Rombo na poupança alcança R$ 32 bilhões em 2015, diz BC

Publicado em sexta-feira, junho 5, 2015 ·

Com o resultado de maio, o saldo total da poupança ficou em R$ 648,77 bilhões (Thinkstock/VEJA)
Com o resultado de maio, o saldo total da poupança ficou em R$ 648,77 bilhões (Thinkstock/VEJA)

As perdas da caderneta de poupança acumulam 32,28 bilhões de reais no acumulado do ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta sexta-feira. Apenas em maio, quinto mês seguido de saldo negativo, o volume de saques superou o de depósitos em 3,19 bilhões de reais, o pior resultado para o mês dentro da série histórica do BC, que começa em 1995. Com o resultado de maio, o saldo total da poupança ficou em 648,772 bilhões de reais, um pouco acima do registrado em abril (648,30 bilhões de reais).

A situação de maio só não foi pior porque, no último dia útil do mês, a quantidade de aplicações superou em 3,99 bilhões de reais o volume de retiradas. Até o dia 28, o saldo da caderneta estava no vermelho em 7,19 bilhões de reais. É comum haver um aumento dos depósitos no último dia de cada mês em função de aplicações automáticas e de sobras de salários.

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O que se tem visto nos últimos meses, no entanto, é que essa sobra tem sido cada vez menor. Além disso, com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar tornando outros investimentos mais atraentes, a caderneta de poupança perde o brilho.

Como os recursos da poupança servem para ajudar a financiar o crédito imobiliário, a sucessão de resultados negativos tem impactado os financiamentos. Com isso, o governo tem apertado as regras de concessão de crédito e lançará mão de outros mecanismos, como o FGTS, para não desaquecer completamente o mercado imobiliário.

Há três anos a forma de remuneração da aplicação mudou. Pela regra de maio de 2012, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor do que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 13,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR.

Veja (Com Estadão Conteúdo)

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