Seleção fechará o ano da virada em 10º do ranking da Fifa

Publicado em quinta-feira, novembro 28, 2013 ·

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A seleção brasileira começou 2013 desacreditada e enfraquecida, mas encerra a temporada com sua reputação restaurada, uma série de bons resultados e mais um troféu em sua galeria – o da Copa das Confederações, conquistado com vitórias categóricas sobre equipes como Itália, Uruguai e Espanha. Ainda deu tempo para o time de Luiz Felipe Scolari derrotar boas equipes, como França, Portugal e Chile. Ainda assim, o Brasil deve fechar o ano numa colocação modesta no ranking da Fifa. Na lista divulgada nesta quinta-feira, a equipe aparece em décimo lugar, logo atrás de Suíça e Holanda. O topo do ranking segue inalterado, com Espanha, Alemanha e Argentina como líderes. A Fifa divulgará mais uma edição da lista neste ano, em 19 de dezembro, mas como nenhuma seleção importante jogará até lá, o ranking não deverá sofrer nenhuma alteração relevante.

 

Entre os 20 primeiros colocados da lista, apenas uma seleção não estará na Copa do Mundo de 2014: a Ucrânia, na 18ª posição, caiu diante da França nos playoffs da Europa. Só três seleções fora dos 50 primeiros lugares conseguiram um lugar no Mundial: Camarões, Coreia do Sul e Austrália. O ranking foi usado para apontar os oito cabeças-de-chave no sorteio dos grupos da Copa, na próxima sexta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia. Mas a Fifa ressalta que as alterações observadas na edição mais recente da lista não alteram o que já havia sido definido. Pior para as seleções de Portugal e Itália, que, de acordo com o novo ranking, estariam entre os cabeças-de-chave no sorteio, tirando os lugares de Suíça e Bélgica (essa última despencou seis posições e agora não está nem no “top 10” da Fifa). Falta saber se a nova edição do ranking será levada em conta na definição dos demais classificados para a Copa. A França, por exemplo, aparecia como candidata a ficar de fora do pote de bolinhas das seleções europeias no torneio, o que aumentaria muito a chance de um confronto com o Brasil logo na fase de grupos. Agora, a equipe aparece na frente da Bósnia e da Rússia. A Fifa só deve divulgar os critérios na semana que vem.

 

A atual campeã do Mundo e da Europa aparece como o adversário a ser batido em 2014. Apesar da derrota por 3 a 0 para o Brasil, o toque de bola envolvente e as tabelas rápidas no ataque são uma das características da seleção espanhola que encanta os olhares dos fãs de futebol. Qualquer equipe que enfrentar a Espanha em seu caminho, deve se preparar para correr atrás da bola durante a maior parte da partida, já que sua seleção costuma manter um alto índice de posse de bola.

 

Jogadores do Brasil comemoram no estádio Maracanã durante final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro

Jogadores do Brasil comemoram no estádio Maracanã durante final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro – Ivan Pacheco

Felipão iniciou seu trabalho com um prazo incômodo: teria pouco mais de um ano para montar o grupo que disputará a Copa do Mundo. A missão era dificultada pelo fato de o antecessor ter deixado mais dúvidas do que certezas em seus dois anos no cargo. Pressionado pelo curto período que separava sua estreia, em fevereiro, na Inglaterra, e a estreia na Copa das Confederações, em junho, o técnico aproveitou ao máximo os sete amistosos marcados antes da competição. E ao contrário de Mano Menezes, que custava a reagir a problemas evidentes da equipe, Felipão não perdeu tempo – ensaiou diferentes formações e testou vários atletas, mas não demorou a sedimentar suas preferências e escolher seu time ideal. Em apenas quatro meses, tinha uma seleção pronta, um estilo de jogo bem definido e uma ideia clara para o futuro da seleção.VEJA

 

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