‘Se não for o São Francisco, vamos depender de São Pedro’, diz secretário e garante PB está pronta para transposição

Publicado em segunda-feira, dezembro 29, 2014 ·

joao-azevedoO secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, comentou em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM nesta segunda (29) que 70% das obras da transposição do Rio São Francisco estão concluídas, mas apontou que a obra é de médio prazo: “Se não for o São Francisco, vamos depender de São Pedro”, compara.

Azevedo destacou que são mais de 11 mil pessoas trabalhando nas obras nos eixos leste e norte e que as obras oferecerão para os estados envolvidos que são Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará a possibilidade da ‘tão sonhada’ segurança hídrica. Além disso o secretário garantiu que o Estado está pronto para a Transposição: “Ela (a água) chegaria e entraria para Boqueirão, Acuã, São Gonçalo, Lagoa do Arroz, Condado em Conceição.

“Com a entrada do eixo leste chegando na região de Monteiro, vai ter a possibilidade de água a todo rio Paraíba, chegando aí chega em Boqueirão, Acauã e aí estamos nas adutoras em execução que servirão para distribuir essas águas”, explica.

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Questionado a respeito de medidas mais imediatas, o secretária firmou que é preciso pensar em obras estrutura que resolverão o problema definitivamente. “Enquanto não tivermos a solução do São Francisco, iremos depender de São Pedro. Enquanto a solução não for definitiva com a transposição a solução depende das chuvas, para a gente ter água durante o máximo tempo possível é o caso de Boqueirão e Cabaceiras”, conta.

Caso não chova até dezembro de 2015, Boqueirão sem nenhuma recarga nesse período vai ter que entrar com racionamento muito mais forte a a partir de janeiro de 2016 para fazer com que a água de Boqueirão dure até setembro ou outubro de 2017 “esse é o planejamento para garantir água numa situação minimamente para chegar até 2017. A transposição  já estará chegando ao estado. Hoje cabe fazer a gestão e ficar muito em cima fiscalizando”, explica.

Azevedo destacou ainda que vivemos no semiárido e temos que aprender a conviver com isso. “Vivemos aqui porque somos teimosos. Para que isso aconteça você tem que aprender a conviver, respeitar meio ambiente, mudar a matriz energética e evitar que o tempo todo se faça desmate, tirando madeira de uma região que já não tem nada”, diz e explica que já há o proje de implantação de uma usina solar no estado. De acordo com o secretário, a empresa já ganhou o leilão para implantar o equipamento.

Marília Domingues

 

 

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