PSDB acusa Dilma de usar pronunciamento para fazer campanha

Publicado em quinta-feira, janeiro 24, 2013 ·

O PSDB reagiu nesta quinta-feira (24) ao pronunciamento de rádio e televisão da presidente Dilma Rousseff, que anunciou ontem uma redução maior na tarifa de energia. Segundo os tucanos, a petista cometeu a “mais agressiva utilização do poder público” para lançar sua candidatura à reeleição.

Segundo nota divulgada pelo presidente tucano, deputado Sérgio Guerra (PE), Dilma faltou com a verdade ao longo dos mais de oito minutos de fala, ultrapassou “um limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira” e dividiu o Brasil entre “nós e eles”.

Alan Marques – 21.set.2012/Folhapress
Presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra
Presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra

Em sua fala, a presidente qualificou os críticos de pessimistas. “Os últimos anos o time vencedor tem sido dos que têm fé e apostam no Brasil. Por temos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história”, disse Dilma.

“O país assistiu à mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político”, disse Guerra. “A redução do valor das contas de luz, já prometida em rede nacional há quatro meses e alardeada em milionária campanha televisiva paga pelos contribuintes”, completou.

Na declaração, a presidente criticou usinas controladas pelo PSDB que não renovaram as concessões e fez um ataque indireto aos tucanos afirmando que o país avança “sem retrocessos”.

Guerra disse que houve a promoção pessoal e política da presidente, afrontando “os fundamentos do Estado democrático”.

“Em vez de assumir suas responsabilidades de gestora, fazendo o governo produzir, o que se vê é o lançamento prematuro de uma campanha à reeleição, às custas do uso da máquina federal e das prerrogativas do cargo presidencial”, disse.

Para o presidente do PSDB, no governo do PT, tudo é propaganda e partidarizado.

“O conceito de República foi abandonado. A chefe da Nação, que deveria ser a primeira a reconhecer-se como presidente de todos os brasileiros, agora os divide em dois grupos: o “nós” e o “eles”. O dos vencedores e o dos derrotados. Os do contra e os a favor. É como se estivesse fazendo um discurso numa reunião interna do PT, em meio ao agitar das bandeiras e ao som da charanga do partido.”

Folha de São Paulo

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