Secretário ignora problemas na saúde e diz que governo abriu 1.033 novos leitos nos últimos 4 anos

Publicado em quinta-feira, setembro 11, 2014 ·

waldsonO secretário de Saúde da Paraíba, Waldson de Souza, convocou uma entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (11), para falar sobre as denúncias divulgadas nacionalmente pela imprensa de falta de macas e outros problemas na saúde paraibana. Apesar da reportagem do ‘Fantástico”, da TV Globo, ter flagrado a retenção de macas no Hospital de Trauma de Campina Grande e dos dados do Ministério da Saúde demonstrarem que não houve crescimento no número de leitos no estado, Waldson convocou os jornalistas para afirmar que o governo abriu 1.033 novos leitos durante os quase quatro anos de gestão.

Waldson rebateu informações utilizadas no guia eleitoral do senador e candidato a governador, Cássio Cunha Lima (PSDB). “Antes eram 1.880 leitos. A partir de 2011 até agora tem mais 1.033 com convênios com hospitais e clínicas. São dados de fontes estaduais. Os dados do Ministério da Saúde estão desatualizados”, informou Waldson acrescentando que esse número de 1.033 novos leitos são referentes aos leitos próprios do estado e de convênios com hospitais filantrópicos, UPAS e prefeituras.

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Segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil– CNES, do Ministério da Saúde, de janeiro de 2011 a março de 2014, a rede estadual de saúde recebeu apenas 26 leitos a mais– um aumento de 1.871 para 1.897. Porém, segundo Waldson de Souza, os dados são desatualizados.

Para Waldson, as denúncias que vêm demonstrando os problemas na saúde da Paraíba são fruto da política, motivada pelas eleições. ” A saúde e usada politicamente na Paraíba e em outros estados. As pessoas não tem interesse em discutir propostas. O guia eleitoral deveria ser utilizado para mostrar propostas”, falou o secretário.

Ele também falou sobre o crédito suplementar que tem sido aberto mensalmente para o Hospital de Trauma de João Pessoa. Em três meses foram destinados mais de R$ 33 milhões para a unidade hospitalar na forma de suplemento. “São créditos suplementares para manutenção das unidades hospitalares. Com esse recursos são feitos os ajustes do orçamento dos hospitais”, explicou.

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