Prefeito fixa cartaz escrito a mão para proibir entrada de pipeiros em açude da PB

Publicado em domingo, Maio 31, 2015 ·

msgUm cartaz fixado em uma das entradas que levam ao açude São Francisco 2, no município de Teixeira, Sertão paraibano, a 315 km de João Pessoa, vem alertando condutores de carros pipa de outros estados sobre a proibição de captação da água do açude. A determinação, imposta pela Prefeitura Municipal de Teixeira, serve para resguardar a população, que sofre com a escassez e a iminência de colapso total no abastecimento. A situação, segundo o prefeito da cidade, Nego de Gury, é crítica e a água deve acabar em pouco tempo.

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O município, embora tenha um clima frio e com chuvas razoáveis, é uma das 170 cidades que tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal e que sofrem com a escassez de água e a falta de chuvas.

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A cidade é abastecida pelos açudes de Riacho das Moças, com capacidade de 6,4 milhões de metros cúbicos (m³) de armazenamento; São Francisco 2, com capacidade de 4,9 milhões de m³; Sabonete, com capacidade de 1,9 milhões m³; e Bastiana, com capacidade de 1,3 milhões de m³.

Porém, de acordo com dados da Agência Estadual de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o primeiro açude está com 1,4% da capacidade total; o segundo tem 6,6%; o terceiro tem 1,3% e o quarto está com 8% de capacidade.

Segundo o prefeito, a proibição da entrada dos pipeiros, que também foi feito através de um decreto municipal, é uma das alternativas de resguardar a população e garantir mais alguns dias de abastecimento.

“A determinação serve apenas para os pipeiros de outros estados. Tem uma estrada que leva ao açude e nós bloqueamos o acesso. A Secretaria de Agricultura esta fazendo o controle e fiscalizando, mas a determinação esta sendo cumprida. Temos que resguarda a nossa população de qualquer forma, já que a água que temos nos mananciais vai secar completamente em três meses”, afirmou Nego de Gury.

“Do governo federal nós temos 19 carros pipa,  com serviços feitos pelo Exército, para socorrer a população da Zona Rural, mas sabemos que esse número é muito pouco”, disse o gestor.

Não há previsão para solucionar o problema e o abastecimento deve continuar sendo feito por carros pipa.

 

Por Halan Azevedo

 

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