Professores e Técnicos administrativos votam pela manutenção da greve no IFPB

Publicado em sábado, setembro 24, 2011 ·



sintefpb_fabianaveloso 1067Representantes dos Campi de Campina Grande, Cajazeiras, Cabedelo, Patos, Picuí, Princesa Isabel, Monteiro, Sousa e João Pessoa estiveram presentes à assembleia estadual, do dia 23, na capital, e votaram em favor da manutenção da greve.


O evento do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba (SINTEFPB) foi um pouco diferente dos outros. A participação de estudantes dos campi do interior e convidados na assembleia, como o Fórum paraibano em defesa do SUS e contra as privatizações, garantiu diversidade ao movimento. O alunado falou da necessidade da greve para melhoria da estrutura física nos campi e qualidade do ensino no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).


A apresentação teatral das alunas Amanda e Larissa, de Campina Grande, tratou do capitalismo e suas conseqüências negativas para a sociedade. Na sequencia a estudante Luana, fez explanação sobre a precariedade do Campi de Princesa Isabel, onde estuda.  Exibindo fotos, Luana mostra alunos do IFPB assistido aulas fora das salas por falta de condições estruturais da unidade.  Tanto as alunas da região da Borborema, quanto a do Sertão fizeram apelo a outros estudantes pela importância da greve para conseguirem melhorias nos campi.


De acordo com o estudante do curso de edificações, Ícaro Uchôa, os transtornos causados pela greve atrapalharão a programação das férias, mas garantirá um futuro melhor para a carreira de professor que deseja seguir.  “Acho muito mesquinho pensar apenas no nosso calendário escolar. O nosso prejuízo é muito pequeno diante da grandeza desta mobilização dos professores e técnicos. Nós, alunos, teremos qualidade de ensino, infra-estrutura física adequada e profissionais mais satisfeitos.  E nada mais justo que os professores recebam de acordo com os seus títulos”, afirma Ícaro

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Segundo Adriano Melo, psicólogo e coordenador do SINTEFPB, em Princesa Isabel, a precarização do ensino e a expansão sem estruturação é um passo para a privatização. Adriano ressalta a importância política da greve. “Não queremos formar subalternos qualificados. A reposição das aulas é um direito garantido aos alunos. Sem dúvida, vamos cumprir, de acordo com a Lei”, afirma.


A greve dos servidores do IFPB completa 54 dias, em João Pessoa.  As negociações começaram há um ano e desde março surgiu a indicação de greve. Mas pouco se avançou até momento da greve.


O movimento possui duas pautas, estadual e nacional. Sendo que nesta última, a negociação com representantes do governo federal, ainda não evoluiu satisfatoriamente. Pois não foi garantido aumento salarial para os técnicos administrativos. Mas apenas 4% para os professores.






Texto e fotos Fabiana Veloso para o Focando a Notícia

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