Proteste pede recolhimento de pulseirinhas de elástico do mercado

Publicado em domingo, setembro 21, 2014 ·

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Diante dos riscos à saúde das crianças, a Proteste Associação de Consumidores enviou ofício para o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, pedindo fiscalização e recolhimento no mercado de acessórios para pulseiras e anéis, de elásticos coloridos, moda entre a garotada e conhecidos como “loom band charms”.

Os produtos foram retirados do mercado na Europa, recentemente, após análises constatarem a presença de 40% de ftalato nos pingentes utilizados nos acessórios. O máximo permitido é 0,1% desta substância química, usada para dar mais maleabilidade ao material, e que pode ser cancerígena.

Preocupada com a intensificação das vendas, tendo em vista o Dia das Crianças, a Associação alerta os pais para os riscos na compra do produto, de origem chinesa, a venda no mercado brasileiro. E orienta a não deixarem os filhos a confeccionarem as bijuterias e nem usarem as pulseirinhas e outros acessórios.

Todas as informações do produto estão em inglês, em desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, que determina que mesmo produtos importados precisam estampar no manual e embalagem informações em português.

Há também oferta de kits incluindo, além dos elásticos coloridos (rainbow loom), um tear para confecção das bijuterias. Alguns ftalatos são banidos por serem considerados cancerígenos, mutagênicos e podem causar danos a fertilidade.

Para fazer cada bijuteria são usados inúmeros destes acessórios, ampliando o perigo para as crianças que brincam com as pulseiras coloridas e podem por o elástico na boca, liberando o produto químico. No Brasil, além da venda em lojas populares e camelôs, há também oferta em sites de vendas. O kit para fazer pulseiras de elásticos inclui um gancho para manusear os elásticos, uma base para fazer as pulseiras, elásticos e fechos para as pulseiras. E os elásticos também são vendidos em saquinhos de uma só cor, coloridos.

Os testes que apontaram o ftalato em excesso nos pingentes na Inglaterra foram feitos pelo Birmingham Assay Office, que confirmou os resultados denunciados anteriormente por um programa da BBC.

Agência Brasil

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