Presos usam ‘Facebook’ e Seap descobre falsificação de carteirinhas para entrar em presídio

Publicado em segunda-feira, dezembro 22, 2014 ·

Divulgação/ SEAP
Divulgação/ SEAP

A Gerência de Inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária da Paraíba desarticulou um esquema fraudulento de emissão de carteirinhas de visitantes do presídio Raymundo Asfora (Serrotão), em Campina Grande, no Agreste do estado.

De acordo com a Seap, as investigações começaram quando presos estavam usando as redes sociais e postando fotos de dentro da unidade. Foi feito um levantamento dos dados sobre os detentos e as pessoas que se cadastram para os dias de visita íntima. Ainda segundo a Secretaria, ficou comprovado que algumas mulheres providenciaram documentos falsos em cartórios para ter acesso ao presídio.

O secretário da Administração Penitenciária do Estado, Wallber Virgolino, explicou que o esquema foi descoberto quando o Siop do Serrotão identificou imagens de um preso posando em fotos com a acusada, publicadas em redes sociais. “Os agentes do setor de Inteligência, após a realização de buscas diárias nas redes sociais, descobriu que o preso não deveria estar recebendo visita de mulher até completar os seis meses de prazo, porque ele tinha separado recentemente. E mais: aquela mulher que estava nas fotos com ele constava no cadastro de visitas de outro preso, que também já tinha feito outro tipo de falsificação para o ingresso de outra mulher. Foi a partir daí que a nossa inteligência aprofundou as investigações e detectou a fraude”, disse Virgolino.

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O secretário disse que o preso flagrado, que seria beneficiado com progressão de regime nesta semana, terá de passar mais um ano no Serrotão, como punição pela conduta. O caso será encaminhado a Polícia Civil para apuração criminal da conduta criminosa.

Somente este ano, a Gerência de Inteligência da SEAP já investigou 16 detentos que utilizaram as redes sociais através de aparelhos celulares. Todos eles foram punidos de acordo com a Lei da Execução Penal. “É importante as pessoas saberem que alguns atos de indisciplina acontecem, mas os seus autores são devidamente responsabilizados”, orientou Manoel Eudes Osório de Araujo.

 

Por Hyldo Pereira

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