Primeira conversa (1)

Publicado em terça-feira, setembro 20, 2016 ·

ramalho(Apresentação do livro GENTE DO PASSADO, FATOS DO PRESENTE)

Este é mais um volume de conversas com meus poucos leitores, publicadas nos jornais desta antiga província da Parahyba do Norte e enfeixadas em livro. Já ocupei espaços dos falecidos Tribuna do Povo e O Norte, e dos sobreviventes Correio da Paraíba e A União, este com coluna cedida aos sábados a partir de 2011, quando exerci a sua direção. A publicação em papel se junta a um arquivo que vem dos idos de 1893, quando o presidente Álvaro Machado transformou o diário porta-voz do seu partido em órgão oficial do Estado. Mas, se sou prestigiado pela Velha Senhora, também me cedem espaço virtual os sítios da rede mundial de computadores que por estas plagas também atendem pelo nome de sites e blogs, fazendo a febre dos mais jovens e cansando a vista dos mais velhos que desejam atualizar-se com o mundo mais rapidamente. Tenho que agradecer aos que me publicam em suas páginas: wscom, blogdotiaolucena, blogdopredromarinho, agendaparaiba, cristianomachado, expressoparaiba, caririligado, focandoanoticia, giropb, hermesdeluna, bananeirasagora, nordeste1 e blogdevavadaluz.

A esta coleção denominei GENTE DO PASSADO, FATOS DO PRESENTE, e saí um pouco, mas sem ausentar-me totalmente, da paixão pelo memorialista que reina em mim, para mergulhar em páginas do passado que despertaram a minha atenção e, por certo, tendem a prender os que, por acaso, se debruçarem sobre os meus textos.

Quem já me conhece sabe que costumo colocar em fatos sérios uma pitada de humor, dourar com ironia atitudes muitas vezes equivocadas e criticar com acidez atos que incomodam a perspicácia deste ativista político que exerceu mandatos, ajudou outros a conquistá-los e, por isso mesmo, acumulou a experiência que o transformou em um gestor público requisitado por vários governos. Iniciando na cátedra de história incursionei pelo jornalismo antes de escolher a advocacia como profissão. Foi lá, na faina diária da busca pela Justiça, que foram me buscar para a tribuna política, quando apenas inaugurara a tribuna do júri, à qual pensava me dedicar como Promotor de Justiça. A falta de um mandado eletivo que não mais busquei, fez-me retornar à atividade do passado e cuidei de construir uma nova tribuna – a imprensa.

Surgiram então, Dá Licença,um Aparte, Nos Espelhos do Palácio, Em Prosa e No Verso, O Vendedor de Calúnias e A Botija de Camucá, a exceção do último, todos com edição esgotada. Em 2013, quando me inscrevi para concorrer a uma cadeira na Academia Paraibana de Letras e, no ano seguinte, ao Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, fui obrigado a recorrer aos sebos para encontrar exemplares dos meus trabalhos até então publicados.

Em conseqüência dessa busca, ao acervo já nominado acrescentei um trabalho sobre a vida e obra de Solon de Lucena, bananeirense que chegou à presidência do Estado, sob o titulo: Solon de Lucena-Democracia e Década de Vinte na Paraíba, com a respeitável companhia de José Octávio de Arruda Melo, Joacil de Brito Pereira e Humberto Lucena, publicado por ocasião do centenário do ilustre paraibano desaparecido em 1926. Encontrei ainda no Sebo Cultural, uma instituição que ocupa espaço elogiado na Paraíba, um trabalho técnico – A Constituição de 1967 e A Doutrina do Poder Constituinte, dissertação aprovada com nota dez pelo professor paulista Manoel Gonçalves Ferreira Filho um dos mestres a USP que ministraram o curso de pós-graduação a que freqüentei na UFPB.

Eleito para essas duas respeitáveis instituições, adicionei ao meu trabalho jornalístico e de pesquisa, os discursos pronunciados por ocasião da minha posse na Cadeira 07, da Academia de Letras e na Cadeira 45, do Instituto Histórico, cujos patronos e seus ocupantes até então, engrandeceram a historia paraibana do século passado.

A primeira tem como patrono Artur Aquiles, o destemido e perseguido jornalista, e nela tiveram assento, Coriolano de Medeiros, Maurílio Augusto Almeida e Dorgival Terceiro Neto. A segunda, sob o patronato do historiador, governador da Paraíba e ministro do Supremo Tribunal Federal Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Melo, foi fundada por Dorgival Terceiro Neto. Para minha honra, nessas duas solenidades fui saudado pelo acadêmico Juarez Farias e pelo historiador Renato Cesar Carneiro, e seus pronunciamentos enriquecem este compêndio e o meu curriculum.

(CONTINUA)

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