Sem vencer um jogo, Paraguai vai à final da Copa América

Publicado em quinta-feira, julho 21, 2011 ·

Depois de empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, o Paraguai derrotou a Venezuela na noite desta quarta-feira, nos pênaltis, por 5 a 3, e conseguiu vaga na final da Copa América.

Agora, enfrenta o Uruguai, que bateu o Peru na terça-feira, por 2 a 0. A decisão está marcada para o próximo domingo, em Buenos Aires, no estádio Monumental de Nuñez. No sábado, a Venezuela encara o Peru pela disputa do terceiro lugar.

A seleção paraguaia teve um bom primeiro tempo, mas caiu de rendimento no segundo e sofreu na prorrogação. A Venezuela acertou a trave em duas ocasiões. Nos pênaltis, Lucena foi o único a desperdiçar sua cobrança. No fim ainda houve briga entre jogadores das duas equipes.

O Paraguai avança para a final sem vencer sequer um jogo. Em cinco partidas, conseguiu cinco empates: 0 a 0 contra o Equador, 2 a 2 com o Brasil e 3 a 3 com a Venezuela na fase de grupos. Na semifinal, ficou no 0 a 0 com o Brasil para depois vencer nos pênaltis, assim como nesta quarta.

O JOGO

Apesar de ter mais posse de bola na primeira etapa, o Paraguai criou pouco e teve apenas uma chance de gol. Foi aos 7min, quando Verón aproveitou um cruzamento da direita e só parou na boa defesa de Vega.

Ivan Franco/Efe
Moreno (esq.), da Venezuela, e Valdez, do Paraguai, disputam bola durante a partida
Moreno (esq.), da Venezuela, e Valdez, do Paraguai, disputam bola durante a partida

A seleção que eliminou o Brasil nas quartas de final tentou encontrar espaços pelos lados, mas esbarrou na forte marcação do adversário. Faltou movimentação e personalidade. No ataque, a Venezuela também não mostrou criatividade e chegou com perigo apenas nos cruzamentos.

Aos 42min, Moreno, de cabeça, acertou o travessão e, no rebote, Rondón não conseguiu passar por Villar. O primeiro tempo não foi bom tecnicamente, mas a Venezuela, apesar de ter menos presença no setor ofensivo, teve a melhor oportunidade para marcar.

O panorama da partida não mudou muito na segunda etapa. O Paraguai continuou com mais posse de bola, mas não foi incisivo, tampouco objetivo. Faltou ainda um jogador habilidoso capaz de aproveitar os espaços deixados pelo adversário no meio de campo.

A Venezuela, por sua vez, mostrou seu futebol pragmático. Tentou chegar nas bolas paradas e nos cruzamentos. Na defesa, a organização não permitiu que o Paraguai pressionasse. Desse modo, a equipe treinada por Gerardo Martino pouco incomodou o goleiro Vega.

Com tantos passes errados e com pouco interesse de vencer por parte das duas equipes, o jogo foi para a prorrogação. A Venezuela então tomou coragem. Em dois minutos, acertou a trave por duas vezes. Primeiro num chute de Maldonado e depois numa cobrança de falta de Arango.

A seleção venezuelana comandou toda a prorrogação, pressionou, mas não conseguiu chegar ao gol. Cansado e sem Santana, expulso, o Paraguai torceu e conseguiu o que queria: os pênaltis. Maldonado, Rey e Fedor marcaram para a Venezuela. Lucena foi o único a perder. Ortigoza, Barrios, Riveros, Martínez e Verón fizeram para o Paraguai.

Folha

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