Saiba como controlar a caspa no inverno

Publicado em quarta-feira, julho 27, 2016 ·

caspaA diferença entre as baixas temperaturas do inverno e as altas temperaturas do chuveiro intensificam um problema que incomoda entre 15 e 20% da população: a caspa.

O nome popular é dermatite seborreica, mas a caspa nada mais é do que uma inflamação responsável por produzir descamação da pele, normalmente na região do couro cabeludo, mas que pode também ocorrer na face, sobrancelha, nariz, orelha, peito, costas e virilha.

Segundo o dermatologistaFrancisco Le Voci, médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo, SBD-SP, banhos quentes e longos no inverno aceleram a descamação natural da pele, dificultando o controle da caspa.
Além da típica descamação que gruda nas roupas e nos cabelos, a caspa pode provocar vermelhidão, coceira e ardência. Embora a inflamação tenha fundo genético, fatores emocionais, como o estresse, também podem provocar ou intensificar o problema: “O sistema nervoso tem íntima ligação com a pele”, explica Francisco Le Voci.
Banho quente
O médico acrescenta que a caspa é um processo crônico, para o qual não existem garantias de cura definitiva: “Ela pode ser controlada com o uso de xampus específicos e cremes indicados por um médico dermatologista. Também é importante evitar banho muito quente e não estimular a umidade do couro cabeludo”.

“No inverno, o clima frio determina uma maior descamação do couro cabeludo, devido à maior velocidade de crescimento e maturação celular. Os banhos muito quentes também pioram o estado seborréico”, explica Dra Tatiana Villas Boas Gabbi, médica do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Para restaurar o equilíbrio da pele do couro cabeludo e reduzir coceira e descamação, que são sinais de inflamação, a recomendação da especialista é ter hábitos saudáveis e usar produtos anticaspa, sem interrupções, para que o tratamento seja efetivo.

Um problema esteticamente desconfortável, a caspa pode aparecer durante todo o ano. No entanto, alguns hábitos adotados no inverno contribuem para o maior aparecimento da caspa. São eles:

Secador de cabelo
Lavar os cabelos com menor frequência: isso pode colaborar para o acúmulo de sebo no couro cabeludo, além da menor eliminação das células mortas ou resíduos;

Lavar os cabelos em água muito quente: vai ocasionar o ressecamento do couro cabeludo, o que estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo. O surgimento de oleosidade, por sua vez, pode contribuir para o desenvolvimento de um tipo de fungo, o Malassezia Furfur,que piora o quadro de caspa;

Mudanças bruscas de temperatura: climas pouco úmidos favorecem o ressecamento e a descamação da pele, por isso o aumento da caspa. Entretanto, nos dias mais frios o cabelo demora mais para secar. Os fios molhados por tempo prolongado associados ao uso de chapéu e gorro para se proteger do vento frio, fazem com que o couro cabeludo fique úmido e abafado, ambiente favorável ao desenvolvimento de bactérias e fungos;
Tendência a usar mais roupas escuras: nessa época do ano, os trajes pesados e de cores mais sóbrias é comum, por isso a descamação do couro cabeludo fica mais visível e dá a sensação de que a caspa é mais frequente no inverno.

Estresse: ele está intimamente ligado às crises, uma vez que os hormônios do estresse atuam diretamente sobre a glândula sebácea, levando a uma maior produção de sebo.

Alivie a caspa durante o inverno com estas dicas

1. Lave os cabelos diariamente com xampu anticaspa: isso vai ajudar a remover a sujeira e todos os resíduos que vão se acumulando, além de evitar a oleosidade excessiva;

2. Lave os cabelos com água morna e usar produtos adequados ao seu tipo de cabelo;

3. Diminua a temperatura do secador e a frequência de uso deste aparelho e de chapinhas;

4. Evite dormir com cabelos molhados e evitar abafar o couro cabeludo;

5. Procure o médico dermatologista caso não haja controle dos sintomas.

Além da típica descamação que gruda nas roupas e nos cabelos, a caspa pode provocar vermelhidão, coceira e ardência. Embora a inflamação tenha fundo genético, fatores emocionais, como o estresse, também podem provocar ou intensificar o problema: “O sistema nervoso tem íntima ligação com a pele”, explica Francisco Le Voci.

minhavida

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