REVIRAVOLTA: jogador Marcelinho Paraíba pode pegar pena de 10 anos de prisão por acusação de estupro

Publicado em sexta-feira, Janeiro 20, 2012 ·

Imagem/AE
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A delegada Herta de França falou nesta sexta-feira em Campina Grande sobre o inquérito em que ela indicia o jogador de futebol Marcelinho Paraíba (do Sport Recife), acusando-o formalmente do crime de estupro. Ela diz que os laudos feitos constataram “lesão leve nos lábios” que indicam “beijo lascivo”, que é o dado sem permissão. Assim, o atleta foi indiciado pelo artigo 213 da Constituição, que fala sobre o crime de estupro, e se condenado pode pegar pena de seis a 10 anos de prisão.

– O laudo da perícia traz elementos suficientes para indiciar o jogador – resume a delegada em entrevista coletiva realizada na Central de Polícia da cidade, a segunda mais importante da Paraíba.

Assim, a delegada quebra um silêncio que durava desde a última quarta-feira, quando o conteúdo do inquérito vazou para a imprensa já no final da noite. Durante toda a quinta-feira a delegada se isolou, não atendendo aos telefonemas e não comparecendo à Delegacia da Mulher (em que ela é titular). Ela, inclusive, não pretendia conversar com a imprensa.

Precisou o delegado regional de Campina Grande, Wagner Dorta, enviar uma diligência a residência da delegada convocando-a para comparecer à Central de Polícia. A entrevista coletiva aconteceu no local a mando de Dorta.

No encontro com a imprensa, ela disse também que a peça processual já foi enviada ao Ministério Público da Paraíba, a quem cabe decidir se leva o caso à justiça ou se pede seu arquivamento.

O advogado de Marcelinho, Afonso Vilar, já falou sobre o caso desde ontem e disse que já esperava a decisão (assista ao vídeo ao lado).

Entenda o caso

Marcelinho Paraíba foi preso ao lado de mais três amigos: João Crivaldo da Silva, Leandro Silva e Wellington Porto da Silva. Além da acusação de estupro que pesa contra Marcelinho, os quatro ainda foram enquadrados sob a acusação de desacato à autoridade policial e resistência à prisão.

O grupo participava de uma festa em Campina Grande, terra natal do jogador, para comemorar a boa campanha de Marcelinho Paraíba na Série B de 2011. Ele marcou 12 gols pelo Sport e foi peça determinante para o acesso do clube à Série A.

Por volta das 4h30, Marcelinho teria tentado beijar a força a vítima. Ela é irmã do também delegado de Polícia Civil Rodrigo Pinheiro. Os advogados do jogador confirmam a tentativa de beijo, mas disseram que o atleta não passou disto.

O irmão da vítima, no entanto, que foi quem chamou a polícia e quem formulou a acusação, diz que Marcelinho Paraíba passou para a agressão diante da recusa da mulher em beijá-lo. Ele teria puxado o cabelo da mulher e a mordido. O irmão, que também vai responder a processo sob a acusação de ter feito disparos dentro da casa do jogador, diz ainda que ele tentou estuprá-la.

Na época, Marcelinho Paraíba chegou a ser transferido para uma penitenciária de Campina Grande

Esta não é a primeira vez que Marcelinho Paraíba se envolve em polêmicas. Em janeiro de 2010, inclusive, ele foi condenado a seis meses de prisão em regime aberto acusado de agredir um homem em uma casa de show de Campina Grande, em junho de 2004. Tal como agora, o atleta estava em sua cidade natal comemorando o final da temporada (na época ele jogava no futebol europeu, cujo calendário termina no meio do ano) e se envolveu na briga.

Dois anos antes, em 2002, a primeira confusão grave. Marcelinho foi detido aparentemente bêbado dirigindo em alta velocidade na Alemanha. Depois, já como atacante do Wolfsburg, também no país europeu, ele foi acusado de se envolver em uma briga numa boate de Berlim, em que teria quebrado uma garrafa de cerveja no rosto de um outro cliente.

Globoesporte.com

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