da identidade das categorias profissionais que compõem as equipes pedagógicas no âmbito do IFPB.

Dignidaderespeito e reconhecimento dessas equipes.

Inconformismo diante da omissão e ausência de ações efetivas que coíbam todo e qualquer abuso de poder.

Direito à indignação perante a desumanização nas relações de trabalho onde aindiferença à dor alheia é a maior característica.

Fortalecimento do trabalho pedagógico e dos profissionais que nele atuam.

Fim do assédio moral, velado ou explícito, gerador de ambientes insalubres e de servidores desmotivados, vulneráveis e expostos ao desenvolvimento de doenças físicas e emocionais que ameaçam até o nosso patrimônio maior: a própria vida.

Que no IFPB os ambientes sejam saudáveis e que se efetivem as políticas de promoção de saúde e qualidade de vida;

Que haja real valorização das equipes pedagógicas, resgatando a dignidade de volta às pessoas, fazendo com que ninguém mais seja refém de sua função nem, por conta dela, seja obrigado a se submeter a situações degradantes e vexatórias;

Que não pese sobre as equipes pedagógicas a responsabilização e penalização por erros que elas não deram causa.

Destarte, repudiamos veementemente a todos os atos praticados por gestores doCampusCabedeloao tempo em que encaminhamos ao Magnífico Reitor, Prof. João Batista de Oliveira Silva, solicitação para que se posicione quanto aos fatos aqui expostos.

Luiz Torres

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