Ramalho Leite – O crime de Rachel

Publicado em segunda-feira, outubro 17, 2011 ·

ramalho

Eu não conheço a moça mas no vídeo sei que se mostra um bela mulher. O seu visual, apenas, não lhe daria o espaço que conquistou, quer no ambiente televisivo local, e agora, no nacional. O nome dela é Rachel e o sobrenome de difícil pronúncia é uma verdadeira sopa de letras com mais consoantes que  vogais.

Antes de ganhar a telinha, segundo li, a bela do SBT prestou concurso público e garantiu seu futuro em um emprego estável no nosso Tribunal de Justiça. A televisão não perdoa a idade, principalmente, nas mulheres. Na rede onde trabalha, o dono desafia a ordem natural das coisas, permanecendo o mesmo camelô do passado, mesmo tendo que se desfazer de alguns bens para manter o principal. Permanece jovial depois dos oitenta. A nossa Rachel, ao investir no serviço publico, pensava na efemeridade que caracteriza a vida artística.

Mas Rachel cometeu um crime. Resolveu crescer e se projetar na televisão a nível nacional.E por estas bandas, ninguém perdoa o sucesso alheio.Outro dia me referi a essa moléstia paraibana quando tratei da campanha movida contra destacado empresário que ousou crescer  demais aos olhos dos que não tiveram a competência para fazê-lo. E Rachel foi condenada publicamente, seu nome ocupou espaço ao lado de ímprobos como se fosse um deles. Qual a razão disso tudo?

A servidora pública Rachel, antes de se firmar no cenário televisivo do sul maravilha, resolveu usar dos direitos que a lei lhe confere e se afastou do emprego enquanto  adaptava-se lá fora Tirou as suas merecidas férias. Contando mais de dez anos de serviço ininterrupto, tem direito a licença prêmio que corresponde a seis meses de descanso remunerado. Parcelou esse premio em duas etapas e, finalmente, resolveu utilizar o ultimo período de férias a que tinha direito.

Terminadas as férias, deverá voltar ao expediente normal na Paraíba. Caso contrário, pode ainda e tem todo o direito,  requerer, por dois anos, uma licença sem vencimentos. A partir de então, já com sua carreira sedimentada na área de comunicação, pode se desfazer do emprego público e exercer apenas a atividade televisiva.Fica a sugestão.

Enquanto isso, minha gente, não se dê  à nossa bela apresentadora o tratamento dispensado a quem cometeu um deslize funcional e, por outro lado,  não se acuse graciosamente o órgão empregador, que, apenas, reconheceu o direito de sua servidora. Que possa a nossa Rachel Sheherezade figurar na mesma constelação de Elba Ramalho, Marcela Cartaxo , Mayana Neiva, Renata Arruda e Diana Miranda, para lembrar apenas essas mulheres que me têm dado um orgulho danado de ser paraibano.

RAMALHO LEITE

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