Presídio reforça segurança após transferência de presos de Queimadas para cela comum

Publicado em sexta-feira, Fevereiro 24, 2012 ·

pb-iJá estão em cela comum os sete acusados de um estupro coletivo que terminou com duas mortes na cidade de  Queimadas, na Paraíba.  O grupo foi transferido no final tarde de quinta-feira (23) depois de passar oito dias numa sala de reconhecimento.

O diretor do presídio PB-I explicou que os acusados foram colocados na mesma cela junto com outros presos condenados por crimes semelhantes. A transferência do grupo causou tumulto entre os outros presos e a segurança interna e externa do presídio teve que ser reforçada por policiais militares e agentes penitenciários.

Os presos estavam na Central de Polícia de Campina Grande e foram transferidos para João Pessoa por determinação da Justiça. Além dos sete adultos, três adolescentes estão abrigados no Lar do Garoto, em Lagoa Seca, com internações provisórias já foram decretadas pela Justiça.

Indiciamento

O inquérito que apura o caso já está com a Justiça. A delegada de Homicídios de Campina Grande Cassandra Duarte indiciou o grupo por estupro, homicídios e porte ilegal de arma. Com o documento em mãos para análise, o promotor Márcio Teixeira, que avalia o caso, declarou que “certamente” vai denunciar todos os suspeitos de envolvimento no crime.

O promotor Márcio Teixeira não descartou a possibilidade de um dos suspeitos ser julgado separadamente. Seria um dos irmãos que teriam planejado a festa onde os estupros aconteceram. Com base nos depoimentos de oito dos dez presos, ele seria o autor dos tiros que mataram a recepcionista Michele Domingos da Silva, de 29 anos, e a professora Isabela Monteiro, de 27.

Relembrando o caso – Na madrugada do último dia (12), um grupo de amigos estava reunido na casa dos irmãos Eduardo e Luciano dos Santos, no município de Queimadas, em uma festa de aniversário quando quatro homens armados e encapuzados invadiram o local e anunciaram um assalto. Cinco mulheres foram trancadas em um quarto e estupradas, entre elas a professora Isabela Pajuçara, 28 anos, e a secretária Michelle Domingos, 29, que foram assassinadas a tiros. As duas vítimas, de acordo com a polícia, morreram depois que descobriram que entre os estuprados estavam Eduardo e Luciano, que teriam forjado o assalto com o intuito de estuprar as mulheres.

Com o grupo, preso em uma operação realizada em parceria entre a Polícia Civil de Queimadas e de Campina Grande em apenas 24 horas após o crime, foram apreendidas armas, munição e presilhas compradas em um mercadinho nas proximidades do local do crime com o intuito de amarrar as vítimas. “Essas presilhas foram compradas 15 dias antes do crime pelo Eduardo a um dos adolescentes responsabilizados”, comentou a delegada.

Irmãos são investigados – A Polícia Civil em Queimadas abriu um novo inquérito para investigar a participação dos irmãos Eduardo e Luciano dos Santos em outros crimes praticados na região do Brejo paraibano, assim como a origem do patrimônio dos dois. “Também temos indícios de ligações entre eles e o traficante ‘Nem’ do Rio de Janeiro”, destacou o delegado de Queimadas, Fernando Zoccola, responsável pela investigação.

O patrimônio de Eduardo e Luciano começou a levantar suspeitas porque os irmãos não souberam explicar como conseguiram adquirir tantos objetos caros, a exemplo de carros de luxo. “A única coisa que eles dizem é que recebem uma mesada de R$ 1.500 dos pais, que moram na Rocinha, no Rio de Janeiro, o que é incompatível com a vida e os bens que os dois possuem”, explicou Zoccola. Com o inquérito aberto, o delegado agora está na fase de levantamento de testemunhas. “Também estamos em contato direto com a polícia do Rio de Janeiro e com outros delegados do Brejo paraibano”, finalizou.

Paulo Cosme

Paraíba.com

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