Reitoria da UFPB amplia investigações, acha novas irregularidades e coloca Polari na mira da Justiça

Publicado em quarta-feira, março 20, 2013 ·

polariO ex-reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e atual secretário de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa, Rômulo Polari, está na mira da Justiça. A causa dos problemas de Polari é o relatório apresentado pela atual reitora da instituição, Margareth Diniz, que tem encaminhado todos os dados levantados a órgãos de fiscalização a exemplo da Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF).

 

Margareth Diniz revelou, nesta quarta-feira (20), que o relatório onde são apontadas as irregularidades da gestão passada foi desmembrado e levado aos pró-reiotores para que eles apresentem os números aos órgãos fiscalizadores. “Todos os dias nós recebemos demanda de informações, pedidos de informações”, informou a reitora.

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O próximo passo, segundo Margareth, é aguardar a resposta desses órgãos (CGU, TCU e MPF) sobre as providências que serão tomadas. “Vamos dar o encaminhamento e o próximo passo é aguardar uma resposta, porque a nossa preocupação maior é fazer com que as fundações que ficaram inadimplentes não tenham suas verbas comprometidas”, ressaltou.

 

Entenda o caso – Durante a realização de um levantamento sobre as contas da UFPB, a reitora Margareth Diniz detectou irregularidades em convênios celebrados na gestão do ex-reitor, professor Rômulo Polari. Margareth encaminhou ao Conselho Universitário (Consuni) o relatório dos 100 primeiros dias de gestão, no qual são apresentados os problemas enfrentados pelo atual reitorado.

 

Segundo a reitora, não houve prestação de contas de 59 convênios, sendo 24 da Fundação José Américo (FJA) e 35 da Fundação de Pesquisa e Extensão (Funape) com prazos de vigência encerrados. Conforme o relatório, a UFPB teria que devolver mais de R$ 500 mil, referentes a recursos de convênios cujas prestações de contas não foram aceitas pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

 

Há outros cinco contratos em vigência com a FJA, inclusive o de nº 041/2010, que trata da construção do Instituto de Desenvolvimento da Paraíba (IDEP-PB), cujas vigências encerrariam em 31 de dezembro de 2012 sem conclusão, e que ainda foram encontradas informações incompletas.

 

Segundo o relatório, um dos motivos para a inclusão da UFPB no Cadin foi a não quitação, dentro do prazo determinado, de uma multa aplicada, em 2008, pelo Ibama, que sofreu elevação significativa (dobrou) de valor. Além disso, há multas referentes a taxas de dois imóveis da UFPB que impediam o recebimento da Certidão Negativa emitida pela prefeitura de João Pessoa.

 

De acordo com as informações da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), há um quantitativo de 40 convênios da Finep ‘em aberto’ no Siafi. Isso tem gerado uma perspectiva de perda de R$ 22 milhões, oriundos da Finep, segundo Margareth.

Fonte: Nice Almeida – politicapb

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