Sentido da vida

Publicado em quinta-feira, setembro 22, 2016 ·

padre boscoNuma das celebrações desta semana de agosto, 2016, na assembleia, pude visualizar a presença de um jovem cadeirante com dificuldades para se comunicar, tipo paralisia cerebral; no mesmo ambiente havia um deficiente visual que habitualmente frequenta aquela comunidade, sempre conduzido por alguém. Lembrei que naquele momento ainda faltava uma cadeirante com dificuldades também de se comunicar que costumeiramente se faz presente, mas, naquele momento, não havia chegado para participar.

Durante a celebração fiquei lembrando das inúmeras pessoas perfeitas fisicamente e psicologicamente, mas que com frequência reclamam e blasfemam contra a vida. Não sabem agradecer pela existência, como também, não sabem aproveitar das oportunidades para estarem a serviço dos outros, ausentes dos serviços da comunidade.

São pessoas que vivem, as vezes, de forma muita individualista que muitas vezes, não se amam a si próprias e, por consequência, não são capazes de amar seus semelhantes. Normalmente, não são capazes de lembrar que o tempo passa com muita rapidez e leva consigo a própria existência. Com o tempo se vão os nossos dias que aumentam os nossos anos.

As preocupações exageradas pelos bens materiais tornam sempre mais infelizes os seres humanos. A preocupação: “como vou viver no futuro”, faz parte da vida de muita gente e as faz ter uma falsa segurança uma vez que o nosso futuro não existe nesta terra mas na comunhão com Deus se assim nos abrirmos para Ele no uso da razão e da nossa consciência.

Na realidade, todas as preocupações materiais podem nos deixar num tremendo vazio. Quando o ser humano vai entrado numa faze de fragilidade humana, começa a perceber que nem sequer consegue administrar e dar conta de tudo aquilo que construiu; que tudo aquilo não lhe serve, não lhe traz vida e nem saúde.

Precisamos sempre buscar um sentido para a nossa vida que esteja para além de todas as realidades deste mundo. Dele precisamos apenas o necessário para viver. O que vai para além disso já pertence aos outros que necessitam desse mesmo necessário para suas vidas.

No livro do Eclesiastes que é um texto sapiencial, no capitulo primeiro tem uma pergunta: “3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?”.

Não é que o trabalho não seja necessário e não dignifique o ser humano. Existe toda uma teologia sobre o trabalho enquanto participação na obra da criação. A pergunta segue outro raciocínio para dizer que a labuta exagerada, até sem o descanso, nada acrescenta à existência da pessoa humana.

Antes da pergunta, o texto começa fazendo uma afirmação: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Vaidade quer dizer vácuo, vazio. Ou seja ela nada acrescenta à nossa vida.

Nos momentos finais da nossa existência, tudo termina como nós começamos com uma diferença: alguém pode nascer cheio de riquezas e presentes, com um futuro chamado “garantido”; no momento final segue sem nenhum de seus presentes ou bens, levando consigo apenas os gestos de bondade e caridade dispensados aos seus irmãos necessitados.

Que o Senhor, rico em misericórdia, nos ajude a bem viver a nossa existência. pebosco@yaho.com.br

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