Ramalho Leite – Em Prosa e no Verso

Publicado em domingo, outubro 30, 2011 ·

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A minha última incursão pelo mundo das letras foi no ano de 2007, quando publiquei O Poder de Bom Humor, uma coletânea de histórias envolvendo personalidades da política paraibana e suas tiradas de bom ou de mau humor, sempre com desfecho assinalado por muita verve ou ironia. O modelo, imortalizado por Sebastião Nery, passou a se denominar folclore político. Este novo trabalho – Ramalho Leite, em Prosa e no Verso-Mais Histórias do Folclore Político da Paraíba – é a quarta tentativa de conferir à transitoriedade dos meus escritos o selo da permanência. Antes, já publicara Dá licença, Um Aparte, e Nos Espelhos do Palácio.

Autores consagrados na prosa e que se inspiram no Parnaso costumam reunir sua produção literária em volumes que intitulam Em prosa e verso. Não sendo dotado de veia poética, dificilmente poderia repetir feito semelhante. Na verdade, o título do livro, Em Prosa e no Verso, sugere uma “pegadinha”, pois não se trata de edição poética, mas, sim, da utilização do “verso” da página onde a prosa está inserida. Advogados militantes não costumam recorrer ao latim e escrevem, ao fim da página, “vide verso”? Então…

O livro que o jornalista Gonzaga Rodrigues prefacia é uma despretensiosa coletânea de artigos publicados em jornais ou em páginas virtuais, reunidos pela afinidade do assunto e sem preocupação de ordem cronológica. Em alguns textos invoco fatos passados e os comparo com os acontecimentos assemelhados do presente, destacando a evidência de que, pelo menos na política, a história se repete, não raro como farsa, mudando apenas os protagonistas.

Juntei farta documentação iconográfica que retrata mais de quarenta anos de minha vida pública, da vereança na  cidade de Borborema  à Assembleia Estadual Constituinte, passando pelo Congresso Nacional e pela diretoria do Banco do Nordeste do Brasil até o meu regresso à Velha Senhora- A União.

Aqui o leitor vai encontrar desde o almirante Cândido Aragão, líder dos marinheiros em 1964,  até o general  Job Lorena, encarregado do inquérito do  atentado à bomba no Riocentro. De Carlos Lacerda a Fernando Collor, passando por Ernesto Geisel  e Tancredo Neves, sem falar na prata de casa, esta, em ilustre galeria na qual figuram de Ernani Sátyro a Ricardo Coutinho. Essa mostra fotográfica constitui, na minha casa, em Bananeiras,  acervo a que denominei Ramalho Leite entre anjos e demônios. O visitante escolhe quem é anjo e quem é demônio

Por fim, para agradar à minha vaidade, já que, como político que sempre fui, me preocupei constantemente com a opinião pública e, sobretudo, com a opinião publicada, transcrevo a Opinião dos outros, com textos de articulistas da imprensa local ou recebidos via internet, generosamente comentando a minha atuação nas diversas áreas em que  prestei meus modestos serviços.

Sou e sempre serei um servidor público. O jornalismo foi para mim o primeiro degrau de uma carreira que, costumo dizer, não foi brilhante nem constante, teve altos e baixos, mais baixos do que altos, mas, decentemente vivida, graças a Deus.

(APRESENTAÇÃO DO LIVRO “EM PROSA E NO VERSO”)

RAMALHO LEITE

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