Promotora admite cansaço da população com impunidade e violência, mas destaca Constituição

Publicado em terça-feira, junho 9, 2015 ·

policiaA promotora dos direitos da Criança e Adolescente da cidade de Patos, Lívia Villanova Cabral, revelou em entrevista a uma rádio local, que até se admite que a sensação de impunidade e a onda de violência possa gerar sentimento de revanche na população, mas tanto a sociedade, quanto as autoridades tem que se guiar pelo que diz a Constituição Nacional.

Lívia confirmou que o Ministério Público vai investigar se houve abuso no caso dos presos que foram transportados em carros abertos e sob os aplausos da população, principalmente no tocando aos menores que foram apreendidos.

“É admissível que o momento que a sociedade atravessa faça com que a população se sinta contemplada ao ver o sofrimento de criminosos ou acusado, mas temos sempre que nos guiar pela Constituição”, destacou.

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MP apura se houve abuso

Foi instaurado nesta segunda-feira (8), um procedimento preparatório para apurar, junto com as Promotorias de Justiça Criminais e de Defesa da Criança e do Adolescente de Patos, as circunstâncias que levaram à prisão de três pessoas, a apreensão de dois adolescentes e à morte de dois homens, após o assassinado do PM.

Os promotores de Justiça vão requerer os relatórios das ocorrências policiais sobre o latrocínio que vitimou o PM, sobre a prisão dos suspeitos e a morte dos dois envolvidos no crime, além de cópias dos autos de prisão em flagrante para apurar o que aconteceu e identificar os policiais envolvidos nos fatos.

O Ministério Público estadual tem 90 dias para concluir as diligências.

Polícia nega desfile

Em nota, a assessoria da Polícia Militar negou que tenha ocorrido um “desfile” com os suspeitos e informou que “os que estavam na parte de cima das viaturas eram maiores de idade e os menores estavam na parte de dentro, sem algemas. Além de mostrar transparência na ação para evitar possíveis denúncias de que eles teriam sofrido algum tipo de agressão neste trajeto”.

Além disto, a nota diz que “os próprios policiais da região evitaram o linchamento dos acusados quando chegaram à delegacia, já que a população estava bastante exaltada com a morte do policial e queria a todo custo agredir os suspeitos”.

Marcos Wéric

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