Prefeita Fátima fala sobre decisão do TJPB

Publicado em sábado, agosto 6, 2011 ·

fatima paulinoA prefeita Fátima Paulino se pronunciou pela primeira vez, na manhã desta terça-feira (05), sobre a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba que, liminarmente, decretou a ilegalidade da greve dos professores de Guarabira.

A gestora guarabirense falou na Guarabira FM, durante o programa Correio da Manhã. Fátima Paulino afirmou que, com a decretação da ilegalidade da greve, em decisão assinada pelo desembargado João Alves da Silva, os únicos vencedores ou beneficiados foram os quase 7 mil alunos da rede municipal de ensino.

“Quando a Secretaria de Educação notou que o sindicato e os professores grevistas, mesmo com o aumento anunciado acima do piso nacional, insistiam com a greve, a secretária Michelline, com o meu conhecimento, achou por bem solicitar, junto à justiça, a ilegalidade do movimento, só e somente só para garantir o direito dos nossos alunos estarem em sala de aula”, declarou Fátima Paulino.

– Se alguém me perguntar quem saiu vencedor da greve, digo com toda minha sinceridade que foi o alunado do município. Esse sim estava sendo prejudicado por falta do professor em sala de aula – disse a prefeita de Guarabira.

Em seu pronunciamento, Fátima lamentou a intervenção de pessoas ligadas a grupos políticos as quais, sem a menor intenção de ajudar, estavam aproveitando-se da situação (greve) com o propósito de angariar dividendos eleitorais. “Esse foi outro motivo pelo qual a Secretaria de Educação pediu a ilegalidade do movimento”, revelou.

A prefeita reafirmou o respeito que sempre teve pelo professor do município, por isso implantou o PCCR, inclusive com ampla participação dos docentes, além de recentemente ter anunciado aumento salarial acima do piso nacional (R$ 895,00 por 30 horas-aulas semanal) e uma gratificação de 20% em cima desse valor. Com esse reajuste, um professor inicial passa a ganhar R$ 1.074,00.

Fátima Paulino disse que o aumento é o que a Prefeitura de Guarabira pode pagar. Ela acrescentou que a administração municipal já gasta mais de 84% dos recursos do Fundeb só com o salário dos professores, sem o reajuste ora anunciado.

“Não vencemos nada. Quem decretou a ilegalidade da greve foi o Tribunal de Justiça. E no despacho do desembargador João Alves ele cita a relevância de quase 7 mil alunos impedidos de estarem em sala de aula por causa da paralisação”, acrescentou a prefeita de Guarabira. Por fim, Fátima afirmou que vai consultar a Procuradoria Jurídica do município no sentido de decidir sobre o reajuste anunciado, já que o TTJPB decretou a greve ilegal.

Com Codecom

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