Promotor de justiça denuncia espancamento por parte de policiais paraibanos

Publicado em terça-feira, outubro 1, 2013 ·

Confira:

INJUSTIÇA, ABUSO DE AUTORIDADE E TORTURA POR PARTE DE POLICIAIS PARAIBANOS – CHEGA DE ESPANCAR POBRE

 

marinhoNeste momento se encontra recolhido na Central de Polícia de João Pessoa, o Sr. AVANALDO PAULINO DOS SANTOS, apontado como co-autor de um assalto ao restaurante Boibumbar, encravado na orla pessoense, no dia 05 de setembro do ano em curso. A Polícia Civil Paraibana, ansiosa em mostrar serviço, prendeu um miserável, pois, sem saber das agruras de um sem nada, suspeitou que ele estava macomunado com os reais autores do delito, vejam as injustiças:

1.       A FAMILÍA – Conheço Avanaldo, seu pai e irmãos, inclusive Seu Avanildo Felipe, seu genitor, natural lá da cidade de Borborema é portador de deficiência física, nasceu com os pés voltados para dentro e suas pernas finas, mas sempre foi um lutador, tem seis filhos e a todos criou sem nunca praticar coisas erradas;

2.       PRISÃO ABJETA E ILEGAL – No dia 06 do mês de setembro de 2013, por volta das 15h30, um dia depois  do roubo na Casa de Pasto Boibumbar, sem mandado, isto é crime absurdo e inaceitável, policiais levaram AVANALDO algemado e o prenderam em cela insalubre na Central de Polícia, mas lá pelas 23h00 o liberaram, mas aí a desgraça já tava feita, uma prisão ilegal de um periférico já havia sido consumada;

3.       A TORTURA – Estive na residência do pai de Avanaldo, foi Seu Avanildo quem me relatou na frente de duas testemunhas: Seu filho apanhou na delegacia, ele disse que um policial pegou um livro de direito e bateu sem dó e sem piedade no seu filho, batendo esse livro na cabeça, esse livro que em tese era para garantir a integridade física de Avanaldo, mas que determinados policiais utilizam como instrumento de tortura, para zombar da justiça e de todo arcabouço de controle das polícias, enquanto outro se utilizava do próprio colete balístico para fustigar a integridade física do indefeso, gestos covardes, vis e agudamente criminosos.

4.       A INOCÊNCIA – AVANALDO é catador de latinha e toda vez que consegue faturar a quantia de R$ 50,00 compra um pequeno suíno e os cria num terreno adquirido por toda a família, ali no Jardim Gama, município de Cabedelo, estive lá hoje e como me emociono com injustiças, chorei junto com Seu Avanildo, e, ele, as irmãs, os irmãos, os amigos Chico e Jó, choramos em meio aos recicláveis, à fedentina dos chiqueiros e dos porcos de Avanaldo;

5.       O SOFRIMENTO DA FAMÍLIA – O que AVANALDO e seus familiares sabem fazer e muito bem, é recolher “lavagem” para os seus porcos nos restaurantes e pizzarias  de Manaíra e Tambaú, sempre a partir da 23h00, só chegam em casa com a barra do dia clareando, pois somente a partir daquele horário, tarde da noite, é que o material inorgânico (restos de comida) é dispensado nos recepientes apropriados, então eles levam a “lavagem” e em contrapartida limpam as cozinhas dessas casas vendedoras de comidas, anotando-se que há 15 anos ele fazia isto no Boibumbar, sem o mínimo deslize;

6.       A ALERGIA DE AVANALDO – Além de ser um catador de reciclável, ele também é recolhedor de lavagem e cortador de capim para os burros da sua carroça e do seu genitor e por isto mesmo adquiriu uma alergia crônica, uma coceira permanente e por isto vive coçando os seus braços, no entanto, os diligentes policiais viram em sua coceira a senha de chamamento dos verdadeiros salteadores, uma piada, se não fosse uma lástima imperdoável tal procedimento.

Iremos mais uma vez representar ao Governo Ricardo Coutinho, sabemos que uma comissão será instalada e no final dirá que tudo é mentira e coisa de direitos humanos, mas como já dito: Não desistiremos, nada nos intimidará, vamos entrar com habeas corpus em favor do inocente violado em sua honra,  em sua integridade física, em seu direito de ir, vir e ficar, também defendendo um estado de direito, em que qualquer pessoa, abastada ou humilde, quando abordada por um policial, tenha os seus direitos fundamentais devidamente respeitados, pois sabemos, que mesmo solto, AVANALDO e família carregarão para sempre marcas indeléveis do trauma porque oram passam, por falta do mais elementar tato policial.

 

 

Promotor de Justiça – Marinho Mendes Machado

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